domingo, 24 de maio de 2015

Anton Tchekhov e a ciência

Anton Tchekhov (foto daqui)


"Infelizmente, não sou filósofo nem teólogo. Sei perfeitamente que não tenho mais de meio ano de vida; agora, parece, deveriam ocupar-me particularmente questões sobre as trevas de além-túmulo (...) Mas, por algum motivo, minha alma não quer saber dessas questões, embora a razão compreenda toda a sua importância (...) agora, diante da morte, só me interessa a ciência. Emitindo o suspiro derradeiro, ainda hei de crer que a ciência constitui o mais importante, o mais belo, o mais necessário na vida do homem, que ela sempre foi e será a manifestação mais elevada do amor, e que somente por meio dela o homem vencerá a natureza e a si mesmo."





Trecho do conto Uma história enfadonha, presente no livro
O beijo e outras histórias (Editora 34/2014), página 125, na tradução de Boris Schnaiderman.

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