segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hoje fomos eternos

What dreams may come interferido por Mirdad


2011 - Uma odisseia de um domingo só
Emmanuel Mirdad

Guerra, ignorância, poluição e fome
Mas o homem não consegue parar o mundo
Terremotos, tsunamis, tempestades, seca extrema
E nem a Terra consegue parar o mundo, quiçá a si própria
Nunca houve um freio após o gênese, nos confins da origem

Entretanto,
Subestimado como micro ao calendário insípido dos astros,
Hoje, um domingo de março, ousado e desprendido, foi
O dia em que a Terra parou

Malucos não somos, e não foi um sonho, seu Raulzito
Saímos de casa, confrontamos a tempestade
E o nosso oásis maktubou-se materializado

O amor freou o mundo, e confundiu o tempo,
Que não soube mais o que contar e mensurar
Quando a força do incrível gigante brecou a rotação do planeta
Só pra que os nossos braços pudessem rodopiar
As sensações dos deuses
Abraçados como ficamos,
Reconhecendo o ninho em que as galáxias são gestadas
Hoje fomos eternos

Um comentário:

Mirdad disse...

Encontrei esse poema perdido nos meus arquivos de 2011. Resolvi publicá-lo para registrá-lo.