“Olhos abertos no escuro” (Sansevieria Livros, 2ª edição, 2026) Emmanuel Mirdad ISBN: 978-65-977385-2-6 20 contos | 156 pg Capa: Jorge Barreto O amigo sensato se encontra com o amigo de coração partido num bar de ponta de esquina e o acaso faz tocar a canção “Por enquanto”, na voz de Cássia Eller. Os seis dias de Carnaval de uma mãe solteira, duas filhas pequenas, entre a arrochada de camisola no corredor do hotel para um striptease online a uma fossa regrada ao brilhante esmagamento do indivíduo pelo Estado no filme “Leviatã”. Qualquer um volta para casa, depois do trabalho, e percebe que é só mais um medíocre solitário na multidão de medíocres, que vai morrer só e o seu legado é tão pífio que rapidamente será esquecido por qualquer um. O marido descobre a traição da esposa e resume tudo a uma única pergunta: “Vocês transaram?”. As peripécias de um ser que atende às necessidades sexuais de diversas mulheres, cada uma com um motivo distinto que justifica a traição. Um astro da música b...
Download no Google Drive aqui Que seja duro enquanto sempre Emmanuel Mirdad O bar é de ponta de esquina. Um boteco. O amigo sensato se encontra com o amigo de coração partido, após um breve telefonema-resgate, a caridade que, às vezes, não se tem como escapar. Na parede descascada, apoiados num suporte que as lojas de departamento não vendem mais, uma pequena tevê e um aparelho de DVD estão a funcionar. Cássia Eller, nervosa acusticamente, acaba de cantar “Por enquanto”, de Renato Russo. As estações mudam, mas não o dilema: — É duro quando o pra sempre acaba. — Mas ele sempre acaba, não? — É... Sempre... — Eterno é quando não dura.