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Mil Pedaços Giz (Mirdad — Banzo)

Mil Pedaços Giz (Emmanuel Mirdad) Esperando por mim, quase sem querer, vinte e nove índios, há tempos! Por enquanto, eu sei: Tempo perdido o teatro dos vampiros – Baader-Meinhof blues Natália vai Clarisse trai Andrea sai E a Leila? Não. Quando você voltar (uma outra estação), Depois do começo, mais do mesmo! Vento no litoral, la maison dieu: A tempestade sereníssima Ainda é cedo Natália vai Clarisse trai Andrea sai E a Leila? Não. Será a montanha mágica? Quando o sol bater na janela Do teu quarto o mundo anda tão complicado! Só por hoje marcianos invadem a Terra; As flores do mal, o livro dos dias, a via láctea – "Feedback Song for a Dying Friend" Perfeição: acrilic on canvas! Antes das seis, vamos fazer um filme? Perdidos no espaço, l'avventura do espírito Metal contra as nuvens, que país é este? Natália vai Clarisse trai Andrea sai E a Leila? Não. (28/06/2011) --- A letra (+ o título) desta canção é uma edição que traz...

Dormingo (Mirdad — Banzo)

Dormingo (Emmanuel Mirdad) Ei você que tanto me disse “Eu te amo, minha vida, meu amor” E agora nem me atende mais Não há o que fazer, apenas ter que aceitar Como faz? Como faz pra te esquecer? Hoje é domingo, chove lá fora E você deve estar com um novo amor, as mesmas palavras Já a minha vida ficou paranoica Uma fissura interminável a projetar frustrações Tanto faz Tanto faz s’eu desaparecer Ei você que tanto me amou E agora finge não me ver só pra não ter que dar um bom dia Não consigo entender como alguém pode apagar tão facilmente Se nós juramos um amor pra além da vida Ainda te amo, ainda te quero, ainda sonho Viver com você, por você (05/06/2011)

Ressaca (Mirdad — Banzo)

Ressaca (Emmanuel Mirdad) Busquei essa música porque eu tô na merda, eu sei Mais uma vez, o amor é reles tralha, meu bem E você categoricamente me descarta como se tudo fosse substituível Como peças de uma lógica mesquinha Tão simplista que eu... Nunca mais! Destacou-me de sua coleção de crias Mais um verme a mendigar idolatria E você inexoravelmente me despacha como se desse uma descarga No mais sujismundo e inútil sentimento incompatível à razão Não! Eu... Nunca mais! A dor que eu sinto é só minha Não vou dividir porque só ela me alimenta Sofrer por amor é tão digno quanto kitsch Nunca mais! (30/05/2011)

Intervalo: Foo Fighters

Não, eu não comprei um Claro. É que voltei à questão de 2009: "...Do I stay or run away and leave it all behind? It's times like these you learn to live again..." Quem dera fosse uma reta, mas é uma maldita montanha-russa. Vai subir, ah, se vai! .

Em alguma parte alguma, de Ferreira Gullar

interferência: Mirdad Vejo Ferreira Gullar e me lembro de meu pai; cara de carranca e cabelos grandes, magro, filopoeta e contestador. São contemporâneos de nascimento, dos longínquos anos 30; nos 80 anos do poeta maranhense, estive presente na inesquecível mesa festa dedicada a ele na Flip 2010, e a poucos metros do futucador José Ribamar, só pude lembrar-me do sergipano Ildegardo , que fará 80 logo mais em outubro. Dentro da Noite Veloz , sabiamente recomendado ainda no colégio, apresentou-me o trabalho de Gullar , mas foi Poema Sujo que me chocou e formou meu gosto por poemas para muito além da forma e prepotência; é o jorro que importa, os enquadros que fotografam o que todo mundo vê, mas quase ninguém eterniza. Recentemente fiz um teste; na prateleira de “poesia” da Livraria Cultura, pus-me a ler diversos poetas, e o único livro que comprei, satisfeito com o que rapidamente li, foi Em Alguma Parte Alguma , o mais recente do ilustre José Ribamar, o Ferreira Gullar . Abaixo, segue...

Chora Guitarra

David Gilmour, o único guitarrista que me faz chorar Chora Guitarra Emmanuel Mirdad O fluido rosa escorre tímpanos adentro Dissoluto em vibrações hipnóticas Derrete a matéria compactada pela equação E frita as conexões, confortavelmente enigmático Eu vou E choro ao me desprender Ali, do lado de fora Há alguém que só sou quando chapo De som e olhos cerrados Gilmour finaliza o solo Mas cadê o solo? Não autorize meu pouso Estou às avessas De volta da volta à vida Repleto de esperanças contra o muro .

The Orange Poem, a história (2001 a 2007)

Hosano, Rajasí, Mirdad, Zanom e Fábio; a estreia da banda the orange poem em 31/03/2001. Foto: Gutemberg Bahia, Salvador, Pituba, tarde de sábado ensolarado, 31 de março de 2001, 10 anos atrás. Em frente ao matagal que muitos anos após se tornaria a Praça Ana Lúcia Magalhães, nos fundos de um pequeno condomínio comercial, havia um mofado e micro estúdio de ensaio, chamado então de JAM Studio, de posse de um cara carrancudo chamado Júnior. Ao custo de R$ 25,00, o período de ensaio seria de três horas, das 15h às 18h, mas devido a uma série de atrasos e arrumações dos músicos, só começou mesmo 45 minutos depois do programado. Marcus (nome real de Zanom , na época apelidado de Jesus – menos por Fábio , que sempre se recusou de chamar alguém pelo nome do seu Senhor), Hosano , Fábio e Rajasí ; quatro pessoas completamente distintas, que mal se conheciam e não tinham amigos ou objetivos em comum, reunidas quase à força da persuasão insuportável do sonhador alucinado Mirdad – ...