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Postagens

Origem do título O limbo dos clichês imperdoáveis

Título extraído do conto No palheiro , página 74 do livro O grito do mar na noite (Via Litterarum, 2015), de Emmanuel Mirdad . Esse novo livro reunirá todos os contos de Emmanuel Mirdad , revistos e reformulados, e será publicado neste blog e na fanpage do Facebook, com download gratuito do PDF, assim como foi com o livro Quem se habilita a colorir o vazio? , lançado em 07 de outubro de 2017. O lançamento de O limbo dos clichês imperdoáveis  acontecerá no verão de 2018.

Oito passagens de Cidinha da Silva no livro Sobre-viventes!

Cidinha da Silva - Foto daqui “A sobrinha da visitante ingenuamente pergunta: ‘Mas, tia, a cozinheira não era a tia Anastácia?’. ‘Era’, responde a tia satisfeita. A menina continua, enquanto folheia o livro: ‘Então, porque o livro de receitas é da D. Benta?’. ‘Boa pergunta’, responde e mira a anfitriã, aguardando algum comentário. (...) A dona do livro sorri amarelo, diz que a garota é muito esperta, ameaça tocar suas tranças. A menina se esquiva do gesto, agradece o que parece ser um elogio e explica que gente estranha não pode colocar a mão na cabeça da gente.” “A repórter, compungida, transmite à mãe a notícia do roubo. Lágrimas grossas escorrem pelos sulcos do rosto marcado pelo sol e pela dureza no trabalho da roça. A câmera focaliza cada detalhe. A mulher ergue o dedo cabeçudo e anuncia: ‘Eu vou falar uma coisa pra senhora: ele roubou foi de safadeza, colegage, luxúria. Não foi fome, não, senhora, porque fome ele passa desde que nasceu!’” “Os passantes pareciam estar em ...

Mother!, um filme fantástico

Tive vontade de aplaudir de pé quando terminou. Quis gritar: "É isso, cinema é isso!" Uma porrada. Sem concessão. Sem afago. A expor a desgraça do ser humano, predador, hóspede indesejado, intruso, estranho, a venerar uma suposição ególatra que repete, a cada nascimento, o trágico destino de esbagaçar o planeta, transformar o coração de Gaia em cinzas, para recomeçar tudo de novo, perdido, faminto, violento, fanático. Ele, com "e" maiúsculo, é poeta. Abusivo. O cão que nada faz, e entrega às hienas o seu filho para ser despedaçado e devorado pela turba em transe, fé ignorante. Bravo, Darren Aronofsky  (diretor e roteirista), um milhão de vezes bravo! Mother!  ( Mãe! , 2017) é o melhor filme que vi em 2017. Disparado! Ácido e lindo, que direção de arte e fotografia! Que roteiro, que roteiro! PQP! FODA! Estou em êxtase. Arte, pura arte! ESFREGUEM esse filme na cara dos caretas. Na cara de todos! Bravo, Javier Bardem , que atuação, que atuação! Mais uma vez (d...

Cinco passagens de Cidinha da Silva no livro Os nove pentes d’África

Cidinha da Silva - Foto daqui “As histórias dos pentes dormitavam na parte ornamental e na magia de pentear os cabelos, desembaraçá-los, trançá-los novamente, sentados entre as pernas das trançadeiras, tias Neusa ou Dinda, e vó Berna. O vô mantinha-se sempre atento aos desenhos que iam surgindo e a nós que íamos aprendendo a trançar. São imagens felizes da nossa infância. Juntos, desenrolávamos os enredos. Histórias contadas pelos mais velhos, outras inventadas por nós, as crianças, a partir de brincadeiras e memórias, ancestrais, até, como dizia com seriedade o vô. ‘Ancestralidade, os novos também tinham’, ele explicava para responder ao nosso estranhamento de criança frente àquela palavra do mundo dos velhos.” “Ele construiu uma série de escudos com uma riqueza impressionante de particularidades, adquirida por um empresário da ilha de Kuanza, em Angola. Neles, esculpiu as guerras de libertação dos países africanos no século XX. Quando o comprador, extasiado, indagou porque ele...

Download free do livro “Quem se habilita a colorir o vazio? — Todos os poemas de Emmanuel Mirdad”

“ Quem se habilita a colorir o vazio? — Todos os poemas de Emmanuel Mirdad ” é um livro virtual, editado pelo próprio autor e disponibilizado em posts do seu blog (veja aqui ) e em fotos da página de escritor no Facebook (veja aqui ). São 200 poemas, a compreender o período de 1996 a 2017 da produção poética de Emmanuel Mirdad . Faça o download gratuito do livro em PDF clicando aqui Vai abrir a tela abaixo, basta clicar na seta indicada pelo quadrado vermelho: Ou faça o download gratuito do livro em PDF clicando aqui Vai abrir a tela abaixo, basta clicar no botão verde indicado pela seta vermelha:

Música para Escrever #05 — GOD IS AN ASTRONAUT, Oh Hiroshima, maïak, we.own.the.sky e Pictures from Nadira

Tudo é violento, e é brilhante, ao mesmo tempo. Em silêncio, ela anseia a idade do quinto sol. Resistir a uma maneira muito agradável de morrer é inútil. A Terra colide com o seu espelho. Dentro do vidro, unhas de uma galáxia muito distante, onde há uma deusa, que será convocada. Esse é o começo e o final de tudo. Camadas de harmonias abstratas, a girar infinitamente no espaço, que vai explodir em uma supernova maciça. Confira o quinto post da série Música para Escrever , com os melhores sons de post-rock, a alumiar a mente e transcender em palavras. GOD IS AN ASTRONAUT Glen of The Downs | Irlanda Bandcamp aqui Facebook aqui Foto daqui Melhor disco para escrever "All is Violent, All is Bright" (2005) Ouça aqui Para continuar escrevendo "Age of the Fifth Sun" (2010) Ouça aqui ----------- Oh Hiroshima Suécia Bandcamp aqui Facebook aqui Foto daqui Melhor disco para escrever "Resistance is Futile...

First They Killed My Father, um filme necessário contra o totalitarismo

Recomendo o filme First They Killed My Father ( មុន​ដំបូង​ខ្មែរ​ក្រហម​សម្លាប់​ប៉ា​របស់​ខ្ញុំ , 2017), de Angelina Jolie , adaptado do livro de memórias, homônimo , da ativista e escritora cambojana Loung Ung (as duas assinam o roteiro), disponível na Netflix aqui  (página oficial do longa no Facebook aqui ). Todo filmado com atores do Camboja (gosto muito da atuação da atriz mirim Sareum Srey Moch e de Phoeung Kompheak , que faz o pai), na língua do país asiático, expõe o horror que é ter a vida transformada num inferno por conta da instauração da ditadura comunista do Khmer Vermelho ( ខ្មែរក្រហម ), liderado pelo tirano genocida Pol Pot . Mesmo com um final péssimo (pra mim, o filme termina na excelente cena das minas terrestres - e vale também enxugar algumas passagens), é necessário e importante para ficar alerta sobre a desgraça que é ter o país tomado por fanáticos totalitários. No final do longa, a mensagem: "Por meio de execução, inanição e trabalho forçado, o Kh...