Pular para o conteúdo principal

Música para Escrever #67 — Her Name is Calla; things falling apart; Sauf les drones; Your Hand In Mine; Burial Ground for Butterflies; Hurry Up, Brothers; Wapentake; Quintessence; At The Grove e Oreana


O cordeiro quieto no coro de animais é o navegador da herança de uma trilha sonora original de uma onda de endorfinas. Alguém pede: “Martelo cego, eu sinto a sua falta como pregos que sou”. Alguém responde: “Agora, espere pelo ano passado, pois carregamos o nosso destino à vista de todos, desintegrando-se!”. Não se deve ficar quieto nos lugares anônimos; procure por problemas nos romances de jardim. Todas as noites, sonhos. Todas as coisas desaparecem em desolação. “Tudo é lindo. Eu estou bem por estar vivo. Estou bem para morrer”, lê-se em madrigais. Assim: “Amanhã, depois da lua... e todo o medo que deixamos para trás; no nascer do sol, ouro”. Confira o post #67 da série Música para Escrever, com os melhores sons de post-rock, a alumiar a mente e transcender em palavras.

Leeds | Inglaterra
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"The Quiet Lamb"
(2010)
Ouça aqui

Para continuar escrevendo

"Animal Choir"
(2019)
Ouça aqui

"Navigator"
(2014)
Ouça aqui

"The Heritage"
(2008)
Ouça aqui

"A Wave of Endorphins"
(2015)
Ouça aqui

---------

De Kalb | Estados Unidos
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"blind hammer, i miss you like nails"
(2016)
Ouça aqui

Para continuar escrevendo

"now wait for last year"
(2020)
Ouça aqui

"we carry our fate in plain sight"
(2006)
Ouça aqui

"disintegrating!"
(2007)
Ouça aqui

"one must not move quiet"
(2012)
Ouça aqui

---------

Montreal | Canadá
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Lieux anonymes"
(2019)
Ouça aqui

Para continuar escrevendo

"chercher le trouble"
(2021)
Ouça aqui

---------

Tessalônica | Grécia
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"The Garden Novels"
(2011)
Ouça aqui

Para continuar escrevendo

"Every Night Dreams"
(2009)
Ouça aqui

---------

Portugal
Bandcamp aqui
Instagram aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"All things fade into bleakness"
(2021)
Ouça aqui

---------

Des Moines | Estados Unidos
Bandcamp aqui
Instagram aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"All is Beautiful. I'm Okay to be Alive. I'm Okay to Die"
(2021)
Ouça aqui

---------

Hampshire | Inglaterra
Bandcamp aqui
Instagram aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Madrigals"
(2021)
Ouça aqui

---------

Lyon | França
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Demain, après la Lune..."
(2018)
Ouça aqui

---------

Münster | Alemanha
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"...And All The Fear We Left Behind"
(2021)
Ouça aqui

---------

Philadelphia | Estados Unidos
Bandcamp aqui
Instagram aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Sunrise, Gold"
(2021)
Ouça aqui

---------


Playlist Música para Escrever #67

Os melhores temas da edição #67 da série “Música para Escrever”, com a inglesa Her Name is Calla, as norte-americanas things falling apart e Hurry Up, Brothers, e a canadense Sauf les drones, o grego Your Hand In Mine, o português Burial Ground for Butterflies, o francês Quintessence, o alemão At The Grove e o norte-americano Oreana. Os melhores sons de post-rock para inspirar a imaginação e criar o clima propício de introspecção.

PS: O inglês Wapentake não foi incluído por não ter a música “The Woodsman” disponível no Spotify ou YouTube.

Ouça no Spotify aqui

Ouça no YouTube aqui

01) Meridian Arc [Her Name is Calla]

02) En Groupe Devant le Miroir [Sauf les drones]

03) Frontier [Her Name is Calla]

04) Des Montagnes Comme des Barricades [Sauf les drones]

05) Wren [Her Name is Calla]

06) Nighty Night, Sparkly White Noise Machine [Burial Ground for Butterflies]

07) Morning Drums [Your Hand In Mine]

08) His Heart Was Going Like Mad [Her Name is Calla]

09) Calendar [Your Hand In Mine]

10) Condor and River [Her Name is Calla]

11) Revolt! This is an Ecological Crisis [Hurry Up, Brothers]

12) Celestial [Quintessence]

13) The Hawkline Monster [things falling apart]

14) dB [things falling apart]

15) Where The Penguins Go [At The Grove]

16) Crusher [things falling apart]

17) Dreams Like Winter Dust [Oreana]

18) Adama [things falling apart]

---------

Confira o Música para Escrever #66, com LAC, Suffocate for fuck sake, GrimLake, Dûrga, Ennoven, The Metaphor, Clouds Collide, KOLLAPSIN, FORT e MOEWN, neste post aqui


Confira o Música para Escrever #65, com flyingdeadman, World's End Girlfriend, Arbor Lights, Böira, A New Silent Corporation, 10 Waves of You, Pictures on Silence, Ziriphon Fireking, Rædsel e ORDEAL & PLIGHT, neste post aqui


Confira o Música para Escrever #64, com FALL OF MESSIAH, Prime Alone, Fires Burn Low, When Waves Collide, KRANE, a spark in the v(*)id, BLACKSHAPE, Solars, ANFIORESTER e Mountainscape, neste post aqui

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector no livro Laços de família

Clarice Lispector (foto daqui ) “A mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que uma cozinheira lhe contara do tempo do orfanato. Não tendo boneca com que brincar, e a maternidade já pulsando terrível no coração das órfãs, as meninas sabidas haviam escondido da freira a morte de uma das garotas. Guardaram o cadáver no armário até a freira sair, e brincaram com a menina morta, deram-lhe banhos e comidinhas, puseram-na de castigo somente para depois poder beijá-la, consolando-a. Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou mãos pensas, cheias de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em que mataremos por amor. Então olhou para o filho esperto como se olhasse para um perigoso estranho. E teve horror da própria alma que, mais que seu corpo, havia engendrado aquele ser apto à vida e à felici...