Pular para o conteúdo principal

Leituras 2013

Os 36 livros lidos em 2013

Dentre os 36 livros lidos em 2013, selecionei passagens em 19 livros, com destaque para o livro de ensaios “Como ficar sozinho”, de Jonathan Franzen, os romances “Mayombe”, de Pepetela, e “O jogo da amarelinha”, de Julio Cortázar, além dos baianos como Mayrant Gallo, Gláucia Lemos e Paulo Bono, e a evidência para a poesia, com o saudoso padre poeta Daniel Lima, o consagrado póstumo Paulo Leminski, o estreante irmão Tiganá Santana e o grande mestre baiano Ruy Espinheira Filho e sua vigorosa obra completa “Estação infinita e outras estações”, o melhor que eu li este ano. Abaixo, você pode conferir quais foram os livros lidos, além dos que tiveram passagens selecionadas. Boa leitura!

“Estação infinita e outras estações”
(Bertrand Brasil, 2012)
Ruy Espinheira Filho
Leia trechos aqui

“Mayombe
(Leya, 2013)
Pepetela
Leia trechos aqui

“O jogo da amarelinha
(Civilização Brasileira, 2012)
Julio Cortázar
Leia trechos aqui

“Como ficar sozinho”
(Companhia das Letras, 2012)
Jonathan Franzen
Leia trechos aqui

“O drible”
(Companhia das Letras, 2013)
Sérgio Rodrigues
Leia trechos aqui

“Um operário em férias”
(Record, 2013)
Cristovão Tezza

“A queda”
(Record, 2012)
Diogo Mainardi


“Poemas”
(Cepe, 2011)
Daniel Lima
Leia trechos aqui

“O filho eterno”
(Record, 2007)
Cristovão Tezza
Leia trechos aqui

“Espalitando”
(Cousa, 2013)
Paulo Bono
Leia trechos aqui

“Netto perde sua alma”
(Record, 2010)
Tabajara Ruas

“Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez”
(Record, 2003)
Tabajara Ruas
Leia trechos aqui

“O planalto e a estepe”
(Leya, 2009)
Pepetela

“Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”
(Companhia das Letras, 2012)
Mário Magalhães

“Canalha!”
(Bertrand Brasil, 2008)
Fabrício Carpinejar
Leia trechos aqui

“Contra um mundo melhor”
(Leya, 2013)
Luiz Felipe Pondé
Leia trechos aqui

“Toda poesia”
(Companhia das Letras, 2013)
Paulo Leminski
Leia trechos aqui

“Cidade singular”
(Kalango, 2013)
Mayrant Gallo
Leia trechos aqui

“A casa dos nove pinheiros”
(Dobra Editorial, 2012)
Ruy Espinheira Filho

“Brasil – Uma história”
(Leya, 2012)
Eduardo Bueno

“Gigantes do futebol brasileiro”
(Civilização Brasileira, 2011)
João Máximo e Marcos de Castro


“Os encantos do sol”
(Escrituras, 2013)
Mayrant Gallo
Leia trechos aqui


“Marce”
(Solisluna, 2013)
Gláucia Lemos
Leia trechos aqui

“82 – Uma Copa, Quinze Histórias”
(Casarão do Verbo, 2013)
Org. Mayrant Gallo

“Salvador abaixo de zero”
(P55, 2012)
Herculano Neto
Leia trechos aqui

“O oco-transbordo”
(Rubra Cartoneira Editorial, 2013)
Tiganá Santana
Leia trechos aqui

“Ensaio do vazio (HQ)”
(7Letras, 2012)
Carlos Henrique Schroeder, desenhada por Diego Gerlach, Pedro Franz, Berliac, Manuel Depetris Obra e Leya Mira Brander

“Chuva secreta”
(Casarão do Verbo, 2013)
Állex Leilla

“As certezas e as palavras”
(Editora da Casa, 2013)
Carlos Henrique Schroeder
Leia trechos aqui

“Talvez não tenha criança no céu”
(Virgiliae, 2012)
Davi Boaventura
Leia trechos aqui

“A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves”
(Companhia das Letras, 2013)
Joca Reiners Terron

“Xing Ling: Made in China”
(Solisluna, 2013)
Victor Mascarenhas

“Corpo de delito & Rip e Cal”
(Cousa, 2013)
Saulo Ribeiro 

“Barroca” 
(P-55, 2011)
Mariana Paiva

“Vocábulos caminhantes”
(Cogito, 2012)
Juraci Tavares

“Catamaran”
(Cousa, 2012)
Leandro Reis

-----

Reli 02 livros em 2013

“Walter Smetak – Som e espírito”
(Coleção Gente da Bahia – ALBA, 2013)
Jessica Smetak Paoli

“A guerreira da Lapinha”
(Casarão do Verbo, 2012)
Elieser Cesar

Comentários

Mayrant Gallo disse…
Trabalho fantástico, este, Mirdad. Congratulações! Feliz 2014, com mais livros, projetos, festas e tudo o mais.
Emmanuel Mirdad disse…
Obrigado, meu caro, eu que agradeço pelas obras sensacionais de Os Encantos do Sol e Cidade Singular! Feliz 2014, com mais livros e realizações! Grande abraço!
Edições preciosas para esses dias tão urgentes

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...