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Os 10 posts mais acessados do blog em 2017


Abaixo, você confere os dez posts mais acessados neste blog em 2017. A apuração foi feita hoje, 27 de dezembro.

1º lugar
Seleta: Melhores títulos concorrentes Oceanos 2017
26/05/2017
363 acessos
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2º) Flica 2017 - Programação
28/09/2017
273 acessos
Acesse aqui

3º) Aidil Araújo Lima — Mulheres sagradas
20/11/2017
260 acessos
Acesse aqui

4º) Emmanuel Mirdad — Quem se habilita a colorir o vazio?
07/10/2017
242 acessos
Acesse aqui

5º) Nicolas Behr — Brasilírica
20/12/2017
237 acessos
Acesse aqui

6º) Ruy Espinheira Filho — Os milagres de Madame Jurema & outras crônicas
29/10/2017
225 acessos
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7º) Cidinha da Silva — Canções de amor e dengo
25/10/2017
214 acessos
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8º) Haruki Murakami — Romancista como vocação
28/08/2017
198 acessos
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9º) Música para Escrever 2017
08/12/2017
181 acessos
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10º) Música para Escrever #07
Explosions in the Sky, KHARA, We Came From The North, WhyOceans e Ciempiés
26/10/2017
178 acessos
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Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector no livro Laços de família

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