Pular para o conteúdo principal

Dicionário amoroso de Salvador, de João Filho

João Filho
Foto: Divulgação | Arte: Mirdad

Segundo a editora Casarão do Verbo, a sua coleção de dicionários amorosos é "o território literário no qual os escritores ocupam, em todas as direções, o tecido urbano de algumas metrópoles brasileiras. É uma outra forma de olhar as capitais no que elas têm de aparente, secreto e inexplorado". Segundo a escritora Állex Leilla, "são chamados de Dicionários porque os temas entram em formato de verbetes, porém, se trata, na verdade, de crônicas amorosas, apimentadas, sensuais, satíricas, ácidas e poéticas acerca dessas 12 cidades. Os olhares são pessoais, e as imagens que saltam nas páginas são frutos da relação complexa que cada indivíduo – neste caso, escritores, poetas, artistas – têm com a cidade onde nasceram e/ou escolheram para viver".

O "Dicionário amoroso de Salvador" é uma excelente obra do poeta e pensador baiano João Filho, com ilustrações de Caius Marcellus.


Parte I
Leia aqui
"Baiano não morre de depressão, mata de pirraça"

-----------

Parte II
Leia aqui
"Salvador não é para principiantes. Braços abertos podem afagar ou sufocar"

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Flikids 2025

A Flikids é uma festa dedicada ao universo da criança, que valoriza e destaca a literatura para todas as infâncias, bem como outros artistas que trabalham a interseção das artes com a literatura, para promover apresentações que estimulem a formação de novos leitores e o hábito da leitura como lazer e afinidade entre os membros da família. Nos eventos literários pelo país, geralmente a programação para crianças é apresentada como uma das partes dos eventos, alternativa. Já a Flikids é exclusiva para esse público: destaca a produção da literatura para as infâncias nos seus vários formatos e temas, como programação principal. A 2 ª edição da Flikids acontece em 04 e 05 de outubro na Caixa Cultural Salvador , patrocinada pela Caixa e Governo Federal , com a realização da Bahia Eventos e Mirdad Cultura , coordenação geral de Emmanuel Mirdad e curadoria de Emília Nuñez e Ananda Luz . A curadora Emília comenta a programação aqui Sábado 04/10 14h – Kiusam de Oliveira lê “Mãos” 15h –...