Pular para o conteúdo principal

Seleta: Guilherme Arantes

Guilherme Arantes - Foto daqui

O cantor e compositor Guilherme Arantes é o primeiro artista que eu me lembro de ter escutado. Lá no começo dos anos 1980, a minha irmã Tita, que era fã dele, ouvia as suas músicas nos LPs que possuía, e eu me recordo de manusear os encartes, muito pequeno, e de pedir para colocar no som, porque eu queria escutar, principalmente a canção “Planeta Água”, que marcou a minha infância. Depois, acompanhei a sua fama televisiva, fiz peças e trabalhos de escola com as suas músicas, e quando chegou o reggae e o rock na minha vida, abandonei o pianista hitmaker.

No final de 2010, fui o produtor executivo da gravação de um disco de Mou Brasil no estúdio Coaxo do Sapo, de Guilherme Arantes. Então, tive a breve oportunidade de conhecê-lo e fiquei com vontade de voltar a ouvir as suas músicas. No ano seguinte, eles lançaram a coletânea “A Cara e o Coração”, com bandas de rock reinterpretando as canções mais antigas. Foi aí que eu fui conhecer essa fase setentista do Guilhermão. A sorte foi que ele colocou todas as músicas disponíveis no Soundcloud e eu pirei.

Agora, fiz uma seleta com as 30 melhores canções dessa fase rock, blues & psy de Guilherme Arantes, presentes em seis discos e dois compactos: “Guilherme Arantes” (1976),  “Ronda Noturna” (1977), “A Cara e A Coragem” (1978), “Guilherme Arantes” (1979), “Coração Paulista” (1980), “Compacto Planeta Água” (1981), “Guilherme Arantes” (1982) e “Compacto Pedacinhos e Tão Blue” (1983).

Ouça no Spotify aqui

Ouça no YouTube aqui

01) Oh! Meu Amor [Ronda Noturna, 1977]

02) Estranho [Coração Paulista, 1980]

03) Meu Mundo e Nada Mais [Guilherme Arantes, 1976]

04) Amanhã [Ronda Noturna, 1977]

05) 1980 [Coração Paulista, 1980]

06) Antes da Chuva Chegar [Guilherme Arantes, 1976]

07) Cinza Industrial [Ronda Noturna, 1977]

08) Brazilian Boys [A Cara e a Coragem, 1978]

09) Brincos na Orelha [A Cara e a Coragem, 1978]

10) Cuide-se Bem [Guilherme Arantes, 1976]

Guilherme Arantes - Foto daqui

11) 14 Anos [A Cara e a Coragem, 1978]

12) Êxtase [Guilherme Arantes, 1979]

13) Brasília [Coração Paulista, 1980]

14) Baile de Máscaras [Ronda Noturna, 1977]

15) Viva! [A Cara e a Coragem, 1978]

16) S.O.S. [Coração Paulista, 1980]

17) Made in U.S.A. [Ronda Noturna, 1977]

18) Coração Paulista [Coração Paulista, 1980]

19) A Cara e a Coragem [A Cara e a Coragem, 1978]

20) Fantoches [Coração Paulista, 1980]

Guilherme Arantes - Foto daqui

21) Águas Passadas [Guilherme Arantes, 1976]

22) Coração Fantoche [Coração Paulista, 1980]

23) Hei de Aprender [Guilherme Arantes, 1979]

24) Nave Errante [Guilherme Arantes, 1976]

25) O Melhor Vai Começar [Guilherme Arantes, 1982]

26) Lamento lhe Encontrar Triste [Guilherme Arantes, 1976]

27) Todo Mês de Maio na Maior [Guilherme Arantes, 1982]

28) Pedacinhos (Bye Bye So Long) [Compacto Pedacinhos e Tão Blue, 1983]

29) O Amor Nascer (Prelúdio) [Guilherme Arantes, 1982]

30) Planeta Água [Compacto Planeta Água, 1981]

Os álbuns e compactos participantes desta Seleta

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...