Pular para o conteúdo principal

Música para Escrever #03 — Mogwai, Our Last Hope Lost Hope, Awaken The Echoes, Molecules to Minds e Message to Bears


O falcão está uivando para os que retornam. “Venham morrer, jovens.” São canções felizes para pessoas felizes as que persistem a brilhar, na crista do Sul. A ascender à insignificância, partidas. Confira o terceiro post da série Música para Escrever, com os melhores sons de post-rock, a alumiar a mente e transcender em palavras.

Glasgow | Escócia
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"The Hawk is Howling"
(2008)
Ouça aqui

Para continuar escrevendo

"Les Revenants"
(2013)
Ouça aqui

"Come On Die Young"
(1999)
Ouça aqui

"Happy Songs for Happy People"
(2003)
Ouça aqui

-----------

Suécia
Bandcamp aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Persist"
(2011)
Ouça aqui

-----------

Wichita | Estados Unidos
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Glow"
(2013)
Ouça aqui

Para continuar escrevendo

"Southcrest" (EP)
(2017)
Ouça aqui

-----------

Brisbane | Austrália
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Ascent Into Insignificance" (EP)
(2017)
Ouça aqui

-----------

Londres | Inglaterra
Bandcamp aqui
Facebook aqui
Foto daqui

Melhor disco para escrever

"Departures"
(2009)
Ouça aqui

-----------


Playlist Música para Escrever #03

Os melhores temas da edição #03 da série “Música para Escrever”, com a banda escocesa Mogwai e a sueca Our Last Hope Lost Hope, e o projeto norte-americano Awaken The Echoes, o australiano Molecules To Minds e o inglês Message to Bears. Os melhores sons de post-rock para inspirar a imaginação e criar o clima propício de introspecção.

Ouça no YouTube aqui

Ouça no Spotify aqui [faltaram 3 músicas do Awaken The Echoes]

01) Scotland's Shame [Mogwai]

02) We Belong in a Movie [Molecules to Minds]

03) Kortege [Our Last Hope Lost Hope]

04) Quiet Confidence [Awaken The Echoes]

05) Running Through Woodland [Message To Bears]

06) Kill Jester [Mogwai]

07) The Birth and Death of a Meme [Molecules to Minds]

08) Prayers For Mom [Awaken The Echoes]

09) Helps Both Ways [Mogwai]

10) For Small Creatures Such As We [Molecules to Minds]

11) A Woodland Passus / Places to Dream [Our Last Hope Lost Hope]

12) Running Against Time [Awaken The Echoes]

13) Hope [Message To Bears]

14) Sweethearts Revisited [Our Last Hope Lost Hope]

15) Hunted by a Freak [Mogwai]

16) Pretend to Forget [Message To Bears]

17) The challenge is over [Awaken The Echoes]

18) Autumn [Message To Bears]

---------

Confira o Música para Escrever #02, com Tides From Nebula, pg.lost, ◯, We Lost The Sea e The Last Sighs of The Wind, nesse post aqui


Confira o Música para Escrever #01, com Sigur Rós, Hammock, Imploding Stars, If These Trees Could Talk e Paint The Sky Red, nesse post aqui

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...