Costumo peneirar os trechos prediletos dos livros que leio (compilo aqui), e não poderia deixar de fora o “oroboro baobá”, o meu primeiro romance, lançado virtualmente nas minhas redes e publicado pela Penalux em 2020. Nessa terceira parte do garimpo, a entidade Mokamassoulé entrega a bebê Miwa para Bartira, as negras Benivalda e Bartira acolhem as índias Nara e Luzia, a menina Miwa e a África, o pataxó Burianã quer ser aceito em Caraíva, a polícia não quer investigar assassinato do abneto de Mbamba, a negra rica Bárbara ignora o irmão escravizado, o romance de Dona Tonica e Ranolfo, o goleiro Montanha é preso, e a defesa espectral de Montanha garante Porto Seguro na semifinal do Amadô.
Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares se parecem: neles já se passou algo terrível. As viagens cansam e são tristes. Viajando apenas constatamos a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...









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