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Lançamento do livro de memórias “O enigma de Mutujikaka — A jornada para escrever um romance”, de Emmanuel Mirdad


O escritor Emmanuel Mirdad promove o lançamento virtual do livro de memórias “O enigma de Mutujikaka — A jornada para escrever um romance” na próxima quarta, 07 de dezembro de 2022.

oroboro baobá” é o romance de estreia. 1.914 horas em 500 dias para escrevê-lo. Um laboratório, um curso, um aprendizado. 20 versões, entre esboço, conto, roteiro e romance. Em 2017, uma versão é finalista do prêmio Sesc; outra, do prêmio Cepe. Três anos depois, Mirdad lança-o de graça no seu blog, e a Penalux publica o romance. “oroboro baobá” é finalista do prêmio São Paulo em 2021.

Entre 2020 e 2022, durante a pandemia do SARS-CoV-2, Mirdad escreve a “biografia” do finalista; “O enigma de Mutujikaka” é o making of de “oroboro baobá”, registrando toda a jornada para escrevê-lo. O processo de criação é esmiuçado: as várias influências, o que o autor fez, leu & amou, as expectativas, sonhos, frustrações, armadilhas, acertos, vergonhas, os presentes das leituras dos escritores e amigos, as dicas e ensinamentos. Mirdad é um memorialista e “O enigma de Mutujikaka” é a celebração da vida literária, o amô pela literatura. Antes leitor que escritor, um ser humano comum, batalhando contra os erros e sobrevivendo às ilusões.

O jornalista e escritor Elieser Cesar assina o posfácio do livro, em que destaca:

“(...) é o livro de quem está orgulhoso com a cria depois de um parto difícil, muito difícil, quase a fórceps: a gestação do romance ‘oroboro baobá’ (Penalux, 2020), uma longa, tortuosa e brava travessia para escrever uma obra (justamente a iniciação do autor no gênero que exige mais fôlego na literatura) que teimava em driblar o criador como um atacante arisco aos adversários numa partida de futebol (...) Neste making of do romance, o leitor se inteira de dados interessantes sobre o processo de criação e de outros pertinentes apenas aos hábitos e à vida pessoal do autor, como preferências literárias, musicais e de filmes, o que fez ou que deixou de fazer durante a jornada longa dias adentro para escrever ‘oroboro baobá’”

“Para quem acha que escrever é só sentar e juntar palavras, frases, períodos, parágrafos e páginas, até colocar ponto final, ‘O enigma de Mutujikaka’ comprova a velha teoria do escritor estadunidense William Faulkner (Nobel de Literatura de 1949) de que, para além da inspiração, o ato de criação é, acima de tudo, transpiração. Ou seja: sentar-se diante da página em branco e suar bastante para avançar — às vezes tateando; outras com uma iluminação de profeta — na história que se sabe como começa, mas, em geral, se desconhece como vai terminar, tal o desvio de percurso de personagens que parecem se descolar do pulso firme do autor. E Mirdad teve muito trabalho, paciência e obstinação para, ao longo de quase uma década. Ponto positivo. Pois, é no aprendizado, no caminhar tortuoso e incerto da arte, que gradativamente se aprende e apreende o ofício de escrever. Escritores (ou candidatos) afobados, em geral, acabam tropeçando numa obra precipitada e pífia.”

A edição virtual de Mirdad, caso fosse impressa

Virtual e impresso

O enigma de Mutujikaka” vai ser lançado primeiro na internet, um livro virtual editado pelo próprio autor e disponibilizado em posts e download gratuito do PDF no seu blog (elmirdad.blogspot.com), e em imagens na página de escritor no Facebook (@elmirdad), que pode ser lido no celular, tablet, laptop, etc.

Porém, para quem não abre mão de ler em papel, “O enigma de Mutujikaka” também será lançado em livro impresso, através da editora Penalux, de São Paulo, com a publicação prevista para o início de 2023.

A capa e contracapa de “O enigma de Mutujikaka” é de autoria do artista visual, designer e fotógrafo Max Fonseca (que também fez os flyers deste post).

Emmanuel Mirdad (foto: Maíra Rebouças)

Baiano de Salvador, de outubro de 1980, formado em Jornalismo pela Facom – UFBA, é autor das memórias “O enigma de Mutujikaka — A jornada para escrever um romance” (2022), do romance “oroboro baobá” (2020), de “O limbo dos clichês imperdoáveis” (2018), reunindo os 60 contos que escreveu entre 2000 e 2018, e “Quem se habilita a colorir o vazio” (2017), reunindo os 200 poemas que escreveu entre 1996 e 2017. É autor, também, das antologias de poemas “Yesterday, Nothing; Tomorrow, Silence” (2018) e “Wuthering Sky” (2022), com tradução de Sabrina Gledhill.

Produtor cultural com mais de 20 anos de carreira, realizou diversos projetos com patrocínio público-privado, como festivais, shows, premiações e gravações, e foi sócio das produtoras Putzgrillo Cultura (2008 a 2012) e Cali (2013 a 2021). Criador da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), foi coordenador geral por nove edições do evento, e curador em quatro edições.

Compositor, possui mais de cinquenta músicas gravadas, entre rock e reggae progressivo e psicodélico, blues, groove, pop rock e experimental, em inglês e português, e mais de dez trabalhos lançados, entre singles, EP’s e álbuns. Foi produtor fonográfico, artístico e executivo da banda de rock & blues psicodélico e progressivo Orange Poem (2000 a 2022), e do projeto de reggae Orange Roots (2015 a 2019).

Mantém o blog “O lampião e a peneira do mestiço”.

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