Pular para o conteúdo principal

Leituras 2022


Li 23 livros em 2022 (mas só um destes continha 23 livros) e selecionei trechos de todos, com destaque para a poesia de Carlos Drummond de Andrade, Ana Martins Marques e Lívia Natália, e os romances de Jorge Amado e Clarice Lispector, entre outros. Além disso, reli 07 livros, com destaque para as crônicas e romances de Clarice Lispector e a biografia de Belchior (e eu ainda selecionei os melhores versos das suas músicas). Boa leitura!

“Nova reunião: 23 livros de poesia”
(Companhia das Letras, 2015)
Carlos Drummond de Andrade
Leia poemas aqui

“Navegação de cabotagem”
(Companhia das Letras, 2012)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“Manual do Minotauro”
(Quadrinhos na Cia., 2021)
Laerte
Veja tiras aqui

“Antologia poética”
(Companhia das Letras, 2012)
Carlos Drummond de Andrade
Leia poemas aqui

“Água viva”
(Rocco, 2020)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“Corpo”
(Companhia das Letras, 2015)
Carlos Drummond de Andrade
Leia poemas aqui

“Mar morto”
(Companhia das Letras, 2008)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“Risque esta palavra”
(Companhia das Letras, 2021)
Ana Martins Marques
Leia poemas aqui

“Dia bonito pra chover”
(Malê, 2017)
Lívia Natália
Leia poemas aqui

“Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres”
(Rocco, 2020)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“Os pastores da noite”
(Companhia das Letras, 2009)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“Jubiabá”
(Companhia das Letras, 2008)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“Um sopro de vida”
(Rocco, 2020)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“Clube dos niilistas”
(Urutau, 2021)
Tom Correia
Leia trechos aqui

“A cidade sitiada”
(Rocco, 2019)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“Gabriela, cravo e canela”
(Companhia das Letras, 2008)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“Sobejos do mar”
(Caramurê, 2017)
Lívia Natália
Leia poemas aqui

“A maçã no escuro”
(Rocco, 2020)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“O tigre de Bengala”
(José Olympio, 1985)
Elisa Lispector
Leia trechos aqui

“O país do carnaval”
(Companhia das Letras, 2011)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“O lustre”
(Rocco, 2019)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“O que a gente não faz para vender um livro?”
(Sempiterno, 2021)
Vitor Miranda
Leia trechos aqui

“Ditos do povo, ditos do coração”
(Domínio Público, 2021)
Alba Liberato
Leia poemas aqui

-----

Os melhores versos de Belchior
Leia aqui

-----

Reli 07 livros em 2022

“Todas as crônicas”
(Rocco, 2018)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“A paixão segundo G. H.”
(Rocco, 2020)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“Belchior: Apenas um rapaz latino-americano”
(Todavia, 2017)
Jotabê Medeiros
Leia trechos aqui

“Perto do coração selvagem”
(Rocco, 2019)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“Capitães da Areia”
(Companhia das Letras, 2008)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

“A hora da estrela”
(Rocco, 2020)
Clarice Lispector
Leia trechos aqui

“A morte e a morte de Quincas Berro Dágua”
(Companhia das Letras, 2008)
Jorge Amado
Leia trechos aqui

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector no livro Laços de família

Clarice Lispector (foto daqui ) “A mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que uma cozinheira lhe contara do tempo do orfanato. Não tendo boneca com que brincar, e a maternidade já pulsando terrível no coração das órfãs, as meninas sabidas haviam escondido da freira a morte de uma das garotas. Guardaram o cadáver no armário até a freira sair, e brincaram com a menina morta, deram-lhe banhos e comidinhas, puseram-na de castigo somente para depois poder beijá-la, consolando-a. Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou mãos pensas, cheias de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em que mataremos por amor. Então olhou para o filho esperto como se olhasse para um perigoso estranho. E teve horror da própria alma que, mais que seu corpo, havia engendrado aquele ser apto à vida e à felici...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...