sábado, 29 de novembro de 2014

Vamos ouvir: Paraíso da Miragem, de Russo Passapusso

Paraíso da Miragem (2014) - Russo Passapusso




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Release disponível no site do artista:

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O músico e compositor Russo Passapusso é um dos expoentes da nova geração da música popular brasileira produzida na Bahia. Natural de Feira de Santana, foi em Salvador que Russo entrou em contato com o rap, o reggae e a cultura sound system jamaicana, vertentes da música que o influenciaram no início da carreira. Integrado ao coletivo Ministéreo Público, que ocupa diversos espaços da cidade com festas e intervenções sonoras, começou a movimentar uma cena alternativa em Salvador e com isso conquistou um público grande e fiel.

Participou da criação e é frontman de um dos grupos mais relevantes para a vanguarda musical da Bahia, o BaianaSystem, que faz uma releitura contemporânea da guitarra baiana e já se apresentou em países como Japão, França, Dinamarca, Rússia, EUA e China, e em diversos estados brasileiros. Junto a Fael Primeiro e DJ Raiz integra o Bemba Trio, que mescla influências do rap e da música jamaicana com a sonoridade característica da música baiana. Polivalente, quebra as barreiras entre o engajamento e o entretenimento, a cultura popular e o pop.

Para celebrar uma trajetória de 10 anos de carreira, Passapusso lança em agosto de 2014 seu primeiro disco autoral. Com o título Paraíso da Miragem, o álbum traz canções com letras confessionais sobre a vida do compositor e conta com a produção e arranjos dos músicos Curumin, Zé Nigro e Lucas Martins e as participações especiais de BNegão, Edgard Scandurra, Anelis Assumpção e Marcelo Jeneci. No palco, Russo se apresenta ao lado dos produtores do álbum.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Dedicatórias: Livros de Ondjaki, Leonidas Donskis, Carlos Henrique Schroeder e Roberval Pereyr

Livros de Ondjaki, Leonidas Donskis, Carlos Henrique Schroeder e Roberval Pereyr


2014 - Os transparentes (Cia das Letras - 2013)


"Ao Emmanuel Mirdad, com um grande abraço no clima de Cachoeira! Ondjaki 2014"
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2014 - Cegueira moral (Zahar - 2013)


"For Emmanuel Mirdad - with friendship. Leonidas Donskis. 31 october 2014"
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2014 - As fantasias eletivas (Record - 2014)


"Para meu grande amigo Mirdad, um grande abraço do Schroeder! Essa tormenta de bolso é sua! Flica, Cachoeira, 2014"
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2014 - Mirantes (7 Letras - 2012)


"Para Emmanuel Mirdad, com o abraço, a amizade e a admiração de Roberval Pereyr. Cachoeira, 1º.11.14"
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vamos ouvir: Já Carregou, de Zé Vito

Já Carregou (2014) - Zé Vito




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Release disponível no site do artista:

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Nascido em Ribeirão Preto, Zé Vito cresceu tocando guitarra nas bandas da sua cidade, e logo viu que o caminho a seguir seria bem longo e distante. Aos 19 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca desse caminho, e lá conheceu muitos músicos e artistas da cena carioca.

Junto com os amigos Matheus Silva e Leandro Joaquim, começou a compor no ano de 2006 e logo montou sua primeira banda na cidade, o Sobrado 112, banda que lançou três discos e abriu as portas para Zé Vito se aprimorar e continuar na busca do seu som.

Em seguida veio a Abayomy Afrobeat Orquestra. Trabalhou com os produtores Bid, Buguinha Dub, André Abujamra, dividiu palco com BNegão, Otto, Marku Ribas, Tony Allen, Leitieres Leite, Chico Cesar, Rita Beneditto, acompanhou o lendário guitarrista nigeriano Oghene Kologbo, e hoje também acompanha o compositor Jards Macalé, que viaja pelo Brasil mostrando seus 40 anos de carreira.

Zé Vito lança seu primeiro disco "Já Carregou", com produção assinada pelo próprio, Bruno Giorgi e Pedro Costa. O disco traz um som que vai do funk ao blues e foi gravado no Rio no ano de 2013.

No dia 4 de novembro de 2014 Zé Vito ganhou a categoria "Música" do Prêmio Saraiva, que celebra os 100 anos da livraria no Brasil.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Dedicatórias: Livros de Matéi Visniec

Livros de Matéi Visniec


2014 - Cuidado com as velhinhas carentes e solitárias (É Realizações/2013)


"Pour Emmanuel, l'hommage de l'antem. Matéi Visniec. Cachoeira. 31.10.2014"
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2014 - Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres
          (É Realizações/2012)


"Pour Emmanuel Mirdad. Bravo pour le festival, et merci. Matéi Visniec. Salvador di Bahia. 31.10.2014"
PS: Na verdade o local dessa dedicatória foi em Cachoeira, durante a Flica 2014
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2014 - A história do comunismo contada aos doentes mentais
          (É Realizações/2012)


"Pour Emmanuel. Matéi Visniec"
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vamos ouvir: EP, de Giovani Cidreira

EP (2014) - Giovani Cidreira




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Informação disponível no Soundcloud do artista:

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Primeiro EP do compositor e cantor baiano Giovani Cidreira.
Gravado e mixado no Estúdio Caverna do som.
Salvador, 2014.

1 - Ancohuma
2 - Menor
3 - Veleiro Contra O Mar
4 - Trem de Outra Cidade
5 - Girassol e Tarde
6 - Recado para Maicon Charles
7 - Gelomares

Ficha Técnica:

Giovani Cidreira – voz/violão
Maicon Charles - bateria
Dinho de Castilho - Baixo
Marceleza Castilho – Guitarra e cavaquinho
Percussão – Filipe Castro
Diogo Dimazz – Charango
Normando Mendes – Trompete
Flavio Santos – Trompete e trombone em “Trem de outra cidade” e “Gelomares”
Daniel Rebouças – Guitarra em “Veleiro contra o mar” e “Recardo para Maicon Charles”.
Danilo Souza – Guitarra em “Girassol e tarde”
Vocais – Josy Lélis, Juliana Nadjanara e Isabele Bacelar.

Gravado e mixado no estúdio Caverna do Som por Irmão Carlos
Direção musical : Giovani Cidreira/Filipe Castro
Fotos : Isabela Maranhão
Design: Alexis Baldomá
Acessoria de comunicação: Ana Camila/ contato@anacamila.com

www.giovanicidreira.com
www.facebook.com/giovanicidreiramusica
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Dedicatórias: Livros de Gonçalo M. Tavares

Livros de Gonçalo M. Tavares


2014 - Um homem: Klaus Klump (Cia das Letras/2007)


"para Emmanuel Mirdad, este Um homem: Klaus Klump. Agradecendo toda a bela hospitalidade. Com um abraço forte do Gonçalo M. Tavares. 2014"
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2014 - Aprender a rezar na era da técnica (Cia das Letras/2008)


"para Emmanuel Mirdad, este Aprender a rezar na era da técnica, este livro sobre a força, a política e a doença. Com um grande abraço de Gonçalo M. Tavares. 2014"
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2014 - A máquina de Joseph Walser (Cia das Letras/2010)


"para Emmanuel Mirdad. Agradecendo toda a atenção. Com um abraço forte do Gonçalo M. Tavares. 2014"
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pílulas: Parte 01 - O demônio do meio-dia, de Andrew Solomon

Andrew Solomon (foto: Internet - interferida por Mirdad)


"A vida é repleta de tristezas: pouco importa o que fazemos, no final todos vamos morrer; cada um de nós está preso à solidão de um corpo autônomo; o tempo passa, e o que passou não voltará. A dor é a nossa primeira experiência de desamparo no mundo, e ela nunca nos deixa ... Mesmo as pessoas que se apoiam numa fé que lhes promete uma existência diferente no além não podem evitar a angústia neste mundo; o próprio Cristo foi o homem dos sofrimentos. Contudo, vivemos numa época de paliativos crescentes. Nunca foi tão fácil decidirmos o que sentir e o que não sentir"


"Tornar-se deprimido é como ficar cego, a escuridão no início gradual acaba englobando tudo; é como ficar surdo, ouvindo cada vez menos até que um silêncio terrível o envolve, até que você mesmo não pode fazer qualquer som para penetrar o silêncio. É como sentir sua roupa lentamente se transformando em madeira, uma rigidez nos cotovelos e joelhos progredindo para um terrível peso e uma isolante imobilidade que o atrofiará e, dentro de algum tempo, o destruirá"


"Não vamos fazer rodeios: Não sabemos realmente o que causa a depressão. Não sabemos de fato o que constitui a depressão. Não sabemos de fato por que certos tratamentos podem ser eficazes para a depressão. Não sabemos como a depressão abriu caminho através do processo evolucionário. Não sabemos por que alguém fica deprimido com circunstâncias que não perturbam outro. Não sabemos como a vontade opera nesse contexto"


"Existe uma expressão russa que diz: se você acorda sem sentir nenhuma dor, sabe que está morto. Embora a vida não seja apenas dor, a experiência da dor, que é especial em sua intensidade, é um dos sinais mais seguros da força da vida ... Acredito que a dor precisa ser transformada, mas não esquecida; contrariada, não obliterada"


"Encontrei-me com Phaly Nuon, que já fora candidata ao Prêmio Nobel da Paz e estabelecera um orfanato e um centro para mulheres deprimidas em Phnom Penh. Ela obtivera um enorme sucesso em ressuscitar mulheres cujas aflições mentais eram tamanhas que outros médicos as haviam abandonado à morte ... Phaly Nuon prosseguia num sistema formulado por ela. 'Eu o aplico em três etapas ... Primeiro, ensino-as a esquecer. Temos exercícios que fazemos a cada dia, para que a cada dia elas possam esquecer um pouco mais as coisas que jamais esquecerão inteiramente ... Quando aprenderam bem o esquecimento, eu as ensino a trabalhar. Seja qual for o tipo de trabalho que querem fazer, eu descubro um modo de ensiná-lo ... E então, quando finalmente já dominaram o trabalho, eu as ensino a amar ... No final, eu lhes ensino o mais importante: que essas três habilidades - esquecer, trabalhar e amar - não são isoladas e sim parte de um enorme todo. É a prática dessas três coisas juntas, cada qual como parte das outras, que faz a diferença ... todas passam a entender isso e, quando o fazem, estão prontas para entrar novamente no mundo'"


"Não há vida que não contenha motivos para o desespero, mas algumas pessoas chegam perto demais da borda, enquanto outras conseguem ficar tristes, mas numa clareira, à distância do abismo"


"A depressão apoia-se fortemente num sentimento paralisante de iminência ... O que lhe acontece na depressão é horrível, mas parece muito embrulhado no que está prestes a lhe acontecer ... Morrer não seria tão ruim, mas viver à beira da morte, a condição de não-exatamente-caindo-no-abismo-geográfico é horrível ... A depressão foi longe demais quando, apesar de uma ampla margem de segurança, você não consegue se equilibrar mais. Na depressão, tudo que está acontecendo no presente é a antecipação da dor no futuro, e o presente enquanto presente não mais existe"


- Uma anatomia da depressão -
Andrew Solomon
(Objetiva - 2002)


"Eu pensava que quando nos sentimos pior, lágrimas jorrassem, mas a pior dor possível é a dor árida da violação total que chega depois de todas as lágrimas já terem exaurido. A dor que veda cada espaço através do qual outrora você entrava em contato com o mundo, ou o mundo com você. Essa é a presença da depressão severa"


"Quando a vida estava finalmente em ordem e todas as desculpas para o desespero tinham sido exauridas é que a depressão chegou, dissimulada com suas leves passadas, e estragou tudo. Estar deprimido quando se experimentou um trauma ou quando sua vida está claramente uma bagunça é uma coisa, mas sentir-se deprimido quando você finalmente está distanciado do trauma e sua vida não é uma bagunça é horrivelmente confuso e desestabilizante. Claro que você está consciente de causas profundas: a perene crise existencial, as dores esquecidas da infância distante, os leves erros cometidos com pessoas agora falecidas, a perda de certas amizades por sua própria negligência, o fato de não ser nenhum Tolstoi, a ausência do amor perfeito neste mundo, os impulsos da cobiça e falta de caridade que jazem perto demais do coração"


"O externo determina o interno tanto quanto o interno inventa o externo. O que é tão pouco atraente é pensar que, além de todas as outras fronteiras indistintas, os próprios limites daquilo que nos torna nós mesmos estão fora de foco. Não há um eu essencial que permanece puro como um veio de ouro sob o caos da experiência e da química. Tudo pode ser mudado, e precisamos entender o organismo do ser humano como uma sequência de eus que sucumbem uns aos outros ou escolhem uns aos outros. E, no entanto, a linguagem da ciência, usada na formação de médicos e, cada vez mais, em textos e conversas não-acadêmicos, é estranhamente perversa"


"Às vezes ela me dominava nas noites de sexta-feira na faculdade, quando o barulho da festividade forçada esmagava a privacidade da escuridão"


"Não é agradável experimentar a decadência. Ver-se exposto às devastações de uma chuva quase diária, e saber que estamos nos transformando em algo débil. Perceber que uma parte de nós cada vez maior irá pelos ares com o primeiro vento forte, transformando-nos em alguém cada vez menor ... A depressão começa no insípido, enevoa os dias numa cor átona, enfraquece ações ordinárias até que suas formas claras são obscurecidas pelo esforço que exigem, nos deixando cansados, entediados e obcecados com nós mesmos – mas consegue-se superar isso"


"É possível (embora improvável, nos tempos presentes) que, através da manipulação química, possamos localizar, controlar e eliminar o circuito de sofrimento do cérebro. Espero que nunca façamos isso. Já que removê-lo significaria aplainar nossas experiências: prejudicar uma complexidade que é muito mais valiosa do que o caráter doloroso de suas partes. Se eu pudesse ver o mundo em nove dimensões, pagaria um alto preço para fazê-lo. Preferiria viver para sempre no nevoeiro do sofrimento a desistir da capacidade de sentir dor"


"Se a primeira parte de uma biografia emocional é formada por experiências precursoras, a segunda é formada por experiências desencadeadoras. As depressões mais severas são precedidas por depressões menores que passam amplamente despercebidas ou simplesmente inexplicadas"

domingo, 9 de novembro de 2014