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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Melhores da revista piauí por Emmanuel Mirdad

O escritor, compositor e produtor Emmanuel Mirdad foi assinante da revista piauí, de fevereiro de 2007 (primeiro comprando nas bancas e depois na forma padrão) a outubro de 2016, e a partir de 2013, passou a selecionar os melhores textos e quadrinhos (na sua opinião) que lia por ano, enfocando nos literários, trechos de livros de ficção e ensaios, artigos e reportagens emocionantes ou intrigantes. Confira abaixo a seleção.



Melhores 2016
Veja aqui
Svetlana Aleksiêvitch, Vladimir Nabokov, Karl Ove Knausgård, Siddhartha Mukherjee, Malu Gaspar, Margarita García Robayo, entre outros.




Melhores 2015
Veja aqui

Karl Ove Knausgård, Joseph Mitchell, Reinaldo Moraes, Armando Antenore, Ta-Nehisi Coates, Gilberto Scofield Jr., Ian Buruma, Robin Marantz Henig, Dulce Maria Cardoso, Bernardo Esteves, entre outros.




Melhores 2014 Veja aqui
Patrick Radden Keefe, Consuelo Dieguez, André Cardoso, Jonathan Crary, Richard Lloyd Parry, Andrew Solomon, Alejandro Zambra, Reinaldo Moraes, Michael Pollan, entre out…

Fotos do lançamento do livro Olhos abertos no escuro

Na terça-feira, 26 de janeiro de 2016, aconteceu a noite de autógrafos do livro de contos Olhos abertos no escuro (Via Litterarum, 2016), de Emmanuel Mirdad, no San Pietro Tapas, Pituba, Salvador, Bahia. A cobertura fotográfica foi feita por Sarah Fernandes, a Libellule, que também fez a foto que ilustra a capa do livro.




Martha Anísia (mãe)

Sarah Fernandes - Foto: Lima Trindade
Lima Trindade
Mel Campos (designer do livro)



Mayrant Gallo
Mônica Menezes, Carlos Barbosa e Sarah Fernandes - Foto: Andrea Mello

Paulo Bono e Victor Mascarenhas (autor da orelha)

A presença de Mayrant Gallo

Foi só pelo impacto de ler Pés quentes nas noites frias (Funceb-EGBA, 1999) que eu passei a escrever contos. E foi graças às leituras de muitos livros seus (leia trechos aqui), além do já citado, e das leituras que você me indicou, como os mestres Anton Tchekhov e Dino Buzzati, que pude escrever Olhos abertos no escuro (Via Litterarum, 2016), dedicado a você, com 30 epígrafes suas abrindo os meus contos, que selecionei com muito gosto.

Meu professor, mestre, amigo, que me honrou com a presença na noite de autógrafos no San Pietro Tapas (fotos aqui), mesmo com a dor da ausência da querida Andréia. Para quem não o conhece, esse é Mayrant Gallo, o melhor escritor baiano em atividade (embora que o poeta eu considere Ruy Espinheira Filho), uma biblioteca viva de leituras, uma enciclopédia de cultura pop e erudita, um grande amigo, sempre presente. Grato! Valeu demais!

Foto: Sarah Fernandes

Oito passagens de Antônio Torres no romance Um táxi para Viena d’Áustria

Antônio Torres (foto daqui)

"Na praia é a mesma coisa. Principalmente nos fins de semana, quando aparecem os amigos e conhecidos que você invariavelmente encontra batendo perna na areia ou no calçadão. Tudo bem? Como vão as coisas? Patati, patatá, você acaba abrindo o jogo, a maldita palavra escapa da sua boca. Desemprego. Ai, que horror. Até parece sinônimo de lepra. Aí o papo fica atado, não vai pra lá nem vem pra cá. As despedidas também são invariavelmente iguais: – Depois a gente se fala. (...) – Telefona pra mim, um dia desses. (...) – Qualquer coisa me procura, tá? Estamos aí. (...) Aí, onde? (...) E assim vou confirmando, comprovando, experimentando, sentindo na pele a hospitalidade tipicamente carioca: – Aparece lá em casa pra gente tomar um drinque. (...) O gentil autor do convite, porém, nunca se lembra de dar o seu endereço. Muito menos o telefone."


"Sol, céu, mar. Meu sentimento é oceânico. É sal, é sol, é sul. Minha visão é atlântica. Vai até a linha do ho…

Cento e cinco passagens de Emmanuel Mirdad no livro de contos Olhos abertos no escuro

Olhos abertos no escuro apresenta uma constelação de personagens complexos, situações extremas, solidão, romance, ironia e prosa poética. Plural, ácido e reflexivo, contém 30 contos, que podem ser divididos em três linhagens: 1) reflexivos e poéticos; 2) sobre relações afetivas; 3) literatura policial. Para Carlos Barbosa, que assina o posfácio, são pontuados por “amor e traição, bebidas e drogas, insegurança e solidão, tédio e indignação, sarro e revolta, sexo e medo – coisas da nossa contemporaneidade difusa e obscena”. Para Victor Mascarenhas, que assina a orelha, o livro é “uma coleção de contos que apresenta uma plêiade de personagens que vagueiam por aí, levando sua escuridão particular a qualquer hora do dia e da noite, assombrando e tirando o sono dos incautos leitores”. O título da obra foi retirado de uma passagem do conto Gravidade, do escritor Mayrant Gallo, para quem Mirdad dedica o livro, com uma epígrafe dele abrindo cada um dos seus 30 contos.


“É impressionante a forma…