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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Dedicatórias: Livros de Fernando Conceição, Davi Boaventura, Saulo Ribeiro, Georgio Rios e Eliakin Rufino

Livros de Fernando Conceição, Davi Boaventura, Saulo Ribeiro, Georgio Rios e Eliakin Rufino

2011 - "Haikai" (Editora Cromos/2010) de Eliakin Rufino


"Mirdad: minha arte amazônica e oriental. Eliakin. Jan/2011. BV RR*" * Boa Vista, Roraima -----------
2011 - "Modus Operandi" (Via Litterarum/2010) de Georgio Rios


"Ao camarada Mirdad, o meu modo de operar a poesia e a vida.  Um abraço! Georgio Rios" -----------
2012 - "Διασπορά" (Casarão do Verbo /2012) de Fernando Conceição


"Ao meu amigo Mirdad, ele que pulou de 'bung-jump' em Paulo Afonso, para que tenha uma boa leitura. Fernando Conceição. 14/05/2012" -----------
2013 - "Talvez Não Tenha Criança no Céu" (Virgiliae/2012) de Davi Boaventura


"Mirdad, este livro está recheado do espírito bundalelê, então posso dizer sem medo que você é um dos culpados para que esse livro exista. Um forte abraço, Davi B. 30.01.2012*" * O ano na verdade foi 2013. -----------
2…

Vamos ouvir: Dubstereo

Dubstereo (2013) - Dubstereo



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Release disponível no site do coletivo:

"
DUBSTEREO FAZ LANÇAMENTO VIRTUAL DO SEU PRIMEIRO ÁLBUM

Após 5 anos de trajetória, o Dubstereo apresenta seu primeiro álbum de estúdio, totalmente autoral, incluindo faixas instrumentais que terão diferentes versões em CD e compacto em vinil.

Na próxima quinta-feira, 29 de agosto, o Dubstereo fará lançamento virtual do seu primeiro álbum de estúdio, homônimo, no site oficial do grupo. Totalmente autoral, o álbum traz 12 faixas inéditas com produção do próprio coletivo. Além do formato digital, disponibilizado para download gratuito, o disco será lançado em formato físico na versão CD. Os interessados também terão oportunidade de adquirir um compacto em vinil com quatro versões especiais de dois instrumentais.

Por se tratar do primeiro registro em estúdio, o material vem sendo bastante aguardado. Apesar da cobrança por parte do público, o grupo fez questão de fazer tudo…

Concluído o último trabalho com a Putzgrillo Cultura

Projeto "Os Encantos do Sol" de Mayrant Gallo, vencedor do Petrobras Cultural 2010

Um ano atrás, quando eu e Marcus Ferreira decidimos pela minha saída da Putzgrillo Cultura, estávamos conscientes de que o trabalho de nossa parceria só seria de fato concluído com o final do projeto de publicação do livro "Os Encantos do Sol", do escritor baiano Mayrant Gallo, o que só veio acontecer na terça 27/08/13, com a entrega da prestação de contas. Ele abriu a Agência Orixá com Vinicius Xavier, e eu abri a Mirdad - Gestão em Cultura com Edmilia Barros, e continuávamos ligados nesse projeto enquanto Putzgrillo (pois continuamos sócios na Flica). Ainda bem que todo o processo foi feito de maneira pacífica e amigável, e a prova está aí.
O projeto começou como "Polistória" em julho de 2010, inscrito no edital nacional da Petrobras Cultural. Fomos contemplados em dezembro. 2011 de tramitação, 2012 de criação do livro pelo autor e acertos com a editora, 2013 de produção …

Dedicatórias: Livros de Mayrant Gallo

Livros de Mayrant Gallo

2007 - "Pés Quentes nas Noites Frias" (Egba-Funceb Selo Letras da Bahia/1999)


"Para Emmanuel, este livro, que também foi, para mim, um marco... Abraço. Mayrant Gallo. Salvador, 18/12*/2007" * O mês na verdade foi 11. -----------
2007 - "O Inédito de Kafka" (Cosac Naify/2003)


"Para Emmanuel, este O Inédito de Kafka, este 'inseto atirador de facas'. Cordialmente, Mayrant Gallo. Salvador, 18/11/2007" -----------
2007 - "Dizer Adeus" (Edições K/2005)


"Para E. Mirdad estas "Kacetadas" de realidade... Abraço, Mayrant Gallo. Salvador, 18/11/2007" -----------
2007 - "Recordações de Andar Exausto" (Aboio Livre/2005)


"Para Emmanuel, estas Recordações de Andar Exausto, uma extensão poética dos meus contos. Abraço, Mayrant Gallo. 18/12*/2007" * O mês na verdade foi 11. -----------
2007 - "Contramão" (A Gente Laranja Edições/2007) de Mayrant Gallo


"Para Emmanuel, por …

Ideal: Clint Eastwood como Batman de Frank Miller

Dark Knight - Clint Eastwood as Batman por Lee-Howard

Tá ecoando até agora a grande rejeição mundial à escolha do ator Ben Affleck para o papel do novo Batman. Acho uma merda porque não gosto do trabalho dele, mas pensando bem, ele é coxinha suficiente para o papel de Bruce Wayne, pra mim, o enorme problema de todos os Batmans anteriores.

Diante disso, fico com as palavras do jornalista Alexandre Matias, que no post do seu blog Trabalho Sujoresumiu muito bem: "o único nome que sempre me fez sentido seria Clint Eastwood, que quanto mais envelhece, mais fica parecido com o Batman do Cavaleiro das Trevas de Frank Miller". Aí sim!

Ilustração retirada daqui.

Dedicatórias: Livros de José Inácio Vieira de Melo

Livros de José Inácio Viera de Melo

2003 - "Decifração de Abismos" (Aboio Livre/2002)


"Ao Emmanuel Mirdad, jovem e talentoso jornalista, o fogo sagrado da poesia. Abração. José Inácio Vieira de Melo. Salvador-BA, 14/10/2003" -----------
2005 - "A Terceira Romaria" (Aboio Livre/2005)

"Ao Emmanuel Mirdad, com carinho, estes cantares que dizem das minhas veredas poéticas. Abraço. José Inácio Vieira de Melo. Salvador-BA, 06/06/2005" -----------
2007 - "A Infância do Centauro" (Escrituras/2007)


"Ao poeta Emmanuel Mirdad, com apreço, esta paisagem poética. Abraço. José Inácio Vieira de Melo. Salvador-BA, 21/07/2007" -----------
2011 - "Roseiral" (Escrituras/2010)


"Ao escritor Emmanuel Mirdad, com amizade, as rosas do meu delírio. Abraços. José Inácio Vieira de Melo. Cachoeira-BA, 13/10/2011" -----------
2011 - "50 Poemas Escolhidos pelo Autor" (Edições Galo Branco/2011)


"Ao Mirdad, escritor talentoso e…

O Avô, poema de Ruy Espinheira Filho

Meu avô materno João Euzébio Alves de Oliveira (1900-1969)

O Avô
Ruy Espinheira Filho

1
O avô descansa
de quase um século.
O rosto é sereno
(não sei como pode
mostrar essa calma
após tanto tempo)
e as mãos despediram
todos os gestos.

O avô entre rosas
com seu terno escuro.
Pela primeira vez
indiferente.
Pela primeira vez
desatencioso
com mulher, filhos, netos,
conhecidos, o mundo.

Nem que implorássemos
nos recontaria
as tantas lembranças
entre farrapos de ópera.
Descansa tão fundo e
alto que é impossível
despertá-lo, saber
mesmo onde repousa.
No entanto está em nós
e nos impõe seus traços,
cor de olhos, jeito
de andar, sorrir, falar.

E o mais difícil de
cumprir:
                 a insuavizável
dignidade.

2
Avô, já nos retiramos.
Em silêncio vamos descendo
a ladeira. Pó do teu pó,
flutuaremos até
que o vento contenha o sopro.
E então te herdaremos
também essa paz final.
Absoluta. Tão perfeita
que nem a saberemos


Na foto, meu avô materno, João Euzébio Alves de Oliveira (1900-1969), homem …

Crônicas: Maçalê e Farol, filhos queridos

Maçalê (Independente/2010), de Tiganá Santana, e Farol (Garimpo Música/2013), de Mou Brasil

Maçalê e Farol, filhos queridos
Crônica de Emmanuel Mirdad

A produção cultural é uma área árdua, geralmente de muito trabalho e pouca remuneração, que exige do profissional uma filosofia de vida “sangue no olho”, dedicação e foco total. Ano que vem completarei 10 anos na área, com muita ralação e perseverança, com algumas vitórias e feitos interessantes. Dois dos quais mais me orgulho são os álbuns “Maçalê” (2010), do cantor e compositor baiano Tiganá Santana, e “Farol” (2013), do guitarrista e compositor baiano Mou Brasil, dois amigos queridos, seres de luz.

Ambos moravam em Itapuã, profético bairro de Salvador-BA, quando os conheci, assim como o guitarrista e compositor Zanom, que tocou comigo na banda the orange poem (2001-2007), e o cantor e compositor Cal Ribeiro, todos baianos. Na época da laranja, sempre que podia Zanom puxava uma canção chamada “Overdose” e me recomendava: “Você precisa o…

Vamos ouvir: In the Woods, de Aron Wright

In the Woods (2008) - Aron Wright



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Site do artista clique aqui

À Face do Livro

foto: Victor Jimmy

Na noite de 17 de agosto, esquentei o clima no meu Facebook:


Quero muito ouvir o último suspiro seu antes do paraíso, aquele que anuncia o mergulho no gozo e que suaviza o corpo no descanso dos bem afortunados por uma boa surra de sexo.
.
Sou adepto da analogia imobiliária: o corpo é um apartamento/casa. Gosto de morar no corpo. Por isso vou verificando-o aos poucos, minunciosamente, detalhe por detalhe, até decidir pela compra, para mobiliá-lo e adorná-lo, torná-lo mimeticamente próximo, até sentir-me confortável e ele, transformado em lar, satisfatoriamente preenchido.

Vamos ouvir: Abayomy Afrobeat Orquestra

Abayomy (2012) - Abayomy Afrobeat Orquestra



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Release escrito por Lucio Branco disponível no site da orquestra:

"
A ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA é a primeira orquestra de afrobeat do Brasil. Ao redor do mundo, o afrobeat tem ganho considerável atenção desde a morte de Fela, em 1997, com a formação de muitas outras orquestras e bandas fora do ambiente africano. Inclusive, a vida de Kuti se transformou em musical de sucesso na Broadway e, atualmente, um filme sobre a sua trajetória está em processo de produção na Inglaterra.

Especialmente arregimentada para a primeira edição carioca do FELA DAY, em outubro de 2009, a ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA estabeleceu, desde então, uma carreira sólida, com shows cada vez mais requisitados. No roteiro noturno carioca, a orquestra já tocou em casas como Circo Voador, Teatro Rival, Fundição Progresso, Cordão do Bola Preta, Teatro Odisseia, Casa Rosa. Fora do Rio, em (nome da casa local), em Friburgo, e no SES…

Pílulas: Cidade singular, de Mayrant Gallo

Mayrant Gallo (foto: Elieser Cesar - interferida por Mirdad)

"Quando a pedra de mármore fechou a sepultura, cimentada pela habilidade e rapidez de um dos coveiros do cemitério, e as pessoas começaram a se dispersar por entre os túmulos e pelo caminho de volta, Isaac compreendeu que era realmente depois da morte que o sujeito se transformava em ninguém, nada, algo nulo, um objeto de uso, o veículo do desejo alheio ou, talvez, o repositório de seus sonhos frustrados, de seus desejos adiados e suas escolhas malfeitas. Seu tio jamais fora religioso, e agora o era; jamais pensara em se salvar, e agora, morto, segundo o padre, entrava no Paraíso; jamais pensara em Deus senão com sarcasmo e desprezo, e agora era o próprio pensamento corporificado de Deus. Seus biógrafos, muito embora ninguém fosse se interessar por ele, poderiam dizer o que bem entendessem, atribuir-lhe frases, fatos, esticá-lo ou encolhê-lo. Poderiam até mesmo recriá-lo – e é o que em geral se faz" (pg. 49)
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