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Mostrando postagens de Abril, 2012

Merci, de Alpha Blondy - 10 anos

Merci” é o 16º álbum da carreira do cantor Alpha Blondy, e foi lançado em 2002, 20 anos depois do seu álbum de estreia, “Jah Glory” (1982). Assim como o hoje cultuado Tiken Jah Fakoly, Alpha é natural do país africano Costa do Marfim, e é um dos principais ícones do reggae mundial em atividade, como o jamaicano Burning Spear.
Habitué dos festivais de reggae em Salvador (tanto que compôs uma música chamada “Bahia” para homenagear os fãs baianos, lançada no ótimo álbum “Jah Victory” de 2007), Alpha Blondy, segundo o site Surforeggae, é “saudado como verdadeiro sucessor de Bob Marley tanto quanto pela sua música e suas mensagens de paz e unidade”. Com uma pegada rocker peculiar, Alpha canta em francês, inglês, hebreu, árabe e dioula, seu idioma nativo. Suas músicas são sempre mensagens políticas e de paz, saudando os preceitos do rastafarianismo.
Em “Merci”, que relembro aqui 10 anos após seu lançamento, Alpha Blondy acerta a mão após dois álbuns muito fracos (“Elohim” de 1999 e “Yitzh…

Genial Hélio Pólvora

Hélio Pólvora por Ramon Muniz

"A emoção é má conselheira"

"A escrita, como a urina, não deve sair em condições de sumário satisfatório ao primeiro jorro. Há que decantá-la"

"Ler e escrever dá sentido à minha existência. Eu escrevo para um leitor sem rosto, para um interlocutor que procurei a vida toda - e estava dentro de mim, à espreita. Escrevemos basicamente para nos encontrar, contradizer, condenar e executar, sentenciados e carrascos a um só tempo. Não há heroísmo nisso. Há desespero. E não adianta ninguém se fazer de vítima"

"A literatura, em especial a outrora chamada prosa de ficção, está em retirada. Não sei se ainda haverá tempo de nós, escritores, marcarmos encontro nas catacumbas, ao redor de fogueiras, e lermos nossos textos uns para os outros, enquanto devoramos nacos de carne crua"

"É lendo que se aprende a escrever, se há vocação. Caso contrário, seria melhor ficar nas leituras, ou vender melancia nas feiras. Um escritor de …

Genial Armando Oliveira

Armando Oliveira, interferido por Mirdad

"Nós, brasileiros, somos “anarco-conservadores”. Sonhamos com radicais mudanças na estrutura socioeconômica do país, mas, individualmente, tudo fazemos para impedi-las. E essa resistência individual multiplicada aos milhões redunda no “deixar como está pra ver como é que fica”. O tesão reformista, exercitado na vida universitária, brocha ao contato com o poder. Anarquistas no atacado, e conservadores no varejo, somos um povo estranho, complicado e desmemoriado. Por essas e outras, não acredito em nenhuma fórmula econômica que dependa da ampla mobilização popular. Queremos levar vantagem em tudo, certo, e ai de quem nos atravessar o caminho. Essa é a nossa “natureza”, infelizmente"

Genial e saudoso cronista baiano Armando Oliveira, em uma síntese incrível de nossa paralisia endêmica, retirada de sua crônica "A Nossa Natureza", deste livro abaixo:

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Glauberovsky Orchestra - 10 EPs, 64 músicas lançadas

Glauber Guimarães

10 EPs lançados na internet, 64 músicas gravadas, sendo 31 autorais (quase todas inéditas) em 7 meses de trabalho. Eis que o cantor e compositor baiano Glauber Guimarães ressurge em intensa produtividade, com a low profile Glauberovsky Orchestra, de um homem só - ele mesmo, no melhor esquema low-fi em casa.

Das covers gringas, versões para The Beatles, Pink Floyd, Tom Waits, Bob Dylan, John Lennon, George Harrison, David Bowie, Beck, Deep Purple, Beach Boys, Björk, Ella Fitzgerald, Neil Young, The Kinks, David Crosby, Blind Faith, Adam Green, Superfine Dandelion e Slim Rhodes and His Mountaineers. Das nacionais, reformatações para Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Zé, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Barão Vermelho, MPB-4, Nelson Cavaquinho, Celly Campello, Walter Franco, Alvarenga e Ranchinho, Lula Carvalho e Teixeirinha.

Essencialmente folk experimental, com melodias pop e lugar não-comum, Glauber toca violões, banjo, viola caipira, cavakelele, percussão, caixa de fósfor…