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Mostrando postagens de Junho, 2013

Vamos ouvir: Vol II - O Baile Continua, da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Volume II - O Baile Continua (2013) - OBMJ




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Release do CD, disponível no site oficial da banda:

" Se “o som não pode parar”, o baile tem que continua! Esse é o nosso ofício!
Criada originalmente por  Sergio Soffiatti e Felippe Pipeta, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, carinhosamente apelidada de OBMJ, apresenta seu novo álbum, Volume II – O Baile Continua e segue mais do que nunca com sua missão: fazer dançar, divertir e trazer ao publico a música brasileira, tão rica e plural, embalada pelos ritmos jamaicanos.
Por falar em baile, que no dicionário aparece como sinônimo de festa e dança, no Volume II a OBMJ está acompanhada dos compositores mais festeiros do Brasil: Luiz Gonzaga, Tim Maia, Jorge Ben e Wilson Simonal esses são só alguns nomes que compõe a nossa lista para o disco.
Outra novidade é a participação do músico e produtor musical Gustavo Ruiz, com sua guitarra pontual na música Sitio do Pica Pau Amarelo, do mestre Gi…

Pílulas: Parte 02 - Padre poeta Daniel Lima

Daniel Lima (foto: Cepe/Divulgação - interferido por Mirdad)

"O profeta vê o futuro mas não sabe dizê-lo.
O poeta vem e diz.
E o profeta se cala"


"É na queda que se revela
a escondida fraqueza
do homem essencial

É no fundo do abismo que se descobre
a força ausente

É na desnudez da morte que se sente
o impasse da vida
a fugacidade do tempo
e o mistério das horas transcorridas

No voo o pássaro é domínio do espaço
orgulho de asas que o libertam
sem perceberem que hão de cair um dia
porque são asas"


"Envia tua morte aos pedaços, pelo correio,
aos amigos: eles se divertirão.
Toda morte é tediosa ou cômica,
menos a tua, pra ti.

Não te espantes se a receberes de volta:
não que te queiram vivo propriamente,
mas distante"


"Sozinho em minha ilha,
vejo de longe o mundo
como algo distante e diferente.

Mas esse que vejo assim distante
é a própria ilha em que estou"


"Levo-os sempre comigo, os mortos
que em vida conheci.
Amigos, inimigos,
os que amei ou m…

Pílulas: Parte 01 - Padre poeta Daniel Lima

Daniel Lima (foto: Cepe/Divulgação - interferido por Mirdad)

"Nada aprendi na vida
senão esta lição:
que sou provisório e de passagem"


"Muitas vezes só alcanço a alma
da verdade dando-lhe o corpo e
a forma do absurdo"


"Porque tudo compreende,
o amor tudo aceita.

E, por tudo aceitar, o amor encontra,
naquilo que o define,
a sua perdição.

Porque compreende, aceita.
Por aceitar, destrói-se.

Como te salvarei, amor,
dessa contradição?"


"A recordação de tudo o que foi antes.
A ansiosa certeza do que virá depois.

E, no meio, estrangulado,
o impercebido agora,
o único que é vida.

Esta, a essência do ser, do tempo feito,
tempo que o torna êxtase e agonia"


"Para amar o Brasil
é preciso paciência,
aquela doce e amável,
aquela burra paciência
que nos faz suportar o patriotismo idiota
dos que amam a bandeira e o hino
mais que o povo,
dos que adoram os símbolos e traem a realidade

Para amar o Brasil
só com muita paciência.
E muita imaginação"


Poemas

Vamos ouvir: o CD solo de estreia de Jair Naves

E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas by Jair Naves
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Release por Rodrigo Carneiro, disponível no facebook oficial do artista:

"
Acompanhar, relativamente de perto, o aperfeiçoamento de um artista é uma dádiva. Digo, artista à vera. Daqueles que tangenciam o perigo, caminham beirando o abismo, estão à frente, como batedores, iluminando, às vezes, turvando, o caminho. O cantor e compositor Jair Naves faz parte desta categoria. Sua figura grave surgiu, ao menos pra mim, em 2000, numa das últimas formações do finado Okotô, meus parceiros de geração. Em paralelo à atividade de baixista caçula na banda, Naves dava os primeiros passos do que seria o Ludovic. Deu no que deu. Uma respeitabilidade conquistada rapidamente no grito, em shows arrasadores – em algum deles, detalhe, temi pela integridade física daquele garoto. Logo, as narrativas desconcertantes, tramadas por Naves e defendidas co…

Pílulas: Toda Poesia, de Paulo Leminski

Paulo Leminski interferido por Mirdad
"o novo
não me choca mais
nada de novo
sob o sol

apenas o mesmo
ovo de sempre
choca o mesmo novo"


"Eu queria tanto
ser um poeta maldito
a massa sofrendo
enquanto eu profundo medito

eu queria tanto
ser um poeta social
rosto queimado
pelo hálito das multidões

em vez
olha eu aqui
pondo sal
nesta sopa rala
que mal vai dar para dois"


"isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além"


"um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante

carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisa que os valha

ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer vai ser minha última obra"


"o barro
toma a forma
que você quiser

você nem sabe
está fazendo apenas
o que o barro quer"


Toda Poesia (2013 / Companhia das Letras) Paulo Leminski
"Amor, então,
também, acaba?

Pílulas: Meses do ano por Daniel Lima

Daniel Lima interferido por Mirdad

Seguem abaixo trechos do poema "Zodíaco", presente no livro "Poemas", do padre poeta Daniel Lima, um passeio pelos meses do ano:

" Janeiro vê dezembro não como um vizinho às suas costas, já passado e vivido: Janeiro vê dezembro no futuro. Depois dos onze meses que ainda faltam "


" A alegria que levas de reserva colheste-a por certo em fevereiro para queimá-la talvez a vida inteira "

" Março vem quando menos se espera
Março é essa perpétua interrogação suspensa no ar
Março é a véspera o dia seguinte o intervalo a pausa a ansiosa espera
Março é o travo que dá sabor à vida e elimina a nauseante doçura original
É preciso traduzir março para entendê-lo
Ele é o gesto o código o enigma "

 foto: Vasco Cardoso " Abril é um modo de sentir histriônico e vadio
Abril é um palhaço trágico (como uma tragédia grega ou um tango argentino)
Abril não dorme hoje nem nunca porque a vida é urgente e o sono não compens…

Vamos ouvir: Vamos pra Rua, da Maglore

Vamos pra Rua (2013) - Maglore



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Releasedo CD, disponível no site oficial da banda:
" A nova estrada de Maglore
Em “Vamos pra Rua”, o quarteto baiano mantém a levada pop e mostra amadurecimento. Novo trabalho tem participações de Carlinhos Brown e Wado Música popular brasileira, rock e psicodelia formam as bases dessa banda que é essencialmente pop. Formada em meados de 2009, o quarteto baiano Maglore não se prende aos rótulos das prateleiras das lojas. No balaio de Teago Oliveira (voz e guitarras), Leo Brandão (teclado e guitarras), Nery Leal (contrabaixo) e Felipe Dieder (bateria) encontram-se referências que vão dos tropicalistas dos Mutantes à MPB de João Gilberto, passando pela psicodelia de Pink Floyd.
Com um EP (“Cores do Vento”, 2009) e um CD na bagagem (“Veroz”, 2011), a banda conquistou um público cativo por todo o país, foi listado pelo jornal O Globo como uma das maiores revelações de 2011 e amadureceu nos palcos em dois anos d…

Pílulas: Os encantos do sol - Mayrant Gallo

Mayrant Gallo (foto: Lima Trindade - interferida por Mirdad)

"Nada é mesmo nosso nessa vida, se vamos morrer. Nem mesmo nos pertencemos. Estamos por enquanto. Por enquanto vivos, por enquanto amados, por enquanto juntos. Amanhã, quem sabe?"

"O que muitas mulheres não conseguem entender é que os homens não envelhecem. Continuam jovens, seu corpo é que fica pra trás. Mas, mentalmente, a cada novo corpo feminino que contemplam, renascem. Daí para a paixão só precisam de uma noite. Isso se a parceira cumprir sua parte. Deixar o pudor lá fora, sob a chuva, e a falta de coragem para seus pais, que mal a geraram ou o fizeram por descuido"

"É melhor que nossa mulher, ao ir para a cama com outro homem, aja como prostituta e não como amante. A prostituição tem um término marcado, a paixão nem sempre. A primeira nos devolve a mulher quase a mesma; a segunda, transformada, ferida, agastada, infeliz"

"É preciso compreender que o culto ao passado muitas vezes não …

Pílulas: Parte 04 - Julio Cortázar - O Jogo da Amarelinha

Interferência: Mirdad

“A ponte só desapareceria com a luz da manhã, como o reaparecimento do café com leite, que tudo devolve às construções sólidas e destrói a teia de aranha das altas horas da noite, a golpes de boletins radiofônicos e de banhos frios”

“E enquanto alguém, como sempre, explica alguma coisa, eu não sei por que estou no café, em todos os cafés... Mas não são mais do que isso, são o território neutro para os apátridas da alma, o centro imóvel da roda a partir da qual um homem pode alcançar a si mesmo em plena corrida, ver-se entrar e sair com um maníaco, envolto em mulheres ou promissórias ou teses epistemológicas; e, enquanto mexe o cafezinho na xícara que vai de boca em boca com o decorrer dos dias, pode desapegadamente tentar a revisão e o balanço, igualmente afastado do eu que entrou há uma hora no café e do eu que sairá dentro de mais uma hora. Autojuiz e autotestemunha, autobiógrafo irônico entre dois cigarros”

“Para que serve um escritor senão para destruir a lit…