segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os 10 posts mais acessados do blog em 2013

Os dez posts do blog mais acessados em 2013


Dois mil e treze foi o ano que mais postei no blog, que começou em 2009 com o nome Farpas e Psicodelia, e em janeiro deste ano mudou para o simples Blog do Ël Mirdad, incorporando o layout da Mirdad Cultura. Consolidei a seção Pílulas, que sempre apareceu de forma tímida por aqui. Criei as seções Vamos Ouvir, motivado com a divulgação dos trabalhos da nossa música, e Dedicatórias, para compartilhar a coleção de autógrafos dos autores que tanto valorizo. Como sempre foi uma prática do blog, publiquei posts soltos, sem seções - o mais lido foi um deles, uma homenagem ao querido amigo Lucas Sande, que partiu no verão, solar como sempre foi. Com este post, foram 197 publicados ao longo de 2013. Abaixo, você confere os dez mais acessados. Obrigado pelos acessos e até 2014!




1º Lugar: LucaSande, o melhor de nós
25/02/13
538 acessos
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2º) Vamos ouvir: BaianaSystem, o som do verão
20/02/13
400 acessos
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3º) Parte 01 - O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar
20/05/13
372 acessos
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4º) Cavalo, de Rodrigo Amarante
03/10/2013
287 acessos
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5º) Dedicatórias em livros de presente: Clarice Lispector, Rilke, Arnaldo Branco e Saulo Ribeiro
05/09/13 - 267 acessos
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6º) Melhores da revista piauí (2007-2012)
25/03/13
255 acessos
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7º) Seleta dos melhores do Embrulhador
01/04/13
250 acessos
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8º) Condição Humana, de Guilherme Arantes
10/05/2013
246 acessos
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9º) Mundança, de Larissa Luz
06/04/2013
228 acessos
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10º) Dedicatórias: Livros de José Inácio Vieira de Melo
26/08/13
175 acessos
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Leituras 2013

Os 37 livros lidos em 2013


Dentre os 37 livros lidos em 2013, selecionei passagens em 19 livros, com destaque para o livro de ensaios Como ficar sozinho de Jonathan Franzen, os romances Mayombe de Pepetela e O jogo da amarelinha de Julio Cortázar, além dos baianos como Mayrant Gallo, Gláucia Lemos e Paulo Bono, e a evidência para a poesia, com o saudoso padre poeta Daniel Lima, o consagrado póstumo Paulo Leminski, o estreante irmão Tiganá Santana e o grande mestre baiano Ruy Espinheira Filho e sua vigorosa obra completa Estação Infinita e outras estações, o melhor que eu li este ano. Abaixo, você pode conferir, por ordem de preferência, quais foram os livros lidos, além dos que tiveram passagens selecionadas. Boa leitura!




"Quando manifesto meu desejo maior e mais sábio, chegou a hora de cessar o efêmero"

Estação infinita e outras estações
Ruy Espinheira Filho
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"Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez"

Mayombe
Pepetela
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"É assustador imaginar que o mistério de nossas identidades pode se reduzir a uma sequência finita de informações"

Como ficar sozinho
Jonathan Franzen
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"As únicas coisas que terminam de verdade são aquelas que recomeçam todas as manhãs"

O jogo da amarelinha
Julio Cortázar
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"Alma não se lava no chuveiro"

O drible
Sérgio Rodrigues
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Um operário em férias
(Record, 2013)
Cristovão Tezza









A queda
(Record, 2012)
Diogo Mainardi








"Nada aprendi na vida senão esta lição: que sou provisório e de passagem"

Poemas
Daniel Lima
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Netto perde sua alma 
(Record, 2010)
Tabajara Ruas









"Livre significa: sozinho"

O filho eterno
Cristovão Tezza
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"Temos o coração em pedaços. Inconscientemente, somos caçadores desses pedaços, buscamos refazer o antigo desenho"

Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez 
Tabajara Ruas
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O planalto e a estepe
(Leya, 2009)
Pepetela








"Quartos de hotel só servem para mostrar o quanto você é você só"

Espalitando
Paulo Bono
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Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo
(Cia das Letras, 2012)
Mário Magalhães









Walter Smetak – Som e espírito
(Coleção Gente da Bahia - ALBA, 2013)
Jessica Smetak Paoli








"Eu não me sinto sujo depois do sexo. Eu me sinto limpo, eu me sinto perfumado, eu me sinto enredado de nascimento. E não darei tão cedo minha memória para a água"

Canalha!
Fabrício Carpinejar
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"Mulheres têm o hábito de falar em nosso lugar mesmo quando dizem que querem nos ouvir"

Contra um mundo melhor
Luiz Felipe Pondé
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Gigantes do futebol brasileiro
(Civilização Brasileira, 2011)
João Máximo e Marcos de Castro









"A morte é o que a sinopse não abordou"

O oco-transbordo
Tiganá Santana
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"Quem sou eu para falar com deus? Ele que cuide dos seus assuntos, eu cuido dos meus"

Toda poesia
Paulo Leminski
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A casa dos nove pinheiros
(Dobra Editorial, 2012)
Ruy Espinheira Filho

Ensaio do vazio 
(7Letras, 2012)
Carlos Henrique Schroeder, desenhada por Diego Gerlach, Pedro Franz, Berliac, Manuel Depetris Obra e Leya Mira Brander

A guerreira da Lapinha
(Casarão do Verbo, 2012)
Elieser Cesar

Brasil – Uma história
(Leya, 2012)
Eduardo Bueno


"Não há felicidade sobre a Terra senão por um tempo, uns míseros segundos... Aliás, o estar feliz já é um desespero. Não se prolonga, não se perpetua. Estará sempre por um triz"

Os encantos do sol
Mayrant Gallo
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"A química da pele é uma porta escancarada para esse vírus miserável que une as criaturas. Você tem consciência de que o outro é uma porcaria, mas cadê que você é alguém para dizer: Vá embora, porra!"

Marce
Gláucia Lemos
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"Acho que a injeção letal não será problema. O pior é a espera"

Salvador abaixo de zero
Herculano Neto
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"O Gordo tinha uma teoria: mulheres se deitam à noite com possibilidades e despertam pela manhã com frustrações"

Cidade singular
Mayrant Gallo
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Chuva secreta
(Casarão do Verbo, 2013)
Állex Leilla

82 – Uma Copa, quinze histórias
(Casarão do Verbo, 2013)
Autores diversos


"Estamos nos distanciando dos animais de que descendemos para nos aproximarmos das máquinas que construímos"

As certezas e as palavras
Carlos Henrique Schroeder
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"Uma foda como qualquer outra... ela com tantas e eu com tão poucas"

Talvez não tenha criança no céu
Davi Boaventura
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A tristeza extraordinária do Leopardo-das-Neves
(Cia das Letras, 2013)
Joca Reiners Terron

Corpo de delito & Rip e Cal
(Cousa, 2013)
Saulo Ribeiro 

Barroca 
(P-55, 2011)
Mariana Paiva

Vocábulos caminhantes
(Cogito, 2012)
Juraci Tavares

Xing Ling 
(Solisluna, 2013)
Victor Mascarenhas

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Vamos Ouvir 2013 - Top Five e Singles

Os 34 álbuns divulgados pela seção Vamos Ouvir em 2013


Vamos Ouvir é uma das seções deste blog, e ao longo de 2013, divulgou 34 álbuns, quase todos de música brasileira [a única exceção foi "In the Woods", do folkman Aron Wright]. A condição básica para ser divulgado era estar totalmente disponível para streaming em site como Soundcloud ou Bandcamp. Alguns artistas que não conhecia como CambrianaTupiniquim, Tratak, Laura Castro e Khrystal, entre outros, tive acesso pela lista de 100 melhores álbuns de 2012 do site Embrulhador. Os demais foi por proximidade, dicas de amigos ou lançamentos nacionais. Neste post, você pode conferir os cinco posts mais acessados da seção Vamos Ouvir, e uma seleta de singles que fiz com a melhor música de cada um dos trabalhos divulgados. Divirta-se!


Top Five



1º Lugar: Compilação do BaianaSystem
20/02/2013
400 acessos
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2º) Cavalo, de Rodrigo Amarante
03/10/2013
287 acessos
Ouça aqui






3º) Condição Humana, de Guilherme Arantes
10/05/2013
246 acessos
Ouça aqui






4º) Mundança, de Larissa Luz
06/04/2013
228 acessos
Ouça aqui






5º) Dois Tempos, da Khrystal
24/03/2013
145 acessos
Ouça aqui




Singles

Pra Contemplar


Pedro Veríssimo - Por Aí


Rodrigo Amarante - The Ribbon


Isadora - Setembro




Vitor Araújo - Solidão n.4


Cambriana - Invicto




Aron Wright - In the woods




Dois em Um - Um porto


Tupiniquin - Pés Descalços




Laura Lopes - Abaporu


Marcia Castro - Catedral do Inferno




Harmonogonia - Noturno


Pra Dirigir

Guilherme Arantes - Onde estava você


Maglore - Vamos pra Rua




Heitor Dantas - Delilírio


Rafael Castro - Haiti


Marcelo Fruet & Os Cozinheiros - Tempo


Pra Dançar

BaianaSystem - Terapia


Opanijé - Vamuinvadi


Dubstereo - SOS Dancehall


Larissa Luz - Fim de papo


Rafael Pondé - Odé Caçador




Abayomy Afrobeat Orquestra - Eru


Afroelectro - Padinho


Khrystal - Compositor


Orquestra do Fubá - Fábrica de Sonhos


Orquestra Contemporânea de Olinda - De leve


Orquestra Brasileira de Música Jamaicana - Deixa a gira girar

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Harmonogonia

Harmonogonia (2009) - Mirdad


Acidez cândida, trilha cinematográfica catastrófica e passional, harmonogonia lascada. Composições de Emmanuel Mirdad para piano solo. Para ouvir, clique no player laranja abaixo, à esquerda do nome do EP.




Não consegue visualizar o player? Ouça aqui

Ouça no Youtube aqui

Release

Acidez cândida, trilha cinematográfica catastrófica e passional, harmonogonia lascada. Album demo com seis composições instrumentais do multifacetado Emmanuel Mirdad para piano solo, registradas em formato MIDI, com áudio extraído de um programa de partituras digital, com produção do próprio autor.

No início de 2008, Mirdad se viu obrigado a aprender a mexer com o tal programa; era preciso criar e transcrever os arranjos de sopro para o álbum Universo Telecoteco, da banda Pedradura. Dessa experimentação toda, tomou gosto pelo processo criativo, e munido de certas partituras transcritas por Martha Anísia, sua mãe musicista (que sempre transcreveu suas canções), resolveu mexer com arregimentação para piano solo.

Nascia então Harmonogonia [inicialmente chamado de (Pia)Noite], baseado em versões de algumas músicas folk suas que estavam na gaveta do projeto Sad Child. As composições foram produzidas em 2008, mas o álbum demo só foi disponibilizado na internet em 2009.

Ficha técnica

01) Curtas e Poemas
02) Pílula Azul
03) Homeopata
04) Noturno
05) Reflexo Pesadelo
06) A Esposa Impossível

Composto e produzido por Emmanuel Mirdad

Piano MIDI: Emmanuel Mirdad


Contracapa do EP Harmonogonia (2009) - Mirdad


Label do EP Harmonogonia (2009) - Mirdad



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O percurso do livro Abrupta sede

Primeira edição do livro de contos Abrupta Sede


Abrupta sede começou com 15 contos em 15 de setembro de 2006. De produção literária até então, tinha poemas reunidos no eternamente remodelado Deserto poema (que até hoje não lancei) e um livro conceito chamado Livro Domês, que reunia poemas, telas de colagens, poetrix, contos e sinopses para adaptações cinematográficas. Estimulado pela leitura dos contos do baiano Mayrant Gallo, impus um desafio: “posso escrever assim também”.


De forma espaçada, entre 2006 e 2007, escrevi os contos Maestro, Afrodita e Absoluto (set/2006), O Reino (nov/2006), Pássaros deliram e Despedaço (jan/2007), Sereno aceitar, Apenas um homem e seu medo, Botox, Aromas, desejos e motivos, De tanto inverso e Será alucinaberração? (mai/2007) e Inesgota (jun/2007). Além destes, recuperei o conto Armadilha espetáculo, escrito em 2000 para uma coluna no extinto jornal Folha da Pituba. Por fim, tinha o conto Amém insolúvel, escrito em maio 2007, que foi descartado na versão final. O conto mais demorado de escrever foi Botox, com 18 horas de trabalho, e o mais rápido foi justamente o conto descartado em 2010, Amém insolúvel, com 45 minutos (não entrou na conta o conto escrito em 2000).


No final de junho de 2007, o amigo e artista plástico Marceleza de Castilho (conhecido então como Txhelo) entregou as primeiras ilustrações via e-mail para os contos. Bem próximos na época, ele topou ilustrar na camaradagem. No e-mail, revela que “foram todas pintadas à nankin, dentro do mesmo feeling, apenas uma não saiu no primeiro take, apesar das ideias virem à tona de primeira” e que “espero que as imagens estimulem, pelo menos um pouquinho, a imaginação dos leitores, para que possam saborear ainda mais os contos, que com certeza, devem ser grandes estímulos à imaginação”. Dessa leva, ficaram as imagens de Afrodita, Armadilha espetáculo, Será alucinaberração? e Despedaço.


Ilustração original de Marceleza de Castilho 
para o conto "Sereno aceitar", que foi descartada


Inscrevi o original do Abrupta sede no concurso literário da Braskem. Estava muito confiante, e fiquei muito frustrado por não ter sido selecionado. Costumo dizer que perdi para Cafeína, o livro de contos do amigo Victor Mascarenhas, que foi contemplado. Encerrando 2007, deixei um original com o recém-conhecido escritor Aurélio Schommer, que pirou no conto Botox e apadrinhou o projeto de livro.


Em abril de 2008, um novo concurso literário (do Banco Capital) me fez decidir extinguir o conceitual Livro Domês (poemas e poetrix foram pro ajuntado do Deserto poema) e reunir doze dos seus melhores contos num livro chamado Paranoia umbigo. Não quis inscrever o Abrupta sede ainda traumatizado pela reprovação dele no concurso da Braskem. Em cinco dias de trabalho em abril, editei e reescrevi os contos Voltaunador, Fagocigo, Ex-embolhado, Abilolar, Adonias Chumbo – Episódio Zigariz (na época Zigariz), Samuel & Beatriz (na época Ouvida), Sagantaz, Augusto Notários (na época Quadriútero), Afetamim, Portassar e Anuviar (completando o livro, o conto Animextremar), e inscrevi o então chamado Paranoia umbigo no concurso. Ironia que este também não seria selecionado.


Em outubro de 2008, entre os dias 13 e 20, misturado à produção da 1ª edição do Prêmio Bahia de Todos os Rocks e vários outros projetinhos, decidi incorporar os contos do Paranoia umbigo (exceto o conto Animextremar) no Abrupta sede (retirando o conto Amém insolúvel), e revisei todos os contos, mudando a ordem, cortando e reescrevendo passagens. O nome Paranoia umbigo foi remanejado para batizar o futuro segundo CD da banda Pedradura (que acabou e nem lançou o 1º), ficou no ostracismo até ser recuperado em dezembro de 2013 para rebatizar meu 2º livro de contos, então chamado Pinaúna, escrito em 2012 e ainda não publicado.


Entre maio e novembro de 2009, o amigo Marceleza de Castilho refez e criou novas ilustrações, entregando a última, Maestro, no dia 24/11. O padrinho Aurélio Schommer escreveu a orelha e entregou no dia 07/04. Para aquecer um pouco a expectativa do livro, decidi publicar 66 fragmentos no blog, de maio até julho, enquanto quebrava a cabeça: como publicá-lo?


Os amigos Mirdad e Marceleza de Castilho em 1º/06/2010


Dezembro chegou e decidi dar mais uma longa revisão, a que chamei de “revisão final”. Em dez dias de dezembro e mais três dias em janeiro de 2010, revi um por um, cortando os excessos e reescrevendo vários trechos. A principal modificação foi no conto Fagocigo, que ganhou um encerramento cinematográfico que finalmente me fez gostar dele (hoje é um dos meus prediletos do Abrupta sede principalmente por seu final). Passei para o padrinho Aurélio Schommer, que em parceria com sua mulher Mayara, revisou o livro entre fevereiro e abril.


No dia 28 de março de 2010, o padrinho enviou à editora baiana Via Litterarum, sediada em Itabuna, o seguinte email: “Marcel e Agenor. Estou sem notícias de vocês. Há muito que conversarmos, como sempre. Segue mais um livro para avaliação. Com prefácio meu, este”. Depois das indagações no mesmo dia, Aurélio insistiu: “Marcel. É para avaliação. O autor, para quem estou enviando este, ficou de fazer um último pente fino no texto, já revisado por mim, à cata de tremas e acentos caídos. Ele também ficou de enviar a capa (já pronta para impressão) e as ilustrações em alta definição. Primeiro, porém, acho que é o caso de vocês aprovarem”. 


No dia 6 de abril de 2010, via telefone, Aurélio Schommer avisou que a editora aprovou Abrupta sede com louvor. Depois do anúncio recente de duas aprovações em editais (2ª edição do Prêmio Bahia de Todos os Rocks pela Oi e Festival de Reggae no Pelô pela Secult/BA), de ter vivido um belo e inesperado amor em março (voltou para a Inglaterra em abril) e de ter passado por quatro dias de sessão de sexo com uma insaciável ninfomaníaca, meu carrinho da montanha russa tinha tocado o breve topo. Mais feliz, impossível!


Os amigos Mirdad e Aurélio Schommer em 2010


Depois de receber o arquivo revisado de Mayara Borges, ao som dos primeiros discos da banda The Cranberries, revisei com minúcia e prazer antes de enviar o arquivo final pra editora. Fiz até um post com frases impactantes de alguns contos e publiquei no blog. O amigo Aurélio Schommer usou de sua influência junto à editora, em que publicaria em 2010 o romance Clube da honra, para insistir na publicação do meu Abrupta sede. Foi o primeiro resultado importante de nossa parceria. A outra foi a Flica.


Abrupta sede teve impressa uma tiragem de 100 livros. Foi lançado no Groove Bar em 26 de agosto de 2010, em um inusitado show de lançamento. Presentes, queridos como os irmãos Giuliano Marson e Rodrigo Minêu, o sócio Marcus Ferreira, a ex-namorada Vanessa Caldeira (que acompanhou o processo de feitura do livro entre 2006 e 2008, e estimulou minha carreira literária, além de ter me apresentado Aurélio) e a amiga Brisa Torres. Não vendeu quase nada. Para estimular sua existência, criei um blog com comentários de amigos, escritores ou não, sobre os 25 contos. E assim foi minha estreia literária, carreira que retomarei com gosto e força em 2014.