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O oco-transbordo, de Tiganá Santana

Tiganá Santana
Foto: Rodrigo Sombra | Arte: Mirdad

Reconhecido como cantor e compositor, com dois álbuns lançados, o soteropolitano do mundo Tiganá Santana começou mesmo na poesia, a origem, tua raiz. O dom primeiro deste talentoso amigo, por incrível que pareça, não é sua voz poderosa, e sim o dom da palavra, que ele tem respeito e reverência declarada, e esmera cada linha que escreve. Mas a música captou-o mais forte, e a produção dos versos foi se encontrar enquanto matéria pública na forma de canções.

Insisti como pude em cada encontro ("Irmão, você tem que ser publicado") e, finalmente, este ano, em uma digna forma artesanal, chega ao mundo "O oco-transbordo" (Rubra Cartoneira Editorial, 2013), o seu primeiro livro e de poemas, como sempre destinou-se a ser. Abaixo, as pílulas do recomeço do meu nobre irmão:


Parte I
Leia aqui
"A morte
é o que a sinopse
não abordou"

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Parte II
Leia aqui
"A espera detona os explosivos por não pertencer ao tempo. E, no que não pertence ao tempo, repassa-o às mãos da realidade"

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