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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

Meu Oscar

O escritor, compositor e produtor Emmanuel Mirdad é cinéfilo, e, desde 2013, passou a organizar os seus palpites dos vencedores da principal premiação cinematográfica do mundo, o Oscar. As categorias são as que mais o interessam, como as de roteiro e direção, e, além dos pitacos, expõe também as suas preferências. Confira abaixo a série Meu Oscar.




2016
Spotlight, Mark Rylance, Emmanuel Lubezki, Brie Larson, entre outros.
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2015
Leviatã, Boyhood, Birdman, Graham Moore, Patricia Arquette, entre outros.
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2014
Ela, 12 anos de escravidão, Spike Jonze, Matthew McConaughey, John Ridley, Álbum de família, entre outros.
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2013
Amor, O mestre, Django livre, Lincoln, As aventuras de Pi, Michael Haneke, Joaquin Phoenix, entre outros.
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Os vencedores prediletos do Oscar 2016

Meus vencedores prediletos do Oscar 2016: Ennio Morricone, Mark Rylance, Spotlight, Emmanuel Lubezki, Tom McCarthy & Josh Singer (Spotlight) e Brie Larson (Fotos: Internet)

No Oscar 2016, das dez categorias que opinei esse ano (veja a lista aqui), só errei o pitaco de uma, a de Atriz Coadjuvante (pitaquei em Kate Winslet [Steve Jobs], preferi Jennifer Jason Leigh [Os oito odiados], mas ganhou a meeira Alicia Vikander [A garota dinamarquesa] que, pra mim, está melhor em Ex Machina).


Fiquei muito feliz por Mark Rylance ganhar como melhor Ator Coadjuvante por Ponte de espiões, e pelo melhor filme ter sido eleito Spotlight – Segredos revelados, meus prediletos em suas categorias (embora que, o melhor filme que eu vi, entre os indicados das dez categorias que opinei esse ano, foi o colombiano O abraço da serpente – não vi o vencedor de Melhor Filme Estrangeiro, o húngaro Filho de Saul).


2016 também foi o ano em que mais prediletos ganharam Oscars, como o genial Emmanuel Lubezki por O re…

Meu Oscar 2016

Neste ano, além das tradicionais nove categorias que me interessam do Oscar, acrescentei mais uma, a de Fotografia. Apresento, a seguir, as minhas preferências entre os indicados, além de pitacos sobre quem eu acho que a Academia irá premiar. No Oscar #88, o único filme que me impressionou foi o colombiano El abrazo de la serpiente, de Ciro Guerra. Não aceito as indicações de porcarias como o novo Mad Max, Carol, Brooklyn, Sicario, entre outros filmes a serem esquecidos amanhã. Há tantos filmes, diretores, atores e atrizes bons fora das indicações, como O fim da turnê, que a irritação foi grande. Dos filmes indicados nas 10 categorias que comento, só levarei comigo o colombiano, Spotlight, Trumbo, Steve Jobs e Inside out.



Meu Oscar 2016 - Melhor filme estrangeiro
O abraço da serpente (El abrazo de la serpiente), de Ciro Guerra
Provável vencedor: Filho de Saul (Hungria), de László Nemes

PS: Não vi O lobo do deserto (Jordânia) e Filho de Saul (Hungria)

Indicados:

- O abraço da serpente (…

Quinze passagens de Márcia Denser nos livros de contos Diana caçadora & Tango fantasma

Márcia Denser (foto daqui)

"Da penumbra asséptica do corredor, penetramos no quarto imerso numa tépida luz conhaque, invólucro perfeito para receber um universo recém-formado, ainda que para imobilizá-lo, universo sem curso de galáxias, esfera de cristal dourado aquecida na palma da mão dos deuses que, sorrindo, observavam nossas grotescas tentativas de imitá-los, mesmo sabendo ser mentira, da nossa condição de fantoches, todavia insistindo, inclusive por nos saber observados, antecipadamente amargando esse átimo divino que pelas leis humanas teríamos de pagar, esse delicioso equívoco de estarmos frente a frente como em frente a espelhos, iludidos e ludibriados e sentido que riam de nós, sombras tentando ocultar-se no lusco-fusco do planalto, antes que o sol apontasse, nus e atônitos, sua luz inânime, e nos lançasse com a porta da realidade na cara, interditando-nos. No umbral do paraíso sempre haverá uma espada de fogo na mão do arcanjo que já não sorri, porque o universo moveu-…

Dez passagens de Ronaldo Correia de Brito no livro de contos O amor das sombras

Ronaldo Correia de Brito (foto daqui

"Em meio à bagunça da enfermaria, uma foto presa com esparadrapo na parede chama a atenção do médico. O único espólio do ex-jogador, o que restara de seus desacertos, a lembrança feliz. No primeiro plano da imagem, costelas, lombos e vísceras em cima de um balcão gasto. E um garoto risonho sob a placa 'Açougue Sol Nascente'. Os megarefes o acolheram quando tinha catorze anos, depois que perdera o pai, a mãe e duas irmãs, todos com histórias trágicas. Num quartinho de porta única ao lado do açougue, onde fazia um calor dos infernos, estabeleceu seu mundo cheirando a sangue e a carne, povoado de cepos, facas, ganchos, cutelos e muita sujeira. A foto resistiu às viagens, mudanças de domicílio e desgraças. Amassada entre os dedos como as contas de um rosário, exposta ao suor e ao tempo, mesmo assim sobreviveu e ainda fala. Diz que o homem pode dar voltas sem sair do lugar. O 'Sol Nascente', na tosca pintura sobre uma placa de zin…