sábado, 27 de março de 2010

Especial: Renato Russo

Renato Russo, interferido por Mirdad

Hoje, caso estivesse vivo, Renato Russo faria 50 anos. Quero prestar aqui a minha homenagem a este grande artista, ídolo musical que mais influenciou diretamente o meu vínculo intimista com a música; por sua obra, aventurei-me no violão, e me descobri compositor, naquela máxima “everybody else is doing it, so why can't we?”.

Muito obrigado, Renato Manfredini Júnior!

O jornalista Alexandre Matias relembrou hoje uma breve entrevista que fez com o Renato (veja aqui), de onde tirei essa passagem fantástica do eterno líder da Legião Urbana:


"Depois de Perfeição, eu vou escrever o quê? Depois que você fala 'vamos celebrar a estupidez humana', o que você vai falar?"


Legião Urbana - Perfeição (ao vivo)


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sexta-feira, 12 de março de 2010

Especial: Suzanne Bouron


Conheci recentemente o trabalho da fotógrafa francesa Suzanne Bouron, através da dica preciosa do seu digníssimo, o caro Marceleza de Castilho ( já costumeiro por aqui, como cedente amigo de suas ilustrações para os meus poemas). A fotografia, assim como o teatro e a dança, são áreas qu'eu não domino, mas costumo admirar quando me pegam assim, de surpresa, e emocionam definitivamente. No caso de Su, gosto da luz e do enquadramento que monta seus pequenos fragmentos da vida.

Muito bom passear por seu Flickr, cujo endereço segue logo abaixo. Caso tenha tempo, recomendo contemplar a concretância de existências dessa potencial fotógrafa do ordinário.

A seguir, um breve release escrito pela própria Suzanne Bouron.













Bonjour, je m’appelle Suzanne! :p

Nasci em La Rochelle, na França, e sempre vivi aqui. Fiz um mestrado de Línguas Estrangeiras aplicadas a Relações Internacionais, e depois decidi que não queria trabalhar com isso. Agora estou fazendo outro mestrado, para ser professora de francês como língua estrangeira.

Não digo a quanto tempo fotografo porque; ou não sou fotógrafa ou sempre fui. Eu tiro fotos como eu vejo o mundo. Geralmente, minhas fotos vão nos detalhes, nas cores e nas formas. Vez ou outra, registro cenas.

Eu gosto muito do retorno positivo que as pessoas me dão, especialmente quando dizem que eu faço fotos lindas com coisas triviais. Acho que esse é o meu super poder! Minhas fotos nunca são cenas ou coisas extraordinárias, pelo contrário, são coisas ordinárias. Expôr a beleza de uma chaleira comum ou de um simples cadeado.









Comecei a tirar fotos quando comecei a viajar. Queria que meus amigos e parentes pudessem ver o que eu tinha a sorte de ver. E fui tirando muitas fotos.

Nunca estudei fotografia numa sala de aula ou nos livros. Estudei diretamente na prática com minha maquininha da Sony. Aperfeiçoei o meu olhar, antes de comprar uma Nikon profissional. Isso que é o mais importante: o olhar. A melhor máquina, nas mãos cegas, não fará nada melhor que uma máquina simples, nas mãos de quem bem sabe ver e capturar o instante.

Eu faço fotos pros outros. Para compartilhar uma vista, uma visão, uma emoção e pra não ter que sair na foto também! Não gosto de aparecer nas fotos.

Quando minhas fotos começaram a “fazer sucesso”, fiquei muito feliz, porque significava que eu conseguia me comunicar por esse meio. Transmitir o que eu sinto. Isso me incentivou a me dedicar cada vez mais à fotografia. Marcelo (meu namorado) também me apoia muito, é um assistente fantástico!










Gosto de tirar fotos de tudo; qualquer coisa pode chamar a minha atenção. Poderia dizer que as cores chamam mais a minha atenção do que as formas. Mas isso também varia. Gosto de fazer retratos, mas ainda sou muito tímida pra pedir às pessoas autorização para fotografá-las; ainda mais na França.

Amo tirar fotos da Bahia; as pessoas têm traços mais fortes, mais expressivos, e com minha cara de turista gringa, tenho menos vergonha de pedir para as pessoas posarem pra mim.

- Suzanne Bouron






Printscreen das fotografias Teatro Castro Alves; Nossa Senhora das Mercês; Dia de Iemanjá (03 fotos); Fitinhas e Palmeiras; Monte Serrat e Só se vê na Bahia, de Suzanne Bouron, publicadas no flickr La Photo du Jour (2010). www.flickr.com/photos/laphotodujour

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Bloguijabá: Mou Brasil no Estação Jazz

Mou Brasil e Mirdad no estúdio 2 da Educadora FM 107,5


"Chega de sai do chão. Quanto mais você pula, mais você se enterra. A cabeça é que tem de subir"
- Mou Brasil -


Hoje entrevistei o lendário guitarrista e compositor baiano Mou Brasil, para o programa Estação Jazz, que irá ao ar nessa próxima segunda (15/03).

Playlist Mou Brasil vai trazer John Coltrane, Miles Davis, Hermeto Pascoal e até Milton Nascimento, entre outros, em temas que mudaram a vida desse grande artista, cuja sapiência e coerência vai muito além do mundo do jazz.

Imperdível!

Estação Jazz #15 - Segunda 15/03, na Educadora FM 107,5 (www.educadora.ba.gov.br)

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Q.I.: Nelson Magalhães Filho e Tiganá


Quinta 04/03

Nelson Magalhães Filho


Nesta quinta à noite é a estreia da exposição Anjos Baldios, do artista plástico Nelson Magalhães Filho, na Galeria do Conselho, anexo ao Palácio da Aclamação (próximo ao Passeio Público - Teatro Vila Velha), às 19h. A exposição foi contemplada no edital Portas Abertas para Artes Visuais 2009, da Funceb, e traz os novos trabalhos desse artista feroz, talentoso e premiado.

Nelson é formado pela Escola de Belas Artes da UFBA. Premiado várias vezes nas Bienais do Recôncavo e nos Salões Regionais de Artes Visuais (FUNCEB), em 1999 ganhou o Prêmio BRASKEM de Cultura e Arte. Tem participado em diversas mostras individuais e coletivas em vários estados do Brasil, na Espanha (Segóvia, Barcelona, Málaga, Valladolid) e Nova York (EUA). Atualmente é Professor Substituto de Pintura I e II na EBA/UFBA.

Para a arquiteta e professora de História da Arte da EBA/UFBA, Alejandra Hernández Muñoz, as telas de Nelson "provocam reflexões sobre a unicidade e autonomia da obra de arte, sobre os alcances da pintura enquanto processo e resultado, sobre o confronto entre representação e revelação". Ela chama atenção que "estamos diante de uma pintura pura, que resgata o significado do pintar como ato existencial".



Para Muñoz, a pintura de Nelson Magalhães Filho é "uma verdadeira sismografia do soturno, do sinistro, do melancólico e, por vezes, do trágico, que se revela como antítese da impressão retiniana. Não é pintura de observação mas de introspecção. Não é uma produção ilusória premeditada, fake de imaginário fantástico destinado ao escapismo dessa nossa atualidade permeada de simulacros, mas uma arqueologia do surreal que visa a refletir sobre a essência de uma humanidade desencantada".



A professora Alejandra Muñoz ressalta que a prática de Nelson é a de "pintar várias telas em conjunto, de uma maneira sincrônica, pode ser compreendida como uma negação da pintura enquanto objeto autônomo, gerando 'famílias' de trabalhos com perfis de cor, estrutura e textura cotejáveis. Mas, paradoxalmente, a especificidade quase performática de cada tela, resultado de um contexto mental e gestual irrepetível, marca um caráter único em cada trabalho".



Por fim, Muñoz ressalta que as obras de Nelson "são uma afirmação tácita da perenidade das práticas informalistas da pós-guerra e da vigência das premissas neo-expressionistas da transvanguarda". E que o gesto visceral das pinceladas dele "não é calculado ou precedido de qualquer estudo preliminar, mas, sim, controlado por emoções de um espírito muito distante do aprazível e do contemplativo".

Imperdível!

Onde: Galeria do Conselho, no Palácio da Aclamação
Horário: 19h
Quanto: Gratuito
Até quando: De 04 de março a 09 de abril de 2010

Veja mais aqui: www.anjobaldio.blogspot.com

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Sexta 05/03

Tiganá no Pelourinho


Depois do showzaço com Luiz Brasil no Tom do Sabor (que teve cobertura da seção Perambulando deste blog, veja aqui), em janeiro último, o cantor e compositor Tiganá Santana volta aos palcos em Salvador. Desta vez, o lugar é a Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, em única apresentação nesta sexta, às 21h.

A base deste novo show visa casar a voz melodiosa do cantor ao som pulsante da percussão. Para tanto, Tiganá traz uma tríade de excelentes percussionistas: Antenor Cardoso, o sueco Sebastian Notini e o mestre Gabi Guedes. Além disso, o show terá as participações especialíssimas de Mou Brasil, Roberto Mendes, Margareth Menezes e o poeta José Carlos Capinam.

Imperdível!

Onde: Praça Pedro Archanjo - Pelourinho
Horário: 21h
Quanto: Gratuito
Info: Emma Produções - (71) 8832-9348

Veja mais aqui: www.myspace.com/avozdetigana

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Estação Jazz #13: We Want Miles


We Want Miles
(1982 - Miles Davis)

O álbum duplo We Want Miles, lançado pela CBS em 1982, do trompetista e ídolo imortal do jazz Miles Davis, é o destaque do programa desta segunda. Gravado ao vivo em 1981, nas cidades de Boston, Nova Iorque e Tóquio, o disco traz seis temas, com produção de Teo Macero, que já tinha trabalhado com Miles nos álbuns Kind of Blue e Bitches Brew, além de Time Out, do Dave Brubeck Quartet, discos referenciais da história do jazz.

Acompanhando o genial trompetista Miles Davis, a super banda formada por Marcus Miller no baixo, Al Foster na bateria, Mike Stern na guitarra, Mino Cinelu na percussão e Bill Evans no sax. No repertório, temas como Jean Pierre, Back Seat Betty, Kix e My Man's Gone Now, único que não é de autoria de Miles.

We Want Miles é uma indicação do convidado especial de hoje: o baterista, percussionista, produtor cultural, colecionador de jazz e mentor da célebre Jam no MAM, o figuraça camarada Ivan Huol.

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Serviço:
Estação Jazz #13 com We Want Miles
Mário Sartorello e Emmanuel Mirdad
21h - Educadora FM 107,5
Convidado Especial: Ivan Huol




Miles Davis - My Man's Gone Now (Live 1982)


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