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Q.I.: Nelson Magalhães Filho e Tiganá


Quinta 04/03

Nelson Magalhães Filho


Nesta quinta à noite é a estreia da exposição Anjos Baldios, do artista plástico Nelson Magalhães Filho, na Galeria do Conselho, anexo ao Palácio da Aclamação (próximo ao Passeio Público - Teatro Vila Velha), às 19h. A exposição foi contemplada no edital Portas Abertas para Artes Visuais 2009, da Funceb, e traz os novos trabalhos desse artista feroz, talentoso e premiado.

Nelson é formado pela Escola de Belas Artes da UFBA. Premiado várias vezes nas Bienais do Recôncavo e nos Salões Regionais de Artes Visuais (FUNCEB), em 1999 ganhou o Prêmio BRASKEM de Cultura e Arte. Tem participado em diversas mostras individuais e coletivas em vários estados do Brasil, na Espanha (Segóvia, Barcelona, Málaga, Valladolid) e Nova York (EUA). Atualmente é Professor Substituto de Pintura I e II na EBA/UFBA.

Para a arquiteta e professora de História da Arte da EBA/UFBA, Alejandra Hernández Muñoz, as telas de Nelson "provocam reflexões sobre a unicidade e autonomia da obra de arte, sobre os alcances da pintura enquanto processo e resultado, sobre o confronto entre representação e revelação". Ela chama atenção que "estamos diante de uma pintura pura, que resgata o significado do pintar como ato existencial".



Para Muñoz, a pintura de Nelson Magalhães Filho é "uma verdadeira sismografia do soturno, do sinistro, do melancólico e, por vezes, do trágico, que se revela como antítese da impressão retiniana. Não é pintura de observação mas de introspecção. Não é uma produção ilusória premeditada, fake de imaginário fantástico destinado ao escapismo dessa nossa atualidade permeada de simulacros, mas uma arqueologia do surreal que visa a refletir sobre a essência de uma humanidade desencantada".



A professora Alejandra Muñoz ressalta que a prática de Nelson é a de "pintar várias telas em conjunto, de uma maneira sincrônica, pode ser compreendida como uma negação da pintura enquanto objeto autônomo, gerando 'famílias' de trabalhos com perfis de cor, estrutura e textura cotejáveis. Mas, paradoxalmente, a especificidade quase performática de cada tela, resultado de um contexto mental e gestual irrepetível, marca um caráter único em cada trabalho".



Por fim, Muñoz ressalta que as obras de Nelson "são uma afirmação tácita da perenidade das práticas informalistas da pós-guerra e da vigência das premissas neo-expressionistas da transvanguarda". E que o gesto visceral das pinceladas dele "não é calculado ou precedido de qualquer estudo preliminar, mas, sim, controlado por emoções de um espírito muito distante do aprazível e do contemplativo".

Imperdível!

Onde: Galeria do Conselho, no Palácio da Aclamação
Horário: 19h
Quanto: Gratuito
Até quando: De 04 de março a 09 de abril de 2010

Veja mais aqui: www.anjobaldio.blogspot.com

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Sexta 05/03

Tiganá no Pelourinho


Depois do showzaço com Luiz Brasil no Tom do Sabor (que teve cobertura da seção Perambulando deste blog, veja aqui), em janeiro último, o cantor e compositor Tiganá Santana volta aos palcos em Salvador. Desta vez, o lugar é a Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, em única apresentação nesta sexta, às 21h.

A base deste novo show visa casar a voz melodiosa do cantor ao som pulsante da percussão. Para tanto, Tiganá traz uma tríade de excelentes percussionistas: Antenor Cardoso, o sueco Sebastian Notini e o mestre Gabi Guedes. Além disso, o show terá as participações especialíssimas de Mou Brasil, Roberto Mendes, Margareth Menezes e o poeta José Carlos Capinam.

Imperdível!

Onde: Praça Pedro Archanjo - Pelourinho
Horário: 21h
Quanto: Gratuito
Info: Emma Produções - (71) 8832-9348

Veja mais aqui: www.myspace.com/avozdetigana

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Comentários

anjobaldio disse…
Caro Mirdad, fico comovido com tua homenagem. Também queria agradecer muito tua presença lá na exposição. Valeu mesmo. Um grande abraço.

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