quinta-feira, 31 de julho de 2014

Composições de Mirdad: Repertório Pássaros de Libra


No segundo semestre de 1999, o produtor Emmanuel Mirdad começou a gravação do álbum "O Primeiro Equilíbrio", do duo Pássaros de Libra, formado por ele e o guitarrista e compositor Juracy do Amor, que foi improvisado como cantor no álbum. Nos arranjos e programações de samplers, o pianista André Magalhães, dono do estúdio Submarino e responsável pela gravação. A seguir, as cinco melhores composições do repertório dessa época:



Jungle-balada que reflete sobre o erro de lamentar a morte por muito tempo. No vocal, Juracy do Amor, e nos arranjos e programações, André Magalhães. A melodia foi baseada na canção "The Moon and The Julius", o título roubado do xaxado "Antes Tocava Gonzaga" (ambas de Emmanuel Mirdad), e a reinserção no repertório do álbum demo do Pássaros de Libra por sugestão de André (a gravação ocorreu entre 1999 e 2000 e foi a primeira experiência de Mirdad como produtor). Em 2014, ao divulgar as melhores músicas do disco engavetado, Mirdad eleva "Canção Adeus" ao posto de faixa 01, por considerá-la a melhor realizada, ironicamente o contrário para que a música foi composta.



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Canção Adeus
(Emmanuel Mirdad)

Olhe para os lados
Todos estão chorando
Todos estão se despedindo
Todos estão dizendo adeus aos seus pais,
Amigos e queridos

A terra ou o fogo querem a lembrança do corpo,
E se você chora, e abandona à rotina,
É porque não respeita a vontade dos mortos,
Em querer que viva os segundos como anos,
Já que tudo que pulsa é tesouro e com o descanso
Os mortos já estão cheios de adeus

Seu pai lhe quer erguido e sábio
Sua mãe lhe pede amor aos que ficaram
Seus amigos sorriem nos retratos felizes
Das lembranças que não passam e sim se transformam
Numa nova chance nesta vida


Faixa 01 - Pássaros de Libra - EP O Primeiro Equilíbrio (2000) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Juracy do Amor - voz | André Magalhães - arranjos MIDI e programação de samplers | Faixa demo gravada por André Magalhães em 1999/2000 no Submarino Studios em Salvador/BA


Cifra original digitalizada da canção "Canção Adeus"


Composta por Emmanuel Mirdad em 07/12/1999.

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Considerada pelo compositor a sua melhor canção pop em português, foi gravada pelo Pássaros de Libra (duo com o músico Juracy do Amor, cantor e guitarrista) no ano 2000, a primeira experiência de Emmanuel Mirdad como produtor de álbuns. Oito anos depois, ganhou uma nova versão, mais lenta e com algumas pequenas modificações na letra, gravada no EP ID - embora a letra tenha ficado definitiva, o beat (criado por André Magalhães) da versão do Pássaros de Libra é muito melhor, por isso é preciso registrar uma terceira e definitiva versão, que una os arranjos e andamento da primeira, e a letra da segunda. Quem sabe algum dia? "Então, quando você volta?"




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Ouça a outra versão e conheça a história da canção aqui


Antiga Poesia (envelopes perdidos)
(Emmanuel Mirdad)

Eu tenho que trabalhar todos os dias
Eu tenho que agradecer com sinais
Eu tenho que fazer muitas coisas que não estão certas como são
Eu tenho que perguntar por você
Então, quando você volta?

E quando eu quero a justiça no meu caso,
percebo que todos vão embora
E quando eu quero a justiça no meu caso,
percebo que conheço essa velha história

Eu tenho que trabalhar todos os dias
Eu tenho que esquecer a chave no cinzeiro
Eu tenho que perder toda a manhã escrevendo poesias pra você?
Então, quando você volta?
Então, será que você volta?
Será que perderei os envelopes?

E quando eu quero a justiça no meu caso,
percebo que todos vão embora
E quando eu quero a justiça no meu caso,
percebo que conheço essa velha história


Faixa 02 - Pássaros de Libra - EP O Primeiro Equilíbrio (2000) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Juracy do Amor - voz, guitarras e arranjos de cordas | André Magalhães - arranjos MIDI e programação de samplers | Faixa demo gravada por André Magalhães em 1999/2000 no Submarino Studios em Salvador/BA


Cifra original digitalizada da canção "Antiga Poesia (envelopes perdidos)"


Composta por Emmanuel Mirdad em 03/12/1999.

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Segunda parceria do duo Pássaros de Libra, tem a melodia guitarreira influenciada pelo Barão Vermelho composta pelo guitarrista Juracy do Amor (que também cantou no álbum da dupla), e a letra escrita por Emmanuel Mirdad como uma homenagem aos colegas de ginásio do hoje extinto Colégio PhD e às amigas e irmãs Sara e Malu. É uma canção que trata das amizades perdidas pelo caminho. "Lá se foram meus amigos, uns não voltam, outros morrem, todos maltratam o meu amor, minha comunhão, entrega".




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Sem Toda Amizade, Sem Asas
(Emmanuel Mirdad / Juracy do Amor)

Lá se foram meus amigos
Uns não voltam, outros morrem
Todos maltratam o meu amor
Minha comunhão, entrega

Amei-os como mulheres da vida
Amei-os como virgens
De gozação com seus defeitos
De elogio com seus prazeres

Uns não esquecem, outros enlouquecem
Todos a mim padecem, escravo da saudade
O meu amor, meus beijos e apertos

Amigas e amigos que se vão e não ficam

Amei-os como lixo
Amei-os como fatos
De desprezo com seus cuidados
De recordações como retratos
Meus próprios retratos, nossos pavios de glória

Bomba, foram-se fragmentos um dia nossos
Hoje perdidos em passos inimigos, distantes...

Lá se foram “Eus” que nunca voltam, nunca mais...

O tempo machuca tanto!!!


Faixa 03 - Pássaros de Libra - EP O Primeiro Equilíbrio (2000) | Produzida por Emmanuel Mirdad | Melodia de Juracy do Amor e letra de Emmanuel Mirdad | Juracy do Amor - voz, guitarras e arranjos de cordas | André Magalhães - arranjos MIDI e programação de samplers | Faixa demo gravada por André Magalhães em 1999/2000 no Submarino Studios em Salvador/BA


Cifra original digitalizada da canção "Sem Toda Amizade, Sem Asas"


Letra escrita por Emmanuel Mirdad em 1998.
Melodia composta por Juracy do Amor em 30/11/1999.

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Primeira parceria composicional do duo Pássaros de Libra, tem a melodia poprock composta pelo guitarrista Juracy do Amor (que também cantou no álbum da dupla) e a letra de dor de cotovelo escrita por Emmanuel Mirdad, que trata da horrível angústia de esperar pelo telefonema de um ex-amor. Destaque para os eficientes arranjos criados por André Magalhães, um especialista em música pop.




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Um Sábado dia 13
(Emmanuel Mirdad / Juracy do Amor)

As minhas mãos percorrem o telefone
À espera de uma ligação, que já não ocorre mais
Pois o fio que ligava nossas vidas se partiu
Com uma tempestade de ciúme e desatenção

As minhas mãos percorrem nossas fotos
À espera de uma recordação, que já não importa mais
Pois o laço que unia nossos corpos se desfez
Com uma falsidade real de ilustração

Um Sábado dia 13
À espera de uma definição
Pois o ato que nos fazia “solo uno” se refez
Numa passagem do seu corpo contra o meu

A música percorre pela alma à busca de uma retratação
Que já não se disfarça mais, pois a canção que ouvia
Retornou seu âmago ao meu perdão

A saudade edifica o sofrimento
À busca de uma outra ficção
Que já possa ilusionar uma solução
Pois o ego que nos massacrava
Esvaiu-se com o tempo


Faixa 04 - Pássaros de Libra - EP O Primeiro Equilíbrio (2000) | Produzida por Emmanuel Mirdad | Melodia de Juracy do Amor e letra de Emmanuel Mirdad | Juracy do Amor - voz, guitarras e arranjos de cordas | André Magalhães - arranjos MIDI e programação de samplers | Faixa demo gravada por André Magalhães em 1999/2000 no Submarino Studios em Salvador/BA


Cifra original digitalizada da canção "Um Sábado dia 13"


Letra escrita por Emmanuel Mirdad em 13/06/1998.
Melodia composta por Juracy do Amor em 30/11/1999.

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A canção mais popularesca das composições de Emmanuel Mirdad, nasceu com a função de ser hit, com uma letra pobre, mas romântica, e melodia fácil e pegajosa. Nunca saiu do repertório do compositor desde que foi criada, sempre cotada como música de trabalho, até ser registrada no álbum do Pássaros de Libra com um princípio de progressão musical que margeia toda a criação da Orange Poem, o trabalho musical de Mirdad posterior ao Pássaros de Libra. Destaque para o dueto no final entre o guitarrista Juracy do Amor (que também canta na faixa) e o tecladista André Magalhães (que também fez os arranjos da faixa).




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A Seta
(Emmanuel Mirdad)

Como é que eu faço para acabar
Com o seu embaraço ao encontrar
O meu olhar namorando o seu

Como é que eu posso atingir seu poço
Que guarda todo o rancor do passado
Que precisa ser descartado

Com a seta, a seta que levará
O meu amor ao seu coração tímido e punido
Com a seta, a seta que atingirá
O seu medo e aliviará sua sede por nós

Como é que eu acho alguém como nós
E perco por algo que faz,
Tanto faz para te esconder

Como é que eu descubro
O caminho de volta para o seu mundo
Que já foi nosso, e agora é só seu

Com a seta, a seta que acordará
O nosso velho amor que estava vagando
Com a seta, a seta que selará
O nosso enlace final de paixão e ódio
De paixão e ódio


Faixa 05 - Pássaros de Libra - EP O Primeiro Equilíbrio (2000) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Juracy do Amor - voz, guitarras e arranjos de cordas | André Magalhães - arranjos MIDI e programação de samplers | Faixa demo gravada por André Magalhães em 1999/2000 no Submarino Studios em Salvador/BA


Cifra original digitalizada da canção "A Seta"


Composta por Emmanuel Mirdad em 23/03/1998.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Lançamento da Flica 2014

Nova marca da Flica produzida pelo Doismileum Art Lab


Novo site da Flica desenvolvido pela Malagueta Interativa
Acesse aqui


A data da 4ª edição da Flica: de 29 de outubro a 02 de novembro de 2014


Cobertura do lançamento pelo jornal Correio (30/07/2014)


Cobertura do lançamento pelo portal G1 Bahia - leia aqui


Cobertura do lançamento pelo jornal A Tarde (30/07/2014)


Cobertura do lançamento pelo BATV da TV Bahia - veja aqui ou aqui


Patrocinadores da Flica 2014 confirmados até agora

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Composições de Mirdad: Nu, Tempestade – Mirdad


Groove com naipe de metais, traz na letra o poema "Nu, Tempestade", um dos prediletos do poeta Emmanuel Mirdad, presente no livro "Nostalgia da Lama" (Cousa/2014), que traz a perplexidade do ser humano que descobre que não há sentido, e por não estar nem fixo, nem pássaro, como irá concretar sua existência. Na cozinha, Hosano Lima Jr. e Artur Paranhos, da Orange Poem, na guitarra funkeada, o gruvento Eric Gomes, da Pedradura, e no naipe de metais, grandes músicos da Bahia como o saxofonista Eric Almeida. Para ouvir, basta clicar no botão laranja de "play" abaixo.




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Nu, Tempestade
(Emmanuel Mirdad)
BR-N1I-08-00001

Nunca estive tão nu; me desmonto em pedaços desconexos
Do quebra-cabeça qu’eu não montei, a auto-piedade agora me esfacela

Há um cão no chão que me acolhe
Meu fiel, me fez feliz e morreu
Sempre ouço teus suplícios nas noites em que berro ingratidão

Quem sou eu, assim, sem a sede que fortalece,
Sem a audácia destemida do idiota,
Sem a frágil sensação de que tudo está bem?

(Refrão)
Nu, sem cortes, em tempestade
Sigo à busca do que não temer no fim

O saber que construí se mutou; a humildade empobreceu os títulos
A minha glória me envergonha e me cala, e fez uma cratera no rim

Quem sou eu, assim, sem grilhões e a gravidade da incerteza
Sem as fugas que tanto forjei? – como faz falta o ego que cala

(Refrão)

Atordoado por estar em tempestade,
Destruí as lembranças que me ensinavam
A não subtrair os erros que equilibram
A tendência de se achar estupidamente sábio

Quem sou eu, assim, imundo pela descoberta de que não há sentido?
Não estou fixo, e nem pássaro
E agora, o que irei concretar?

(Refrão)

Faixa 01 - Mirdad - EP ID (2008) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Mirdad - voz | Hosano Lima Jr. - bateria | Artur Paranhos - baixo | Eric Gomes - guitarra | Marcelo Medina - Trompete | Gilmar Chaves - Trombone | Eric Almeida - Saxofone | Tito & Mirdad - Sampler | Tito Menezes - Fala final | Arranjo de sopro por Emmanuel Mirdad | Gravado e Mixado por Tito Menezes e Masterizado por André Magalhães no Submarino Studios em Salvador/BA | Arte encarte: Emmanuel Mirdad


Cifra original digitalizada da canção "Nu, Tempestade"


Composta por Emmanuel Mirdad em 06/12/2007.
Versão para a canção "Naked Storm", de E. Mirdad, composta em 2003.

domingo, 27 de julho de 2014

Composições de Mirdad: El'eu – Mirdad



Mistura braba de groove blues, com pitada de faroeste surf music e um refrão pop. A sequela é grata aos teclados de Tadeu Mascarenhas e à voz "espírito" de Ildegardo Rosa (1931-2011), pai do compositor, e às risadas macabras do cantor. É uma versão da melodia da canção "Madness", do repertório da Orange Poem (presente na gravação com os músicos laranjas Hosano, Zanom e Artur), que ficou tão boa que fez Emmanuel Mirdad descartar a original. O poema trata da dualidade do ser humano e a importância da pertença do mal, desde que seja dosado na medida em que se precisa, pois "é o que arrebata, arregaça e anoitece, o alimento que impulsiona o equilíbrio entre o caos e a abonança". A canção foi selecionada entre as 50 melhores do Festival de Música Educadora FM de 2007. Para ouvir, basta clicar no botão laranja de "play" abaixo.




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El’eu
(Emmanuel Mirdad)
BR-N1I-07-00012

O mal que há em mim
Não me deixa, não me trai
Não me fascina, mas se faz necessário

É o vigor, o que sustenta a cobiça
O que raciocina, interage e negocia
O que violenta e não desperdiça

(Refrão)
Há em mim um ele-eu
Além de mim, o mal e Deus
Há em mim a luz e o breu
Além de mim, só eu...

O mal que há em mim
É o disfarce volátil
Razão e método que mascaram o engano

É o que arrebata, arregaça e anoitece
O alimento que impulsiona o equilíbrio
Entre o caos e a abonança!

(Refrão)

O mal que há em mim
Tenta me convencer a ser o que for
Pra ter sempre o controle

Mas não consegue; o seu lugar é o subterrâneo
Subalterno, escondido e camuflado
Dosado na medida em que preciso

(Refrão)


Faixa 03 - Mirdad - EP ID (2008) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Mirdad - voz e violão 12 cordas | Hosano Lima Jr. - bateria | Artur Paranhos - baixo | Marcus Zanom - guitarra | Tadeu Mascarenhas - rhodes e arbon | Fabrício Mota - pandeiro | Participação Especial: Ildegardo Rosa recitando o poema de Mirdad | Gravado e Mixado por Tadeu Mascarenhas no estúdio Casa das Máquinas em Salvador/BA | Arte encarte: Emmanuel Mirdad


Cifra original digitalizada da canção "El'eu"


Composta por Emmanuel Mirdad em 06/06/2007.
A melodia é original da canção "Madness", de E. Mirdad, composta em 2001.

sábado, 26 de julho de 2014

Composições de Mirdad: Fantoche – Mirdad



Psicodelia progressiva, faz uma homenagem ao som da Orange Poem (com a presença de dois músicos laranjas, Artur e Hosano, e mais Emmanuel Mirdad) e ao pai filósofo e poeta do compositor, Ildegardo Rosa (1931-2011), o Mestre Dedé, que recita suas teorias sobre a ilusão. Com a cadência circense da bateria, o baixo hipnótico e mântrico e floreios etéreos de guitarra, o poema é irônico e provocador. A composição foi gravada no EP ID, primeiro trabalho solo de Mirdad, lançado em 2008. Para ouvir, basta clicar no botão laranja de "play" abaixo.




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Fantoche
(Emmanuel Mirdad)
BR-N1I-08-00003

Se a vida me fosse conto de fadas,
qual dos meus sapos daria o beijo de plástico?
Se a vida me fosse cinema de Hollywood,
que raciocínio escaparia de tal narrativa e estrutura imbecil?

Se a vida me fosse apocalipse,
a quem apontaria o dedo à besta da peste?
Se a vida me fosse sem Picasso,
quem teria outros traços a refletir
a podridão degenerativa da frágil forma humana?

Se a vida me fosse drogas e farras,
que relevância haveria em mais um suicida?
Se a vida me fosse dinheiro e poder,
que destino teria o meu ego,
ridicularizado pela fragilidade do preço de qualquer um?

Se a vida não fosse tão explicada,
o que seria de mim sem os alvos de minhas críticas inúteis
e necessárias apenas pra gastar a saliva que me sufoca?

Eu não tenho dúvidas de que
se a vida me fosse, eu seria porra nenhuma
e é por isso que canto e faço sexo
é pra fingir que controlo
a força que me domina e me faz de peão
another brick in the wall

Se a vida me fosse, eu seria porra nenhuma
O mundo é uma ilusão


Faixa 05 - Mirdad - EP ID (2008) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Mirdad - voz e violão 12 cordas | Eric Gomes - guitarra | Hosano Lima Jr. - bateria | Artur Paranhos - baixo | Participação Especial: Ildegardo Rosa lendo seus versos | Gravado e Mixado por Tito Menezes e Masterizado por André Magalhães no Submarino Studios em Salvador/BA | Arte encarte: Emmanuel Mirdad


Cifra original digitalizada da canção "Fantoche"


Composta por Emmanuel Mirdad em 29/04/2007.
A harmonia é original da canção "A Song to You, My Home", de E. Mirdad, composta em 2000.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Orange Poem - Primeiras resenhas em jornal e internet

Jornal A Tarde - Caderno Dez - 22/09/2005


Som Laranja

A banda baiana Orange Poem lança amanhã seu primeiro CD, "Shining Life, Confuse World", apostando em rock com cara antiga

Pedro Fernandes

É como se todos estivessem numa festa que se alongou por anos e todos já tivessem feito de tudo. Nada mais choca ninguém. Logo a festa ficou chata, alguns voltam para casa, outros seguem numa dança que já perdeu o sentido. O fazem por puro hábito.

Entre os que voltaram para casa está a banda baiana Orange Poem. Formada por Emmanuel Mirdad [vocais e guitarra], Fábio Vilas-Bôas [guitarra], Marcus "Jesus" Vinícius [guitarra], Fabrício Mota [baixo] e Hosano Júnior [bateria], lança seu primeiro CD, "Shining Life, Confuse World", amanhã, na festa Laranja Rock [ver serviço]

A analogia acima pode parecer estranha, mas será explicada. Hoje, para algo ser bom, hype, cult, [pós] moderno tem que basicamente ser diferente. Pretensamente originais, algumas bandas novas tendem a optar pelo recurso da mistura de sonoridades. Misturar é o verbo que os arautos da pós-modernidade mais conjugam. Tanto que acabou perdendo a graça.

Novo e velho, regional e global, erudito e popular têm sido as misturas mais frequentes que a falta de criatividade de algumas mentes julgam ser a única saída para a arte no começo deste século. Mas há quem não ligue para as tendências, como os caras da Orange Poem. Mistura até que tem, mas nada de vestir o antigo com roupa nova. O som da banda é velho. Só que no bom sentido. Uma espécie de volta para casa.

Início

Em 2000, Emmanuel começou a procurar entre amigos e conhecidos pessoas para formar a banda. "Fábio foi o primeiro. Mostrei para ele o som, se identificou e entrou no projeto." Em março do ano seguinte, a banda estava formada. Gravaram então num espaço de três anos dois CDs demos e um DVD, fizeram shows por Salvador e em novembro de 2004 entraram em estúdio para gravar "Shining Life, Confuse World", sem vínculo com gravadora ou selo. Na época, o baixista era Artur Paranhos, que saiu da banda há pouco mais de um mês.

A produção foi toda bancada pelo vocalista, que também é o produtor executivo do projeto. "As dificuldades enfrentadas foram mais relacionadas à grana do que a problemas técnicos. A gravação foi tranquila, pois Tadeu Mascarenhas [do estúdio Casa das Máquinas] é muito competente". Das 12 músicas do álbum [compostas em inglês], apenas duas foram escritas em parceria. Todas as outras são composições de Emmanuel.

O CD vem acompanhado de outras pretensões. A banda quer viajar para a Europa a partir da metade do ano que vem e tentar uma carreira por lá. Mas contatos para seguir primeiro para São Paulo já apareceram. "Se rolar uma boa proposta, a gente vai."

Distorcido, acústico e doce
[comentário]

"Shining Life, Confuse World" é, como dá para perceber pela formação da banda, guitarreiro até a alma. Acústico, distorcido, ácido, às vezes doce. As referências são escancaradas e, guardando proporções, lembrar do Pink Floyd logo de cara não é tão difícil. E é assim que começa o disco, com "Last Fly". Psicodelia pura, abuso de distorções e delays e a voz grave de Emmanuel quase recitando a letra num clima meio lisérgico.

Há espaço também para referências metaleiras, com "The Green Bee" e "New Help", com mais peso nas guitarras e na bateria. Os vocais ficam à vontade para gritar o quanto a música pedir. Em "Wideness", entra um blues meio deslocado, cantado com sotaque da Transilvânia. Mas é no rock progressivo que o álbum melhor se realiza. Então quando "Rain" chega, a certeza de que a alma da banda está em um som mais viajante se confirma.

Com dois pés no passado e assumindo isso sem esquizofrenias temporais, Orange Poem acaba sendo original por não ceder à tentação de trazer junto com as referências canônicas disfarces modernosos para tornar o som da banda mais palatável, mais dentro de uma tendência que já era. O engraçado é que se você fechar os olhos o som é mesmo laranja.


A primeira resenha na internet feita por Valdir Antonelli 
do site DropMusic em junho de 2006

The Orange Poem
Valdir Antonelli

Formado em 2001, o quarteto lançou duas demos e um DVD-Demo antes de 'arriscar' um álbum cheio e mais bem produzido. Cantam em inglês, visando o mercado externo, mais precisamente o Reino Unido, e planejam embarcar para a Europa em breve, algo que muitas bandas querem, mas poucas realmente conseguem. Finalmente, em novembro de 2004, começam a trabalhar no primeiro disco, produção que só acabou em fevereiro de 2005 e lançam Shining Life, Confuse World em setembro do mesmo ano.

Com 12 canções, Shining Life... só não é uma viagem psicodélica total devido aos vocais guturais de Emmanuel Mirdad - lembrando, quando canta normalmente, vagamente o vocalista Fish ex-Marillion. Vocais que dão um ar teatral que se unem perfeitamente aos arranjos criados pelo grupo. As semelhanças com Pink Floyd, em Last Fly, são bem fortes, mas existem ecos de Jimmy Hendrix, jazz (finalzinho de The Green Bee), rock clássico, blues (principalmente as guitarras em Diet of Dust) e até mesmo do brit pop, este em doses bem pequenas. Em outros momentos chega a soar como uma banda de metal (lembrando Metallica em Wideness).

Em um mercado musical recheado de clones do brit pop, o som feito pelos baianos do Orange Poem causa uma certa estranheza nos primeiros momentos. Ao flertarem com o rock psicodélico, e até mesmo progressivo, dos fim dos anos 60, a banda prova que é possível fazer um trabalho um pouco mais experimental sem soar chato e cansativo e apenas reafirma que a cena independente de Salvador é, hoje em dia, uma das mais criativas do rock nacional.

Álbum: The Orange Poem - Shining Life, Confuse World
Selo: Independente
Ano: 2005
O The Orange Poem é:

Emmanuel Mirdad - Voz
Fábio Vilas-Bôas - Guitarra
Marcus ´Jesus´ Vinícius (Zanomia) - Guitarra
Hosano Júnior - Bateria
"

Link atual aqui

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Pílulas: Parte 02 - A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector

Clarice Lispector (foto: Divulgação - interferida por Mirdad)


"Se é verdade que existe uma reencarnação, a vida que levo agora não é propriamente minha: uma alma me foi dada ao corpo. Eu quero renascer sempre. E na próxima encarnação vou ler meus livros como uma leitora comum e interessada, e não saberei que nesta encarnação fui eu que os escrevi"


"É inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta – como ardemos por ser chamados e responder! – cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga – como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até à indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença. Até que se descobre – nem a tua indignidade ele quer. Ele é o silêncio"


"Seu corpo se consola com sua própria exiguidade em relação à vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exiguidade que o torna pobre e livre de gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias ... Com a praia vazia nessa hora da manhã, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Ela está sozinha ... Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir. É fatal não se conhecer"


"Tudo o que dá certo é normal. O estranho é a luta que se é obrigado a travar para obter o que simplesmente seria o normal"


"O estado de graça de que falo não é usado para nada. É como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existe. Nesse estado, além da tranquila felicidade que se irradia de pessoas e coisas, há uma lucidez ... de quem não adivinha mais: sem esforço, sabe. Apenas isto: sabe. Não perguntem o quê, porque só posso responder do mesmo modo infantil: sem esforço, sabe-se"


"Sou tão misteriosa que não me entendo"


Clarice Lispector
(Rocco - 2008)


"Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram elas. Não digo o nome também por segredo: é bom perfumar-se em segredo"


"Guimarães Rosa disse que, quando não estava se sentindo bem em matéria de depressão, relia trechos do que já havia escrito ... Ele estava falando com o nosso grupo coisas que eu não entendia e não sei repetir. Então eu disse: adoro ouvir coisas que dão a medida de minha ignorância ... Guimarães Rosa então me disse uma coisa que jamais esquecerei, tão feliz me senti na hora: disse que me lia, "não para a literatura, mas para a vida". Citou de cor frases e frases minhas e eu não reconheci nenhuma"


"Lembro-me com saudade da dor de escrever livros"


"O que me salvaria dessa impressão de fartura – é fartura ou uma liberdade de que está sendo inútil? – seria a raiva ... a raiva simples e violenta. Quanto mais violenta, melhor. Raiva dos que não sabem de nada. Raiva também dos inteligentes do tipo que dizem coisas ... Raiva da afinidade que sinto com algumas pessoas, como se já não houvesse fartura de mim em mim. E raiva do sucesso? O sucesso é uma gafe ... A raiva me tem salvo a vida ... Porque a raiva me envivece toda: nunca me senti tão alerta"


"Escrever para um jornal é uma grande experiência que agora renovo, e ser jornalista, como fui e como sou hoje, é uma grande profissão. O contato com o outro ser através da palavra escrita é uma glória ... Eu amo quem tem paciência de esperar por mim e pela minha voz que sai através da palavra escrita. Sinto-me de repente tão responsável. Porque se sempre eu soube usar a palavra – embora às vezes gaguejando – então sou uma criminosa se não disser, mesmo de um modo sem jeito, o que quereis ouvir de mim"

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Poema de Herculano Neto no EP Balance da Orange Poem

Capa do livro de Herculano Neto e do EP da Orange Poem


A cinematográfica "Child's Knife" é a música que abre o EP Balance, da banda baiana The Orange Poem, que traz em seu final psicodélico um poema em francês, de autoria do escritor baiano Herculano Neto, em tradução de Pedro Vianna. O poema "Les Autres" faz parte do mais novo livro do autor santamarense, "A Casa da Árvore" (Mondrongo/2014), que eu tive o prazer de escrever um trechinho de sua orelha e pilular uns trechos (veja aqui). Conheça-o (e mais abaixo escute-o na faixa do poema laranja):


les autres
Herculano Neto

le septième sceau
le sixième sens
le cinquième élément
le quatrième pouvoir

la troisième vision
la seconde chance
à première vue

le dernier des mohicans

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Original em português:

os outros
Herculano Neto

o sétimo selo
o sexto sentido
o quinto elemento
o quarto poder

a terceira visão
a segunda chance
à primeira vista

o último dos moicanos

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Ouça "Child's Knife" no Soundcloud:




Ouça "Child's Knife" no Youtube:




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Uma livre (e cinematográfica) interpretação minha sobre o poema "Les Autres". Clique nos versos para conhecer os filmes:

les autres
Herculano Neto

le septième sceau
le sixième sens
le cinquième élément
le quatrième pouvoir

la troisième vision
la seconde chance
à première vue

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Produções de Emmanuel Mirdad



O produtor cultural Emmanuel Mirdad começou a sua carreira em setembro de 1999, produzindo a gravação do primeiro álbum com suas composições. Depois, produziu a banda The Orange Poem, gravações e shows de lançamento de CDs de outros artistas, duas edições do Prêmio Bahia de Todos os Rocks, festivais, eventos e o seu projeto mais importante, a Flica. Atuou brevemente como agente de shows e produtor executivo, e partiu para o empreendedorismo, sendo sócio e diretor de três empresas: Putzgrillo Cultura (2008), Mirdad - Gestão em Cultura (2013) e Cali (2013) - sua atual empresa. É especializado na concepção e elaboração de projetos culturais, formatação e captação via leis de incentivo, editais e mercado, experiência e know-how de tramitação junto aos órgãos públicos, contratação e coordenação de serviços e fornecedores, atrações e equipe profissional para a realização de todas as etapas dos projetos em execução. Conheça mais sobre o produtor nessa longa entrevista aqui.



[ 2014 ]
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Realização da 4ª edição da Flica, gravação e lançamento virtual de album duplo Hybrid e seis EPs da banda Orange Poem, lançamento do livro Nostalgia da lama, de Emmanuel Mirdad, gravação e lançamento virtual do single A Mendiga e Eu com a banda Quarteto de Cinco.


[ 2013 ]
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Realização da 3ª edição da Flica, conclusão do projeto do romance "Os Encantos do Sol" do escritor baiano Mayrant Gallo, abertura da empresa Mirdad - Gestão em Cultura com a produtora Edmilia Barros, abertura da empresa Cali com os sócios Marcus Ferreira e Aurélio Schommer.


[ 2012 ]
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Realização da 2ª edição da Flica e dos eventos Música no Cinema, Santo Antônio Jazz Festival e Recôncavo Jazz Festival, elaboração do projeto de gravação do 2º álbum do cantor e compositor baiano Tiganá Santana, executado pela EMA Produções.




[ 2011 ]
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Realização da 1ª edição da Flica, do evento Festival Brainstorm e do show de lançamento do CD "Beira", do compositor, instrumentista e cantor baiano Luiz Brasil



[ 2010 ]
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Realização da 2ª edição do Prêmio Bahia de Todos os Rocks, show de lançamento do CD "Maçalê", do cantor e compositor Tiganá Santana, gravação do CD "Farol", do guitarrista Mou Brasil, direção da cerimônia do festival da Educadora FM e produção do Festival de Reggae no Pelô.


[ 2009 ]
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Realização da gravação de "Maçalê", primeiro CD do cantor e compositor Tiganá Santana, direção da cerimônia do festival da Educadora FM, exposição sobre o rock baiano no Iguatemi, show de lançamento do DVD "Bogary" da banda Cascadura e produção do EP Harmonogonia



[ 2008 ]
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Realização da 1ª edição do Prêmio Bahia de Todos os Rocks, abertura da empresa Putzgrillo Cultura com o produtor Marcus Ferreira, gravação do EP ID e do álbum "Universo Telecoteco" da banda Pedradura.




[ 2007 ]
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Produção do Troféu Caymmi e trabalho como produtor executivo na produtora Plataforma de Lançamento.




[ 2006 ]
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Gravação do CD "Sleep in Snow Shape" da banda The Orange Poem e do CD poema "Ilusionador", com poemas do pai Ildegardo Rosa, seu trabalho de conclusão de curso em Comunicação/Jornalismo na Facom/Ufba.



[ 2005 ]
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Gravação do CD "Shining Life, Confuse World" da banda The Orange Poem e produção da programação das noites do World Bar e do Tangolomango Bar (agente de shows de bandas de rock).



[ 2004 ]
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Produção da banda The Orange Poem, da série de shows "Agente Laranja Gueto Cultural" e da programação das noites do Tangolomango Bar (agente de shows de bandas de rock).




[ 1999 a 2003 ]
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Gravação do álbum "O Primeiro Equilíbrio" do duo Pássaros de Libra e produção da  banda de rock progressivo psicodélico The Orange Poem



domingo, 20 de julho de 2014

Produções de Emmanuel Mirdad: Anos 1999 a 2003



O produtor cultural baiano Emmanuel Mirdad começou a sua carreira em setembro de 1999, produzindo a gravação do álbum "O Primeiro Equilíbrio", do projeto Pássaros de Libra. Nos anos seguintes, produziu três shows, dois CDs demos e um DVD demo de sua banda de rock progressivo psicodélico The Orange Poem. Todas essas experiências foram empreendidas de forma totalmente punk, "faça você mesmo", sem nenhuma qualificação prévia. Abaixo, a descrição do próprio produtor.



Gravação do CD O Primeiro Equilíbrio – Pássaros de Libra

Dediquei boa parte do ano de 1999 tentando montar uma banda para tocar e gravar minhas composições. Foram vários fracassos até surgir a dica de gravar o álbum com um midiman (que gravaria todos os instrumentos, menos a guitarra, sampleando no teclado). No dia 13 de setembro de 1999, acertei com André Magalhães a gravação do álbum "O Primeiro Equilíbrio", processo que começou dez dias depois, minha primeira experiência como produtor. Depois, formei um duo chamado Pássaros de Libra com o guitarrista e compositor Juracy do Amor, que acabou cantando no álbum. Mas bastou a gravação terminar, no primeiro semestre do ano 2000, que o projeto foi minguando até acabar no meio do mesmo ano, com o álbum indo pra gaveta.

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Funções - Produtor executivo | Produtor musical

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Primeira fase da produção da banda The Orange Poem

A partir de agosto de 2000, dediquei meu trabalho à construção da carreira da banda The Orange Poem. A primeira fase deste trabalho começou na elaboração do repertório e formação de banda em 2000; ensaios e gravação do 1º demo em 2001; ensaios, dois shows, gravação do 2º demo em 2002; ensaios, um show e gravação de um DVD demo em 2003. Além de cantar na banda, eu era o seu produtor, que a partir de 2004, saquei que era preciso eu mesmo montar os shows, senão iríamos continuar completamente desconhecidos.

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Funções - Produtor executivo | Produtor musical

sábado, 19 de julho de 2014

Discografia Mirdad: The Orange Poem - EP Balance

EP Balance (2014) - The Orange Poem


Gravado por Tadeu Mascarenhas no estúdio Casa das Máquinas, com Glauber Guimarães assinando a bela capa, o EP Balance apresenta face pesada da Orange Poem, com a voz furiosa e rasgada do cantor Mauro Pithon (Úteros em Fúria e Bestiário) e os solos velozes e nervosos do guitarrista laranja Saint. O EP Balance (equilíbrio em inglês) traz duas composições de Emmanuel Mirdad, o hino de taverna alemã "Child’s Knife" e a metaleira "The Green Bee", e a parceria entre Mirdad e Saint, o hard rock estradeiro "One and Three". Para ouvir, clique no player laranja abaixo, à esquerda do nome do EP.



Não consegue visualizar o player? Ouça aqui

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Download aqui

Release aqui

Ficha Técnica

      (Emmanuel Mirdad)
      BR-N1I-14-00011

      (Emmanuel Mirdad)
      BR-N1I-14-00012

      (Emmanuel Mirdad / Saint)
      BR-N1I-14-00013

Mauro Pithon (voz)
Saint (guitarra)
Hosano Lima Jr. (bateria)
Tadeu Mascarenhas (sintetizador e órgão)
Marcus Zanom (guitarra)
Artur Paranhos (baixo)
Mirdad (violão 12 cordas e gritos)

Convidado especial:
Ildegardo Rosa (voz na faixa 2) – in memorian

“Child's Knife” contém “Les Autres”, um poema de Herculano Neto, traduzido para o francês por Pedro Vianna

“The Green Bee” contém um fragmento do poema “A Tirania das Formas”, de Ildegardo Rosa

Gravação, mixagem e masterização: Tadeu Mascarenhas (Estúdio Casa das Máquinas)

Produção artística e executiva: Emmanuel Mirdad

Arte do EP: Glauber Guimarães


Contracapa do EP Balance (2014) - The Orange Poem


Label do EP Balance (2014) - The Orange Poem


Encarte do EP Balance (2014) - The Orange Poem