sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pílulas: Breve Espaço, de Cristovão Tezza

Cristovão Tezza (foto: Divulgação - interferida por Mirdad)


"A maior liberdade possível é a capacidade de solidão"


"Que direito tenho eu de mexer naquele escritor que não existe mais? Ao modificar um texto escrito nos anos 1990, não estou refazendo meu passado para torná-lo mais palatável? Não estaria apagando pistas para simular que o autor era alguém melhor do que realmente foi? Nestes tempos performáticos, não seria mais autêntico (eis a palavra arrogante) deixar o livro exatamente como nasceu? Não sei"


"O desejo é a única máquina de produção da arte e é também a sua angústia. Ninguém pede para você pintar, como ninguém pede que você escreva; o mundo quer é advogados, médicos, engenheiros, porteiros, empregadas domésticas, encanadores. Na esmagadora maioria das vezes um eletricista é mais útil que Shakespeare"


"Só a obra tem importância para o artista verdadeiro. As pessoas têm amigos enquanto são pessoas, comem, correm, pagam contas, têm vizinhos, bebem. Mas artistas não têm amigos: eles são um impulso brutalmente narcisista que, para nascer, pisa no que está ao seu lado. E nem olham para trás ... um grande artista é um precário equilíbrio entre a civilização, que se vê na obra, e a selvageria animal que a realiza"


"De todas as tarefas humanas, nenhuma é tão irremediavelmente fracassada quanto a convivência amorosa, porque ela é ao mesmo tempo a perspectiva implícita da eternidade e a vertigem infinitesimal dessa magnífica coisa nenhuma, que já nasce morrendo, que é o orgasmo"


"O lugar-comum é a essência da morte. Não invente! – ela parece dizer. Eu obedeço, aceitando o ritual singelo de iniciação que os enterros nos oferecem: uma pontada interna de sentimento para uso próprio, e outra externa, para os outros, sempre atentos à nossa postura. É um equilíbrio difícil – e ninguém se sente à vontade, além do morto e do funcionário da empresa funerária; em alguns momentos, é quase invisível a fronteira entre o riso e a dor, que se contemplam provocantes. Passo os olhos em torno; na tristeza solidária, há os que parecem encontrar nesse momento o seu mais legítimo habitat; os empreendedores, parentes que chegam do nada e organizam a morte, da escolha do caixão ao passeio consolador das crianças"


Cristovão Tezza
(Record/2ª edição - 2013)


"O Brasil não tem memória; vocês, felizes, simplesmente não se lembram. Às vezes repetem tudo o que fazem, mas há sempre um toque de inocência mesmo na pior estupidez; como não se lembram, tudo é sempre a primeira vez. Eu achei engraçada essa imagem, no mínimo uma boa ideia, a da inocência perpétua, o mundo pré-cristão que a Europa sonha reconquistar faz mil anos. Aqui, somos diferentes, você sabe: a estupidez é científica, programada, estudada, repetida – não esquecemos nada e costumamos repetir tudo, justamente para não esquecer. Quando queremos mesmo nos livrar, nós suprimimos, o que é diferente de esquecer"


"Eu cedi, naturalmente, ao canto do "para todo o sempre", que é irresistível – parece que por uma estranha compulsão, somos todos irresistivelmente atraídos pela ideia do "para sempre"; como se, num momento da vida, nada nos parecesse melhor do que suspender a vida; o difícil, depois, quando nos arrependemos, é o desembarque lá do alto"


"Não era do meu casamento que eu estava livre; nem mesmo do meu marido; eu estava livre da memória dos meus 16 anos, da nitidez daquela paisagem da primavera toscana que de tão bonita no passado era incapaz de se transformar, camadas sobre camadas de verniz envelhecido para manter um resto de brilho. Livre agora, mas uma liberdade pobre, de que não abri mão, mesmo porque o ódio do Senhor do Castelo, que vivia o horror da humilhação, arremessou-se sobre mim, jurídico, monumental, envenenado, pelo que fiquei sem nada, obediente à minha sólida formação católica e de acordo com meu medo do enfrentamento, o mesmo que me levou a suportar aquilo por tanto tempo, exatos oitocentos e vinte e um dias"


"O passo em falso, que já é ruim na vida, na arte não tem perdão"


"Quando se desata, a família é de um inacreditável ridículo. Basta um sopro, um pequeno empurrão, uma recusa, um virar de costas, e aquela arquitetura tão bem-amarrada ao longo dos anos, séculos, os milênios da memória, desaba num estrondo, todas as colunas ao mesmo tempo; não sobra coisa nenhuma"


"... houve esse beijo na boca de duas mulheres, um beijo que esparrama pelo corpo e não vai adiante; era como se, na amiga, eu tentasse compensar o fracasso atávico de quem jamais sentiu em si mesma, na relação com o seu homem, o poder da atração; de quem não pôde em nenhum momento despertar nele alguma coisa semelhante à sensualidade. A verdadeira estupidez masculina nunca tem uma natureza puramente intelectual; ela é mais uma cegueira da pele, uma opacidade da carne, o calor apenas econômico do carvão aceso. E, desse miolo, a voz se esteriliza, os gestos não escapam do braço, a boca não se abre, os olhos não veem – a vida parece que fica escura quando se chega perto deles"

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pílulas: Parte 02 - Mar de Azov, de Hélio Pólvora

Hélio Pólvora (foto: Vinícius Xavier - interferida por Mirdad)


"Uma plantação de cacau é catedralesca. A nave sobe e desce outeiros, arrasta-se para o espinhaço de serras, atira-se na vertigem dos tombadores e grotas, pode deter-se à beira de um capinzal, à margem de um rio ou lagoa, em fimbria de mata ou capoeira, em baixios pantanosos ou em estéreis extensões de pedregulhos e pedreiras. Mas tenham a certeza de que, além do obstáculo, a nave continua sua viagem de árvores reunidas em muda atitude comicial, drapejando ao vento ou quase paradas nos rigores de um estio mormacento — e sempre as nódoas verdes e amarelas de seus frutos, por vezes as coifas de cipós finos lembrando cabeleira flutuante de mulher afogada"


"O brasileiro é antes de tudo um fraco. Se vê um balcão, arrima-se a ele. As paredes e os portais servem-lhe de encosto. Mole, bambo, preguiçoso, ampara-se até nos outros, quando conversa. Dizem que a mão no ombro, no braço, o estilo de falar agarrando-se ao interlocutor é sinal de afetividade da raça. Parece mais busca de apoio físico. O brasileiro cresce nervoso, apático, sem tomar consciência do corpo, salvo para a função sexual, que ele confunde com safadeza. Dorme muito, desfibra-se na inação e na vadiagem. Falta-lhe ordem, disciplina, motivação"


"Atravessaram a areia, tão larga que parecia duna ou areal, não fosse sua rasa e lisa superfície, e chegaram ao mar. Ou o mar chegou-se. Melhor dizendo, todos se chegaram, eles e o mar, em movimento único de manobra, o mar insinuando a ponta espumante de suas águas, eles fazendo saltar grãos de areia na polpa dos polegares dos pés. Entregaram-se ao mar, que bramia de maneira surda, pacificada, cantante, um bramido de fera satisfeita. Deixaram-se envolver por seu abraço cálido, solto; os corpos tensos e brancos relaxaram então, a pele começou a formigar com as quenturas do sol e do sal. Os trópicos rolavam nas vagas e nas ondas, corriam para o que parecia ser a central geradora das máximas luminosidades"


Hélio Pólvora
(Casarão do Verbo - 2013)


"Isabel estira-se ao meu lado em pose relaxada ... Desço a vista ... no vale que então se forma e se prolonga para baixo, rumo a sítios úmidos e sombreados, começa o trigal. A penugem leve, finíssima, de cabeleiras de milho maduro, de hastes encaroçadas de trigo. A penugem cerrada, dourada, abre-se apenas para o poço do umbigo que talvez encerre águas ocultas. A penugem descai à medida que a pele afunda, esticada pela proeminência dos ossos ilíacos. E ao avançar para terras molhadas, irrigadas, protegidas pela sombra natural daqueles lugares ermos, o trigal cresce forte, vigoroso, encaracolado. O amarelo adquire ai tons mais fechados, de melaço grosso. Ah, os girassóis de Van Gogh, retorcidos, ásperos na aparência, inflamados como labaredas. O campo de trigo entra na área penumbrosa, se debruça à beira do charco, se mistura com o charco como certas raízes de plantas e certa vegetação eternamente gotejante. E cheiram as espigas entrelaçadas, altas, densas; cheiram na madurez, cheiram com o odor de searas completas, o feno segado no verão, eu quero afundar para ter o prazer de ver-me novamente à tona e novamente tentado a submergir"


"E então a mulher é colhida pela corrente. Embaixo, no leito fofo e andrajoso, as folhas acamadas cedem mais um milímetro; a corrente ergue o corpo retesado, libertando-o daquele último apego, daquele último ponto de apoio entre uma plataforma e o vazio. E a corrente puxa o corpo. O corpo adeja e se larga afinal na água. A mulher afunda ... A água sobe além da boca, das narinas, fecha-se sobre a testa ... a cabeleira flutua e logo submerge. Restam as borbulhas. A superfície da água dá a impressão de ferver. Depois se aquieta, de tal forma plácida que não se adivinharia ali a existência de correnteza capaz de despregar e arrastar corpos com a mesma indiferente força com que traz águas novas das cabeceiras, reboca troncos e pequenas ilhas de verdura desprendidas dos barrancos"


"Olímpio tinha na mão direita um embrulho malfeito, em papel pardo. Um terno, algumas camisas. Os olhos ardiam, como se feridos por mil pontas de agulhas finíssimas, e a garganta sufocava. Parecia entalado por um bolo de comida maior que a largura do tubo digestivo. Na rua, sozinho. "Largado por todos na rua", pensou. No olho da rua, como se dizia. No cu do mundo. "Estou órfão", disse uma voz medrosa, no fundo de sua consciência, que ele reconheceu como sua. "De agora em diante conto comigo mesmo, eu no meio do mundo." Para onde ir?"

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Pílulas: Parte 01 - Mar de Azov, de Hélio Pólvora

Hélio Pólvora (foto: Vinícius Xavier - interferida por Mirdad)


"— O que é ser homem, pai?
O pai pensa.
— Ser homem é assumir a realidade"


"Mas eu teria o direito de trazer de longe, de mais de mil quilômetros de distância, o meu tédio, o meu enfado, os meus pesares e fadigas, as minhas doidas alegrias, a minha violência? Não uma violência que eu porventura cultivasse, mas a violência de ritmo que me foi imposta lá, a violência na qual entrei aos poucos, sem perceber, e que aos poucos tomou conta de mim, ditou os meus humores e os meus atos, transformou-se sem eu perceber em segunda natureza. Teria eu o direito de trazer da cidade grande uma parcela da violência coletiva, indesejada por mim porém absorvida à revelia, e distribuí-la então por pessoas sossegadas, que, pelo menos, aparentavam viver em paz? Teria eu esse direito? De modo algum"


"Juntem o povo em praça pública e ele gritará qualquer coisa, contra ou a favor, não importa o quê, não importa contra quem. Basta que alguém disfarçado na multidão lance o primeiro brado"


"Vou sujar o seu carro", ele diz. "Foda-se o carro", respondeu o vulto. Sentado quase à beira do assento, aprumado e formal como criança que pela primeira vez vai à escola, ele sentia o sangue escorrer da boca, dos lábios, de feridas nas têmporas e perto dos olhos ... Despertou em plena noite numa cama de hospital ... Parentes que montavam guarda viram-no acordar do seu sono traumático, precipitaram-se. "Onde está minha mãe?", ele perguntou. Os parentes entreolharam-se. "Em outro hospital", responderam. "Mas ela está bem?", insistiu. Os parentes entreolharam-se outra vez. "Está reagindo bem", disseram. E então ele pensou: está morta. Nos próximos três dias continuou a pedir notícias da mãe. Disseram-lhe que ela levara uma pancada forte no peito, o médico havia operado. Mas que passava bem. E ele pensou ainda: está morta, sepultada. No quarto dia dos quinze que passou no hospital ele deixou de se informar a respeito da saúde da mãe. Os parentes estranharam, até que um deles, menos paciente, chegou e disse-lhe um dia, à hora em que as luzes se acendiam na cidade: "Sua mãe morreu". Ele nada disse. O parente insistiu: "Sua mãe morreu". Ele encarou o parente e respondeu: "Foda-se"."


Hélio Pólvora
(Casarão do Verbo - 2013)


"O mar é um animal gigantesco que arqueia o dorso, rouqueja e bufa, rosna e geme ao seu lado, a seus pés. As ondas erguem-se a poucos metros em forma de vagas, cavalgadas por manchas de espuma que não tardam a quebrar — e ele tem a impressão de correr à beira de um túmulo líquido que poderá levantar-se de repente em forma de muralha e sepultá-lo"


"Já vi tantas cenas iguais, tantos  encontros repentinos, que a repetição deles, embora com interlocutoras diferentes, é um prolongamento do primeiro, e mais que isso: a certeza de que, vivendo uma cena parecida, nesse caso eu existo. Nessas mulheres eu me revejo, nelas me multiplico como num eco, ou em vários espelhos. E na sucessão de refrações, o bosque a ocultar sempre a silhueta enevoada que de súbito à minha frente se incorpora, ruborizada, olhando-me com atrevimento ou de vista baixa, eu colho reflexos de mim mesmo, umas vezes borrados pela superfície toldada, outras vezes corretos e inteiros como se o fundo guardasse o exato modelo de  um corpo submerso"


"Um bosque de cacaueiros contém ao mesmo tempo as quatro estações do ano — nítidas, distintas, autônomas ... dependendo da natureza do terreno, da altura e copa das árvores, do entrançado da vegetação em baixo e em cima, dos acidentes de solo, das cabaças de cacau apodrecidas, das nuvens de insetos, dos jogos caprichosos de luz e sombra, da existência de água ou de terra seca. E das cobras, naturalmente"

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vamos ouvir: Acústico, do Clube de Patifes

Acústico (2013) - Clube de Patifes



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Release disponível no Facebook da banda:

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O “Clube de Patifes” foi fundado em 1998, quando um grupo de estudantes da Universidade Estadual de Feira de Santana, entusiastas da cultura, em suas reuniões, começaram a compor músicas. O tema que mais fascinava a todos logo despontou: a noite e seus personagens. A sonoridade ideal, a qual casaria perfeitamente com essa temática: o blues em todas as suas variantes, mas estas influências não foram definidoras da musicalidade e sim, da plasticidade do grupo.

Alguns anos depois, em 2001, lançaram pelo selo Covil Independente, seu primeiro disco, intitulado “Do Palco ao Balcão”. Logo se destacaram as músicas “Noite em Claro” e “Sol no Topo”, bastante pedidas nos shows da banda. O álbum representou uma grande conquista para os músicos, por se tratar de uma banda de independente nascida no interior da Bahia. Em 2010, os Patifes lançaram o seu segundo álbum, o tão esperado “Com um Pouco Mais de Alma”, que teve sua prévia com o single “Mulher de Repente”, lançado em 2007.

O grande desafio imposto ao Clube de Patifes é continuar propagando as suas músicas recheadas de influências regionais, presentes na tanto na estética quanto nas alegorias cantadas, e, sedimentar a sua peculiar sonoridade construída a partir de elementos culturais afrobrasileiros, o que levou alguns críticos a definirem esta música feita pelo grupo de “Candomblues”, é só escutar a emblemática “um dia blue” – do álbum “com um pouco mais de alma” para entender do que está se falando. Além disso, é muito evidente, para todos da banda, a semelhança existente entre as dores do blues afroamericano e o sofrimento presente noforró tradicional (nordestino sertanejo), tanto em métrica, quanto em sentimento. O que leva o grupo a sonhar “um dia conseguir unir as águas do Mississipi às águas do Paraguaçu e do Velho Chico”.

Outro desafio que veio com a maturidade e anos de circulação é o enfrentamento às barreiras impostas pela própria lógica do mercado fonográfico e pelas dificuldades da cena alternativa do interior da Bahia, estão preparando o quarto e mais maduro álbum com previsão de ser lançado em 2014, com título ainda não definido, mas, com o repertório sendo montado com bastante esmero, marca registrada do grupo.

Falando em circulação… Nestes 15 anos de existência o Clube de Patifes já tocou nos mais diversos palcos, bares e festivais para os mais diversos públicos em diferentes cidades e Estados da União.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Discografia Mirdad: The Orange Poem - EP Ground

EP Ground (2014) - The Orange Poem


Blues psicodélico rock progressivo, três composições de Emmanuel Mirdad com o vocal do cantor e compositor baiano Glauber Guimarães (ex-Dead Billies e atual Teclas Pretas e Glauberovsky Orchestra). Para ouvir, clique no player laranja abaixo, à esquerda do nome do EP.




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Ouça no Youtube aqui

Download aqui

Release aqui

Ficha técnica

01) Last Fly
      BR-N1I-14-00002

02) Rain
      BR-N1I-14-00003

03) Farewell Song
      BR-N1I-14-00004

Composto e produzido por Emmanuel Mirdad

Glauber Guimarães: voz
Mirdad: violão 12 cordas
Zanom: guitarra
Saint: guitarra
Hosano Lima Jr.: bateria
Artur Paranhos: baixo

Participações especiais:

Tadeu Mascarenhas: piano e sintetizador
Rajasí Vasconcelos: risadas em "Last Fly"
Gabriel Franco: grito final em "Rain"

Gravação, mixagem e masterização: Tadeu Mascarenhas (Estúdio Casa das Máquinas)

Arte do EP: Glauber Guimarães | Foto: Rafael Rodrigues


Contracapa do EP Ground (2014) - The Orange Poem


Label do EP Ground (2014) - The Orange Poem


Encarte do EP Ground (2014) - The Orange Poem



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vamos ouvir: Mestiça, de Jurema Paes

Mestiça (2014) - Jurema




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Release disponível no site da cantora:

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Mestiça

"O termo mestiço aqui não remete a cor, mas a modos de estruturação barroco-mestiços que acarretaram, pela confluência de materiais em mosaico, bordado e labirinto, outros métodos e modos de organização do pensamento. Tais modos não binários desconhecem o dilema entre identidade e oposição: a mestiçagem se constitui como uma trama relacional, conectiva, cujos componentes não remontam saudosa e solitariamente a instâncias aurorais perdidas, mas sim festejam o gozo sintático dessa tensão relacional que se mantém como ligação móvel em suspensão." (PINHEIRO, Amálio. América Latina. Barroco, Cidade, Jornal. São Paulo: Intermeios, 2013, p. 94)

O Disco

Mestiça foi produzido por Marcos Vaz e Co-produzido por Cássio Calazans, tem arranjos dos produtores citados e de Leitieres Leite, Lena Bahule e Léo Caribé Mendes. Tem participações especiais de Chico César, Zeca Baleiro e Tiganá Santana. O repertório do Álbum está conectado à atmosfera da trova e da canção Brasileira, canções de Elomar Figueira Mello, Tiganá Santana, Roberto Mendes, Fábio Paes, Enoque de Oliveira, Cássio Calazans, Alexandre Processo, Patrício Hidalgo, Zeca Baleiro e Marcos Vaz.

Ficha Técnica

Direção Artística: Marcos Vaz
Produzido por Marcos Vaz e Coproduzido por Cássio Calazans
Produção Executiva: Jurema Paes
Engenheiros de Som: Otávio Carvalho, Ingo André, Rovilson Pascoal, Ricardo Camera. 
Mixagem: Mikael Gomilsek, Marcos Vaz e Victor Rice
Arranjos: Cássio Calazans, Marcos Vaz, Lena Bahule, Léo Mendes, Tiganá Santana e Letieres Leite.
Edição Vocal de todas as faixas – callazanstudio@me.com
Foto da Capa: Jorge Bispo
Arte Capa: Janara Lopes
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Orange Poem no jornal A Tarde



O lançamento do EP Ground será amanhã, quarta 15/01, aqui


Um belo poema


Amor de sangue
Fernanda Veiga Motta

Sob nuvens espessas,
chuvas torrenciais
e sol escaldante,
Só o que sobrevive
é um amor inteiro
de bases não geográficas,
que flutua pelas mãos
que se agarram,
pelos ombros
que se fazem casa,
pelo olhar cúmplice
e a fé
de que tudo
vai ficar bem


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Origem do nome Nostalgia da Lama

Nostalgia da Lama no traço do seu autor


2014 será um ano de lançamentos para mim. O primeiro a ser desengavetado é o livro de poemas Nostalgia da Lama, com 100 poemas, minhas farpas psicodélicas em uma jornada sobre o cotidiano e o tênue disfarce ilusório que nos habituamos a amar e a chamar de realidade. Mas e esse título?




O poeta e dramaturgo francês Émile Augier (1820-1889), em cima na foto de Antoine Samuel Adam-Salomon, apresentou a expressão nostalgie de la boue (nostalgia da lama em francês) na sua peça Le Mariage d'Olympe (1855), no final da cena I do primeiro ato. O personagem principal, o Marquês de Puygiron, fala algo do tipo "coloque um pato num lago de cisnes que ele vai se arrepender e eventualmente irá retornar", e o personagem Montrichard responde: "La nostalgie de la boue!", ou seja, a nostalgia da lama. Veja abaixo a reprodução do texto (clique para ampliar a imagem):




A peça foi traduzida para o português e o mestre Machado de Assis (1839-1908), admirador de Émile, inseriu a expressão nostalgia da lama no conto "Singular ocorrência" (1883). Lendo em 2012 o maravilhoso livro "50 contos de Machado de Assis" (Companhia das Letras - 10ª reimpressão/2012), organizado pelo professor e crítico John Gledson, em que o conto está presente (disponível gratuitamente aqui), encontrei na pg. 209 a citação à nostalgia da lama pelo mestre bruxo, veja abaixo:




Conheci a expressão no trecho acima e decidi imediatamente batizar algum livro meu com ela. Sobrou para o nome Deserto Poema, que perdeu o lugar e hoje nomeia o arquivo restante da minha produção poética. Na nota do organizador, o crítico John Gledson explica: Em francês, "la nostalgie de la boue": frase usada ainda hoje, e que provém de uma peça de Émile Augier, Le mariage d'Olympe, traduzida para o português em 1857, proibida pela censura naquela época, mas representada com certo sucesso no Rio em 1880. A peça mostra a maldade da heroína, Olympe Taverny, ex-cortesã que se casa com o conde de Puygiron, mas, por tédio (ou por "nostalgia da lama"), acaba voltando a seus antigos hábitos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A volta da Orange Poem



The Orange Poem está de volta e lança EP Ground
com Glauber Guimarães no vocal


O som psicodélico progressivo do poema laranja está de volta, após um hiato de cabalísticos sete anos. O produtor Emmanuel Mirdad, compositor das músicas do grupo, remexeu o baú das canções laranjas e prepara uma série de lançamentos em 2014. O primeiro chama-se Ground, que será lançado na próxima quarta 15/01 aqui: www.soundcloud.com/theorangepoem. É um EP com três músicas (Last Fly, Rain e Farewell Song), que foram gravadas entre 2005 e 2006, e estavam engavetadas desde o fim da banda. “Lançaremos ao longo de 2014 três EPs virtuais, preparando o terreno para no final do ano lançar um álbum físico completo”, informa o produtor. Agora, as músicas ganharam uma nova mixagem e a ilustre presença da voz do cantor e compositor baiano Glauber Guimarães (ex-Dead Billies e atual Teclas Pretas e Glauberovsky Orchestra) no vocal, substituindo Mirdad, que não canta mais na banda.


Tadeu Mascarenhas grava a voz de Glauber Guimarães 
no EP Ground em dezembro de 2013 - Foto Mirdad


A proposta é que a nova Orange Poem não tenha um vocalista fixo. “O que importa é a voz, não o status ou o cargo na banda. Primeiro foi Glauber, com sua voz facão, tão perfeita para a sonoridade psicodélica que fazemos que eu me pergunto porque ele não gravou antes nesse estilo. O próximo será uma reconhecida voz dilacerante do rock baiano, mas é surpresa ainda”, explica o produtor. Mirdad selecionou as melhores composições suas dos dois álbuns engavetados da laranja e levou os arquivos originais da gravação de volta ao estúdio Casa das Máquinas, de Tadeu Mascarenhas, onde os vocalistas estão registrando seus novos vocais. Uma nova mix, acréscimo de alguns instrumentos e arranjos, e as novas versões das músicas que foram pouquíssimo conhecidas ganham cara de inéditas. E realmente é algo inédito conferir o inconfundível e excelente timbre de Glauber na sonoridade psicodélica da Orange Poem.

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A BANDA

De 2001 a 2007, a Orange Poem apresentou sua singular sonoridade baseada no psicodélico rock progressivo em inglês, com pitadas de blues, folk, groove e hard rock setentista. Formada por desconhecidos do cenário do rock baiano (e até entre si mesmos), conduzida pelo multifacetado Emmanuel Mirdad (escritor, compositor e produtor da Flica), foi uma banda guitarreira de canções autorais do seu produtor e então cantor. Zanom e Saint, guitarristas tão antagônicos de estilo, combinaram como yin-yang seus timbres em solos de puro feeling ou velocidade intensa. Na gruvada cozinha laranja, a segurança e técnica dos músicos Hosano Lima Jr (baterista) e Artur Paranhos (baixista).




Pertencente à geração 00 do rock baiano, de bandas cantando em inglês como The Honkers e Plane of Mine, a Orange Poem gravou dois discos no estúdio Casa das Máquinas, do psicodélico Tadeu Mascarenhas (na época, ainda ostentava uma potente barba Talibã). “Shining Life, Confuse World”, o primeiro, chegou a ser prensado e lançado no extinto World Bar em 2005, de forma totalmente independente, sem gravadora nem selo. A banda optou por não trabalhar a divulgação dele e partiram pra gravar o seguinte, “Sleep in Snow Shape”, que foi concluído no final de 2006, poucos meses antes da banda acabar em março de 2007. Não chegou a ser lançado, e os membros se mudaram pra estados distintos. Mirdad nunca se conformou com o engavetamento das canções laranjas.

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AS CANÇÕES

Last Fly
(Emmanuel Mirdad)

Feita em agosto do ano 2000, é a mãe do poema laranja, a composição que originou a proposta de montar uma banda psicodélica progressiva em inglês. Traz uma jornada introspectiva de um ser angustiado, que se depara com a infância problemática. Tem a participação psicodélica em risadas do primeiro baixista da banda, Rajasí Vasconcelos, irmão de Larriri Vasconcelos, baixista da Radiola.


Rain
(Emmanuel Mirdad)

Blues depressivo, de cadência progressiva e angustiante. O poema é um retrato da solidão de um ser por escolha, por exclusão, que não significa sofrimento, e sim a sobrevivência de sua integridade e caráter. O destaque fica para os excelentes solos bluesy de Zanom. Tem a participação de Tadeu Mascarenhas no sintetizador e no piano, e do músico Gabriel Franco nos berros finais da canção.


Farewell Song
(Emmanuel Mirdad)

Blues estradeiro, com passagens psicodélicas e teatrais. Os versos são locados em um funeral, e o personagem da canção ouve a voz que guia a narrativa, passando por três momentos: morte, purgatório e redenção. Mais uma participação de Tadeu Mascarenhas no sintetizador.

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O EP GROUND

01. Last Fly
      BR-N1I-14-00002

02. Rain
      BR-N1I-14-00003

03. Farewell Song
      BR-N1I-14-00004

Todas as composições são de Emmanuel Mirdad

Glauber Guimarães (voz)
Mirdad (violão 12 cordas)
Zanom (guitarra)
Saint (guitarra)
Hosano Jr. (bateria)
Artur Paranhos (baixo)

Participações especiais:

Tadeu Mascarenhas (piano e sintetizador)
Rajasí Vasconcelos (risadas em Last Fly)
Gabriel Franco (grito final em Rain)

Gravação, mixagem e masterização: Tadeu Mascarenhas (Estúdio Casa das Máquinas)

Produção artística e executiva: Emmanuel Mirdad

Arte: Glauber Guimarães

Foto: Rafael Rodrigues

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Revisando 2013

Emmanuel Mirdad, empresário da Mirdad Cultura, em foto de Léo Monteiro


2013 foi o ano dos negócios. Logo no seu começo, arrumei a minha saída da empresa Putzgrillo Cultura, em que atuei no mercado baiano de 2008 a 2012 ao lado do produtor e empresário Marcus Ferreira. Foi uma separação planejada, tudo tranquilo e justo, na maior cordialidade, divulgado na imprensa pelo iBahia (veja aqui). Em janeiro mesmo dei início ao processo de colocar na rua a Mirdad Cultura (chamada de Mirdad - Gestão em Cultura até dezembro), e em fevereiro acordei com a produtora Edmilia Barros, a melhor profissional que tinha trabalhado até então, revelação da Flica 2012, para ser a minha sócia nessa nova empreitada na área cultural.


Depois de ter feito vários projetos na área musical, percebi que o único projeto que rendeu um retorno interessante, com sustentabilidade e potencial de crescimento foi a Flica. Então, resolvi investir no segmento de festas literárias, aproveitando o know-how e mercado para isto, e partimos pra viabilizar a Flisca, Festa Literária Internacional de Santa Catarina, e a Flican, Festa Literária Internacional de Canela, em parceria com o sócio da Flica Aurélio Schommer, e a produtora local Walper Ruas, de Ligia Walper e Tabajara Ruas. Passamos o ano em rodadas de negociação com parceiros e patrocinadores, e 2014 surge para consolidar a proposta, captar e realizar a partir de novembro. A Mirdad Cultura quer se firmar como uma respeitada produtora de grandes eventos literários em atuação nacional. Aláfia!


Matéria "A Farra dos Livros" da Veja em que fui citado - leia aqui


Já a Flica 2013 foi um petardo. Consolidamos com esmero o evento já em sua 3ª edição, estreando a sua programação infantil, a Fliquinha, que teve uma enorme repercussão, bem como a programação principal, os shows musicais e as atividades culturais diversas na cidade. Para conduzir o evento, os donos da marca abriram uma nova empresa chamada CALI - Cachoeira Literária, sediada na cidade heroica. A Putzgrillo Cultura não representa mais a realização da Flica, sendo exclusiva da CALI, em parceria contratual com a Icontent/Rede Bahia. Para 2014, a previsão é de mais novidades, e a curadoria continua comigo e Aurélio Schommer.


No lado autoral, o blog ferveu em diversos posts, numa retomada digna. Seções como Pílulas e Vamos Ouvir apresentaram 20 livros e 38 álbuns, e outras como Melhores da Revista Piauí 2007-2012 Dedicatórias agitaram os posts. Passei a escrever crônicas e a postar poemas (como o belo "Ser Teu Riso") novamente. 


Na carreira literária, vi projetos como a coletânea "Os Cinco Poetas - Livro #01" e a banda literária "Os Brás Cubazz" perderem suas propostas no edital do Governo e irem pro saco. Comecei a escrever finalmente meu romance Muralha - O goleiro que nunca tomou gol, finalizando a parte 1, mas a proposta tomou negativa geral de algumas editoras. Todas essas broncas foram resolvidas assim: publicarei por conta própria meus livros pela Mirdad Cultura em 2014. Primeiro, o de poemas Nostalgia da Lama, depois o de contos Paranoia Umbigo (ex-Pinaúna), e por último Muralha.


Na carreira musical, virei 2012 pra 13 afirmando que tinha retomado "a música através de ensaios com a banda Pedradura" e organizado o projeto Banzo (canções folk dor de cotovelo em português). Pois a volta (de quem nunca estreou de fato) da Pedradura foi cancelada ainda em janeiro, o Banzo não passou de um arquivo morto de canções, e a música está de volta de fato, enquanto produtor, viabilizando o reloaded da Orange Poem através do EP Ground, que será lançado em janeiro, com três músicas com Glauber Guimarães no vocal.


Rodrigo Minêu, Glauber Guimarães, Mirdad, Zanom e Tadeu Mascarenhas 
na volta da Orange Poem em dezembro de 2013. Foto: Nancy Viegas


Na carreira cinematográfica, da virada de 12 pra 13, disse que tinha dado o pontapé inicial "escrevendo com Igor Souto um roteiro para curta adaptado de um conto do mestre Hélio Pólvora". O roteiro foi concluído, mas a parceria com Igor naufragou rapidinho, devido às diferenças inconciliáveis no estilo de trabalho de cada um. A parceria migrou pra Victor Marinho (chamado então de Victor Jimmy) no dificílimo e árduo processo de feitura do roteiro do longa SMETAK, que também não foi concretizada e acabou, com 32 cenas produzidas em conjunto e mais 15 cenas que escrevi sozinho. Começarei minha carreira no cinema por SMETAK, e estou em fase de negociação com o novo roteirista, revendo a abordagem, se recomeçaremos do zero ou não.


Com uma pegada totalmente business, 2013 foi um caco na vida pessoal. O delicioso namoro com Ana Gilli, o que valeu e segurou as pontas do difícil e turbulento 2012, terminou em março, transformando-se em uma amizade preciosa, duradoura. Passei o restante todo solteiro, focado no trabalho. Obrigado por suas excelentes oportunidades, 2013! E que 2014 seja o ano do encaixe: solucionar o quebra-cabeça, encaixar as peças, botar na rua e colher os frutos! Aláfia!!!!


Principal Feito de 2013


Realização da 3ª edição da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), 
a festa literária da Bahia. Veja o vídeo-resumo aqui.

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Livro do Ano 2013
(dos que li - critério de gosto)


(Bertrand Brasil/2012)
Ruy Espinheira Filho


Livros Prediletos














Mayombe (Leya/2013), de Pepetela

Como Ficar Sozinho (Companhia das Letras/2012), de Jonathan Franzen

O Jogo da Amarelinha (Civilização Brasileira/18ª Edição-2012), de Julio Cortazar

O Drible (Companhia das Letras/2013), de Sérgio Rodrigues

Um Operário em Férias (Record/2013), de Cristovão Tezza

A Queda (Record/2012), de Diogo Mainardi

Poemas (CEPE/2011), de Daniel Lima

Netto Perde sua Alma (Record/7ª Edição-2010), de Tabajara Ruas


Demais livros que li












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Show do Ano 2013
(dos que eu vi - critério de gosto)


Zépultura: Zé Ramalho + Sepultura
22/09 - Rock in Rio - Rio de Janeiro/RJ
Foto: Luciano Oliveira, do G1
Não fui ao vivo, assisti completo na transmissão do Multishow
Uma palhinha aqui

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Show do Ano em Salvador 2013
(dos que eu fui - critério de gosto)


Trio Elétrico do BaianaSystem 
09/02 - Carnaval - Circuito Barra-Ondina
Foto: Edson Ruiz
Uma palhinha aqui

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Disco do Ano 2013
(dos que ouvi - critério de gosto)


13, a volta triunfante do Black Sabbath

Ouça aqui


Outros discos que curti muito em 2013
independente do ano de lançamento
(clique nos links abaixo para ouvir)

















Sigur Rós - ( )  |  Cambriana - House of Tolerance

Guilherme Arantes - Condição Humana  |  Tiganá - The Invention of Colour

Mou Brasil - Farol  |  Aron Wright - In the Woods

Tratak - Agora eu sou o silêncio  |  Vitor Araújo - A/B

Placebo - Meds  |  The Cure - Disintegration

Dois em Um - Agora  |  Sharks - First Water + Jab It In Your Eye

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Música do Ano 2013
(das que ouvi - independente do ano de lançamento)

Critério Repeat Eterno


Guilherme Arantes – Onde Estava Você

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Critério Transcendental


Sigur Rós – Ara Batur

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Critério Xibiatagem


BaianaSystem  Terapia

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Critério Representa Bem 2013


Maglore  Vamos pra Rua

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Filme do Ano 2013
(dos que assisti - critério de gosto)


Amor (Amour - 2012)
Michael Haneke

Filmes prediletos














Django Livre (Django Unchained - 2012), de Quentin Tarantino

Gravidade (Gravity - 2013), de Alfonso Cuarón

O Mestre (The Master - 2012), de Paul Thomas Anderson

Honeydripper - Do Blues ao Rock (Honeydripper - 2007), de John Sayles

Intriga Internacional (North by Northwest - 1959), de Alfred Hitchcock

Capitão Phillips (Captain Phillips - 2013), de Paul Greengrass

O Grande Gatsby (The Great Gatsby - 2013), de Baz Luhrmann

Thunder Soul (Thunder Soul - 2010), de Mark Landsman

Corações Sujos (Corações Sujos - 2011), de Vicente Amorim

Círculo de Fogo (Pacific Rim - 2013), de Guillermo del Toro


Curti também














Kovasikajuttu - The Punk Syndrome (2012), de Jukka Kärkkäinen e J-P Passi

Lincoln (2012), de Steven Spielberg

Blue Jasmine (2013), de Woody Allen

Flores do Oriente (Jin líng shí san chai - 2011), de Zhang Yimou

Os Miseráveis (Les Misérables - 2012), de Tom Hooper

Amor Pleno (To the Wonder - 2012), de Terrence Malick

Wolverine: Imortal (The Wolverine - 2013), de James Mangold

Faroeste Caboclo (2013), de René Sampaio

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Produções Putzgrillo Cultura 2013

Maio


Lançamento do livro "Os Encantos do Sol" (Escrituras/2013) 
do escritor baiano Mayrant Gallo (08/05)
Patrocinado pela Petrobras e Minc/Governo Federal

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Produções CALI 2013

Outubro


Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira)
3ª Edição (23 a 27/10)

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Viagem do Ano 2013


Florianópolis - SC e Canela/Porto Alegre - RS (Abril)

Outros destaques: Barra Grande/BA (janeiro), Morro de São Paulo/BA (setembro), 
Vitória/ES (junho) e Florianópolis/SC e Canela-Porto Alegre/RS (junho).

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Shows de Destaque 2013
(dos que vi - critério de gosto)

Janeiro


Lançamento do álbum Aleluia - Cascadura (Pelô - 13/01)

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Fevereiro


Trio do BaianaSystem (Carnaval da Barra - 09/02)

Trio do Bemba Trio (Carnaval da Barra - 10/02)

Jam Session Smetak 100 Anos (Pelô -24/02)

Lançamento do CD Agora - Dois em Um (Sala do Coro do TCA - 27/02)

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Março


Intercenas Musicais com Cascadura e Maglore (Commons - 01/03)

Larissa Luz (Pelô - 08/03)

Cover de Radiohead e Coldplay (Groove Bar - 28/03)

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Abril


Lançamento do CD Farol - Mou Brasil (Galeria do Livro - 04/04)

Cascadura Private Hell's Club (Commons - 05/04)

Radiola (Varanda do Sesi - 11/04)

Lançamento do CD Amaralina, de Kalu (Pelô - 12/04)

Lucas Santtana (Commons - 30/04)

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Maio


Lançamento do CD Efecto Vertigo - CH Straatmann (Commons - 15/05)

Cascadura & Sertanília (Portela Café - 03/05)

Eddie (Commons - 11/05)

Cláudia Cunha - Show Solar (Teatro Sesc Pelô - 17/05)

BaianaSystem & Nando Reis (Bahia Café Hall - 18/05)

Festival HotSpot com BaianaSystem, Dão, Velotroz e Tais Nader (Passeio Público - 25/05)

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Junho


Solar de Virote com Bailinho de Quinta + Final da Copa das Confederações (Solar Boa Vista - 30/06)

Scambo & Sertanília (Portela Café - 07/06)

Solar de Virote com Cascadura (Solar Boa Vista - 29/06)

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Agosto


The Cure no Lollapalooza 2013 (Youtube - 04/08)

Samba do Crioulo Doido (Portela Café - 17/08)

Cover A-ha e The Police (Groove Bar - 30/08)

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Setembro


Zépultura no Rock in Rio (Multishow – 22/09)

Cena de Cinema (Portela Café - 07/09)

Lançamento do CD The Invention of Colour - Tiganá Santana (Cine-Teatro Sesc Casa do Comércio - 13/09)

Lazzo (Commons - 13/09)

Festival da Primavera com BaianaSystem, Cortejo Afro e Márcio Mello (Largo da Dinha - Rio Vermelho - 21/09)

Slayer no Rock in Rio (Multishow - 22/09)

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Outubro


20 anos do Wombs in Rage - Úteros em Fúria (Portela Café - 05/10)

OSBA na Flica 2013 (Cachoeira/BA - 23/10)

 Armandinho na Flica 2013 (Cachoeira/BA - 26/10)

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Novembro


OSBA - Concerto em Homenagem aos 100 anos de Walter Smetak (TCA - 07/11)

Reativar Retrofoguetes (Commons - 02/11)

Salve Big Ben com Lo Han, Cavern Beatles e convidados (Portela Café - 28/11)

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Dezembro


Nossos Baianos (Portela Café - 20/12)

Cena de Cinema (Portela Café - 06/12)

Borracharia (27/12)