Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2016

Se os sentimentos falassem sozinhos

Carta que deu origem à música

Começo dos anos 1980. A filha vai morar longe, para estudar, primeira vez fora de casa. A universidade entra em greve, sente saudade da família, escreve uma carta singela, de uma página, para a mãe. Ao lê-la, a mãe chora um balde de lágrimas, senta-se ao piano e compõe uma música com o pedaço mais bonito da carta, que parece, de fato, um poema. Nasce Se os sentimentos falassem sozinhos, canção que eterniza o amor entre mãe e filha, entre Martha Anísia e Regina Rosa.


Das músicas que a mãe musicista compôs, o filho julga ser essa a melhor. O filho sempre a ouviu com muito carinho. E sempre a mãe pontuou: "não morro sem ver antes essa música no mundo!". Pois então, em 22 de julho de 2016, o filho produtor conduz a gravação de Se os sentimentos falassem sozinhos no estúdio Casa das Máquinas, o seu predileto, com a presença luxuosa do violão de Mou Brasil e a sanfona e piano de Tadeu Mascarenhas, dono do estúdio – únicos instrumentos selecionados pel…

Judô dourado dos japoneses na Rio 2016

Fotos: Getty Images / Internet

Vibrei muito com a dobradinha de ouro do Japão hoje no Judô da Rio 2016, com Mashu Baker (segundo acima) e Haruka Tachimoto (primeira abaixo), e também na segunda, com o ouro de Shohei Ono (primeiro acima), que, pra mim, foi o judô mais bonito apresentado até agora, e o bronze de Kaori Matsumoto (segunda abaixo).

O Judô é o esporte que faço questão de acompanhar em toda Olimpíada, e sempre torço pelos japoneses, quem tem a arte mais bela desse esporte - gosto também dos coreanos, dos mongóis e dos brasileiros. Quinta e sexta tem mais!

Oito passagens de Antonio Prata no livro de crônicas Trinta e poucos

Antonio Prata (foto daqui)

"(...) trinta e poucos. Ainda temos o vigor da juventude – o vigor necessário pra solar uma guitarra imaginária, pelo menos –, mas já deixamos pra trás o pudor da adolescência – pudor de contrariar as diretrizes do grupo, de não se encaixar na moldura da época. Até os vinte e nove você ainda tem esperanças de se tornar outra pessoa. Depois dos trinta, você simplesmente aceitar ser quem é, relaxa e goza. (...)"


"Lá por 2184, imagino, haverá entre os olhos e a boca apenas um calombinho, metade de um gogó, sem furos, mas ainda não estaremos satisfeitos. Depois do nariz, serão as orelhas. Depois as unhas. Depois os dedos. Depois as mãos, os braços, as pernas, o tronco. Por algumas décadas, seremos apenas um olho – azul – a planar por um mundo holográfico. Até que os cientistas conseguirão a proeza de prescindirmos mesmo do olho. Iremos nos converter num retângulo de plástico, num iPhone preto, sem fluidos, sem odores, imunes às rugas, ao amor, ao …