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Emmanuel Mirdad, 20 anos de produção cultural

Em 13 de setembro de 2019, comemoro 20 anos trabalhando como produtor cultural. Foram 66 produtos realizados e 124 projetos descartados (de eventos a quase empresas). Comecei tentando viabilizar o registro das minhas composições, e hoje percebo que o que mais me motiva é registrar o trabalho artístico, viabilizar o caminho, materializar o que estava na gaveta, no pensamento, no querer. Transformar o esboço em algo concreto, que alcance outras pessoas, valorize o fazer, o movimento, deixe um legado, estimule, inspire, trilhe momentos, oferte experiências.

Nessa caminhada, o principal parceiro foi Marcus Ferreira. Começamos juntos no empreendedorismo cultural na produtora Putzgrillo em 2008, nos separamos ao mesmo tempo em que abríamos a Cali junto a Aurélio Schommer, outro parceiro constante nas empreitadas, e até hoje trabalhamos na Flica, projeto que criamos em 2009, e que se tornou o nosso maior sucesso, realizado ao lado da longeva parceira Icontent, produtora da Rede Bahia.

Dos p…
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Dez passagens de Dezsö Kosztolányi no livro de contos O tradutor cleptomaníaco e outras histórias de Kornél Esti

Dezsö Kosztolányi – foto daqui
“(...) só aquele que está totalmente preparado para a morte é que pode viver, e nós, tolos, morremos, porque só nos preparamos para a vida, e queremos viver a todo custo. A ordem que você vê ao seu redor, na verdade, é desordem, e a desordem é a verdadeira ordem. E o fim do mundo, no fundo, é o começo do mundo.”


“O que fazemos? Viramos nossos rostos e rimos silenciosamente. É infame, reconheço. Pois o que diz, mesmo que um pouco exagerado, sempre tem um fundo de verdade. Mas é insensato. Antes chorávamos sua pequena miséria, depois tudo fizemos em seu favor, só agora o abandonamos, justo quando merecia o máximo de ajuda e solidariedade. Mas assim é o homem. Nosso senso de medida não suporta o imensurável. Após um certo ponto, até o sofrimento se torna hilário.”


“(...) notei que curiosa relação temos com os desaparecidos. São criaturas de mau agouro, que vivem uma vida dupla, vivos e mortos ao mesmo tempo, homens e assombrações, cidadãos deste e doutro mu…