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Mostrando postagens de Setembro, 2013

Dedicatórias: Livros de Reinaldo Moraes

Livros de Reinaldo Moraes
2010Pornopopeia (Objetiva, 2009)

"Mirdad, um pornopopéia. Abracio procê. Reinaldo"

PS: Autógrafo concedido após mesa na Flip 2010
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2011Tanto faz & Abacaxi (Má Companhia, 2011)

"Pro grande Mirdad, um abração de amistad do Reinaldo 2011"

PS: Dedicatória feita na Flica 2011
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2011Umidade (Companhia das Letras, 2005)

"Pro velho Mirdad, um puta abraço cachoeirano do Reinaldo. 2011"

PS: Dedicatória feita na Flica 2011

Ruy Espinheira Filho — Poemas adaptáveis para Cinema

Ruy Espinheira Filho Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
Entre agosto e setembro deste ano, li Estação Infinita e outras estações (Bertrand Brasil, 2012), a referencial e indispensável obra completa do poeta baiano Ruy Espinheira Filho. Além de naturalmente pilular os poemas de maior apreço (que me renderam seis partes neste blog), notei que quatro poemas do mestre eram sugestões excelentes para adaptações cinematográficas. Seguem abaixo, uma dica valiosa para os nossos cineastas:


01) Sapo Seco
Com o poema Romance do Sapo Seco: Uma história de assombros

Surpreendente história real de Generino Bispo dos Santos, um agricultor do interior da Bahia que foi a julgamento por ter matado um feiticeiro que lhe rogou uma praga que indiretamente causou a morte de sua filha. Rende um excelente filme de tribunal legitimamente baiano. Baseado na tese do antropólogo baiano Vivaldo da Costa Lima, o advogado Ruy Espinheira, pai do poeta, alegou legítima defesa e o réu foi inocentado por unan…

Dedicatórias: Livros de Tabajara Ruas, Ronaldo Correia de Brito, José Eduardo Agualusa e Ana Paula Maia

Livros de Tabajara Ruas, Ronaldo Correia de Brito,
José Eduardo Agualusa e Ana Paula Maia
2010Retratos imorais (Alfaguara, 2010) Ronaldo Correia de Brito

"Para Mirdad, estes 22 retratos pouco imorais. Recife*, 05/08/10"

PS: O local na verdade foi Paraty, na mesa de autógrafos da Flip 2010
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2011Carvão animal (Record, 2011) Ana Paula Maia

"P/Mirdad, um beijo grande. Ana Paula Maia. Bienal do livro da Bahia. 01/11/11"

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2012Netto perde sua alma (Record, 2010) Tabajara Ruas

"Para Mirdad – tempestade criativa – que reúne gentes de toda parte, minha admiração, minha amizade, meu abraço. Tabajara. 2ª Flica/Cachoeira 19/10/12"

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2012O vendedor de passados (Gryphus, 2011) José Eduardo Agualusa

"Para o Mirdad, este O vendedor de passados, lembrando um encontro maravilhoso em Cachoeira e aguardando o próximo em Santa Catarina, com a amizade, José Eduardo Agualusa. 21 de outubro 2012"

Estação Infinita, de Ruy Espinheira Filho — Parte 06

Ruy Espinheira Filho Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
“Sim, novamente escrevendo.
Sem saber, como sempre, aonde estou indo,
se é que estou indo a algum lugar.

Às vezes me ocorre
que escrever é exatamente isto: ofício
de quem não sabe aonde ir.
E, como não sabe, tateia
na névoa
à espera de encontrar alguma coisa
que não só não sabe onde está
como não sabe o que é
e que talvez seja uma parte da alma que ficou perdida
na travessia
entre sombras ancestrais
e a vida”

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“E o jornalista continuou
em seus bares e botequins.
Já começava a haver aproximação maior entre nós,
à luz das cervejas,
quando os militares saíram dos quartéis
e afundaram o país numa ditadura de mais de vinte anos,
o que fez emergir dos esgotos da cidade,
desde o primeiro instante,
as ratazanas da delação.
E muitos se foram embora,
como eu.

Voltei após longo tempo
e lá estava ele,
no primeiro bar em que entrei.
Falei do meu último encontro com o poeta seu amigo
já há muito morto,
e lá ficamos, bebendo…

Dedicatórias: Livros de André Setaro, Victor Mascarenhas, Gláucia Lemos e Joca Reiners Terron

Livros de André Setaro, Victor Mascarenhas,
Gláucia Lemos e Joca Reiners Terron
2010Escritos sobre Cinema (Edufba/Azougue, 2010) André Setaro

"Grande Mirdad, sei que você não gostou de 'O homem que matou o fascínora'. Espero que, lendo este livro, um dia vá gostar. André. 13.04.2010"

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2011A insuportável família feliz (P55, 2011) Victor Mascarenhas

"Para Mirdad, com admiração e torcendo para que esse livro seja uma companhia suportável e feliz. 16/10/11"

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2013Marce (Solisluna, 2013) Gláucia Lemos

"Ao querido Mirdad, com um beijão. Gláucia Lemos. Set. 2013"

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2013A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves (Companhia das Letras, 2013) Joca Reiners Terron

"Ao Mirdad, esta fábula de animais e humanos. Com gratidão e até a Flica 2013! 12/09/2013"

Estação Infinita, de Ruy Espinheira Filho — Parte 05

Ruy Espinheira Filho Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
“Subi, então, no penhasco
mais alto, negro monstro
nascido de agonias
imemoriais. E lá fiquei,
batido pelo vento,
até que a noite veio. E como a noite
não era senão apenas noite,
deu-me vontade de chorar. E lentamente
comecei a voltar
para casa. Depois, já no meu quarto,
descobri que ainda continuava
sobre o penhasco. Ainda esperava
que alguma coisa chegasse
de muito longe,
e tinha os olhos cravados
em pesadas nuvens
do Oeste. Ermo
e expectante”

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“Nestes vinte anos,
como em todo meu tempo anterior,
estiveste comigo
– compreensão, coragem, segurança, rumo –
numa presença poderosa que poucos conhecem
e se chama caráter.

(...)

Ao fim destes vinte anos,
escrevo estas palavras e me envergonho
de não saber dizer melhor
dos acordes que soam em nós
que te conhecemos.

Mas,
se tanto não sei,
não sabemos,
sabemos o que importa:
que somos especiais
porque vivemos o tempo generoso da tua voz,
do teu gesto,
e continuamos a …

Pílulas: Marce, de Gláucia Lemos

Gláucia Lemos - Foto Elaine Quirelli, interferida por Mirdad

"Meu Deus, esta ruína é Pedro. Que tempo passou que fez de Pedro este resto que é agora? As surpresas do tempo assemelham-se à fome dos abutres, muitas vezes. Não resisto à emoção e choro também. Meu fiel Pedro. Quem ou o que te pôde fazer tanto mal?"

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"Olhei para ele demoradamente. A maturidade física dava impressão de solidez, de abraço caloroso, de beijo denso. Senti aqui dentro um aperto de dor, uma vontade enorme de dizer: Vá embora! - e lavar com as palavras o pejo que estava sentindo por amá-lo assim, ainda vendo-o arrogante, ainda escutando-o presunçoso. Era um aperto de dor, coberto de vergonha, mas baixei a cabeça e lhe falei muito baixo, tão baixo que eu mesma quase não escutava:
- Entre e fique"

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"A química da pele é uma porta escancarada para esse vírus miserável que une as criaturas. É uma peste. Você tem consciência de que o outro é uma porcaria que lhe estraçalha a…

Estação Infinita, de Ruy Espinheira Filho — Parte 04

Ruy Espinheira Filho Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
“Todo amor está perdido
ao nascer.
                       Em vão nossos corpos
nos absorvem, em vão
nos lançamos aos nossos
abismos recíprocos:
                                            o amor
aí não está.

Em nós ecoa o seu chamado
e nos submete. Mas apenas
chamado: ao fim
há outro chamado
                                        e outro
                                                             e outro
e na origem do outro
que sempre vem depois
(e portanto nunca chega)
está o amor,
o que é o mesmo que não estar”

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“Quando as vontades
não se eximem do rei,
                            quando
as cabeças (de)pendem
de um salto bambo na corda,
melhor é ter pronto o nosso
lado mais claune,
                               porquanto
menos importa a lei
que um polegar de rei”

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“Sei: com o tempo
só os mortos sobrevivem. Como você,
que passa distraída entre as árvores
e não me vê, distante, noutro plano;
      …

Estação Infinita, de Ruy Espinheira Filho — Parte 03

Ruy Espinheira Filho Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
“Aqui estou
e não creio
porque em mim tuas palavras
tuas viagens a cavalo através das matas úmidas
      a memória do pomar da infância e do grande
                                 carvalho fendido por um raio
   o árduo trabalho pela justiça pago tantas vezes
                 com perus requeijões frutas hortaliças
ou não pago jamais
aquela manhã no quadrimotor eu 12 anos de idade
   e na mão
          a história dos cavaleiros da Távola Redonda
o comício contra os fuzis
    a cadela Baiana gemendo baixinho enquanto lhe
                                                  costuravas o ventre
                                        perfurado por uma estaca
de cerca
a dignidade
insuavizável como a do teu pai
a compreensão e o generoso
amor

Caminho
novamente caminho
estás comigo como quando pousavas a mão no meu
                                                                           [ombro
a ternura contida mas espessa”

Vamos ouvir: Lutte

Lutte (2013) - Lutte


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Teaser de lançamento do CD

Evento de lançamento do CD em Salvador (20/09) aqui

Estação Infinita, de Ruy Espinheira Filho — Parte 02

Ruy Espinheira Filho Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
“Leves pancadas no corpo:
são cascas de tangerina
que lhe atiram do alto
(onde estão os livres, os
limpos, que se amam, dançam
em romântica viagem
pela costa do Brasil).
Diz: Covardes. Mas não se
deixa ver em vilipêndio.
O que valem, mesmo, os
gestos – sobretudo certos
gestos – do homem? Ele pensa
em lançar as cascas nas
ondas de urina;
                              porém
aperta algumas nos dedos
e aspira profundamente
o acre odor luminoso.
Isto não, jamais sujá-las
com os dejetos humanos!
Ao contrário: apagar
a noite filha do homem
na alma da tangerina.
E mais: abolir até
os sentimentos agudos
de que há pouco se nutria
consumindo-se, roaz”

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“A caneta ainda escreve
com a mesma tinta
de um azul levemente melancólico

Na gaveta, dormindo
sob cartas e poemas,
o revólver aguarda”

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“No silêncio repousa o seu cansaço.
Tudo é imóvel na tarde,
                                                                    …

Dedicatórias: Livros de Adelice Souza, Carlos Barbosa, Gláucia Lemos, As Baianas e Aurélio Schommer

Livros de Adelice Souza, Carlos Barbosa, Gláucia Lemos, As baianas e Aurélio Schommer
2008Dicionário de fetiches (Edição do Autor, 2008) Aurélio Schommer

"Ao grande escritor Emanuel Mirdad. Com humildade, devoção e um grande abraço. SSA, 07/06/08. Aurélio Schommer"

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2009A dama do Velho Chico (Bom Texto, 2009) Carlos Barbosa

"Ao Mirdad, com um abraço amigo, do Carlos Barbosa. 25 jul 2009. Dia do escritor. Aniversário de Mayrant Gallo"

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2010Bicho de conchas (UBE & Scortecci, 2008) Gláucia Lemos

"Para Mirdad, com simpatia da autora. Gláucia Lemos. Salvador, fev, 2010"

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2012As baianas (Casarão do Verbo, 2012) Carlos Barbosa, Elieser Cesar, Gustavo Rios, Lima Trindade, Mayrant Gallo e Tom Correia

"P/Mirdad. Com um abraço. Gustavo"
"Para Mirdad, esta Bonnie, capaz de tudo. Mayrant Gallo SSA, 10/02/2012"
"Para Mirdad, esta história momesca sem confetes. 10/02/2012 (Auto-caricatura de Lima Trindade)&…

Estação Infinita, de Ruy Espinheira Filho — Parte 01

Ruy Espinheira Filho
Foto: Mário Espinheira (interferida por Mirdad)
“Por isso
suave é a notícia
de sua morte.
                                Pois
você
fez o percurso sem ceder espaço
aos logros da
esperança;
                                       ao sonho,
que nos desperta para que o vejamos
apenas
desfazer-se no ar.

Assim você: na plena
                                                  claridade,
rejeitando os véus com que
nós todos nos protegemos,
nos mentimos,
contra a luz implacável de cada instante,
de cada
mínimo tremor
do coração.

(...)

Você foi, entre nós, na sordidez
de cada dia, a dura limpidez
de quem nada buscou, pois tudo o que há
é um gesto, um lampejo – e a noite cai”

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“Só depois é que amamos
a quem tanto amávamos;
e o braço se estende, e a mão
aperta dedos de ar.

(...)

Só depois é que sabemos
lidar com o que lidávamos.
E meditamos sobre esta
inútil descoberta

enquanto, lentamente,
da cumeeira carcomida
desce uma poeira fina
e nos sufoca”

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“O avô descan…

Dedicatórias: Livros de Hélio Pólvora e Ruy Espinheira Filho

Livros de Hélio Pólvora e Ruy Espinheira Filho
2011Melhores contos (Global, 2011) Hélio Pólvora

"A Mirdad, grande coordenador da I Flica de Cachoeira. Hélio Pólvora, out. 2011"

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2012Don Solidón (Casarão do Verbo, 2012) Hélio Pólvora

"A Mirdad, com a esperança de que venha a filmar este romance. Hélio Pólvora. Maio 2012"

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2012A casa dos nove pinheiros (Dobra Editorial, 2012) Ruy Espinheira Filho

"Ao Mirdad, com um abraço grande do Ruy Espinheira Filho. Cachoeira, Flica 2012"

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2013Estação Infinita e outras estações (Bertrand Brasil, 2012) Ruy Espinheira Filho

"Ao Mirdad, com o abraço maior do Ruy Espinheira Filho. Salvador, maio de 2013"

Vamos ouvir: Esboços, de Pedro Veríssimo

Esboços (2012), de Pedro Veríssimo


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Confira a entrevista no Noize com o artista aqui

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Dedicatórias em livros de presente: Clarice Lispector, Rilke, Arnaldo Branco e Saulo Ribeiro

Livros de Clarice Lispector, Rilke,
Arnaldo Branco e Saulo Ribeiro
2007Cartas a um jovem poeta de Rainer Maria Rilke presente do amigo Mark Dayves

"Que estas cartas te inspirem. Do amigo Dayves. 18/10/07"

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2010Perto do coração selvagem de Clarice Lispector presente da amiga Vanessa Souza

"Mirdad, Eis seu primeiro exemplar da Clarice para sua 'casa'. Beijos, Vanessa. Rio, 10/06/10"

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2010Mundinho animal de Arnaldo Branco presente do amigo-irmão Rodrigo Minêu

"Para meu amigo-irmão, mais irmão do que amigo, por mais 100 anos. 7/out/2010 - Minêu -"

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2011 – Ponto morto de Saulo Ribeiro presente do amigo Wladimir Cazé

"Para o grande Mirdad, uma novela noir para nublar o verão da Bahia. Boa leitura. E um ótimo 2011. Wladimir Cazé. 4/01/2011"

Epígrafes de Ruy Espinheira Filho — Parte 02

Ruy Espinheira Filho Foto: Ricardo Prado (interferida por Mirdad)

“Antigamente é um país mágico”

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“Uma característica do tempo: subtrair-se avaramente, sobretudo quando gostaríamos que permanecesse mais”

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“Às vezes me ocorre que escrever é exatamente isso: ofício de quem não sabe aonde ir”

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“Das viagens não regresso jamais”

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“No silêncio repousa o seu cansaço”

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“Creio ter merecido de Deus, por fim, a misericórdia que concede a grande paz de Sua altíssima indiferença”

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“No ventre, o dom de semear novas infâncias numa terra distante”

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“Diremos outra vez as mesmas palavras e elas serão novas, embora tenha havido o que houve e saibamos o que sabemos”

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“Há um frio de horas velhas na alma que se medita”

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“Há sempre uma mulher cintilando em algum lugar do tempo”

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“As vozes da sabedoria são águas pesadas que despertam sujeiras e chagas onde tocam”

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“Sob esta luz o mundo inteiro some: só há o luar compondo e…

Dedicatórias: Livros de Leandro Narloch, Victor Mascarenhas, Aurélio Schommer, Katherine Funke, Wladimir Cazé e Karina Rabinovitz

Livros de Leandro Narloch & Duda Teixeira,
Victor Mascarenhas, Aurélio Schommer, Katherine Funke,
Wladimir Cazé e Karina Rabinovitz
2010Notas mínimas (Solisluna, 2010) Katherine Funke

"Para um poeta com sangue no olho e verve na língua, Mirdad! Valeu" * é, é uma estrelinha.

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2010Macromundo (Confraria do Vento, 2010) Wladimir Cazé

"Para Mirdad, muezin do caos, fragmentos de um mundo em vibração. Cazé. 20/5/10"

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2011Guia politicamente incorreto da América Latina (Leya, 2011) Leandro Narloch e Duda Teixeira

"Mirdad, obrigado por me fazer parar aqui! Leandro Narloch"

PS: Dedicatória feita na Flica 2011
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2011 – Livro do quase invisível (P55, 2010) Karina Rabinovitz

"Mirdad, aqui um pedacinho de lembrança de nossa tarde na bienal. Beijo! Karina Rabinovitz. 1-11-11"

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2012História do Brasil vira-lata (Casarão do Verbo, 2012) Aurélio Schommer

"Ao co-autor de tudo que fizemos junto. Emanuel Mirdad. Com u…