terça-feira, 28 de abril de 2009

Podcast K7 #01 - Txhelo Castilho


Bloco 01 (Pinturas e Ilustrações)
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Bloco 02 (Música e Cinema)
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Bloco 03 (Paranóia e Êxodo?)
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Bloco 04 (Arte pela Arte e Indicações)
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Problemas para baixar? Entre em contato: elmirdad@yahoo.com.br

ATENÇÃO: Só clique no botão "Click here to start download" e no "Download Now", e apague o pop-up.

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Programa #01
Txhelo Castilho

Multifacetado artista.

Leonino, soteropolitano, 26 anos (1982), estudante de cinema da FTC, que caminha pelas diversas artes. Já fez filosofia e design, fundou e tocou na Pangenianos, é guitarrista da banda Cerveja Café, faz pinturas de expressionismo geométrico, canções, textos, curtas, direção de arte e pesquisa a arte como um todo.

Txhelo Castilho indica para ouvir a OSBA no TCA nas quartas, assistir qualquer espetáculo de dança, e contemplar o visual da Baía de Todos os Santos no barzinho em frente da Cruz do Pascoal, no Santo Antônio Além do Carmo, à noite.

“Gosto de conhecer, tenho que experimentar. É fascinante o mundo da arte”.

“Almejo ganhar dinheiro, me sustentar, caminhar no mundo real, trabalhando em alguma vertente artística”.

“Quero produzir o máximo que puder, ter um acervo em todos os campos da arte”.

“A arte é uma das poucas maneiras de se colocar para a eternidade. A vida após a morte são os seus registros artísticos em vida”.

“A pintura foi o meio que fez desenvolver mais o meu olhar para todos os campos artísticos. É uma das únicas coisas que, quando estou fazendo, não penso em nada. É meditativo; quando você se debruça, você não tem nada, nem alegria, nem tristeza. É o nirvana”.

“Não existe técnica definida. Me aventuro com tudo: aquarela, óleo, pastel, arte gráfica, digital”.

“Não sei como conceituar meu trabalho, nem sei exatamente a quanta vai a pintura contemporânea. Acho que o mundo hoje está muito digitalizado e às vezes quando estou pintando, estou me sentindo um primata, fazendo uma arte primitiva, colocando tinta na tela. Mas a desenvoltura artesanal é uma coisa insubstituível, de certa forma”.

“O nosso tempo é muito confuso para ser conceituado ainda”.

“Eu fiquei desestimulado com o mundo da música. A gente não ouve muito a música acadêmica, de pesquisa, própria do nosso tempo. A gente ouve coisas que já estavam prontas séculos atrás”.

“É fácil ganhar dinheiro com música. Só tem que fazer a música do mercado, entrar na dança da vez. Não dá pra querer que o mercado consuma qualquer coisa que você fizer. É como fazer um suco amargo e querer que as pessoas consumam”.

“Essa síndrome de Rock Star que os jovens músicos adquirem é uma falha na educação musical”.

“Hoje em dia o rock é uma coisa difícil pra ouvir com tesão. A música brasileira é muito mais atraente. Querer ser rocker no país do carnaval é meio estranho. Isso é uma coisa própria da classe média”.

“Os gêneros musicais não podem ser reféns de um ou outro compositor”.

“O cinema é uma arte completamente ingênua ainda. O cinema não pode ser refém de contar uma história. O cinearte tem que extrapolar o cinema como a dança contemporânea arrebentou com o balé clássico e a pintura moderna com o renascentismo”.

“O nosso tempo são todos os tempos. É o tempo da confusão, com a informação da produção de tudo que já aconteceu, que acontece. E a humanidade ainda não sabe o que fazer com tanta informação”.

“Não caiu a ficha do poder que se tem com a Internet”.

“O que é a arte no nosso tempo? É difícil de enxergar, é uma confusão muito grande”.

“Não me sinto oprimido pela Bahia. Quando eu produzir algo que tiver êxito comercial, pode ser feito aqui ou em qualquer lugar”.

“O cinema é mendigo do dinheiro do Estado. Isso é irritante mesmo!”

“A Internet é um meio que vai sanar o problema da distribuição”.

“Dança é uma das coisas mais sublime da arte para mim”.

“Sempre há o que fazer com tudo já feito. Ainda que seja botar tudo no liquidificador. E a viagem é refazer”.

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Onde encontrar Txhelo Castilho:
www.fotolog.com/pontoelinha e www.myspace.com/cervejacafe

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Ficha Técnica Podcast K7 #01
Gravado em 25.04.2009, Salvador-Ba.

Direção, produção, entrevista, gravação, edição, montagem, vinhetas e locução: Emmanuel Mirdad.
Trilha sonora: Curtas e Poemas, Reflexo Pesadelo, Noturno e A Esposa Impossível, Mirdad - Harmonogonia (2008).

Trilha das aberturas e vinhetas: Lost Mails, The Orange Poem - Psicodelia (2008).

Fotos: 01 - ?; 02 - Tiago Expinho; 03 - Txhelo Castilho

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Lançamento: Podcast K7


Estréia hoje o novo produto do blog El Mirdad - Farpas e Psicodelia. Trata-se do programa Podcast K7, uma série de entrevistas com figuraças do cenário cultural baiano, gravadas em fita K7, naquele gravadorzinho tão querido, muito bem representado na marca acima, criada pelo ilustre Rodrigo Minêu (www.mineu.blogspot.com) .

O primeiro entrevistado é o multi-artista Txhelo Castilho, o ilustrador psicodélico que cedeu suas telas para avivar meus poemas do Deserto Poema publicados aqui (veja nos posts a partir do dia 17.04.09).

Além do amigo acima, estarão na fita: Nancyta, Roberto Mendes, Miguel Cordeiro, Ricardo Cury, Gilberto Monte, andré T, José Inácio Vieira de Melo, Mou Brasil, Renata Belmonte, Mayrant Gallo, André Setaro, Dão, Uzêda, Monclar, Mark Dayves, Aurélio Schommer, Tiganá, Zanom, Cal Ribeiro, Rodrigo Minêu, Glauber, Manuela Rodrigues, Alex Góes, etc.. etc.. etc..

Nenhum destes acima sabe disso ainda, ou seja, não está nada confirmado. Só o tempo dirá. E se tiver sugestões pra enviar, faça! Estarei de "ouvido" atento.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Resenha: Bienal 2009 - Praça de Cordel e Poesia, 20.04

Wesley Correia, Sérgio Silva e Emmanuel Mirdad, por Rodrigo Minêu

Ontem eu tive a oportunidade de apresentar um pouco do meu trabalho (no caso, do livro Deserto Poema) na 9ª Bienal do Livro Bahia, mais especificamente, na Praça de Cordel e Poesia, ao lado dos poetas Wesley Correia e Sérgio Silva.

Não recebi orientação alguma do que fazer, e como não tinha ido ao evento até ontem, não fazia a menor idéia da sistemática da tal praça. Ontem à tarde, preparei uma ordem específica de apresentação dos poemas, e separei o que iria falar de mim e dos contextos que os tais poemas foram escritos. Aí, lá fui eu, ingênuo, achando que seria um bate-papo para gatos pingados interessados no assunto.

Nada disso. Na nossa frente, uma geral do Maracanã, de tudo que é idade, interesse e presença, e que no início de tudo, estava mais interessada em descansar nos "pufs" da praça. E eis que o colega Sérgio, jovem artista tarimbado nas ruas de Salvador, começa a sua eufórica apresentação de declamador teatral. Drummond. Fudeu. Que diabos estou fazendo ali, num calor desgraçado, sentado em um banco cenográfico, sentindo-me um pato de tiro ao alvo? Não sou declamador, não participo de recitais, não gosto de proliferar o que já foi dito. E o mais importante: não tenho poema algum decorado em minha memória de 1 terabyte. Nem faço questão. Porém, reconheço o valor de quem faz isso com tanta paixão e fervor, como o Sérgio fez. É importante que existam e sobrevivam figuras assim como ele.

O que fiz? Implodi meu roteiro. Então, tive que repensar rapidamente toda a minha apresentação. E comecei com Livrai-nos do Botox, Matusalém!, pedindo humildemente desculpas por apresentar meus poemetes. E assim baseei a exibição, contextualizando os versos, em voz forte, sem a teatralidade dos gestos. Acostumei-me com o trânsito das pessoas, dediquei poemas a amigos como Marla Barata e Rodrigo Minêu, e recitei o belíssimo Diálogo, de JIVM, o poema que mais me emocionou até hoje.

E tive sorte. O talentoso colega Wesley não embarcou nesse sistema de representação (pra mim, falho, mas que tem o seu valor que deve ser resguardado), e foi parceiro, apresentando seus belos poemas, contextualizando-os também. E esse gesto bom de louvor à produção salvou-me também.

No final de tudo, adorei a experiência, e senti-me um vitorioso, por ter tido a coragem e a rapidez de mudar tudo que tinha esquematizado, e de ter escolhido os poemas certos nas brechas que Castro Alves, Gregório de Matos e Drummond me deram. Obrigado, Wesley, e sua poesia é massa! Vou ler teu livro. E acho que algumas pessoas gostaram do que fiz. Devo ter tocado ao menos um.

Pra quem desconhece o belíssimo poema Diálogo, aqui vai:

O chocalho, no pescoço
da vaca, anuncia:
- Eu estou aqui!

O relógio, na parede
da cozinha, adverte:
- Não escaparás!

José Inácio Vieira de Melo
A Infância do Centauro (Escrituras - 2007)

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Burburinho: Bienal 2009 - Mirdad, presente!


Hoje estarei na Bienal, às 18h. Estou honrado com o convite, mas lamento não ter ainda os meus livros para vender. Ainda assim, é uma ótima oportunidade para divulgar este blog, e contar algumas lorotas de minha vida. Obrigado pelo convite JIVM, Mayrant Gallo e Aurélio Schommer.

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