segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Homenagem: Gregory Isaacs

foto: Lee Abel


Morreu hoje, de câncer de pulmão, aos 59 anos, um dos maiores ídolos do reggae, o malandro-mor Gregory Isaacs. Ninguém incorporou mais a xibiatagem que ele no estilo de cantar, com um timbre agudo único, que vai fazer muita falta.

Com uma discografia imensa, e megahits como Number One e Night Nurse, Gregory Isaacs figurava o entretenimento em minha coleção de reggae, desanuviando as viagens psicodélicas de Bob, Burning, Peter e Alpha, ao inundar a casa com uma alegria e swing tropical; o seu som contém as ensolaradas praias da Jamaica.

Obrigado, saudoso malandro! Que Jah receba bem o mais descarado de todos, o grande bon-vivant!


Gregory Isaacs - Cool Down The Pace



Gregory Isaacs - Number One


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sábado, 23 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tuitada #03

All By Myself, de Suzanne Bouron


Quer chutar o balde mesmo, @bekkomoscovits? Diga assim: "Beatles é uma merda". Pronto. Direto pro saco, caixão e umbral.


Acompanhe aqui.

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mirdad: Requiem aos anos 20

foto: Bruno Senna


Comecei os anos 20 vivendo o auge de um grande amor que durou pouco, mas foi a 1ª ‘casa’ das três que morei na década inte. Reta final do cursinho PhD (onde conheci o amigo-irmão Rodrigo Minêu, testemunha mais presente dos meus anos 20, e o amigo libriano-musical Marcus Zanomia), pós-abandono do curso de Psicologia na UFBA, recomeçava a me empolgar com a música via uma nova safra de composições (em inglês, desta vez), e já começava a gestar o embrião do que viria a ser a banda The Orange Poem.

A relação com a 1ª ‘casa’ acabou, fiquei por três para entrar no curso de Jornalismo na UFBA (assim como em 1998, só concorri num único vestibular), não consegui emprego nem em loja de shopping, e a minha odisseia em 2001 só não foi pro espaço porque meu pai herói segurou a barra financeira e a The Orange Poem funcionou muito bem como muleta e válvula de escape master.

2002 começou com duas estreias logo de cara: Jornalismo na FACOM-UFBA (os 3 desistiram, mas só fui ter essa confirmação uma semana antes de prestar outro vestibular) e The Orange Poem nos palcos (algo raríssimo). Ano bon vivant, solteiro com carro, aproveitei para resolver todos os meus traumas da infância esquizóide e estudante nerd extremo criando um personagem ‘Bundalêlê’ na academia: fui o cara mais popular, esculhambado, chato e idiota da minha geração faconiana, fundando o famigerado Lado Negro e sendo um dos pilares da algazarra e xibiatagem, criador e produtor da Tradicional Festa da Entregação, do trote com tinta e baderna e do concurso Gatacaloura, entre outras diversões ‘selvagens’.

A minha 2ª ‘casa’ foi a mulher que mais me amou, incondicionalmente e com uma dedicação extrema, e ela surgiu em 2003, abrigando o ano mais parasita de todos, que só serviu pra me aproximar do rádio, através da Rádio Facom, em que fui um dos fundadores da fase 89,3 FM. Trabalhei como motorista pra meu pai, e passei diversas horas não remuneradas ao comando de uma programação tapa-buraco na tal rádio que ninguém ouvia, além do próprio operador/locutor. Livrei-me dos óculos fundo de garrafa (representação-mor da nerdice, usei por 19 anos) via operação, e pulei de bungee jump em Paulo Afonso na companhia de Marquinhos Vaquinha, o Marcus Ferreira, que viria a ser meu sócio anos depois.

Continuei escrevendo poemas e canções. Inspirado no faça-você-mesmo punk, criei o projeto Agente Laranja Gueto Cultural; uma série de shows aos domingos da The Orange Poem e convidados no bar Tangolomango, Pituba, com espaço para exposições de pinturas, vídeos e quem aparecesse com algo artístico. Assim, pari a minha carreira na produção cultural, no ano de 2004. A partir deste evento, passei a ser agente de shows, produzindo as sextas-feiras do Tangolomango com bandas independentes (as que tiveram mais sucesso foram Besouros do Sertão e Paladinos). Paralelo a isso, deixei de ser vagabundo e fui intimado (através do Q.I. da cantora e amiga faconiana Eva Cavalcante) para um estágio na Rádio Educadora FM, iniciando uma querida e familiar relação que rendeu 1 ano de estágio e posteriormente 1 ano e meio como REDA, sempre na produção musical (ou seja, até no único emprego que tive, não atuei como jornalista).

O auge dos anos 20 foi em 2005, o melhor ano, a solene despedida da juventude inconsequente, despreocupada. Começou quente, no verão, ao ficar solteiro novamente e em plena gravação do 1º CD da The Orange Poem. Ampliei meu raio de ação como agente de shows para o saudoso World Bar, na Barra, em que produzi diversos shows e onde a curtição com o quarteto da bagunça (Mirdad, Minêu, Afonso e Enzo) rendeu até a formação de um grupo de forró tosco, o cômico Forró di K (eu era o zabumbeiro), que chegou até tocar no trem do forró de Campina Grande, na Paraíba, pra onde os três cabras (Enzo foi e voltou de avião) foram de Celta 1.0 estrada acima, com muitas histórias pra contar aos netos (se tivermos). O tal disco da Orange ficou pronto, prensado e custeado totalmente por mim, lançado no projeto Laranjada Rock, que viria a realizar os últimos shows da banda, com convidados e moscas. E pra fechar o espetacular ano que mais curti, conheci a minha 3ª ‘casa’, que foi a mulher-menina que mais amei.

Voltei a ser vagabundo em 2006, que só serviu como ano de transição. No 2º semestre, concluí o curso de Jornalismo na UFBA com um produto experimental, de ambientação sonora para poemas em formato CD. Ou seja, com um projeto de comunicação, formei-me jornalista, a muito custo, por conta de uma orientação medíocre de um professor desprezível. Mas a obra (Ilusionador) ficou bacana, e tenho muito orgulho dela, pois o recorte escolhido foram os filopoemas de Ildegardo Rosa, meu pai. Além desta, gravei também, com meus recursos, o 2º CD da Orange Poem, que não foi prensado ou lançado, e é muito melhor que o 1º. Isso não aconteceu porque a banda foi se desfazendo, com a ida do baterista Hosano Jr. a São Paulo, e a minha desistência do sonho ‘since 2000’ de ir morar em Londres, que tanto estruturei. Desisti por amor, pra poder viver uma relação concreta e com objetivos reais e tangíveis como um casamento e família.

Decretei o fim simbólico da The Orange Poem em março de 2007, o que representou também a minha saída definitiva de artista para produtor na cena musical. Mas eu cheguei ainda a gravar mais um CD, Universo Telecoteco, com meus recursos e composições em português, de uma banda fugidia chamada Pedradura, que acabou encalhada. Ainda no verão deste ano, comecei a trabalhar informalmente na produtora Plataforma de Lançamento, onde aprendi a escrever projetos para as leis de incentivo, entre outros traquejos da profissão de produtor cultural, com o grande mentor Uzêda. Em poucos meses, alternados pelo ano, aprendi muito mais com ele que em todos os anos na Facom, seja escrevendo projetos ou em execução prática de eventos.

E o ‘diploma’ de produtor prático em cultura veio no verão de 2008, quando o resultado do edital nacional do Oi Futuro anunciou o patrocínio para o meu projeto de premiação para o rock baiano, criado no réveillon de 2006-2007. Foi o único projeto pessoal, até então, que tinha inscrito tanto para o Governo quanto para um edital privado. E a ironia foi que nenhum dos projetos de Uzêda foi aprovado pela Oi naquela edição, e o meu sim. Como um bom discípulo, convidei o mestre para fazer o projeto, já que tive receio por não ter experiência. Uzêda, produtor escolado de longa data, poderia muito bem ter se aproveitado da situação e ter “tomado” o projeto pra si, de certa forma. Mas ele não o fez. Negou sua participação e me atirou no mercado, por julgar-me apto para tanto. E o Prêmio Bahia de Todos os Rocks foi o meu emprego em 2008 e a estreia no mercado profissional como produtor cultural independente. Neste mesmo ano, conheci o grande amigo e abençoado Tiganá Santana, que me inspirou a zelar pelos guardiões da boa música.

Marcus Ferreira, produtor cultural formado na Facom, trabalhou comigo na produção do Prêmio BTR. Foi um trabalho tão harmônico e produtivo que o caminho mais natural para dois empreendedores natos seria montar uma empresa. Assim, em 2009, firmamos sociedade na Putzgrillo - Assessoria em Cultura, que tinha sido aberta por Marcus ainda em 2008. Como havia muita incerteza ainda, aceitei de muito bom grado o convite da Educadora FM para retomar meus trabalhos na produção musical da rádio. E foi por causa do foco no trabalho e de muito empreendê-lo em 2009 que pude aguentar a terrível porrada do final de relação com minha 3ª ‘casa’, que me deixou vagando por aí, sem teto, até hoje.

O trabalho continuou intenso em 2010, e por conta da necessidade de uma maior dedicação à Putzgrillo, para firmá-la no mercado e até mesmo expandi-la, saí da Educadora FM com um saldo positivo de 240 programas produzidos. Com projetos em execução, outros em pré, e muitos em tramitação, 2011 já aparece no horizonte como norteador do salto Putz que virá. E se o compositor/cantor tinha saído de cena, o meu lado autor ganhou força ao ter o meu 1º livro, Abrupta Sede, lançado pela Via Litterarum, de forma ainda tímida e incipiente. Mas ao menos o livro ficou muito bem feito, com ilustrações perfeitas do amigo Marceleza de Castilho.

E hoje, 07 de outubro de 2010, faço 30 anos e me despeço dos anos 20. Sonhei, estruturei o sonho e o desfiz. Experimentei amar, fui amado e amei. Identifiquei os traumas e os resolvi. Viajei, curti, celebrei e chorei de alegria e de dor. Escrevi, engavetei, bloguei e fui publicado. Abençoado rádio e querida produção cultural, muito obrigado!

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Especial: 30 anos de Zanom


Hoje o poeta, compositor, cantor, guitarrista e sanfoneiro Zanom (Marcus Zanomia e/ou Jesus), de Itapuã, Bahia, completa 30 anos. Para comemorar, volta à terrinha e toca no show do cantor e compositor Paulo Soares, hoje, às 20h, na Sala do Coro do TCA.

Parabéns, meu grande amigo, bem vindo às tilintadas do tinindo trincando trinta!

Abaixo, dois raros vídeos de suas composições, interpretadas pelo próprio engavetado artista.

Zanom - Maresia





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