sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sacrifício

Herói, de Zhang Yimou


Havia um herói aí, que foi sacrificado em prol de um bem maior. Se ainda tivesse minha ilusões, eu faria o mesmo. Hoje, jamais; não por falta de coragem, e sim por não compactuar com o desperdício.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Guardanapoema


Muitas vidas foram perdidas
Na caça aos diamantes na África
Muitas mulheres perderam o amor
Ao acumularem diamantes em suas gavetas

Eu, pelo acaso, para além de um encontro de negócios,
Avistei o diamante, tão próximo

Por trás de uma vidraça, envolvido pela rotina
Reluziu a beleza pura, a simetria harmônica
Que dialogou com minha genética
E se cristalizou em um querer profundo, tão próximo

O diamante mulher, você
Que ganhou a vida de hoje
E, sem saber, sinalizou o amor


Poema feito em um guardanapo, no dia 07/12

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal



Não adiantou; continuamos a fincar pregos nas suas mãos e continuaremos a fazer. Eu mesmo já preguei uns 500. Perdão por nunca ter compreendido o que é o amor que pregastes. Isso se de fato o Senhor existiu e foi de carne e pulso.

Pai, perdoai-me, porque eu não sei o que faço.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Direto do Túnel

Sonhos, de Akira Kurosawa


Qual dos dois está realmente morto; o soldado morto que não sabe se está ou o comandante que enviou à morte o pelotão completo?

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Especial: Salif Keita

Foto: Manfred


Mestre, obrigado!


Salif Keita - Folon



Salif Keita - Gaffou



Salif Keita - Seydou



Salif Keita - Mousoulou



Salif Keita - Iniagige



Salif Keita - La Différence



Salif Keita - Ananamin




Salif Keita - Djembe




Salif Keita - Baba




Salif Keita - Mandjou



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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Q.I.: Mariana Magnavita volta a Salvador

Mariana Magnavita


Mariana Magnavita lança novo EP em Salvador

Evento acontecerá no dia 10 de dezembro, às 22h, no Tom do Sabor

Após uma temporada de shows na Inglaterra, a cantora e compositora Mariana Magnavita presenteia o público baiano com mais um espetáculo. Desta vez, a novidade é o novo EP, intitulado Autograph (2010), composto por cinco músicas. As recentes produções da artista poderão ser conferidas pelo público baiano durante evento a ser realizado no dia 10 de dezembro, às 22 horas, no charmoso restaurante musical Tom do Sabor, no Rio Vermelho. A noite terá ainda a participação do DJ Munch que, com seu estilo lounge, animará a plateia antes e depois da apresentação da cantora. Os ingressos custam R$20, na portaria, e R$15, para lista amiga. Interessados devem encaminhar e-mail para ericatelles@gmail.com até o dia 9 de dezembro, quinta-feira.

O repertório da noite terá como mote principal a exposição das canções do EP: Black Void; Autograph; A Flower Grows, A Flower Dies; I Ask My Father e The Light In Your Eyes. Para agregar qualidade ao espetáculo, Mariana contará com um trio de cordas (violão, violoncelo e viola) sob direção musical do instrumentista Jorge Solovera. Algumas canções em português e covers complementam o show da artista.

Autograph – A música Autograph, que intitula o novo EP, fala da ironia do autógrafo e da sua natureza efêmera. “Trata-se da transitoriedade da fama. Aborda a nossa busca inútil de deixar uma marca no mundo quando, na verdade, tudo passa. A capa do disco tem a ver com diferentes tipos de queda: de ilusão, da ‘estrela’, do ego, do narcisismo, da decadência”, explica a cantora.

Para lançar Autograph, seu segundo trabalho, Mariana escolheu Salvador devido à ótima receptividade do primeiro álbum, White, apresentado ao público baiano em fevereiro deste ano. Gravado em Oxford, na Inglaterra, de forma independente, White foi elogiado por revistas especializadas britânicas, como Nightshift e Oxford Music Scene.

Tanto em White como em Autograph, o público poderá encontrar um trabalho solo refinado, resultado da sensibilidade e criatividade da artista. De acordo com o crítico musical e professor da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Tom Tavares, “Mariana Magnavita é uma das mais singulares cantoras da nova geração de intérpretes baianas. Aliás, no gênero, é a mais singular. A sua música revela-se plural, seletivamente permeada pelos mais diversos matizes sonoros, criando um ambiente que assume o folk, namora o pop e dança levemente com o country, sem dispensar um discreto e instigante flerte com o impressionismo”. Para ele, “não importa em que língua ela cante, pois quando a voz vem do coração é ‘clear as water'”.

Além do Brasil, as apresentações de Mariana Magnavita já foram prestigiadas por espectadores de diversos eventos e festivais de música na Inglaterra, em Oxford, Londres, Charlbury, Banbury, Cambridgeshire, Bedfordshire e Devon. A artista também divulgou o seu trabalho para o mundo através da Internet e obteve sucesso de público e de crítica tanto no Brasil quanto no exterior. As canções podem ser conferidas na página do My Space da cantora: myspace.com/marianamagnavita.

ENTRE DOIS MUNDOS

Nascida em Salvador, Mariana mudou-se aos sete anos de idade com seus pais para Oxford, onde permaneceu até os 12 anos, quando retornou ao Brasil para uma temporada de cinco anos em que integrou um coral, bandas de escolas e estudou canto. Retornou à Europa aos 17 anos, fixando residência novamente na Inglaterra e há dois anos dedica-se exclusivamente à musica, realizando apresentações frequentes em Oxford e Londres ao lado de nomes como Shannon Harris (músico de Lilly Allen e Amy Mcdonald; pianista e co-produtor de White), Jolyon Dixon (músico de Amy Mcdonald e The Who), Jane Griffith (violinista da reconhecida banda folk Telling the Bees) e Barney Morse-Brown (violoncelista de Eliza Carthy).

Antes de optar pela carreira musical, a artista estudou cinema na London College of Communication e seu trabalho de conclusão de curso, o curta-metragem Ana (2004), gravado em Uauá, no sertão da Bahia, rendeu-lhe a indicação de melhor curta do Birds Eye View Film Festival, o principal festival inglês de cinema produzido por mulheres. Além de dirigir e assinar o roteiro do filme, Mariana compôs sua trilha sonora.

DOWNLOAD DAS MÚSICAS DO EP AUTOGRAPH


SHOW - MARIANA MAGNAVITA

Tom do Sabor – Rua João Gomes, 249, Rio Vermelho
10.12 (sexta-feira), 22h
Ingresso: R$20, no local do show e R$ 15, para lista amiga (enviar e-mail para ericatelles@gmail.com até 09/12, quinta-feira)
Duração: 1h20

NOVO CLIPE


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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Especial: Ensaios VIII Festival Educadora FM

Dois em Um & Ronei Jorge - Barraco (Ederaldo Gentil) - Ensaio 31/10


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31/10/2010

Dois em Um recebe o convidado especial Ronei Jorge pra cantar a música Barraco, do sambista baiano Ederaldo Gentil, nos ensaios para a cerimônia do VIII Festival de Música Educadora FM.

Luisão Pereira (guitarra e direção musical)
Fernanda Monteiro (violoncello)
Jélber Oliveira (teclado)
Giba Conceição (percussão)
Cuca (percussão)
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Emmanuel Mirdad (direção artística)
Marcus Ferreira (produção executiva)
Putzgrillo! - Assessoria em Cultura (produção)

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Fotocronicando #21

foto: Mirdad


Pra quem deve ir o primeiro pedaço?

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Homenagem: Gregory Isaacs

foto: Lee Abel


Morreu hoje, de câncer de pulmão, aos 59 anos, um dos maiores ídolos do reggae, o malandro-mor Gregory Isaacs. Ninguém incorporou mais a xibiatagem que ele no estilo de cantar, com um timbre agudo único, que vai fazer muita falta.

Com uma discografia imensa, e megahits como Number One e Night Nurse, Gregory Isaacs figurava o entretenimento em minha coleção de reggae, desanuviando as viagens psicodélicas de Bob, Burning, Peter e Alpha, ao inundar a casa com uma alegria e swing tropical; o seu som contém as ensolaradas praias da Jamaica.

Obrigado, saudoso malandro! Que Jah receba bem o mais descarado de todos, o grande bon-vivant!


Gregory Isaacs - Cool Down The Pace



Gregory Isaacs - Number One


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sábado, 23 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tuitada #03

All By Myself, de Suzanne Bouron


Quer chutar o balde mesmo, @bekkomoscovits? Diga assim: "Beatles é uma merda". Pronto. Direto pro saco, caixão e umbral.


Acompanhe aqui.

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mirdad: Requiem aos anos 20

foto: Bruno Senna


Comecei os anos 20 vivendo o auge de um grande amor que durou pouco, mas foi a 1ª ‘casa’ das três que morei na década inte. Reta final do cursinho PhD (onde conheci o amigo-irmão Rodrigo Minêu, testemunha mais presente dos meus anos 20, e o amigo libriano-musical Marcus Zanomia), pós-abandono do curso de Psicologia na UFBA, recomeçava a me empolgar com a música via uma nova safra de composições (em inglês, desta vez), e já começava a gestar o embrião do que viria a ser a banda The Orange Poem.

A relação com a 1ª ‘casa’ acabou, fiquei por três para entrar no curso de Jornalismo na UFBA (assim como em 1998, só concorri num único vestibular), não consegui emprego nem em loja de shopping, e a minha odisseia em 2001 só não foi pro espaço porque meu pai herói segurou a barra financeira e a The Orange Poem funcionou muito bem como muleta e válvula de escape master.

2002 começou com duas estreias logo de cara: Jornalismo na FACOM-UFBA (os 3 desistiram, mas só fui ter essa confirmação uma semana antes de prestar outro vestibular) e The Orange Poem nos palcos (algo raríssimo). Ano bon vivant, solteiro com carro, aproveitei para resolver todos os meus traumas da infância esquizóide e estudante nerd extremo criando um personagem ‘Bundalêlê’ na academia: fui o cara mais popular, esculhambado, chato e idiota da minha geração faconiana, fundando o famigerado Lado Negro e sendo um dos pilares da algazarra e xibiatagem, criador e produtor da Tradicional Festa da Entregação, do trote com tinta e baderna e do concurso Gatacaloura, entre outras diversões ‘selvagens’.

A minha 2ª ‘casa’ foi a mulher que mais me amou, incondicionalmente e com uma dedicação extrema, e ela surgiu em 2003, abrigando o ano mais parasita de todos, que só serviu pra me aproximar do rádio, através da Rádio Facom, em que fui um dos fundadores da fase 89,3 FM. Trabalhei como motorista pra meu pai, e passei diversas horas não remuneradas ao comando de uma programação tapa-buraco na tal rádio que ninguém ouvia, além do próprio operador/locutor. Livrei-me dos óculos fundo de garrafa (representação-mor da nerdice, usei por 19 anos) via operação, e pulei de bungee jump em Paulo Afonso na companhia de Marquinhos Vaquinha, o Marcus Ferreira, que viria a ser meu sócio anos depois.

Continuei escrevendo poemas e canções. Inspirado no faça-você-mesmo punk, criei o projeto Agente Laranja Gueto Cultural; uma série de shows aos domingos da The Orange Poem e convidados no bar Tangolomango, Pituba, com espaço para exposições de pinturas, vídeos e quem aparecesse com algo artístico. Assim, pari a minha carreira na produção cultural, no ano de 2004. A partir deste evento, passei a ser agente de shows, produzindo as sextas-feiras do Tangolomango com bandas independentes (as que tiveram mais sucesso foram Besouros do Sertão e Paladinos). Paralelo a isso, deixei de ser vagabundo e fui intimado (através do Q.I. da cantora e amiga faconiana Eva Cavalcante) para um estágio na Rádio Educadora FM, iniciando uma querida e familiar relação que rendeu 1 ano de estágio e posteriormente 1 ano e meio como REDA, sempre na produção musical (ou seja, até no único emprego que tive, não atuei como jornalista).

O auge dos anos 20 foi em 2005, o melhor ano, a solene despedida da juventude inconsequente, despreocupada. Começou quente, no verão, ao ficar solteiro novamente e em plena gravação do 1º CD da The Orange Poem. Ampliei meu raio de ação como agente de shows para o saudoso World Bar, na Barra, em que produzi diversos shows e onde a curtição com o quarteto da bagunça (Mirdad, Minêu, Afonso e Enzo) rendeu até a formação de um grupo de forró tosco, o cômico Forró di K (eu era o zabumbeiro), que chegou até tocar no trem do forró de Campina Grande, na Paraíba, pra onde os três cabras (Enzo foi e voltou de avião) foram de Celta 1.0 estrada acima, com muitas histórias pra contar aos netos (se tivermos). O tal disco da Orange ficou pronto, prensado e custeado totalmente por mim, lançado no projeto Laranjada Rock, que viria a realizar os últimos shows da banda, com convidados e moscas. E pra fechar o espetacular ano que mais curti, conheci a minha 3ª ‘casa’, que foi a mulher-menina que mais amei.

Voltei a ser vagabundo em 2006, que só serviu como ano de transição. No 2º semestre, concluí o curso de Jornalismo na UFBA com um produto experimental, de ambientação sonora para poemas em formato CD. Ou seja, com um projeto de comunicação, formei-me jornalista, a muito custo, por conta de uma orientação medíocre de um professor desprezível. Mas a obra (Ilusionador) ficou bacana, e tenho muito orgulho dela, pois o recorte escolhido foram os filopoemas de Ildegardo Rosa, meu pai. Além desta, gravei também, com meus recursos, o 2º CD da Orange Poem, que não foi prensado ou lançado, e é muito melhor que o 1º. Isso não aconteceu porque a banda foi se desfazendo, com a ida do baterista Hosano Jr. a São Paulo, e a minha desistência do sonho ‘since 2000’ de ir morar em Londres, que tanto estruturei. Desisti por amor, pra poder viver uma relação concreta e com objetivos reais e tangíveis como um casamento e família.

Decretei o fim simbólico da The Orange Poem em março de 2007, o que representou também a minha saída definitiva de artista para produtor na cena musical. Mas eu cheguei ainda a gravar mais um CD, Universo Telecoteco, com meus recursos e composições em português, de uma banda fugidia chamada Pedradura, que acabou encalhada. Ainda no verão deste ano, comecei a trabalhar informalmente na produtora Plataforma de Lançamento, onde aprendi a escrever projetos para as leis de incentivo, entre outros traquejos da profissão de produtor cultural, com o grande mentor Uzêda. Em poucos meses, alternados pelo ano, aprendi muito mais com ele que em todos os anos na Facom, seja escrevendo projetos ou em execução prática de eventos.

E o ‘diploma’ de produtor prático em cultura veio no verão de 2008, quando o resultado do edital nacional do Oi Futuro anunciou o patrocínio para o meu projeto de premiação para o rock baiano, criado no réveillon de 2006-2007. Foi o único projeto pessoal, até então, que tinha inscrito tanto para o Governo quanto para um edital privado. E a ironia foi que nenhum dos projetos de Uzêda foi aprovado pela Oi naquela edição, e o meu sim. Como um bom discípulo, convidei o mestre para fazer o projeto, já que tive receio por não ter experiência. Uzêda, produtor escolado de longa data, poderia muito bem ter se aproveitado da situação e ter “tomado” o projeto pra si, de certa forma. Mas ele não o fez. Negou sua participação e me atirou no mercado, por julgar-me apto para tanto. E o Prêmio Bahia de Todos os Rocks foi o meu emprego em 2008 e a estreia no mercado profissional como produtor cultural independente. Neste mesmo ano, conheci o grande amigo e abençoado Tiganá Santana, que me inspirou a zelar pelos guardiões da boa música.

Marcus Ferreira, produtor cultural formado na Facom, trabalhou comigo na produção do Prêmio BTR. Foi um trabalho tão harmônico e produtivo que o caminho mais natural para dois empreendedores natos seria montar uma empresa. Assim, em 2009, firmamos sociedade na Putzgrillo - Assessoria em Cultura, que tinha sido aberta por Marcus ainda em 2008. Como havia muita incerteza ainda, aceitei de muito bom grado o convite da Educadora FM para retomar meus trabalhos na produção musical da rádio. E foi por causa do foco no trabalho e de muito empreendê-lo em 2009 que pude aguentar a terrível porrada do final de relação com minha 3ª ‘casa’, que me deixou vagando por aí, sem teto, até hoje.

O trabalho continuou intenso em 2010, e por conta da necessidade de uma maior dedicação à Putzgrillo, para firmá-la no mercado e até mesmo expandi-la, saí da Educadora FM com um saldo positivo de 240 programas produzidos. Com projetos em execução, outros em pré, e muitos em tramitação, 2011 já aparece no horizonte como norteador do salto Putz que virá. E se o compositor/cantor tinha saído de cena, o meu lado autor ganhou força ao ter o meu 1º livro, Abrupta Sede, lançado pela Via Litterarum, de forma ainda tímida e incipiente. Mas ao menos o livro ficou muito bem feito, com ilustrações perfeitas do amigo Marceleza de Castilho.

E hoje, 07 de outubro de 2010, faço 30 anos e me despeço dos anos 20. Sonhei, estruturei o sonho e o desfiz. Experimentei amar, fui amado e amei. Identifiquei os traumas e os resolvi. Viajei, curti, celebrei e chorei de alegria e de dor. Escrevi, engavetei, bloguei e fui publicado. Abençoado rádio e querida produção cultural, muito obrigado!

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Especial: 30 anos de Zanom


Hoje o poeta, compositor, cantor, guitarrista e sanfoneiro Zanom (Marcus Zanomia e/ou Jesus), de Itapuã, Bahia, completa 30 anos. Para comemorar, volta à terrinha e toca no show do cantor e compositor Paulo Soares, hoje, às 20h, na Sala do Coro do TCA.

Parabéns, meu grande amigo, bem vindo às tilintadas do tinindo trincando trinta!

Abaixo, dois raros vídeos de suas composições, interpretadas pelo próprio engavetado artista.

Zanom - Maresia





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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ultrapasso




Ultrapasso
Emmanuel Mirdad

À frente
A maré turbulenta das paixões
E a sua bravata que seduz o impulso
"Atire-se e me desbrave"
Encantam as mil sinfônicas sereias do desejo
Vasto habitat das sensações que modelam os sonhos
E aliviam do ar o peso das complicações
Abastecendo os pulmões de sal flamejante
"Purificai-me! Toma-me como seu, entregue"

Mas no que era para atirar-se
Fincaram um limite frágil
Um filete de muralha, lembrete
"Perigo" - ameaça
É a mente, medrosa em cálculos mil
Repetindo os alertas da prudente sobrevivência
Poda desperada dos múltiplos poros que querem
Brotar o impulso do belo e atirar-se
"Vá!" - a cabeça nada sabe

Em todo nosso império veloz
Quanto mais derrubam-se os alertas
Mais amor haverá

Perigo mesmo é estacionar!
A coragem coleciona violações aos limites
Quebre a cabeça, portanto
E mergulhe-a primeiro, com tudo

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bloguijabá: Prêmio Bahia de Todos os Rocks 2010


Acessem:

Prêmio Bahia de Todos os Rocks - 2ª Edição



Release Oficial


BAHIA DE TODOS OS ROCKS

A celebração do rock baiano vai premiar

10 categorias em 2010


Preparem-se! Vai começar a 2ª edição da maior premiação da música baiana, o Prêmio Bahia de Todos os Rocks. O evento, que acontece a cada dois anos, promete agitar o cenário do rock and roll baiano. Com o patrocínio da Oi, através do Fazcultura, Governo do Estado da Bahia, e apoio do Oi Futuro, iBahia, Groove Bar e 28 Camisas Inteligentes, a premiação acontece entre os meses setembro e novembro de 2010.


O Bahia de Todos os Rocks contempla os melhores resultados profissionais alcançados por artistas ou bandas de rock, exclusivamente da Bahia, que mais se destacaram nos quesitos técnicos, artísticos e de alcance de público, selecionados por um júri e votação popular.


O projeto começa no dia 27 de setembro com as inscrições em quatro categorias dos artistas e bandas. Os interessados podem se inscrever através do site oficial (www.bahiadetodososrocks.com.br) para Show do Ano, iBahia Garage Band, Música do Ano e Videoclipe do Ano, impreterivelmente até 18 de outubro.


Após esse prazo, todo o material inscrito será avaliado entre os dias 20 de outubro e 3 de novembro pelo público, através do processo de votação via site oficial, e pelo júri, que definirão os indicados das categorias com inscrição.


SHOW DO ANO E CERIMÔNIA DE ENTREGA - Já no dia 11 de novembro os cinco indicados da categoria Show do Ano irão se apresentar no Groove Bar, para um show de 30 minutos. Cada fã presente receberá uma cédula para votar ao final dos shows. O júri especializado também participa da votação.


Os grandes vencedores serão conhecidos no dia 23 de novembro, no Teatro Casa do Comércio. O evento terá shows dos indicados a Música do Ano. O premiados levarão para casa o troféu “Figa Rock’n Roll”, e também participam da Festa de Encerramento, após a cerimônia, no Groove Bar, onde tocam os vencedores das categorias Artista/Banda do Ano, Show do Ano e iBahia Garage Band.


CATEGORIAS PREMIADAS – O prêmio abrange dez categorias. Este ano traz o iBahia Garage Band que contempla o artista/banda revelação. Além de ganhar o troféu o vencedor tocará no Festival de Verão 2011, no palco a Arena. A categoria Videoclipe do Ano reconhece e premia a produção audiovisual lançada em qualquer suporte, a partir de 1º de janeiro de 2009. Não há inscrição nas categorias Artista/Banda do Ano, Álbum do Ano, Músico Destaque, Design do Ano e Mídia Rock.


E como não podia ficar de fora, a categoria Dinossauro Referência valoriza uma carreira que exerce uma relevância histórica no rock baiano de todos os tempos. O Bahia de Todos os Rocks ainda premia Show do Ano e Música do Ano.


Serviço:

O que: Bahia de Todos os Rocks

Onde: www.bahiadetodososrocks.com.br

Inscrição: 27 de setembro a 18 de outubro

Votação popular: 20 de outubro a 3 de novembro

Show do Ano: 11 de Novembro – Groove Bar

Cerimônia de Entrega: 23 de novembro – Teatro Casa do Comércio

Festa de Encerramento: 23 de novembro – Groove Bar

Informações à Imprensa:

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sábado, 18 de setembro de 2010

40 anos sem Jimi Hendrix


foto: Elliott Landy


Minha tríade sagrada da guitarra no rock é feita por David Gilmour, Jimmy Page e o eterno Jimi Hendrix. Todos os três sempre foram mestres no uso da distorção, mas ninguém sujou melhor uma nota que o purpleman dos infernos.

Sujar a nota é uma técnica de difícil execução; a fronteira entre o erro e a arte é uma linha minúscula, quase imperceptível ao ouvido comum. Mas Hendrix era um mestre único, com um bend avassalador e soluções inesperadas, puramente viscerais, para solos com altíssimo grau de sensibilidade. Arrisco dizer que ele estava além da técnica. Era um dos raríssimos artistas que de fato vivenciou e expeliu toda a agressividade, inconformação e valentia que faz do rock clássico, original, uma manifestação essencialmente libertadora.

Muito obrigado, mestre Jimi Hendrix. E obrigado por ter influenciado tanta gente, como o Zanom, um excelente guitarrista essencialmente "hendrixiano", com quem pude ter o prazer de tocar na The Orange Poem. Só quem tocou com um discípulo deste sabe o quanto isso engrandece o som!

Segue abaixo a canção Foxey Lady, uma das minhas prediletas, que fazia parte do repertório laranja, e que me proporcionou momentos inesquecíveis de muita maluquice nos palcos em que passamos.

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Jimi Hendrix - Foxey Lady [Live 1970]


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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Intervalo: Maciel Melo

Maciel Melo - Nos Tempos de Menino


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Destaque: 80 anos Ferreira Gullar

foto: ?


Hoje o mestre faz 80 anos. Nunca esquecerei da mesa dedicada a ele na Flip. Salve!

Segue abaixo um trecho de sua maior obra, em minha limitada opinião, Poema Sujo:

"
Corpo meu corpo corpo
que tem um nariz assim uma boca
dois olhos
e um certo jeito de sorrir
de falar
que minha mãe identifica como sendo de seu filho
que meu filho identifica
como sendo de seu pai

corpo que se pára de funcionar provoca
um grave acontecimento na família:
sem ele não há José Ribamar Ferreira
não há Ferreira Gullar
e muitas pequenas coisas acontecidas no planeta
estarão esquecidas para sempre

corpo-facho corpo-fátuocorpo-fato

atravessados de cheiros de galinheiros e rato
na quitanda ninho
de rato
cocô de gato
sal azinhavre sapato
brilhantina anel barato
língua no cu na boceta cavalo-de-crista chato
nos pentelhos
com meu corpo-falo
insondável incompreendido
meu cão doméstico meu dono
cheio de flor e de sono
meu corpo-galáxia aberto a tudo cheio
de tudo como um monturo
de trapos sujos latas velhas colchões usados sinfonias
sambas e frevos azuis
de Fra Angelico verdes
de Cézanne
matéria-sonho de Volpi
Mas sobretudo meu
corpo
nordestino
"
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tuitada #01

Paisagem Secreta, de Marceleza de Castilho


É estranho presenciar minha geração construindo relações sólidas e procriando, e eu, desde 2009, estar de volta aos 20 anos.


Acompanhe aqui.
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domingo, 5 de setembro de 2010

Flagra: Praia do Flamengo

foto: Mirdad


Domingo, 05/09/2010, Praia do Flamengo, Salvador-BA. Isso é o que restou da Barraca do Lôro. Agora os baianos terão que aprender a curtir a praia no velho e bom "guarda-sol e canga". Pra mim, frequentador assíduo da Praia de Aleluia, sempre foi assim. Recomendo! Mas não deixa de ser chocante ver as luxuosas barracas transformadas em entulho e buracos na areia. Zona de guerra total!

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