sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vamos ouvir: Dubstereo

Dubstereo (2013) - Dubstereo




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Release disponível no site do coletivo:

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DUBSTEREO FAZ LANÇAMENTO VIRTUAL DO SEU PRIMEIRO ÁLBUM

Após 5 anos de trajetória, o Dubstereo apresenta seu primeiro álbum de estúdio, totalmente autoral, incluindo faixas instrumentais que terão diferentes versões em CD e compacto em vinil.

Na próxima quinta-feira, 29 de agosto, o Dubstereo fará lançamento virtual do seu primeiro álbum de estúdio, homônimo, no site oficial do grupo. Totalmente autoral, o álbum traz 12 faixas inéditas com produção do próprio coletivo. Além do formato digital, disponibilizado para download gratuito, o disco será lançado em formato físico na versão CD. Os interessados também terão oportunidade de adquirir um compacto em vinil com quatro versões especiais de dois instrumentais.

Por se tratar do primeiro registro em estúdio, o material vem sendo bastante aguardado. Apesar da cobrança por parte do público, o grupo fez questão de fazer tudo sem pressa, objetivando um bom resultado final. Todo o processo de produção do disco contou com colaboradores especiais, desde a gravação até a masterização. O registro em estúdio foi gravado em Salvador pelo experiente sound designer Buguinha Dub, que também mixou metade das faixas. Conhecido como “adubador de sons” pelas versões exclusivas que cria, Buguinha adotou nessas faixas técnicas de mixagem bastante peculiares, que incluíram o uso de aparelhos analógicos. A parceria entre o grupo e o produtor pernambucano surgiu pela identificação dos seus trabalhos, que buscam uma sonoridade perseguida por ambos. Outro colaborador do projeto foi o músico e produtor soteropolitano André T. Responsável pela mixagem de seis faixas e gravação de vozes, André colaborou ainda com arranjos de sintetizadores e efeitos.

A intensa convivência entre os músicos, no período que antecedeu a gravação, propiciou um intercâmbio de material que resultou na evolução do trabalho coletivo, mostrado nesse disco. O processo de gravação, com todos tocando juntos, durou apenas 48 horas. Gravado ao vivo, com o intuito de capturar o clima dos shows, mas com qualidade de estúdio, Dubstereo mescla faixas cantadas e instrumentais. O resultado traz uma atmosfera session, que denota afinidade entre os músicos e sugere toda a pesquisa que envolveu o processo de composição. A própria escolha do repertório, que inclui metade das faixas instrumentais, aponta uma pista para o caminho trilhado pelo grupo desde a sua formação. Tendo a música jamaicana como fio condutor, o Dubstereo nasceu experimentando. Suas primeiras apresentações tinham a mesma dinâmica de um sound system, com toasters improvisando enquanto a banda (apenas baixo, bateria, escaleta e efeitos) executava clássicos riddims. A evolução desse trabalho possibilitou a inclusão dos músicos, que desde 2008 integram a sua formação: Russo Passapusso (voz), Fael 1º (voz), Jorge Dubman (bateria), Alan Dugrave (baixo), Gabriel Simon (teclados) e Jardel Cruz (percussão). Em 2009 e 2011, respectivamente, foram agregados Tiago Tamango (teclados) e Prince Áddamo (guitarra).

A finalização e prensagem do álbum do Dubstereo contou com o patrocínio da Vivo, através do Fazcultura. Os processos de produção e gravação do disco, bem como a prensagem do compacto foram viabilizados com recursos próprios, adquiridos através da realização de eventos produzidos pelo coletivo. CD e vinil estarão à venda em shows e no novo site do grupo (www.dubstereo.com.br). O compacto traz 4 versões dos instrumentais “Babilônia Falida” e “Café do Quilombo”, com remixes de Buguinha Dub e Victor Rice, músico e produtor norte-americano. As artes do CD e do compacto foram criadas por Ricardo Fernandes, que assinou recentemente as capas dos discos de Criolo e do Los Sebosos Postizos, projeto formado por integrantes da Nação Zumbi. Além da democratização do acesso ao disco, o projeto de finalização do CD incluiu duas oficinas gratuitas de Art Graffiti, ministradas por Fael 1º, em Salvador e em Camaçari.

Sobre os colaboradores - Responsável pela gravação das 12 faixas que compõe o disco e pela mixagem de metade destas, incluindo todos os instrumentais, o pernambucano Buguinha Dub já assinou produções de discos como “O Palhaço do Circo sem Futuro”, do Cordel do Fogo Encantado e “Carnaval no Inferno”, da Eddie. Envolvido em projetos listados no topo da música brasileira, mixou discos de Lucas Santtana, Maquinado, 3 na Massa, Cidadão Instigado, dentre outros. Como engenheiro de som, contribuiu durante anos com trabalhos de bandas como a Nação Zumbi e Racionais MC’s. Pela intimidade que possui com os graves, ficou conhecido também como “treme-terra”. Além das faixas do CD, Buguinha colaborou com duas versões adubadas para o Lado B do compacto.

O tarimbado músico e produtor baiano André T mixou as seis faixas com letras do CD, além de ter contribuído com alguns arranjos. Reconhecido pelo seu desempenho como multi-instrumentista, André vem se firmando como produtor por ter colaborado decisivamente em discos de Pitty, Cascadura e Retrofoguetes.

Victor Rice, músico e produtor norte-americano, criou os remixes de duas faixas instrumentais que integram o Lado A do compacto do Dubstereo. Envolvido com projetos de ska desde os anos 80, tornou-se especialista em técnicas de mixagem voltadas para o dub. Baixista do Easy Stars All-Stars, banda que ganhou fama internacional ao criar releituras dub para clássicos da música pop mundial: “Dub Side of the Moon”, versão de “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd; “Radiodread”, baseado na obra da banda Radiohead e o álbum “Easy Star’s Lonely Hearts Dub Band”, com o repertório do clássico “Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Colaborou com trabalhos de artistas brasileiros como Mallu Magalhães e Marcelo Camelo, e dos grupos Café Preto (projeto de reggae de Cannibal do Devotos) e Bixiga 70.

O competente engenheiro de som Felipe Tichauer assina as masters do CD e do compacto. Entre os muitos nomes no seu currículo, ele aponta Arnaldo Antunes, CéU, Curumin, Rodrigo Campos e Mallu Magalhães. Recentemente colaborou com grupos como o Combo X (Gilmar Bola8 da Nação Zumbi) e Bixiga 70. Já participou de 19 projetos indicados ao Grammy e ao Grammy Latino. Atualmente, Felipe integra o comitê brasileiro do segundo, analisando e categorizando trabalhos inscritos.

As artes da capa do CD e do compacto foram criadas por Ricardo Fernandes. Figura conhecida que circula entre o meio musical e o das artes visuais, “Magrão” atua como DJ e diretor de arte, tendo participado de documentários como “Tropicália”, “Cidade Cinza” e “Eu, o Vinil e o Resto do Mundo”. Assinou recentemente as capas dos discos de Criolo e do Los Sebosos Postizos, projeto formado por integrantes da Nação Zumbi.
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