Pular para o conteúdo principal

Um desprezo absoluto às vaidades estúpidas do mundo — 80 contos de Anton Pavlovitch Tchekhov


Se eu fosse fazer uma edição com os contos do grande mestre Anton Tchekhov, assim seria (optaria como tradutor Rubens Figueiredo):

Um desprezo absoluto às vaidades estúpidas do mundo
80 contos de Anton Pavlovitch Tchekhov
Seleção: Emmanuel Mirdad

01) Enfermaria nº 6 | Палата № 6
02) Inimigos | Враги
03) A aposta | Пари
04) Um homem extraordinário | Необыкновенный
05) Uma história enfadonha | Скучная история
06) Vanka | Ванька
07) O assassinato | Убийство
08) A irrequieta | Попрыгунья
09) O homem no estojo | Человек в футляре
10) O vingador | Мститель
11) “Amorzinho” | Душечка
12) Os mujiques | Мужики
13) Sem título | Без заглавия
14) O bilhete de loteria | Выигрышный билет
15) Uma crise | Припадок
16) Ilegalidade ou Libertinagem | Беззаконие
17) Um homem conhecido | Знакомый мужчина
18) História desagradável | Неприятная история
19) Senhoras | Дамы
20) A obra de arte | Произведение искусства
21) O sapateiro e a força maligna | Сапожник и нечистая сила
22) O violino de Rothschild | Скрипка Ротшильда
23) A dama do cachorrinho | Дама с собачкой
24) O relato do jardineiro-chefe | Рассказ старшего садовника
25) O álbum | Альбом
26) Sonhos | Мечты
27) A corista | Хористка
28) 75 mil | 75 000
29) O camaleão | Хамелеон
30) Calúnia | Клевета
31) O mendigo | Нищий
32) Gente supérflua | Лишние люди
33) Os nervos | Нервы
34) Molenga | Размазня
35) Passou das medidas | Пересолил
36) A esposa | Супруга
37) A descoberta | Открытие
38) No escuro | В потемках
39) Não há vaga | Без места
40) As botas | Сапоги
41) A noiva | Невеста
42) A casa de mezanino | Дом с мезонином
43) A groselheira | Крыжовник
44) Pavores | Страхи
45) O beijo | Поцелуй
46) Veraneio | На даче
47) O professor de letras | Учитель словесности
48) A duquesa | Княгиня
49) A morte do funcionário | Смерть чиновника
50) Desgraça alheia | Чужая беда
51) O escritor | Писатель
52) O gordo e o magro | Толстый и тонкий
53) Uma noite terrível | Страшная ночь
54) Uma história abominável | Скверная история
55) Iônitch | Ионыч
56) Numa sessão de hipnotismo | На магнетическом сеансе
57) Um empresário debaixo do divã | Антрепренер под диваном
58) Do diário de uma jovem | Из дневника одной девицы
59) No departamento dos Correios | В почтовом отделении
60) Recordações de um idealista | Из воспоминаний идеалиста
61) Desfecho feliz | Хороший конец
62) Aniúta | Анюта
63) O malfeitor | Злоумышленник
64) Angústia | Тоска
65) Gússiev | Гусев
66) A carteira | Бумажник
67) Anna no pescoço | Анна на шее
68) Do diário de um auxiliar de guarda-livros | Из дневника помощника бухгалтера
69) Volódia | Володя
70) Vérotchka | Верочка
71) No fundo do barranco | В овраге
72) Olhos mortos de sono | Спать хочется
73) Um negócio fracassado | Пропащее дело
74) O orador | Оратор
75) Brincadeira | Шуточка
76) No asilo para velhos e doentes incuráveis | В приюте для неизлечимо больных и престарелых
77) Um entre muitos | Один из многих
78) Aflição | Горе
79) Tifo | Тиф
80) Subtenente Prichibiéiev | Унтер Пришибеев

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...