“A minha mãe vive no pôr do sol e todos os dias mergulha no fundo do mar.” “Aquilo que o ser humano não consegue explicar, inventa.” “O mar despreza os meus problemas. Mas ele tem tanto com que se preocupar (...) São tantas as ondas que tem de criar todos os dias. São tantos os peixes que o usam como casa. São tantas as almas que ficarão aqui para sempre. Não tem tarefa fácil, o mar (...) Sei que ele já estava cá antes de nós e que, quando nós já formos tão velhinhos que não nos sobra nada mais do que morrer, ele vai ficar aqui. Deixa-me sempre muito espantado como é que uma coisa tão infinita consegue entrar por nós adentro.” “Os outros filhos parecem rios. E lembro-me daquela frase: ‘Toda a gente fala da violência dos rios que tudo arrastam, mas ninguém fala da violência das margens que os comprimem’.” “Um dia, Jacinto, perguntou a Triz o quanto gostava dele. Triz respondeu: ‘Experimenta contar as penas dos pássaros, os grãos de areia, as estrelas do céu, as ondas no mar. Experimenta...
O lampião e a peneira do mestiço