Pular para o conteúdo principal

Mirdad — Gestão em Cultura


Mirdad — Gestão em Cultura
Criatividade | Coerência | Inovação

A Mirdad — Gestão em Cultura é uma empresa de produção cultural sediada na Bahia, com atuação em todo Brasil. Voltada à criação e realização de produtos culturais nas áreas da Literatura e Música, é especializada na gestão de eventos patrocinados pela parceria entre a iniciativa privada e pública, através de Leis de Incentivo, e também pelo patrocínio direto.

Criatividade | Coerência | Inovação é o slogan da Mirdad — Gestão em Cultura, que sintetiza o estilo de trabalho da empresa: praticar a criação com responsabilidade, profissionalismo e inovação para agitar e renovar as ações culturais. A criatividade como impulso matriz, lapidada e gerida pela coerência que transforma as ideias originais em produtos de credibilidade, diferenciados, rentáveis e inovadores.

Os sócios da Mirdad Cultura, aptos na criação, coordenação geral, gestão administrativo-financeira, direção artística e curadoria da programação de eventos, são: Emmanuel Mirdad, Diretor Geral e de Criação, empresário cultural, escritor, curador e sócio da Flica; Edmilia Barros, Diretora Executiva e de Conteúdo, empresária cultural, produtora executiva e sócia do grupo Sertanília. Ambos têm experiência no mercado baiano, realizando eventos como a Flica, Festival Brainstorm, Santo Antônio Jazz Festival e Música no Cinema, entre outros, viabilizados sempre pelo patrocínio de empresas privadas via incentivos fiscais do Governo do Estado. 

A partir de 2013, a Mirdad Cultura pretende ampliar seus negócios culturais pelo Brasil, replicando o case de sucesso da Flica. Para tanto, firmou parceria com o escritor e pesquisador gaúcho Aurélio Schommer, atual Vice-Presidente do Conselho de Cultura da Bahia, que tem diversos livros lançados e vasta experiência no mercado literário, atuando como curador na Flica desde o início e em outras iniciativas em prol da literatura no país.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...

Dez passagens de Clarice Lispector no livro Laços de família

Clarice Lispector (foto daqui ) “A mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que uma cozinheira lhe contara do tempo do orfanato. Não tendo boneca com que brincar, e a maternidade já pulsando terrível no coração das órfãs, as meninas sabidas haviam escondido da freira a morte de uma das garotas. Guardaram o cadáver no armário até a freira sair, e brincaram com a menina morta, deram-lhe banhos e comidinhas, puseram-na de castigo somente para depois poder beijá-la, consolando-a. Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou mãos pensas, cheias de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em que mataremos por amor. Então olhou para o filho esperto como se olhasse para um perigoso estranho. E teve horror da própria alma que, mais que seu corpo, havia engendrado aquele ser apto à vida e à felici...