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Podcast K7 #02 - Minêu


Bloco 01 (Cartunismo)
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Bloco 02 (Cartunismo)
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Bloco 03 (Negócios)
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Bloco 04 (Cinema)
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Problemas para baixar? Entre em contato: elmirdad@yahoo.com.br

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Programa #02
Minêu

Cartunista e Publicitário.

Geminiano, recifense de 1983, é publicitário formado pela FACS e jornalista pela UFBA, e é cartunista profissional desde 2003. Em 2005, teve uma vinheta sua veiculada no “Plim-Plim” da TV Globo. Publicou cartuns e HQs em catálogos internacionais e participou de diversos festivais de humor gráfico. Foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Salão Internacional Carioca de Humor, Salão de Humor do Piauí, Salão de Humor de Ribeirão Preto, entre outros. Em 2008, realizou sua primeira exposição individual de cartuns, “Humor Gráfico e Cotidiano”, pelo Fundo de Cultura da Secult-BA, na Estação de Trem da Calçada e, posteriormente, no Shopping Iguatemi de Salvador. É sócio e diretor de criação da empresa 28 - Camisas Inteligentes.

Minêu indica para escutar Chico Buarque e Michael Jackson, ler as histórias da Turma da Mônica e a peça Rei Lear (Shakespeare), assistir qualquer filme de Billy Wilder, e contemplar o sorriso de uma mulher amada ou o mar, se estiver sem amor.


“Nunca me arrependo de tentar realizar algum sonho”.

“Eu tento fazer sucesso e almejo ser feliz”.

“A gente vive pra ter prazer. É por isso que as pessoas gostam de fazer sexo”.

“Não me considero um ilustrador propriamente dito. Hoje em dia o que me fascina e onde reside o mérito do meu trabalho é o campo das idéias”.

“Eu sempre procuro evoluir e melhorar o meu trabalho. Hoje em dia eu sou muito mais aberto às críticas. Tento ser um pouco menos vaidoso e seguir em frente, fazendo um trabalho que tenha algum valor para alguém além de mim”.

“A minha primeira referência, justiça seja feita, foi Maurício de Sousa, e foi através da obra dele que eu não apenas aprendi a ler, como tomei gosto pela leitura, pelas histórias em quadrinhos, pelas narrativas gráficas”.

“Se eu sou cartunista, se eu sou formado em publicidade e exerço a profissão, se eu me formei em jornalismo, tudo foi motivado pelas histórias em quadrinhos”.

“Eu acho que o cartunismo é uma forma de arte que é muito subestimada pelas pessoas. Por trás de um desenho simples pode ter um conteúdo bastante interessante, crítico e ácido, um conteúdo social que muitas vezes é o retrato de uma época”.

“Não consigo fazer um desenho sem a ajuda do computador”.

“Um desenhista nato tem que saber pegar um lápis e papel e fazer a realidade acontecer”.

“Não acho que tem que ser artesanal pra estar próximo da arte, mas ele é feito através de um processo que me fascina muito”.

“O Bundalêlê (fanzine que durou de 2002 a 2005) foi o primeiro lugar onde eu publiquei um desenho, e que incentivou muito meu trabalho, e me ajudou a continuar”.

“Não abandonei o mercado (publicitário). Tenho minhas ressalvas, mas resolvi dar um tempo para buscar algo em que acredito”.

“Eu acredito muito na 28. O mercado de camisas vai bem, obrigado. Todo mundo que eu conheço usa camisa. É um mercado amplo. Ninguém vai gostar de sair pelado por aí”.

“Trabalho +/- 14 horas por dia pra fazer algo que considero digno de ser comprado por quem acessar aquele site”.

“Tem coisas que a gente sabe que faz muito sucesso: sexo, ecologia, tecnologia, música... No caso da 28, tento ter idéias que sejam rápidas de serem entendidas, idéias diretas; não podemos dar muitas voltas como em um cartum ou propaganda”.

- Sobre a afirmação de Txhelo Castilho, no K7#01, que afirmou que o cinema não pode ser refém de contar uma história: “Não entendo essa afirmação dele. Acho que o cinema é a arte de contar uma história, que se utiliza de outras artes, como a música, fotografia e principalmente edição pra contar uma história. Os elementos primordiais do cinema, roteiro, direção, edição e fotografia devem trabalhar em função dessa história”.


“O que é feito hoje em dia não chega aos pés dos clássicos, da era de ouro de Hollywood, do neo-realismo italiano, da escola da França, do cinema americano dos anos 70”.

“Por mais que digam que não, mais da metade dos melhores filmes de todos os tempos foram feitos em Hollywood, e eu respeito muito o cinema americano”.

“Espero, com toda a força que tenho dentro de mim, algum dia vir a trabalhar como roteirista. É um grande sonho que eu ainda vou tentar realizar, com certeza, trabalhar com cinema”.

“Eu sou muito grato à Bahia. Não sou baiano, mas me considero um. O mercado daqui? É complicado criticar um mercado que te acolhe”.

“Me desculpe quem pensa ao contrário, mas acho que não existe uma indústria cinematográfica no Brasil. Eu respeito os guerreiros que tentam trabalhar com cinema na Bahia e no Brasil, mas eu não enxergo isto tanto como cinema. É utópico”.

“O que mais tem é coisa pra fazer”.

“Pra ser um bom profissional, você tem que ter muitas referências”.

“Será que existe algo nonsense nessa nossa realidade tão normal?”.

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Onde encontrar Minêu:
www.vinteeoito.com.br e www.mineu.blogspot.com

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Ficha Técnica Podcast K7 #02
Gravado em 01.05.2009, Salvador-Ba.

Direção, produção, entrevista, gravação, edição, montagem, vinhetas e locução: Emmanuel Mirdad.
Trilha sonora: Curtas e Poemas, A Esposa Impossível, Homeopata, Noturno e Reflexo Pesadelo, Mirdad - Harmonogonia (2008).

Trilha das aberturas e vinhetas: Lost Mails, The Orange Poem - Psicodelia (2008).

Fotos: 01 - Darjan Sanches; 02 e 03 - Rafaella Minêu

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Comentários

André Setaro disse…
Grande Mirdad,
Não me esqueço da "espinheira" (nada a ver com Ruy Espinheira Filho, mas com os 'espinhos' da nossa trajetória existencial). A entrevista com Mineu está ótimo e concordo principalmente quando ele diz que "“O que é feito hoje em dia não chega aos pés dos clássicos, da era de ouro de Hollywood, do neo-realismo italiano, da escola da França, do cinema americano dos anos 70”.

Ia esquecendo de dizer: linkei o seu blog no meu.

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