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Composições de Emmanuel Mirdad: A Reflex, A Nightmare


Mistura de synth organ com violão de nylon, guitarras psy wah-wah stuck line com groove rockers e vocal estalando nas alturas, é a maior faixa do repertório Orange Roots: metade dela é um dub, com improviso ragga, piano espacial e muitos efeitos. Destaque para o alcance vocal e a diversidade de estilos do cantor Jahgun (do clássico melody ao raggamuffin), o climão das teclas de Tadeu Mascarenhas e das cordas de Átila Santtana, o grave & beat da dupla Fabrício Mota & Iuri Carvalho e o inusitado violão de Emmanuel Mirdad. A letra versa sobre os escombros que restam após a partida de um amor.

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A Reflex, A Nightmare
(Emmanuel Mirdad)
BR-N1I-16-00002

She’s gone
She’s gone through me
She’s gone and took my pride along
Took away my happiness which I couldn’t live
Which I couldn’t hide, which I couldn’t dream
She’s soft, sweet, confused ... my inner lost link

She’s gone
She’s gone through me
So full of peace, too shiny, no masks
I was so naive, innocent, a child
But she unacknowledged me, undid my magic
And burnt my letters, destroyed my poems
The empty songs that I sung
A reflex, a nightmare

She’s gone
She’s gone through a secret
She had so many fears, but instead of fighting them
Ran away with my past, as if I were a toy
I didn’t realize how much of me had been stolen
And now I wait, I know when the return will be
And also know that from the words of mercy
I’ll make up a soup of cuts...


Faixa 04 – Orange Roots – Fluid (2019) | Composta por Emmanuel Mirdad | Produzida por Emmanuel Mirdad & Átila Santtana | Jahgun – voz | Átila Santtana – guitarra | Tadeu Mascarenhas – piano & oberheim | Iuri Carvalho – bateria | Fabrício Mota – baixo | Participação: Emmanuel Mirdad (violão) | Gravado, mixado e masterizado por Tadeu Mascarenhas no Estúdio Casa das Máquinas, Salvador, Bahia, Brasil | Arte: Max Fonseca | Foto: Karim Saafir



Composta por Emmanuel Mirdad em 31/05/2002.

Melodia de 12/04/2002, letra de 12/04 e 22/05/2002 (em português) e 31/05/2002 (em inglês).

Curiosidades:

– Após uma noitada incrível de forró, tentou se aproximar da parceira, para conhecê-la melhor. Frustração: a mulher que desejava só existira naquela dança. Decidiu, então, eternizar o momento no poema “Um reflexo, um sonho”. A decepção o fez compor um blues. No mês seguinte, desencontros mais graves implodiram a imagem de perfeição daquela parceira de uma noite só. O sonho tornou-se pesadelo. Emmanuel Mirdad reescreveu o poema numa versão com abandono e tristeza, mais adequado à melodia blues, “Um reflexo, um pesadelo”, que se tornou a canção “A Reflex, A Nightmare”.

– “A Reflex, A Nightmare” fez parte de repertórios “lado B” da The Orange Poem (2000-2007), a maior parte considerada como “bônus track voz e violão”, mas nunca foi tocada pela banda. No dia 12/07/2006, acompanhada por “Someday I’ll Escape”, “Flowers to the Sun”, “Small & Dangerous”, “My Impossible Wife” e “Deep”, migrou para o repertório Sad Child.

– “A Reflex, A Nightmare” fez parte do repertório do grupo folk Sad Child em 2006 (sem shows, só ensaios), e foi registrada numa demo, que não foi divulgada. Emmanuel Mirdad cantava a primeira parte; Glauber Guimarães, a segunda; Rodrigo “John” Pinheiro, a terceira.

– “Reflexo Pesadelo” é uma versão de “A Reflex, A Nightmare” para piano solo, composta em 2008. Ouça aqui



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