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Composições de Emmanuel Mirdad: Flowers to the Sun


Canção progressiva com quatro ambientes distintos, variação harmônica e de melodia. O começo é meio noir, riff soturno, harmonia jazzy, arranjos psicodélicos, tom menor, melodia quase sussurrada, para abrir as cortinas do tom maior e astral solar no refrão pop, um convite para cantar junto, mandar a tristeza cair fora e irradiar amor. Na sequência, um mergulho no universo, a percorrer as galáxias, até voltar à matéria na forma de uma cantiga entoada por taverneiros. A letra é sobre um amor fluido que cura; mesmo que a alquimia possa parecer estranha, a tristeza vai passar e o sentimento iluminará a paz.

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Flowers to the Sun
(Emmanuel Mirdad)
BR-N1I-15-00003

My alchemy may seem weird
But if you close the eyes and feel the tenderness
Touching you inside your lungs
This is the moment of cure

The flowers contain fragrances of my desires
That noticing your old anguish
Involve you in a purified cocoon
Revealing the secrets of a fluid love

Sadness, get out of here, sadness...
Love me, my sun... I just need to have your light

In the moment you observe the petals
The frailty that inspires the impression of magic
Sweetness brings safety for the room
The smooth eyes that finally cry peacefully

Suffering has forgotten you for all these days
The perfume that reminds the naive peace of smiling
The hug that silence allows to dream
The hope that numbs us and makes us feel

Sadness, get out of here, sadness...
Love me, my sun... I just need to have your light


Faixa 07 – Orange Roots – Fluid (2019) | Composta por Emmanuel Mirdad | Produzida por Emmanuel Mirdad & Átila Santtana | Jahgun – voz | Átila Santtana – guitarra & hammond | Iuri Carvalho – bateria | Fabrício Mota – baixo | Tadeu Mascarenhas – oberheim | Gravado por Átila Santtana no seu home studio & Tadeu Mascarenhas no Estúdio Casa das Máquinas, Salvador, Bahia, Brasil | Mixado e masterizado por Tadeu Mascarenhas no Casa das Máquinas | Arte: Max Fonseca | Foto: Karim Saafir



Composta por Emmanuel Mirdad em dezembro de 2002.

Letra de 07/05/2001 e 26/03/2002 (em português), 03/06/2002 e 08/11/2002 (em inglês).

Melodia de 03/03/2002 + 06 e 08/11/2002.

Curiosidades:

– “Flowers to the Sun” e as suas reciclagens:

1) Primeiro, em 07/05/2001, um tosco poema de amor, escrito no ano 2000, foi reciclado por Emmanuel Mirdad em “Flores para o sol”, mais diverso, menos pessoal. Porém, a inspiração para melodia não veio e o poema ficou hibernando no arquivo “letras para musicar”.

2) Num domingo de festa, 03/03/2002, de bad com saudade da musa do tal poema tosco, largou o dominó e pegou emprestado o velho violão Tonante do amigo Alan Freitas; isolou-se na rede e compôs uma melodia triste, balada sem letra. Daí, em 26/03/2002, Emmanuel Mirdad modificou bastante o poema “Flores para o sol”, que teve a segunda parte totalmente reescrita, ganhando um novo refrão, para aproveitá-lo na baladinha. “Flores para o sol” figurou como uma canção em português até 03/06/2002, quando se tornou “Flowers to the Sun”.

3) Em 06/11/2002, num momento de felicidade, compôs uma linha melódica no seu melhor estilo “balada depressiva”, mas com um riff troncho, uma inusitada sequência mais extensa de acordes e um diferencial harmônico jazzy: depois do D#m, um F#, e depois de um F#, um Fm e Em. No embalo, empolgado com a criação incomum, Emmanuel Mirdad entortou a lógica e optou por um refrão “mangaba pop”, melodia simples, criando uma progressão “do abismo ao céu”. Por fim, criou uma terceira parte, com o objetivo de ser uma sequência de passagem, trânsito, andança (o futuro trecho “In the moment you observe the petals”). Arquivou a música para letrar depois.

4) Dois dias depois, em 08/11/2002, inspirado por outro bom momento (iria trocar de carro), Emmanuel Mirdad cantarolou “Sadness, get out of here” no tal refrão “mangaba”, e ficou contente por ver surgir uma música pra cima, para cantar junto.

5) Em dezembro de 2002, sem registro de data (provavelmente na primeira quinzena), a melodia composta no início de novembro foi incorporada a um poema. Com preguiça de escrever algo novo, Emmanuel Mirdad preferiu reciclar e escolheu “Flowers to the Sun”, jogando fora a melodia de março (considerava-a muito menor do que a nova), conservando apenas o trecho “Love me, my sun, I just need to have your light” – ironia: era só o que ele precisava para sair daquela bad do domingo de festa. PS: Nesse dia de finalização de “Flowers to the Sun”, foi composto o quarto ambiente (trecho “Suffering has forgotten you for all these days”), uma derivação pop, hino pra cima, antessala do último refrão.

– “Flowers to the Sun” fez parte de repertórios “lado B” da The Orange Poem (2000-2007), mas nunca foi tocada pela banda. No dia 12/07/2006, acompanhada por “Someday I’ll Escape”, “Small & Dangerous”, “A Reflex, A Nightmare”, “My Impossible Wife” e “Deep”, migrou para o repertório Sad Child.

– “Flowers to the Sun” fez parte do repertório do grupo folk Sad Child em 2006 (sem shows, só ensaios), e foi registrada numa demo, que não foi divulgada. Glauber Guimarães e Rodrigo “John” Pinheiro cantavam a primeira e segunda estrofes; Ivana Vivas, a terceira (rapazes no backing vocal); Cris Siquara, a quarta; Rodrigo “John” Pinheiro, o refrão (e o restante nos backing vocais).

– “Homeopata” é uma versão de “Flowers to the Sun” para piano solo, composta em 2008. Ouça aqui



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