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Composições de Emmanuel Mirdad: Warmth of an Iceberg


Canção progressiva de 3'21'', com quatro ambientes distintos e harmonia que passeia pelas escalas menor e maior. Destaque para as diversas vozes de Jahgun (inclusive com um improviso em homenagem a Jacob Miller), a escaleta transcendental de Tadeu Mascarenhas, o groove de Iuri Carvalho, Fabrício Mota e Átila Santtana, e as participações de Matias Traut no trombone (3ª e 4ª parte) e Emmanuel Mirdad na guitarra reverso (2ª parte). A letra conta sobre o encontro carinhoso de um ser com a morte, em que acontece a sedução irrevogável e selvagem, a dança vertiginosa, o enlace e o doce sentimento que faz o ser deitar nos braços da amada para sempre.

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Warmth of an Iceberg
(Emmanuel Mirdad)
BR-N1I-15-00002

She possessed each compartment of my thought
Destructive, she arrested my wish
Slip without touching, wanted to smell with her fingers
Swallowed what she wanted and showed me satisfaction

I felt the warmth of an iceberg
She danced slowly and my history fell from her arms
As she was pretty, she had much vertigo

Her blanket fell and she praised me getting nude too
Said that she wanted a kiss and became my silence

I saw love in her flavour and laid on her arms, forever

Oh my death, my honey, my sweet death


Faixa 03 – Orange Roots – Fluid (2019) | Composta por Emmanuel Mirdad | Produzida por Emmanuel Mirdad & Átila Santtana | Jahgun – voz | Átila Santtana – guitarra & hammond | Iuri Carvalho – bateria | Fabrício Mota – baixo | Tadeu Mascarenhas – escaleta | Participações: Matias Traut (trombone) e Emmanuel Mirdad (guitarra reverso) | Gravado por Átila Santtana no seu home studio & Tadeu Mascarenhas no Estúdio Casa das Máquinas, Salvador, Bahia, Brasil | Mixado e masterizado por Tadeu Mascarenhas no Casa das Máquinas | Arte: Max Fonseca | Foto: Karim Saafir



Composta por Emmanuel Mirdad em 23/07/2001.

Corte e versão final em 26/10/2015.

Curiosidades:

– “Warmth of an Iceberg” e as suas reciclagens:

1) Começou com “O toque”, poema de amor dedicado à namorada, escrito em maio de 2000. Ao final do namoro, Emmanuel Mirdad decidiu reescrevê-lo (em 09/03/2001), com um tema mais pertinente ao seu momento: “um caso de amor com a morte”. Seis dias depois, o poema se tornou “The Touch”, letra da canção composta por Emmanuel Mirdad em 16/03/2001.

2) Em 23/07/2001, a canção “The Touch” foi reciclada por Emmanuel Mirdad em “Warmth of an Iceberg”, com novos trechos melódicos e riffs, para deixar mais claro que aquele caso de amor era com a morte – considerava meio disfarçado na letra de “The Touch”.

3) A primeira parte original de “Warmth of an Iceberg” (composta a partir de um riff de 22/07/2001, que motivou a reciclagem de “The Touch”) foi cortada em 26/10/2015 por Emmanuel Mirdad, para reduzir o excesso de partes distintas da canção. Imediatamente, ela foi reaproveitada como uma nova música, “Doll Kid” – mas a letra não, exceto “I felt like a doll kid”.

– Os versos cortados de “Warmth of an Iceberg” foram: “My hands were hidden in the cold pockets/ Songs were empty, and I could feel myself/ Walking by a long path, with my broken head, with no flowers and love/ Alone like a door that doesn’t open to the real life// But one day a strange gaze ate my soul in seconds/ Took off the air that filled me, teared my fear/ Smiled with greed, swallowed what it wanted/ And there was no exit, I was nude/ I felt like a doll kid”

– “Warmth of an Iceberg” fez parte de repertórios “lado B” da The Orange Poem (2000-2007), mas nunca foi tocada pela banda. Literalmente o Orange Roots resgatou-a da gaveta.



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