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Emmanuel Mirdad, 20 anos de produção cultural


Em 13 de setembro de 2019, comemoro 20 anos trabalhando como produtor cultural. Foram 66 produtos realizados e 124 projetos descartados (de eventos a quase empresas). Comecei tentando viabilizar o registro das minhas composições, e hoje percebo que o que mais me motiva é registrar o trabalho artístico, viabilizar o caminho, materializar o que estava na gaveta, no pensamento, no querer. Transformar o esboço em algo concreto, que alcance outras pessoas, valorize o fazer, o movimento, deixe um legado, estimule, inspire, trilhe momentos, oferte experiências.

Nessa caminhada, o principal parceiro foi Marcus Ferreira. Começamos juntos no empreendedorismo cultural na produtora Putzgrillo em 2008, nos separamos ao mesmo tempo em que abríamos a Cali junto a Aurélio Schommer, outro parceiro constante nas empreitadas, e até hoje trabalhamos na Flica, projeto que criamos em 2009, e que se tornou o nosso maior sucesso, realizado ao lado da longeva parceira Icontent, produtora da Rede Bahia.

Dos patrocinadores, o maior foi o Governo do Estado da Bahia. Assim como outras produtoras da nossa geração, viabilizamos vários projetos via Fazcultura ou Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura. Somos os empresários que se especializaram a executar projetos via financiamento público-privado. Das empresas que nos incentivaram, destaco a Oi, o capital semente de muitos produtos e da minha própria carreira profissional como produtor, além da Coelba, Petrobras e a Odebrecht.

20 anos depois, não consegui construir um patrimônio com esse trabalho. Passei alguns perrengues, outros anos ganhei um dinheirinho bom, mas nada que me proporcionasse estabilidade. Trabalhar com cultura é sempre de alto risco. Não me arrependo. Como disse o meu amigo Tiganá uma vez, “o seu dinheiro circula”. Sempre em movimento.

Agradeço a todos os produtores e assistentes de produção que trabalharam para nós, os vários parceiros, os artistas, os patrocinadores e apoiadores, os amigos, os sócios, os fornecedores, a imprensa, os assessores, muita gente que não cabe num post só. Produção cultural é o trabalho do coletivo. Por fim, deixo o meu agradecimento eterno ao produtor Uzêda, da Plataforma de Lançamento, que me ensinou muito da profissão e infelizmente morreu esse ano (luz para você, mestre Tuta!).

Abaixo, segue a lista com os realizados e os descartados.


Eventos e projetos realizados
66 produtos culturais
33 eventos | 33 projetos


Eventos
33 eventos produzidos
Literatura
Música

Literatura
15 eventos
Festa literária
Coletiva de imprensa
Lançamento de livro

Festa literária – 12 eventos

Coletiva de imprensa – 02 eventos

Lançamento de livro – 01 evento

Todos os eventos acima foram realizados pela Cali e Icontent, exceto o lançamento de livro que foi produção solo.

Crédito das fotos oficiais exibidas nas imagens acima: Ricardo Prado e Diogo Andrade (Flica 2018), Paolo Paes (FliCaixa 2018), Paolo Paes e Luciano Veloso (Flica 2017), Egi Santana, Marília Camelo e Paolo Paes (FliCaixa 2017), Egi Santana e Daniele Rodrigues (Flica 2016, 2015 e 2014, Lançamento da Flica 2015), Egi Santana (Flica na Caixa), Edgar de Souza e Gilberto Silva (Flica 2013), Vinícius Xavier (Flica 2012 e 2011), Fernando Dias (Lançamento da Flica 2018), Ana Bispo e Lucas do Rosário (Lançamento da Flica 2017), Leonardo Monteiro (Nostalgia da lama).


Música
18 eventos
Festival
Premiação
Show de lançamento
Temporada de shows
Show
Show + Seminário
Exposição

Festival – 06 eventos
Festival de Reggae no Pelô (2010)
Forró do Bosque (2010)

A realização dos festivais foram da Putzgrillo Cultura, em sociedade com a Ginga P. (Recôncavo Jazz Festival e Santo Antônio Jazz Festival), Multi (Música no Cinema) e VDM Entretenimento (Festival Brainstorm), e em parceria com a ACNF (Festival de Reggae no Pelô). No Forró do Bosque, a Putzgrillo prestou serviço.

Premiação – 04 eventos
Cerimônia do VIII Festival de Música Educadora FM (2010)
Cerimônia do VII Festival de Música Educadora FM (2009)

A realização da 1ª edição do Prêmio BTR foi da Flor da Cruz, a 2ª da Putzgrillo Cultura, e as cerimônias foram prestação de serviço da Putzgrillo.

Show de lançamento – 03 eventos
CD “Beira” – Luiz Brasil (2011)
CD “Maçalê” – Tiganá Santana (2010)
DVD “Efeito Bogary” – Cascadura (2009)

Temporada de shows – 02 eventos
Laranjada Rock (2005)
Agente Laranja Gueto Cultural (2004)

Show – 01 evento
Show de Mou Brasil no
Festival de Jazz do Capão (2010)

Show + Seminário – 01 evento
Música Reggae — Veículo de
Transformação Social (2010)

Exposição – 01 evento
Exposição Eles Estão Entre Nós
Evidências e Artefatos do Rock Baiano (2009)

Os shows de lançamento foram uma realização da Putzgrillo Cultura (Tiganá Santana), Putzgrillo em parceria com a Pianoforte (Cascadura), e produção solo (Luiz Brasil). As duas temporadas de show (Laranjada Rock e Agente Laranja Gueto Cultural) foram produção solo. Música Reggae e Exposição Eles Estão Entre Nós foram da Putzgrillo, e o show de Mou Brasil no Festival de Jazz do Capão foi uma prestação de serviço minha.

As fotos oficiais dos eventos Santo Antônio Jazz Festival e Música no Cinema são de Vinícius Xavier.

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Projetos
33 projetos realizados

Música
32 projetos
Gravação de CD ou EP
Lançamento virtual
Projeto de gravação de CD

Gravação de CD ou EP – 19 projetos
Single “Se os Sentimentos Falassem Sozinhos” — Martha Anísia (2016)
CD “Fluid” – Orange Roots (2016)
EP “Fluid” – Orange Roots (2015)
EP “Crowd” – The Orange Poem (2014)
Single “A mendiga e eu” – Quarteto de Cinco (2014)
EP “Ancient” – The Orange Poem (2014)
EP “Balance” – The Orange Poem (2014)
EP “Wide” – The Orange Poem (2014)
EP “Unquiet” – The Orange Poem (2014)
EP “Ground” – The Orange Poem (2013)
CD “Farol” – Mou Brasil (2010)
CD “Maçalê” – Tiganá Santana (2008-2009)
EP “Harmonogonia” – Mirdad (2008)
EP “ID” – Mirdad (2008)
CD “Universo Telecoteco” – Pedradura (2007-2008)
CD-poema “Ilusionador” (2006)
CD “Sleep in Snow Shape” – The Orange Poem (2006)
CD “Shining Life, Confuse World” – The Orange Poem (2004-2005)
CD “O Primeiro Equilíbrio” – Pássaros de Libra (1999-2000)

As fotos oficiais da gravação do single “Se os Sentimentos Falassem Sozinhos” são de Sarah Fernandes.

Lançamento virtual – 12 projetos
CD “Hybrid” – The Orange Poem (2014)
EP “Crowd” – The Orange Poem (2014)
Single “A mendiga e eu” – Quarteto de Cinco (2014)
EP “Ancient” – The Orange Poem (2014)
EP “Balance” – The Orange Poem (2014)
EP “Wide” – The Orange Poem (2014)
EP “Unquiet” – The Orange Poem (2014)
EP “Ground” – The Orange Poem (2014)
CD “Universo Telecoteco” – Pedradura (2014)
EP “ID” – Mirdad (2014)
EP “O Primeiro Equilíbrio” – Pássaros de Libra (2014)
EP “Harmonogonia” – Mirdad (2009)

Projeto de gravação de CD – 01 projeto
Criação do projeto de
“The Invention of Colour” – Tiganá Santana

Todos os projetos acima foram de produção solo, exceto os lançamentos dos CDs “Farol” e “Maçalê”, realização da Putzgrillo Cultura, e a criação do projeto “The Invention of Colour” também pela Putzgrillo (a realização foi da Ema Produções).

Literatura
01 projeto

Criação literária – 01 projeto
Produção do projeto do romance
“Os encantos do sol” – Mayrant Gallo

O projeto teve realização da Putzgrillo Cultura.

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PS 1: Não contabilizei os eventos que trabalhei como assistente de produção ou produtor executivo para a produtora Plataforma de Lançamento em 2007, assim como os shows das bandas que agenciei para o Tangolomango Bar e o World Bar (não tenho o registro preciso) em 2004 e 2005, os programas que produzi para a rádio Educadora FM em 2004-2005 e 2009-2010, os lançamentos virtuais dos meus livros em 2017 e 2018 (considerei mais como um trabalho de editor), os shows, gravação de demos (CDs e DVDs) e produções que realizei para a minha banda The Orange Poem (em que eu cantava também) entre 2001 e 2007, e o trabalho como assistente de produção do Troféu Caymmi em 2007.


PS 2: Fui sócio das produtoras Putzgrillo Cultura (2008-2012), com Marcus Ferreira, e Mirdad – Gestão em Cultura (2013-2014), com Edmilia Barros. Sou sócio da produtora Cali (2013-), com Marcus Ferreira e Aurélio Schommer.

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Projetos descartados
124 não-realizações
11 empresas/parcerias
35 eventos | 78 projetos

Produtoras / Parcerias
11 empresas/parcerias descartadas

Produtoras
08 empresas descartadas

Itacimirim Festivais
Em sociedade com Marcus Ferreira (Cali)
[Fev e Mar/2017]
A empresa quase foi aberta, porém, por conta do abandono do projeto Fliamerica e diferenças profissionais, foi descartada.

Flor da Cruz
Em sociedade com Alan Lobo | Produção solo
[Mar a Dez/2008]
A empresa não chegou a ser aberta, porém, a partir de 06 de março, eu e o produtor Alan Lobo começamos a projetar os produtos e produzir alguns projetos, sendo que o único com patrocínio (Oi e Governo da Bahia) foi a 1ª edição do Prêmio Bahia de Todos os Rocks (viabilizado juridicamente no meu nome pessoa física). A parceria começou a dar problemas em maio e terminou em 07 de agosto. Continuei com a marca Flor da Cruz até acertar a sociedade na empresa Putzgrillo Cultura com Marcus Ferreira.

Aláfia Cultura
Em sociedade com Edmilia Barros, Andrea Dantas e Ronaldo Fraga
[Nov e Dez/2012]
Apenas conversas preliminares, e eu desfiz a proposta, preferindo abrir a minha nova empresa sozinho. Meses depois, mudei de ideia e a produtora foi aberta em sociedade com Edmilia Barros: Mirdad — Gestão em Cultura.

Aláfia Filmes (1ª versão)
Em sociedade com Paulo Trocoli e Joelma Oliveira Gonzaga
[Mar a Ago/2014]
Apenas conversas preliminares, a empresa não chegou a ser aberta por conta de diferenças profissionais. No acerto final, fiquei com a marca Aláfia Filmes e a proposta de série “Literárias”.

Aláfia Filmes (2ª versão)
Em sociedade com Lorena Hertzriken
[Fev a Ago/2015]
Apenas conversas preliminares, a empresa não chegou a ser aberta por conta de diferenças profissionais. Desenvolvemos o projeto de gravação do longa “Muralha — O goleiro imbatível”, mas não houve sequência na captação. Reunimos com João Gomes da Rede Bahia, mas não conseguimos desenvolver nenhum projeto para a emissora. No fim, cedi a marca para Lorena.

Isé Cultura
Em sociedade com Alex Pinto (Isé) e Gilberto Monte (In-Vento)
[Jul e Ago/2012]
Apenas conversas preliminares: não definimos se seria uma empresa ou um holding com três empresas, mas tanto Alex quanto Gilberto preferiram continuar sozinhos em suas empresas recém-abertas.

Radar Cultura
Em sociedade com a Radar Comunicação
[Set e Out/2012]
Apenas conversas preliminares: a empresa seria aberta após os primeiros trabalhos realizados em esquema de parceria, para testar o business, mas não houve acordo por conta de outras prioridades.

Sangue no Olho Filmes
Em sociedade com Rodrigo Minêu, Jera Cravo e Marcus Ferreira
[Jan a Set/2010]
Minêu chegou a elaborar o primeiro tratamento do roteiro do curta “Metrô — O making of”, Marcus começou a listar a pré-produção, mas a empresa não chegou a ser aberta, por conta do foco em outras prioridades, e a parceria acabou.


Parcerias
03 parcerias descartadas

Rede Música Bahia
Rede colaborativa entre empresas e produtores da Bahia
[Ago/2009 a Abr/2010]
Fui um dos idealizadores e criadores, participei de reuniões e eventos, mas desisti de participar da Rede em 2010, para focar na realização e captação dos projetos da Putzgrillo Cultura.

PROA
Associação de Empresas Produtoras em Cultura
Parceria entre a Putzgrillo Cultura, Ginga P. e outras produtoras baianas
[Nov/2009 a Ago/2010]
Apenas conversas preliminares, esboço do Estatuto Social e Ata de Constituição com auxílio do meu pai, mas não foi constituída pelo foco em outras prioridades.

Parceria Putzgrillo Cultura e editora Multifoco
[Mai/2011]
A convite da editora, eu e o sócio Marcus Ferreira viajamos ao Rio de Janeiro para acertar uma parceria de trabalho e realização de projetos com a Multifoco, mas o negócio não deu certo.


Eventos
35 eventos descartados

Literatura
14 eventos descartados

Festa literária – 11 eventos

Costa Literária de Camaçari
Realização da Cali e Icontent
[Set/2017 a Abr/2019]
O patrocínio captado não foi suficiente.

Flisca
(Festa Literária Internacional de Santa Catarina)
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura em sociedade com Aurélio Schommer (Cali) e produção local da Walper Ruas Produções
[Fev/2013 a Jan/2014]
Grupo de comunicação negou parceria e eu desisti do negócio.

Flican
(Festa Literária Internacional de Canela)
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura em sociedade com Aurélio Schommer (Cali) e produção local da Walper Ruas Produções
[Fev/2013 a Jan/2014]
Grupo de comunicação negou parceria e eu desisti do negócio.

Fliamerica
(Festival Literário das Américas)
Realização da Itacimirim Festivais (BA) e Design Editora e Eventos (SC)
[Nov/2016 a Jun/2017]
Sofreu uma pausa e o projeto não foi retomado.

Flima
(Festa Literária Internacional de Madre de Deus)
Realização da Cali e Icontent
[Jun/2014 a Mai/2015]
Não conseguimos patrocínio.

Flies ou Festica
(Festa Literária Internacional do Espírito Santo)
(Festa Literária Internacional Capixaba)
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura
[Mai a Jul/2013]
Não desenvolvi o projeto pelo foco em outras prioridades.

Festa literária no Oeste da Bahia
Realização da Cali e Icontent
[Nov/2017 a Jul/2018]
Apenas conversas preliminares, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Fliba
(Festa Literária Internacional da Bahia)
Em sociedade com Aurélio Schommer
[Out e Nov/2012]
Apenas uma ideia, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Libra
(Festa Internacional da Literatura no Brasil)
Em sociedade com Aurélio Schommer
[Nov/2012]
Apenas uma ideia, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Festa literária em Sergipe
Em parceria com a Caderno 2 (Luan Peres)
[Nov e Dez/2014]
Apenas conversas preliminares, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Festa literária no Maranhão
Em parceria com Lígia Benigno
[Abr/2014]
Apenas uma sondagem, não pude dar sequência à criação do projeto.

Evento literário – 03 eventos

Vidas Autorais
Realização da Cali e Icontent
[Ago/2018 a Ago/2019]
O patrocínio captado não foi suficiente.

Encontros da Palavra
Realização da Cali e Icontent
[Mar e Abr/2017]
Não conseguimos patrocínio.

Caravela — Clube de leitura
Em parceria com Saulo Dourado, Breno Fernandes e João Filho
[Dez/2015 e Jan/2016]
Não conseguimos uma sede e desistimos do projeto.


Música
18 eventos descartados

Festival Brainstorm — 2ª Edição
Realização da Putzgrillo Cultura e VDM Entretenimento
[Ago/2011 a Fev/2012 | Mai/2012 a Dez/2012]
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura e VDM Entretenimento
[2013]
Não conseguimos patrocínio.

Festival Brainstorm em São Paulo
Realização da Putzgrillo Cultura e VDM Entretenimento em parceria com a Cult Cultura (SP)
[Abr/2012]
Não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Música no Cinema 2010
Realização da Putzgrillo Cultura e Plural
[Jul a Dez/2009, Ago/2010]
Não conseguimos patrocínio.

Música no Cinema — 2ª Edição
Realização da Putzgrillo Cultura e Multi
[Jun/2012 a Dez/2012]
Não conseguimos patrocínio.

Prêmio Bahia de Todos os Rocks 2009
Realização da Putzgrillo Cultura
[Out/2008 a Ago/2009]
Não conseguimos patrocínio.
PS: A 2ª edição do prêmio só foi realizada em 2010.

Prêmio Bahia de Todos os Rocks — 3ª Edição
Realização da Putzgrillo Cultura em parceria com Gabriel Amorim
[Ago/2011 a Fev/2012, Mai/2012 a Ago/2012]
Licenciado para Gabriel Amorim
[Jan a Mar/2013]
Não conseguimos patrocínio.

Santo Antônio Jazz Festival — 2ª Edição
Realização da Putzgrillo Cultura e Ginga P.
[Set/2011 a Fev/2012]
Não conseguimos patrocínio.

MUNDO Festival
Música, Negócios e Desenvolvimento
Realização da Putzgrillo Cultura, Ginga P. e Ilimitado
[Mar/2010 a Mar/2011]
Não conseguimos patrocínio.

Festival Diáspora
Realização da Putzgrillo Cultura e Ginga P.
[Mai a Set/2011]
Não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Fusão Diáspora–Digitália
Realização da Putzgrillo Cultura e Ginga P., em sociedade com Messias Bandeira e Gilberto Monte
[Mar/2012]
Apenas conversas preliminares para a fusão do que seria o Festival Diáspora (Putzgrillo e Ginga P., acrescidos de Gilberto Monte) com o evento Digitália de Messias Bandeira, mas não foi desenvolvida pelo foco em outras prioridades.

Festival Chave Mestra
Realização da Putzgrillo Cultura e iBahia
[Jan a Jul/2011]
Desistência do parceiro.

Impulso
(Festival Estudantil de Música)
Realização da Plataforma de Lançamento
[Mar/2007]
Não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Festival Cachoeira Jazz — 1ª Edição
Realização da Putzgrillo Cultura e Ginga P.
[Set a Dez/2011, resultado em Fev/2012]
Não conseguimos patrocínio.

Agente Laranja
Em parceria com Rogério Alvarenga | Lucas Esteves | Lucas Cunha
[Mai/2003 a Abr/2004]
Desistências dos parceiros.
PS: Produzindo sozinho, desenvolvi o projeto para Agente Laranja Gueto Cultural, o meu primeiro evento produzido.

Agente Laranja Gueto Cultural — 2ª Edição
Em parceria com Vanessa Caldeira
[Abr e Mai/2006]
Apenas conversas preliminares, parceira não aceitou a proposta e eu não quis produzir sozinho.

Criação do “Carnaval” do cenário alternativo
Em parceria com diversos produtores
[Jul/2004]
Apenas conversas preliminares, não desenvolvi o projeto pelo foco em outras prioridades.
PS: A proposta foi apresentada para Rogério Alvarenga, Tony Lopes, Luciano Matos, Rogério Bigbross e Jan Balanco.

Estraçalhando Fronteiras | Intercâmbio
Em parceria com Daniel Andrade e Vovó do Mangue
[Dez/2004 a Fev/2005]
Apenas conversas preliminares, não houve acordo.

Acauã
Prêmio de Música do Nordeste
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura
[2013]
Apenas conversas preliminares, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.


Cultura
03 eventos descartados

Festival (sem título definido)
Em sociedade com Zulu Araújo
[Nov/2016]
Dividido em duas frentes (artes e conferência), para celebrar o pensamento e as expressões contemporâneas da África e da Diáspora, houve apenas conversas preliminares; não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

MABA
Mês da África na Bahia
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura
[2013]
Apenas conversas preliminares, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Vatapá Esfera
Produção solo | Realização da Flor da Cruz
[Nov/2007, 2008]
Escrevi o esboço do projeto (que teria um programa de TV, shows, espetáculos de teatro e de dança, exposição de artes plásticas e vídeo, sarau literário e bazar), mas não o desenvolvi pelo foco em outras prioridades.


Projetos
78 projetos descartados

Literatura
09 projetos descartados

Banda literária Os Brás Cubazz
Em parceria com Aurélio Schommer, Victor Mascarenhas, Marcio Matos e Ricardo Cury | Em parceria com a editora Via Litterarum
[Mar a Jul/2012, Dez/2012 a Mar/2013]
Na primeira fase, seria a produção de um livro de contos com os autores Aurélio Schommer, Victor Mascarenhas, Marcio Matos, Ricardo Cury e eu: um conto original de cada um (Lado A) e a versão de cada um do original do outro (Lado B). Discordei da versão de um conto meu e a parceria desandou. Na segunda fase, sem Cury, a editora Via Litterarum preparou o projeto de publicação da coletânea “Urbaianos”, com um livro de contos de cada autor, e o inscreveu num edital da Secult-BA, mas não foi selecionado.

Os Cinco Poetas — Livro #01
Produção solo
[Mar a Dez/2012]
Proposta de coletânea de poesia, com os autores Mateus Borba, Raiça Bomfim, Álvaro Andrade, Mariana de Pinho e eu, em que os poemas seriam selecionados por todos com um método inusitado (votação, “tribunal dos poemas”, estatísticas, etc.). O original foi montado, o projeto foi elaborado e inscrito no edital da Secult-BA, mas não foi selecionado. Houve outra movimentação para inscrever em um novo edital o projeto, que seria melhorado, mas desisti pela demorada de resposta de uma das parceiras.

Coletânea “revista piauí — Uma antologia literária”
Produção solo
[Jan a Mar/2016]
Organizei a coletânea com os melhores textos (no meu julgamento) publicados na revista piauí (05 volumes com 175 textos de 140 autores em 84 edições da revista, investimento de 50 dias de trabalho). Enviei os originais para o contato da piauí, com a proposta d’eu assinar como organizador, e não recebi resposta, nem negativa.
PS: Em 2019, publiquei a seleta no meu blog, com links para leitura no site da revista.

Livro “A libélula e o urso — Cinza”
Em parceria com Sarah Fernandes
[Set/2015 a Mai/2016]
Elaboramos o original (textos meus e fotos de Sarah Fernandes), enviei para avaliação da editora Solisluna, mas desisti do projeto.

Revista Camelo
Em parceria com Mayrant Gallo, Alan Lobo, Wladimir Cazé e David Pádua
[Mar a Jun/2008]
A revista teria seção de literatura, variedades, crítica de cinema, indicações de CD, fotos e passatempo. Houve apenas conversas preliminares, mas não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

Coleção Poesia no Casarão
Em parceria com a editora Casarão do Verbo
[Ago a Dez/2013]
Projeto de coleção com quatro livros de poemas dos autores engavetados Álvaro Andrade, Fernanda Veiga Motta, Fabrício Queiroz e eu. Apenas conversas preliminares, não desenvolvi o projeto pelo foco em outras prioridades e, posteriormente, o editor Rosel Soares não topou a proposta.

Livro “Poema nosso”, de Marcus Zanom
Produção solo
[Dez/2010 a Jun/2011]
Projeto de publicação do livro de Marcus Zanom foi elaborado e inscrito no edital Novos Autores Fluminenses, mas não foi selecionado.

Livro de Miguel Cordeiro
Produção solo
[Ago e Set/2009, Jan/2010, Jul/2011]
Apenas conversas preliminares, fiz uma seleção dos melhores posts de Miguel Cordeiro no seu blog e montei um original, mas não houve acordo.

Livro “Nostalgia da lama” no Petrobras Cultural
Produção solo
[Ago/2012 a Mar/2013]
Não foi selecionado no edital.


Audiovisual
14 projetos descartados

Longa – 05 projetos

Longa “Muralha — O goleiro imbatível”
Em parceria com Lorena Hertzriken
[Mar a Jun/2015]
Longa “Muralha”
Em parceria com a Mandacaru Filmes
[Ago e Set/2015]
O longa seria adaptado do meu primeiro romance, então chamado de “Muralha — O goleiro imbatível”. O projeto foi elaborado, mas não houve sequência na captação. Tive problemas com o meu roteiro, que precisaria ser refeito, assim como o livro, que só ficou pronto mesmo em 2019. Depois, desisti da proposta.

Apoio para produção do roteiro de “Miwa”
Produção solo
[Ago a Out/2017]
Projeto para solicitar apoio para a produção do roteiro baseado no meu primeiro romance (então chamado de “Miwa”) foi elaborado e inscrito no edital “Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Propostos por Novos Roteiristas” do Minc, mas não foi selecionado.

Longa “SMETAK”
Em parceria com Victor Marinho
[Mai a Dez/2013]
Em parceria com diversos roteiristas
[Jan a Out/2014]
Criei o Banzo Brothers com o diretor Victor Marinho, começamos o projeto de gravação do longa “SMETAK” com a criação do roteiro adaptado da biografia do músico suíço Walter Smetak escrita por sua neta Jessica, mas só conseguimos produzir 32 cenas, Victor se desinteressou, eu não consegui fazer sozinho, e a parceria terminou, assim como o projeto. Em 2014, decidi retomar o projeto, e convidei alguns roteiristas para a parceria (Paulo Trocoli, Rodrigo Minêu, Edbrass Brasil e Mayrant Gallo), mas o projeto não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades e foi abandonado.

Longa “Hybrid”
Produção solo
[Ago a Out/2014]
Inspirado no filme “Pink Floyd The Wall”, decidi roteirizar as 18 canções do álbum duplo “Hybrid”, da banda The Orange Poem, em um longa musical. Convidei Glauber Guimarães e Marcus Zanom para fazer o roteiro comigo, mas o projeto não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

Longa “O banquete”
Em parceria com Juliana Frank
[Jul/2017]
O longa seria adaptado do meu conto “O banquete”. Houve apenas conversas preliminares, não houve interesse da parceira.

Curta – 01 projeto

Souto & Mirdad
Roteiros de Alta Literatura
Em parceria com Igor Souto
[Mai a Nov/2012, Abr/2013]
O primeiro projeto da parceria com o diretor e roteirista Igor Souto foi adaptar um conto do mestre Hélio Pólvora (“Pai e filho”) para um curta, mas perdemos a inscrição em dois editais da Secult-BA, por outras prioridades. Houve desacordo com os rumos do roteiro do curta (“Distância”) e a parceria acabou.

Série – 04 projetos

Série “Miwa — A nascente e a foz”
Série “Miwa”
Em parceria com Gabriela Leite
[Jul a Nov/2016, Jan a Dez/2017]
Série “O enigma de Mutujikaka”
Produção solo
[Fev/2018]
Adaptada do meu primeiro romance, então chamado de “Miwa — A nascente e a foz” (2016) e “Miwa” (2017), fiz curso Usina do Drama com a proposta de série, cheguei a elaborar alguns arquivos (seis versões com as sinopses dos episódios, locações, argumento, etc.) e os compartilhei com a diretora e roteirista Gabriela Leite, mas os problemas do romance (que só veio a ser finalizado de fato em 2019) prejudicaram a proposta, o que causou um desânimo e ela foi arquivada. Em 2018, sozinho, retomei a proposta da série (o meu romance então se chamava de “Yeba-Miwa! O enigma de Mutujikaka”), mas cheguei a sondar os escritores Tom Correia e Cidinha da Silva, que não tiveram interesse. Cheguei a elaborar a 1ª versão de um guia de episódios (escolhi o que utilizar dos capítulos do livro, dividindo-os por episódios), mas a coleção de frustrações no audiovisual me fez parar de vez.

Série “A Aposta”
Em parceria com Sara Galvão / Ingra Lyberato / Ohana Sousa
[Mar a Jun/2017, Jan e Fev/2018]
Fiz uma seleção de 30 contos do mestre russo Anton Tchekhov para serem adaptados numa proposta de série chamada “A Aposta”, que seria ambientada no Brasil atual, e os protagonistas seriam mulheres (mesmo que nos contos fossem homens). Elaborei o pré-argumento (13 episódios), selecionei os contos por episódios, comecei a trabalhar os personagens, tentei firmar parceria para escrever o roteiro (Sara Galvão e Ingra Lyberato em 2017, Ohana Sousa em 2018), mas não houve interesse e eu não consegui tocar sozinho.

Literárias — 1ª Temporada
Hélio Pólvora
Em parceria com Paulo Trocoli e Joelma Oliveira Gonzaga
[Mar a Ago/2014]
Proposta de série adaptada de obras literárias, cuja primeira temporada seria com alguns dos contos do mestre Hélio Pólvora. Foram produzidos apenas um argumento e um roteiro, e a parceria foi desfeita por diferenças profissionais.

Série “O grito dos olhos na noite”
Produção solo
[Out/2018]
A proposta era adaptar os meus contos em série audiovisual. Fiz a seleção de 15 contos, reunidos em seis episódios, comecei a escrever o roteiro de “O banquete”, mas tive um bloqueio criativo e desisti.

Documentário Musical – 02 projetos

Caixinha de Fósforo
Doc instrumental com Mou Brasil e convidados
Realização da Putzgrillo Cultura
[Abr a Set/2009]
Apenas conversas preliminares (em parceria com Jera Cravo), a ideia do guitarrista e compositor Mou Brasil era reunir 21 músicos de jazz tocando, ao mesmo tempo, o seu tema “Caixinha de Fósforo”, um marco audiovisual de uma geração de jazzistas baianos, mas não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.

DVD 60
Estúdio ao Vivo
Realização da Putzgrillo Cultura
[Set/2009 a Abr/2010]
Projeto foi elaborado (programa musical com bate-papo, e as atrações Retrofoguetes, Tiganá Santana, Ronei Jorge e Café com Blues) em parceria com Jera Cravo (seria gravado no seu estúdio e ele seria o editor e produtor de áudio — direção de Marcelo Zimmerman e fotografia de Petros Pires) e inscrito em edital da Secult-BA, mas não foi selecionado.

Documentário – 01 projeto

Doc Rasta com Sidney Rocha
Realização da Putzgrillo Cultura
[Ago e Set/2009]
Apenas conversas preliminares com o rasta Sidney Rocha, o diretor e roteirista Rodrigo Luna e a produtora Domínio Público, mas o projeto não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

DVD – 01 projeto

DVD “Um Jardim de Dois”
O Jardim das Horas (CE) + Dois em Um (BA)
Realização da Putzgrillo Cultura
[Mar e Abr/2010]
Apenas conversas preliminares com as bandas, mas o projeto não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.


Programas
03 projetos descartados

Programa “Bigorna — Pra todo mundo ouvir”
Em parceria com Lucas Cunha
[Abr e Mai/2005]
Programa de TV com entrevistas e performance ao vivo de bandas “já midiáticas” intercaladas a “ascendentes”, com periodicidade mensal, perfazendo um total de 12 por temporada. Além do programa, haveria uma festa mensal de divulgação, com as bandas participantes e mais uma convidada. Ao final da temporada, um grande show na Concha Acústica e o lançamento do DVD coletânea com uma música de cada banda que passou pelo programa. Apresentei o projeto para o IRDEB, e tive como resposta que o diretor de operações nem queria saber “dessa história de programa, que a TV já tinha programa demais”. Posteriormente, tentei oferecer à MTV Bahia, mas não houve interesse.

Programa “QPQB”
Realização da Flor da Cruz
[Jun a Set/2008]
Quem Pariu Que Balance” seria um programa de rádio, que não aconteceu pelo foco em outras prioridades, mas houve a gravação de alguns pilotos. A ideia era criticar tudo, política, futebol, cultura, o que desse na telha, e os participantes possuíam codinomes. Tivemos duas formações (com Alan Lobo e Ricardo Cury; com Lucas Sande e Ivan Marques), sendo que os únicos que sempre participaram foram eu e Ted Simões.

Programa “Intercâmbio”
Em parceria com Tiago Moura
[Jan a Abr/2009]
Apenas conversas preliminares, não desenvolvemos o projeto pelo foco em outras prioridades.


Música
50 projetos descartados

Gravação – 17 projetos

Lama-Matriz — CD triplo de Tiganá Santana
Realização da Putzgrillo Cultura
[Dez/2009 a Dez/2010]
Projeto elaborado e inscrito na Lei Rouanet e no edital Petrobras Cultural, mas não foi selecionado.

“Organismo”, de Cal Ribeiro
Realização da Mirdad — Gestão em Cultura
[Ago/2013 a Abr/2014]
Projeto de gravação do álbum foi elaborado, com auxílio do compositor e produtor musical Anderson Cunha (Sertanília), que faria a produção musical, e inscrito em edital, mas não foi selecionado.

“Aleluia”, da Cascadura
Realização da Putzgrillo Cultura e Pianoforte
[Nov/2009 a Mar/2010]
Projeto de gravação do álbum foi elaborado em parceria com Fábio Cascadura e Thiago Trad, e inscrito na Lei Rouanet e no edital do Oi Futuro 2010, mas não foi selecionado. PS: Sem a Putzgrillo, Fábio e Thiago ganharam um edital da Secult-BA e lançaram o disco Aleluia em 2012.

Dois em Um — 2º Disco
Realização da Putzgrillo Cultura
[Out/2009 a Mar/2010]
Projeto de gravação do álbum foi elaborado e inscrito na Lei Rouanet e no edital do Oi Futuro 2010, mas não foi selecionado.

“Ôio”, de Cris Braun
Realização da Plataforma de Lançamento
[Jan a Jul/2007]
Projeto de gravação do álbum da cantora e compositora Cris Braun foi elaborado e inscrito no Minc e no edital Petrobras Cultural, mas não foi selecionado.

Cris Braun para o Oi Futuro
Realização da Plataforma de Lançamento
[Out/2007 a Fev/2008]
O projeto (acredito que tenha sido de gravação de álbum) foi elaborado e inscrito no edital do Oi Futuro 2008, mas não foi selecionado.

Novo CD de Virgínia Rodrigues
Realização da Putzgrillo Cultura
[Jan/2012]
Fizemos uma reunião na minha casa com a presença de Tiganá Santana, mas o projeto de gravação do álbum não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

“Sambas da Bahia”, de Erivaldo Dantas
Realização da Putzgrillo Cultura
[Set e Out/2009]
Projeto de gravação do álbum começou a ser elaborado, mas não conseguimos finalizá-lo a tempo de participar do edital da Secult-BA.

“O Candombe do Samba”, de Paula Castagnet (Bahiamérica) e Sérgio Bahia
Realização da Putzgrillo Cultura
[Set e Out/2009]
Projeto de gravação do álbum começou a ser elaborado, mas não conseguimos finalizá-lo a tempo de participar do edital da Secult-BA.

“Baiana”, de Fernanda Fachinetti
Realização da Putzgrillo Cultura
[Nov/2009]
Apenas conversas preliminares, o projeto de gravação do álbum não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

Bigorna
Pra Todo Mundo Ouvir
Em parceria com Leno Blumetti, Eron Leal, Fábio Granjo e Lucas Cunha
[Dez/2004 a Mar/2005]
No final de 2004, eu e Leno Blumetti (Brinde) elaboramos a proposta de gravar um DVD (fruto de um festival) coletânea com 10 bandas do novo rock baiano, para algum selo distribuir pelo país. Em janeiro de 2005, desenvolvemos a ideia no projeto “Geração que se Pariu”, com 12 bandas (formadas entre 99 e 2003) num DVD com reportagens sobre a cena, entrevistas e performances ao vivo registradas num festival. As bandas que selecionamos e convidamos: Soma, The Honkers, Los Canos, Brinde, A Grande Abóbora, Cof Damu, Little Bell for Sing, The Orange Poem, enquanto isso..., Paladinos, In Cactus e Indústria Cultural. No anfiteatro do Jardim dos Namorados, 21 de janeiro de 2005 à noite, os representantes de nove bandas (faltaram The Honkers, Los Canos e Indústria Cultural) se reuniram pela primeira vez e discutiram, de forma democrática e sarcástica, a proposta. Como sugestão do baterista Victor Brasil, o projeto foi rebatizado para “Bigorna”. Eron Leal foi incorporado à produção (depois Lucas Cunha e Fábio Granjo também), fizemos mais duas reuniões com as bandas, criamos o slogan “Pra todo mundo ouvir” e a marca. A parceria com a Seven Inn (faríamos sete shows) foi recusada, propomos ao World Bar, mas modificamos o projeto para gravar no Teatro do IRDEB, até que, em março, aconteceu um esvaziamento e falta de interesse de algumas bandas. The Honkers desistiu, Cof Damu acabou, e eu decidi reformular o projeto e a equipe de produção (iria encarar a proposta de uma forma mais profissional, hierárquica, sem sonhos cooperativistas). O que seria uma geração “Bigorna”, tornou-se uma proposta de programa para TV.

Gama Mirdad
“Harmonogonia” por Saulo Gama
Produção solo
[Jun e Jul/2008, Ago/2014]
Em 2008, o projeto de gravação do álbum “Harmonogonia” (com as minhas composições para piano solo) pelo pianista Saulo Gama não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades. Em 2014, propus novamente a Saulo, oferecendo-me para elaborar o projeto para disputar edital, mas não obtive resposta.

“Harmonogonia” por Marcelo Galter
Produção solo
[Mai/2012]
Propus ao pianista Marcelo Galter a gravação das minhas composições para piano solo (álbum “Harmonogonia”), para elaborar projeto e disputar edital, mas não obtive resposta.

“Balaio”, da Pedradura
Produção solo
[Abr e Mai/2010]
Inconformado com a minha voz gravada no álbum “Universo Telecoteco” (2008), da Pedradura, resolvi elaborar um projeto de regravação das faixas (antecipando o que produzi com a The Orange Poem em 2014) por diversos cantores (Tiganá Santana, Ênio, Ronei Jorge e Pedro Pondé, entre outros), batizado de “Balaio” (que seria o novo nome do álbum), mas não houve interesse dos artistas (apenas Tiganá topou regravar “Canção da Despedida”) e eu abandonei a ideia.

Folk & Naked
Em parceria com Nalini Vasconcelos
[Jul e Ago/2014]
Apenas acertos preliminares para gravar um EP, composições minhas em inglês (repertório do grupo folk Sad Child), mas não foi desenvolvido porque não tive mais dinheiro (investi tudo nas regravações da Orange Poem) e tempo para investir.

Franco Mirdad
Em parceria com Gabriel Franco
[Dez/2007 a Fev/2008]
Apenas conversas preliminares, a ideia era um duo acústico, repertório do “Claustro” (Sad Child em português), mas o projeto de gravação de um EP não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

Castilho Mirdad
Em parceria com Marceleza de Castilho
[Jan e Fev/2008]
Apenas conversas preliminares, projeto de gravação de um EP (dividido com músicas minhas e de Marceleza em português) não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

Gravação ou show – 04 projetos

Marcela Bellas para o Oi Futuro
Realização da Plataforma de Lançamento
[Out/2007 a Fev/2008]
O projeto (não lembro se foi gravação ou show) para a cantora e compositora Marcela Bellas foi elaborado e inscrito no edital do Oi Futuro, mas não foi selecionado.

Dão para o Oi Futuro
Realização da Plataforma de Lançamento
[Out/2007 a Fev/2008]
O projeto (não lembro se foi gravação ou show) para o cantor e compositor Dão foi elaborado e inscrito no edital do Oi Futuro, mas não foi selecionado.

Juliana Ribeiro para o Oi Futuro
Realização da Plataforma de Lançamento
[Out/2007 a Fev/2008]
O projeto (não lembro se foi gravação ou show) para a cantora e compositora Juliana Ribeiro foi elaborado e inscrito no edital do Oi Futuro, mas não foi selecionado.

Cicinho de Assis para o Oi Futuro
Realização da Plataforma de Lançamento
[Out/2007 a Fev/2008]
O projeto (não lembro se foi gravação ou show) para o sanfoneiro e compositor Cicinho de Assis foi elaborado e inscrito no edital do Oi Futuro, mas não foi selecionado.

Shows – 13 projetos

Show “Organismo”
Tiganá Santana, Cal Ribeiro, Marcus Zanom e Carcará
Realização da Flor da Cruz
[Abr a Set/2008]
Show reunindo os cantores e compositores Tiganá Santana, Cal Ribeiro, Marcus Zanom e Carcará, acompanhados por uma banda (Edu Marquez, Fabrício Mota, Antenor Cardoso e Gustavo Barros, que faria a direção musical). Apenas acertos preliminares, algumas reuniões e poucos ensaios, mas o show não aconteceu pelo foco em outras prioridades.

Turnê “Amigos do Violão”
Movimento Violão Brasileiro na Bahia
Realização da Putzgrillo Cultura
[Dez/2009 a Mai/2010]
Projeto foi elaborado (turnê por seis cidades da Bahia com os violonistas Erivaldo Dantas, Marcos Cesar e Marcos Bezerra) e inscrito no edital de circulação da Secult-BA, mas não foi selecionado.

Trio Bahia de Todos os Rocks
Carnaval 2011
Realização da Putzgrillo Cultura
[Fev/2011]
Projeto foi elaborado (as atrações seriam os vencedores das principais categorias do Prêmio BTR 2010: Vivendo do Ócio, Paulinho Oliveira e Quarteto de Cinco), mas o edital para trios independentes não foi lançado.

Trio África HipHop
Carnaval 2011
Realização da Putzgrillo Cultura em parceria com DJ Branco
[Fev/2011]
Projeto começou a ser elaborado (as atrações seriam DEXTER, Afro Jhow e Fúria Consciente), mas o edital para trios independentes não foi lançado.

Lupa Trio
Carnaval 2011
Realização da Putzgrillo Cultura
[Dez/2010 a Fev/2011]
Apenas conversas preliminares (as atrações seriam Pirigulino Babilake, Maglore, Suinga e Ênio e a Maloca), não desenvolvemos o projeto pela desistência dos artistas.

Cris Braun para a Caixa Cultural
Realização da Plataforma de Lançamento
[Fev a Jul/2007]
O projeto foi elaborado e inscrito no edital da Caixa Cultural, mas não foi selecionado.

Marcela Bellas para a Caixa Cultural
Realização da Plataforma de Lançamento
[Fev a Jul/2007]
O projeto foi elaborado e inscrito no edital da Caixa Cultural, mas não foi selecionado.

Dão para a Caixa Cultural
Realização da Plataforma de Lançamento
[Fev a Jul/2007]
O projeto foi elaborado e inscrito no edital da Caixa Cultural, mas não foi selecionado.

Juliana Ribeiro para a Caixa Cultural
Realização da Plataforma de Lançamento
[Fev a Jul/2007]
O projeto foi elaborado e inscrito no edital da Caixa Cultural, mas não foi selecionado.

Saulo Gama para a Caixa Cultural
Realização da Plataforma de Lançamento
[Mar a Jul/2007]
O projeto foi elaborado e inscrito no edital da Caixa Cultural, mas não foi selecionado.

Sapiranga às Origens
Realização da Putzgrillo Cultura
[Jun/2010]
Apenas conversas preliminares, o projeto de circulação pelo interior da Bahia não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

LÄZRE
Espetáculo “Mestre Dedé, o Andarilho da Ilusão”
Realização da Flor da Cruz | Produção solo
[Mai a Out/2008, 2009, 2012-2013]
Montagem de espetáculo musical (inicialmente chamado de “Mestre Dedé & Os Candeeiros da Ilusão”, “Oráculo Ilusão” e “Ilusionatrix”) com poemas de Ildegardo Rosa, meu pai. Em 2008, formei a banda/grupo LÄZRE (com Flávio Bustani guiando o vocal e os músicos José Enrique Iglesias, Dilton Borracha, Marcus Zanom e Artur Paranhos, e participações de Maurício Ribeiro e Guilherme Gentil). Eu e Flávio (que inspirou a criação do nome LÄZRE, vindo do seu apelido “Lázaro”) selecionamos os poemas de Ildegardo Rosa e elaboramos um pré-roteiro. A banda realizou cinco ensaios, onde criou sete ambiências para os poemas, mas falta de tempo dos músicos esfriou o projeto. Então, resolvi gravar a voz do meu pai em estúdio, criei as ambiências restantes com samplers e melodias de José Enrique, incluí a voz de Ildegardo Rosa nas faixas demo e arquivei o projeto. Em 2009, tentei retomá-lo, enviando as ambiências para Vandex e Gilberto Monte, mas o foco em outras prioridades me fez arquivá-lo. Em 2012 e 2013, José Enrique chegou a me sondar para retomarmos o projeto, mas neguei também pelo foco em outras prioridades.
PS: Em 2014, editei e montei a voz do meu pai gravada para o LÄZRE na faixa “Illusion’s Wanderer”, com The Orange Poem e Mateus Aleluia, que viria a se tornar a minha composição/produção mais escutada de todas (em setembro de 2019, 75 mil views no Youtube).

Show Mirdad (carreira solo)
Produção solo
[Mar e Abr/2008]
A única vez que me movimentei para fazer um show como artista solo, consegui realizar apenas um ensaio de harmonia (com os guitarristas Eric Gomes e Marceleza de Castilho, e o baixista Rafael Leone), mas com a desistência de Eric, me desmotivei e desisti.

Produção de carreira – 05 projetos

Cal Ribeiro
Produção solo | Realização da Flor da Cruz
[Nov/2007, Set a Dez/2008]
Produção da carreira do cantor e compositor Cal Ribeiro. Em 2007, apenas conversas preliminares para produzir a sua banda Som Trino, o que não aconteceu pelo foco em outras prioridades. Em 2008, retomamos sem a Som Trino, e o primeiro objetivo foi elaborar o projeto de gravação do álbum “Quanta Coisa”, assinando como Cal Ribeiro. Decidimos montar uma banda (Dilton Borracha, Gustavo Barros, Artur Paranhos e Marcus Zanom) para ter currículo de shows para concorrer a editais, mas me afastei do projeto pelo foco em outras prioridades.
PS: Em 2009, Cal, Dilton e Gustavo formaram a banda Cais e Sais.

Marcus Zanom
Produção solo
[Mar a Mai/2007]
Realização da Flor da Cruz
[Mar a Set/2008]
Produção solo
[Mai a Ago/2010, Ago/2013]
Produção da carreira do guitarrista, compositor e cantor Marcus Zanom (The Orange Poem). Em 2007, gravei-o em vídeo tocando as suas canções em voz e violão (o mínimo de registro, pois ele não possuía nada gravado), e tentei produzi-lo, mas não nos acertamos. Em 2008, já na Flor da Cruz, retomei a proposta, com o primeiro objetivo de gravar uma demo para participar de editais. Conseguimos realizar apenas três ensaios (a primeira formação com os músicos Edu Marquez na bateria, Fabrício Mota no baixo e Gustavo Barros no violão/guitarra, a segunda com Edu Marquez na bateria e Artur Paranhos no baixo), perdemos o tempo do edital da Secult-BA, decidimos optar pela versão duo “mudernage” (Zanom e um DJ) ao invés do power trio, contatamos o DJ Mangaio, mas o projeto não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades. Em 2010, como produção solo, conversas preliminares para gravar uma demo, com o objetivo de somar ao projeto de gravação do álbum “Pinaúna” para disputar editais, mas não nos acertamos. Por fim, em 2013, criei um perfil “pirata” no Soundcloud (Projeto Zanom), disponibilizando cinco faixas gravadas em fita K7 lá em 2008, mobilizei os músicos Edu Marquez e Artur Paranhos para gravarmos com recursos próprios ao menos um EP, mas o projeto foi abandonado por outras prioridades.

Cerveja Café
Produção solo
[Mar a Nov/2007]
Montei a banda Cerveja Café para não deixar o trabalho do cantor, compositor e baixista Rodrigo Damati (apelidado de Metade na época) na gaveta. Um power trio, com Felipe Dieder na bateria e Marceleza de Castilho na guitarra. Realizamos 11 ensaios, voltados para montar o repertório para gravação. No começo de maio, eu desisti de produzir a banda. Eles continuaram sem mim, mas entre junho e agosto, ajudei na produção executiva da gravação da demo (e em 7/7/7, filmei partes do antológico 1º show da Cerveja Café no Nhô Caldos lotado, debaixo do toró). Em novembro, cogitei retornar à produção, mas desisti pelo foco em outras prioridades. Anos depois, a dupla Damati-Dieder se reencontraria na banda Maglore.

Thiago Kalu
Produção solo
[Jan a Abr/2007, Nov e Dez/2007]
Produção da carreira do cantor e compositor Thiago Kalu, com o primeiro objetivo de elaborar um projeto para disputar o edital da Braskem, o que acabou não acontecendo pelo foco em outras prioridades. No final de 2007, retomamos as conversas, propus para Kalu ser o vocalista da minha banda Pedradura, ele chegou a fazer um ensaio como tal, mas não houve acerto para essa proposta e eu desisti de produzir a carreira solo dele.

Castilho
Produção solo
[Dez/2006]
Produção da carreira do compositor e guitarrista Marceleza de Castilho, com o primeiro objetivo de gravar um álbum com as suas composições, mas não desenvolvemos pelo foco em outras prioridades.

Bandas minhas – 05 projetos

Volta da banda The Orange Poem
Produção solo
[Mai a Jun/2007, Jan e Fev/2011]
[Out a Dez/2012, Fev a Ago/2014]
Decretei encerrada a banda The Orange Poem em 07/03/2007 (produzi shows e gravações de 2001 a 2007, além de tocar e cantar), mas, no final de maio desse ano, tentei retomá-la, só como hobby, e os parceiros Marcus Zanom, Fábio Vilas-Boas e Artur Paranhos toparam (o baterista Hosano Lima Jr. estava morando no interior de São Paulo). Convidei também os cantores Glauber Guimarães e Rodrigo Pinheiro (“TOP Child”, fusão Orange Poem e Sad Child, que viria a se materializar em 2014 nos EPs “Ground” e “Unquiet”) e os músicos Capitão Parafina e Guilherme Gentil, mas eu desisti da proposta para poder focar no projeto “Mirdad e a pedradura”. No começo de 2011, idealizei, montei o repertório e elaborei o roteiro do show “The Orange Poem, 10 Anos” (dez anos do primeiro ensaio, em 31 de março), com intuito de gravar um DVD. Sondei os músicos, mas não houve interesse e eu desisti. Em 2012, tentei uma nova movimentação de volta da banda, que não aconteceu pelas negativas do tecladista Tadeu Mascarenhas (que gravou os dois discos da banda, em 2005 e 2006) e de guitarristas sondados para os lugares de Marcus Zanom e Fábio Vilas-Boas, que estavam morando fora da Bahia. Por fim, em 2014, projetei de reunir a banda num show de lançamento do álbum duplo “Hybrid” (que seria prensado e vendido), com a presença dos seis vocalistas que gravaram os EPs durante o ano (Mateus Aleluia, Glauber Guimarães, Nancy Viégas, Teago Oliveira, Mauro Pithon e Rodrigo Pinheiro). O show seria em dezembro, num teatro, com projeções e espetáculo cênico. Porém, o projeto não foi desenvolvido porque não tive mais dinheiro para investir.

Mirdad (carreira solo)
Produção solo
[Mar a Dez/2007]
No dia 08/12/2006, em reunião com Marcus Zanom em Itapuã, combinamos de fazer um trio chamado “pedradura” (o outro seria Marceleza de Castilho). No dia em que decretei o fim da banda The Orange Poem (07/03/2007), retomei a proposta, dessa vez, como um duo. Zanom negou logo depois. Então, decidi pela carreira solo, pela primeira vez (sempre acreditei em trabalho com banda). De abril a junho, transformei as minhas canções do inglês para o português, além de compor novas músicas, e montei um repertório nacional, de fusão de ritmos, com canções de outras pessoas (Rodrigo Damati e Cal Ribeiro, entre outros, e até da minha mãe). Em junho e julho, auxiliado por Uzêda (Plataforma de Lançamento), escrevi o projeto de gravação do álbum “Universo Telecoteco” e o inscrevi no Fazcultura. A canção “El’eu” chegou a ser uma das 50 finalistas do Festival de Música Educadora FM. Montei a banda para me acompanhar (batizada por mim de “pedradura”) com Artur Paranhos (The Orange Poem) no baixo, Edu Marquez na bateria e Preto Zeco na guitarra (o cantor e compositor Boni Sobrinho, da Falsos Modernos), após abandono de Marceleza de Castilho. Realizamos sete ensaios e, às vésperas da gravação do primeiro EP de “Mirdad e a pedradura”, com sete músicas (bancado do meu bolso para auxiliar na captação de patrocinador e inscrição em editais), Eric Gomes assumiu as guitarras. Busquei músicos de sopro para parceria, adequei o projeto no Fazcultura, começamos a ensaiar mais músicas do repertório e, no final de outubro, desisti de cantar. Em novembro, anunciei ao Fazcultura o cancelamento do projeto e, no dia 06 de dezembro, desisti da carreira solo para oficializar a Pedradura como banda (voltei a cantar), com os sócios Artur, Edu e Eric. Em 2008, a Pedradura finalizou o álbum “Universo Telecoteco”, com as mesmas 07 músicas do EP gravado em 2007 e novos arranjos de sopro, e terminou sem um show sequer, por causa da mudança para a Europa de Edu Marquez. E a minha carreira solo foi eternizada no “EP ID”, gravado com músicos da The Orange Poem e Pedradura, e finalizado em 2008.

Volta da banda Pedradura
Produção solo
[Out/2012 a Jan/2013]
Depois de cinco ensaios, com o baterista Dilton Borracha no lugar do original Edu Marquez (morando na Europa), a volta da banda Pedradura (que produzi a gravação do álbum “Universo Telecoteco” em 2007-2008) foi cancelada pelo baixista Artur Paranhos. Desmotivado, sem recursos para investir, decretei o fim da banda que nunca fez um show, apenas ensaios e gravação.

Sad Child
Produção solo
[2002 a 2005, Jan/2006 a Set/2007]
[Mar a Jun/2009, Dez/2009 a Abr/2010]
Sad Child surgiu em 2002 como projeto paralelo à banda The Orange Poem, reunindo composições minhas em inglês que não eram tão psicodélicas, com mais pegada folk, letras de amor, melodias tristes, mas não consegui produzi-lo e o restringi a um acervo de músicas e um registro amador. Em 2005, criei a proposta vozes e violões ao invés de banda. No começo de 2006, a primeira formação (com Rajasí Vasconcelos e Gabriel Franco) durou um ensaio. Em julho, a segunda formação (com Thiago Kalu e Rodrigo “John” Pinheiro) também, com um registro audiovisual. Eu e Rodrigo seguimos ensaiando sozinhos. A partir de setembro, a terceira formação se consolidou como um supergrupo folk com cinco vocalistas: Glauber Guimarães, Ivana Vivas, Cris Siquara, eu e Rodrigo, e mais Toni Oliveira no violão solo (eu, Glauber e Rodrigo também tocávamos). Realizamos dois ensaios e gravamos o demo “A Kiss for All Frogs” na casa de Toni (quatro sessões) em outubro, com sete composições minhas e uma de Glauber. Toni finalizou o demo em novembro, nos reunimos uma vez em dezembro e compromissos foram desmarcados. Assim como os ensaios no começo de 2007, que me fizeram esfriar do grupo. No final de março, Sad Child foi retomado apenas com Glauber e Rodrigo (Toni e Ivana estavam focados em outras prioridades, e Cris, distante). Porém, só em julho houve movimentação para gravação profissional do EP “A Soup of Cuts”, com algumas músicas do demo, e em agosto fizemos três ensaios na formação power trio (desisti de cantar). Glauber chegou a criar a capa do EP, porém, em setembro, uma série de desacertos me fez desistir, começando sozinho o “Claustro” (versões em português). Em 2009, tentei retomar o projeto de gravar o EP no estúdio de André T. Como solista, convidei Mou Brasil, mas o foco em outras prioridades me fez desistir até que, em dezembro, retomei, agora com o intento de gravar com Jorge Solovera e o objetivo de somar esse EP ao projeto para disputar editais, mas não consegui desenvolvê-lo nem me acertar com Solovera. Desisti e coloquei o Sad Child na gaveta.
PS: Em 2015/2016, seis músicas do repertório Sad Child foram eternizadas em versões reggae psicodélico progressivo pela banda Orange Roots, no álbum “Fluid” (2019): “My Impossible Wife”, “A Reflex, A Nightmare”, “Small and Dangerous”, “Deep”, “Flowers to the Sun” e “Someday I'll Escape”.

Clarice
Produção solo
[Nov/2006 a Fev/2007]
Para não deixar o trabalho do cantor, compositor e baixista Rodrigo Damati (apelidado de Metade na época) na gaveta, decidi montar uma banda para tocar as suas composições: Marceleza de Castilho e eu nas guitarras (primeira vez que toquei guitarra na vida, emprestada inclusive, porque o meu instrumento era o violão 12 cordas), Leandro Pessoa (Cebola) no teclado, Leo Abreu na bateria e Damati no baixo e vocal. Batizei a banda de Clarice, em homenagem à minha escritora predileta. Realizamos três ensaios de cordas e três ensaios com banda completa no final de 2006. No começo de 2007, fizemos dois ensaios de cordas e Leo desistiu da banda. No dia 23 de janeiro, fizemos uma reunião, em que muita coisa foi reformulada, inclusive o nome: Clarice virou Cerveja Café. Porém, Marceleza esfriou e eu desisti do projeto.
PS: Em março, não mais como músico e apenas como produtor, montaria a Cerveja Café para Metade.

Quase bandas/duos meus – 06 projetos

Poema de Pássaros
Produção solo
[Set a Nov/1999]
Vinha tentando formar uma banda para tocar as minhas primeiras composições em português (cheguei a realizar um ensaio com banda completa em agosto, chamada então de Pássaros Urbanos), até que iniciei o processo de gravação do álbum “O Primeiro Voo dos Poetas” (que, finalizado, tornou-se “O Primeiro Equilíbrio”) em setembro (marco da minha carreira de produtor), continuei testando músicos e, em novembro, acertei com o guitarrista e compositor Beef (Juracy do Amor) uma parceria tipo dupla, e a banda seria músicos contratados. Daí, viramos Pássaros de Libra, concluímos um disco e terminamos em 2000, sem fazer nenhum show.
PS: Em 2014, disponibilizei na internet um EP com cinco faixas dos Pássaros de Libra.

Mirdad — Claustro
Produção solo
[Set a Dez/2007]
Chateado com os desencontros do Sad Child, decidi transformar as minhas composições do inglês para o português, batizando o projeto de “Claustro”. Seria um desdobramento da minha carreira solo, pois a face “pedradura” era gruvada, e essa era folk, introspectiva. Decidi que gravaria cinco EPs, com cinco músicas cada, voz e violão, e criei as capas para os EPs “La Sangre”, “A(pro)fundar-se”, “Claustro” e “Fragmento”. Depois, convidei a banda Cerveja Café para ser a banda Claustro, inicialmente foi aceito, mas não aconteceu. Por fim, no final de dezembro, transformei a proposta “Claustro” no duo Franco Mirdad.
PS: Posteriormente, o “Claustro” deu origem ao EP “Harmonogonia” (com versões instrumentais para piano) e ao Banzo Blues / Banzo.

Banzo Blues | Banzo
Produção solo
[Ago/2010 a Mar/2011, Mai e Jun/2011]
[Jun e Jul/2012, Jan/2013, Mar a Jul/2014]
As minhas composições folk estavam encostadas desde o fim do Sad Child e do Claustro. Inclusive, já havia composto novas canções e continuava compondo. Criei, então, o projeto Banzo Blues, e convidei o guitarrista Icaro Britto e o vocalista Danilo Oliveira, mas o projeto não vingou pelo foco em outras prioridades. Em maio de 2011, encurtei o nome para Banzo, e convidei os músicos Léo Abreu (bateria) e Sergio Martinez (baixo), mas não conseguimos terminar de montar a banda e o projeto não vingou pelo foco em outras prioridades. Em 2012, de volta ao Banzo Blues, propus o projeto como duo (voz, violão e programações) para o músico João Milet Meirelles, que negou por conta do BaianaSystem. Então, convidei o guitarrista Carlos Eduardo Gadelha (O Jardim das Horas), que se posicionou favorável, mas teve outras prioridades. Ainda cheguei a sondar os músicos João Vinícius Santana e Marcus Zanom, mas ambos negaram. No começo de 2013, de novo como Banzo, ainda como duo, agora como folk (vozes e violão apenas) e com repertório para o álbum “Para Embalar Corações Partidos”, convidei a cantora paulista Ana Gilli, que topou a proposta, mas eu desisti por conta da minha ineficiência técnica no vocal. Por fim, em 2014, retomei Banzo Blues e duo com programações, e propus novamente para o músico João Vinícius Saraiva, com a novidade de convidar o cantor e compositor Giovani Cidreira para o vocal. A ideia era gravar um EP, intitulado também de “Para Embalar Corações Tristes”, para ser lançado no inverno, depois da Copa do Mundo (triste indie trip hop conceito bonito, estética fina, Salvador debaixo de chuva, cinza, “escurecer o hippie Giovani vai ser tipo Caetano em Londres”, a trilha sonora para os depressivos desse país, “vamos ser o colo musical deles”). Porém, por conta das gravações da Orange Poem, fiquei sem tempo e dinheiro para investir, e o projeto foi arquivado.
PS: Entre 2010 e 2012, gravei vídeos voz e violão com esse repertório e coloquei no meu canal do YouTube (ainda há oito disponíveis).

Fluido Rosa
Produção solo
[Abr e Mai/2005]
Formada pelos estudantes da Facom (Ufba) José Enrique Iglesias (guitarra), Alan Verhine (baixo e vocais), Lucas Esteves (bateria), Alan Lobo (intervenções “Syd Barret”) e eu (violão e vocais), o objetivo era tocar Pink Floyd em português (canções traduzidas ao pé da letra). Durou apenas um ensaio (onde tocamos “Confortavelmente Chapado”, “Respire”, “Na Corrida”, “Tempo” e “Brilhe Louco Diamante”), porque desisti de produzi-la com a afirmação dos músicos que a Fluido Rosa seria só para diversão.

pedradura covers
Em parceria com Álvaro Maia Valle
[Fev/2006]
Propus, ao baixista e compositor Álvaro Maia Valle, o projeto de covers com versões de obras consagradas (ideia surgida na Educadora FM em 2005, quando sondei Mário Sartorello, mas não foi desenvolvida), batizado por mim de “pedradura”. Selecionei para o primeiro repertório músicas “loucas” do Radiohead, que teriam de ser traduzidas ao pé da letra, para ficar mais estranhas ainda (semelhante à proposta do Fluido Rosa), mas Álvaro não topou, assim como os guitarristas Márcio (Plane of Mine) e Josh (Soma), e eu desisti.

Ser do Sempre
Em parceria com Álvaro Maia Valle
[Nov/2000 a Jan/2001]
No final do ano 2000, ainda tentando formar a banda The Orange Poem, o baixista convidado, Álvaro, desistiu do projeto e propôs um novo, um power trio com letras em português e psicodelia, e a inclusão de suas composições no repertório. Sem muita opção, aceitei e sugeri o nome Ser do Sempre (que expressava a minha vontade de eternizar as composições). Durou dois ensaios de cordas e o parceiro desistiu. Então, retomei o projeto The Orange Poem, que virou uma banda (Álvaro tocou inclusive) e durou até 2007 (ressurgindo virtualmente em 2014 para ser eternizada com outras vozes).


Teatro
02 projetos descartados

Peça “Barão do Cagaço”
Em parceria com Lucas Sande, Camele Queiroz e Alan Lobo
[Nov e Dez/2007, Abr e Mai/2008]
Adaptada do meu conto “O barão do cagaço” (na época, chamado de “Apenas um homem e seu medo”), estrelada por Lucas Sande. Houve apenas conversas preliminares, e o projeto não foi desenvolvido pelo foco em outras prioridades.

Peça “Cama, Mesa e Banho”
Em parceria com Vinnicius Morais
[Mai/2008]
Apenas conversas preliminares, desisti do projeto proposto pelo dramaturgo Vinnicius Morais.

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