Pular para o conteúdo principal

Discografia Mirdad: Pedradura - Universo Telecoteco

Universo Telecoteco (2008) - Pedradura


Bolo doido de rock, groove, MPB, jazz, bossa, reggae e experimentalismo. Destaque para os solos do naipe de sopro. Nos versos, polêmica, sarcasmo e acidez. Composições de Emmanuel Mirdad (exceto uma). Para ouvir, clique no player laranja abaixo, à esquerda do nome do álbum.




Não consegue visualizar o player? Ouça aqui

Ouça no Youtube aqui

Release

Qual é o estilo musical da Pedradura? Bolo doido.

Formada em Salvador-BA em 2007, justamente na virada da geração 00, que ainda tinha o rock e seus sub-gêneros como unidade musical, para a geração 10, que trouxe a diversidade para o foco da música alternativa, a Pedradura apresentou em sua origem o bolo doido da fusão de rock com jazz, groove, MPB, blues, bossa nova, reggae, experimentalismo e o escambau. Baixo, bateria e guitarra, aliados à voz e violão de nylon, mas com o destaque nas mãos do naipe de sopro, dono dos solos e arranjos mais marcantes. E a polêmica, ironia, sarcasmo e acidez nos versos, transformando o groove que balança em palavras não descartáveis, e sim pedregulhos.

Assim como foi na banda The Orange Poem, Mirdad montou a banda com músicos que não se conheciam, voltada logo de primeira para gravar um CD, antes de fazer shows. E dos ensaios direto à gravação, nasceu Universo Telecoteco, com canções autorais (apenas uma não é de Emmanuel Mirdad), bolo doido de som e deboche, que não chegou nem a ser lançado - assim que ficou pronto, Universo Telecoteco foi pra gaveta, porque a banda acabou.

Gravado, mixado e masterizado no Submarino Studios, em Salvador-BA, por Tito Menezes e André Magalhães, tem a produção musical e executiva de Emmanuel Mirdad. A Pedradura neste disco era formada por Mirdad (voz e violão), Edu Marquéz (bateria), Artur Paranhos (ex-baixista da Orange Poem) e Eric Gomes (guitarra). No disco, os músicos adicionais foram Medina (trompete), Gilmar Chaves (trombone), Eric Almeida (saxofone) e Marquinhos Black (percussão). A única participação especial é a de André Magalhães no piano de "Canção da Despedida".

Ficha técnica

01) Anti-Plástico
      BR-N1I-08-00005

02) Armadilha
      BR-N1I-08-00007

03) Danilo na Ceia das Hienas
      BR-N1I-08-00006

04) Mafuá
      BR-N1I-08-00008

05) Cirurgia
      BR-N1I-08-00010

06) Um Recadinho
      BR-N1I-08-00009

07) Canção da Despedida
      BR-N1I-08-00011

Composto e produzido por Emmanuel Mirdad (exceto Canção da Despedida, música de Rodrigo Damati)

Pedradura
Mirdad . voz e violão
Edu Marquéz . bateria e percussão
Artur Paranhos . baixo
Eric Gomes . guitarra

Músicos adicionais
Marcelo Medina . trompete
Gilmar Chaves . trombone
Eric Almeida . saxofone
Marquinhos Black . percussão

Participação especial: André Magalhães . piano em "Canção da Despedida"

Arranjos sopro
"Danilo na Ceia das Hienas" e "Um Recadinho": Emmanuel Mirdad
"Anti-Plástico": Emmanuel Mirdad e Juraci Jr.
"Mafuá": Emmanuel Mirdad e Gabriel Franco
"Armadilha" e "Cirurgia": Emmanuel Mirdad - baseado em arranjos de Artur Paranhos e Eric Gomes

Capa: Mirdad sobre traço de Minêu

Gravado e mixado por Tito Menezes, gravação adicional por Diego Moreno e masterizado por André Magalhães no Submarino Studios entre setembro de 2007 e novembro de 2008.


Contracapa Universo Telecoteco (2008) - Pedradura


Label Universo Telecoteco (2008) - Pedradura


Encarte Universo Telecoteco (2008) - Pedradura



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O grito do mar na noite no site do jornal Rascunho

Resenha do livro O grito do mar na noite (Via Litterarum, 2015), publicada no Rascunho #192, de abril de 2016, por Clayton de Souza, disponível para leitura no site do jornal.

Leia aqui

Informações sobre o livro (trechos, release, fotos, crítica, etc.) aqui

Foto do autor: Sarah Fernandes

Cinco poemas e três passagens de Ana Martins Marques no livro Da arte das armadilhas

Ana Martins Marques (foto daqui)

Espelho
Ana Martins Marques

                                     d’après e. e. cummings

Nos cacos
do espelho
quebrado
você se
multiplica
há um de
você
em cada
canto
repetido
em cada
caco

Por que
quebrá-
-lo
seria
azar?


--------


Teatro
Ana Martins Marques

Certa noite
você me disse
que eu não tinha
coração

Nessa noite
aberta
como uma estranha flor
expus a todos
meu coração
que não tenho


--------


Penélope
Ana Martins Marques

Teu nome
espaço

meu nome
espera

teu nome
astúcias

meu nome
agulhas

teu nome
nau

meu nome
noite

teu nome
ninguém

meu nome
também


--------


Caçada
Ana Martins Marques

E o que é o amor
senão a pressa
da presa
em prender-se?

A pressa
da presa
em
perder-se


--------


A festa
Ana Martins Marques

Procuramos um lugar
à parte.
Como se estivéssemos
em uma festa
e buscássemos um lugar
afastado
onde pudéssemos
secretamente
nos beijar.
Procuramos um lugar
a salvo
das palavras.

Mas esse
lugar
não há.


--------


"Um dia vou aprender a partir
vou partir
como qu…

Cinco poemas e três passagens de Ana Martins Marques em O livro das semelhanças

Ana Martins Marques (foto: Rodrigo Valente)

Coleção
Ana Martins Marques

                                        Para Maria Esther Maciel

Colecionamos objetos
mas não o espaço
entre os objetos

fotos
mas não o tempo
entre as fotos

selos
mas não
viagens

lepidópteros
mas não
seu voo

garrafas
mas não
a memória da sede

discos
mas nunca
o pequeno intervalo de silêncio
entre duas canções


--------


Ana Martins Marques

Combinamos por fim de nos encontrar
na esquina das nossas ruas
que não se cruzam


--------


Mar
Ana Martins Marques

Ela disse
mar
disse
às vezes vêm coisas improváveis
não apenas sacolas plásticas papelão madeira
garrafas vazias camisinhas latas de cerveja
também sombrinhas sapatos ventiladores
e um sofá
ela disse
é possível olhar
por muito tempo
é aqui que venho
limpar os olhos
ela disse
aqueles que nasceram longe
do mar
aqueles que nunca viram
o mar
que ideia farão
do ilimitado?
que ideia farão
do perigo?
que ideia farão
de partir?
pensarão em tomar uma estrada longa
e não olhar para tr…