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Todas as cartas, de Clarice Lispector

Clarice Lispector


Descrição extraída do site da Rocco, editora do livro:

Todas as cartas reúne correspondências escritas por Clarice Lispector ao longo de sua vida. A seleção de cartas, das quais cerca demeia centena é inédita para o público, configura um acervo fundamental para compreender a trajetória literária da escritora.

Ponto alto de Todas as cartas, o conjunto de correspondências inéditas endereçadas aos amigos escritores tem entre os destinatários João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Lêdo Ivo, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Natércia Freire e Mário de Andrade. As correspondências foram organizadas por décadas – dos anos 1940 a 1970 – e contam com notas da biógrafa Teresa Montero, que contextualizam o material no tempo, no espaço e nas inúmeras citações a personalidades e referências culturais.

(Rocco, 2020)
Clarice Lispector

Com grande material inédito, o volume resultou de longa pesquisa realizada pela jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, para trazer uma visão integral da pessoa e da escritora. A publicação da correspondência de grandes escritores constitui-se em importante acontecimento literário, pois o autor mantém a inspiração, o lirismo e o humor ao escrever cartas, que chegam a ser tão ou mais fascinantes e criativas quanto seus próprios livros.

Clarice viveu quase duas décadas no exterior e se correspondeu sempre para cultivar o afeto da família e dos amigos e para tratar da publicação dos seus livros. Apesar de afirmar que ‘não sabia escrever cartas’, suas cartas são tão interessantes quanto seus romances, contos e crônicas.”


1940 (parte 1)
“Quem eu quero ver não vem e receber pessoas estranhas é uma troca insuportável.”
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1940 (parte 2)
“Sempre penso, com muita estranheza aliás, que talvez a vida seja a morte e quando a gente morre, acorda e vive, com medo de morrer, quer dizer, de tornar a viver.”
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1950 (parte 1)
“Ainda não absorvi o Rio, sou lenta e difícil. Precisaria de mais alguns meses para entender de novo a atmosfera. Mas que é bom, é. É selvagem, é inesperado, e salve-se quem puder.”
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1950 (parte 2)
“A verdade é que a pessoa só faz o que quer, mesmo quando o que quer vem contrariar seus próprios interesses mais profundos.”
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1960-1970
“Apesar do grande respeito que tenho pela Academia [Brasileira de Letras], eu jamais aceitaria entrar nela.”
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