quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Olhos abertos no escuro - Trechos da orelha de Victor Mascarenhas

Victor Mascarenhas - Foto: Facebook do escritor


"A cada conto, a cada página e a cada parágrafo, a solidão maníaca dos personagens se exibe quase que pornograficamente e se esfrega na cara do leitor, sempre numa prosa caudalosa, que não poupa os adjetivos, os exageros e uma misantropia domesticada e usada a serviço do texto. Os zumbis de Emmanuel Mirdad vagueiam pelo escuro das suas histórias em um círculo vicioso que envolve desde a mais banal dor de cotovelo ao mais sofrido fracasso."


"Na escuridão dos contos de Mirdad, todos são insones. Insones introduzidos pelas bem selecionadas epígrafes de Mayrant Gallo. Insones porque a prosa do autor é ruidosa e não tem quem durma com um barulho desses e acabamos todos acordados naquela solidão típica do leitor, no seu pacto silencioso com o livro."


"(...) uma coleção de contos que apresenta uma plêiade de personagens que vagueiam por aí, levando sua escuridão particular a qualquer hora do dia e da noite, assombrando e tirando o sono dos incautos leitores. (...) E quem haveria de dormir estando obcecado por uma ninfeta que nada na raia ao lado ou remoendo os anos dourados do sucesso fugidio? (...) Pode acontecer com qualquer um e de que importa se acontece, quando somos todos assombrados pela impermanência ou pela erosão implacável do tempo?"




O escritor e roteirista Victor Mascarenhas, autor dos livros Um certo mal-estar, A insuportável família feliz e Cafeína, escreveu a orelha do livro Olhos abertos no escuro (Via Litterarum, 2016), de Emmanuel  Mirdad,
que será lançado aqui.


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