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Canções de Minha Vida: Comfortably Numb

02/07/2005: Pink Floyd no Live 8, 24 anos depois, pela última vez. “Você tem que ouvir é rock, seu porra!”. Sábio amigo Alan Freitas . Indignado com minha obsessão pelo reggae, foi praticamente um missionário fundamentalista; insistiu tanto que conseguiu reverter a minha ‘hippiezação’ (nada contra, é claro!). Era 1997 , e só um pouco de suas ofertas foram bem aceitas. Recordo que uma das mais rechaçadas foi o tal do Pink Floyd . Absorvido pelo pop punk dos Ramones , eu estava há anos luz da psicodelia. Mas Alan foi persistente, e percebendo qu’eu tinha um fascínio por solos de guitarra, não tardaria por abismar-me pelo genial David Gilmour . E com a ‘descoberta do mundo’ provocada pelo Led Zeppelin , principalmente por Jimmy Page , a semente do caos estava germinando. Tanto que, no ano seguinte, 1998, já obcecado por ter uma banda, ganhei de presente de meu pai uma Les Paul genérica, da Epiphone, que batizei de ‘ Lílian ’. Coitada. Sempre foi o entulho de cima de meu armário; nu...

Canções de Minha Vida: Since I’ve Been Loving You

Led Zeppelin (1973) Comecei a ouvir rock em 1997 . Até então, em casa, por conta de minha mãe professora de música, o que eu ouvia era essencialmente bossa nova e MPB, além de forró gonzaguiano nas épocas juninas e músicas antigas (meus pais foram jovens dos anos 50). De resto, muita pop music vinda das rádios Transamérica e Globo FM. E o surto pelo reggae em 1996. Mas aí, um amigo do meu prédio, que também estudava no mesmo Colégio PhD , chamado Alan Freitas , ficou indignado com minha obsessão pelo ritmo jamaicano e pôs-se em uma cruzada pela via sacra do rock’n’roll. Além de ter me ensinado a tocar violão, foi me empurrando uma porrada de banda de metal (principalmente Metallica ), punk hardcore e Pink Floyd , que odiei profundamente quando ouvi pela 1ª vez - quem diria, né? Dessa leva, o que impactou mesmo foi o Ramones . Aos 16 anos, foi identificação imediata. Gravei altas fitas K7, e curti, com a galera do Alan na Albani (ao lado do colégio), em muitos intervalos, o louco d...

Álbuns de Minha Vida: Tidal, de Fiona Apple

Tidal - Fiona Apple (1996) Em 1997, a MTV me apresentou a cantora, compositora e pianista norte-americana Fiona Apple , através do videoclipe da música Criminal . Recordo-me que achei muito interessante o timbre de voz da esquisita talentosa esquálida linda, e fui pesquisar o som dela naquela cultuada loja de CD ( que tinha ‘tudo’, antes da Flashpoint – esqueci o nome! ). PS - Leia aqui o verbete wikipedia dela. Descobri então um discaço chamado Tidal , lançado em 1996, considerado pela revista Rolling Stone um dos álbuns essenciais dos anos 90. Sombrio, profundo, climático, com pegada jazz, ‘pianado’, muito bem produzido, de fato trata-se de uma pérola, atemporal, uma obra prima que pariu uma cantora escrota, de timbragem ácida e muito teatral. Bem do jeito qu’eu gosto! São dez faixas, dentre as quais destaco a linda Never is a Promise . Na boa, cada um tem a balada que merece, e essa é a minha predileta. Fica a dica para comprar ou baixar o Tidal , colocá-lo à noite, a dois, na am...

Canções de Minha Vida: Natural Mystic

Bob Marley & The Wailers Bob Marley & The Wailers foi o primeiro grupo que de fato fui fã. Costumava colocar o rádio no banheiro pra tomar banho curtindo um som. Era 1995, tinha 14 anos, e a promo da coletânea Legend 2 pôs Iron Lion Zion pra tocar na Transamérica FM, eu acho. Bastou alguns segundos da canção pra que eu pirasse no banho; dancei freneticamente, quase em transe mamulengo. Experiência esquisita, coisa de doido. Quando o locutor anunciou Bob Marley , iniciei uma obsessiva compulsão; passei a pesquisar, na medida do possível (o PC só chegou seis anos depois em minha casa), tudo que estivesse relacionado ao imortal rei do reggae. E o caro amigo Jackson Rogério gravou uma fita K7 com algumas músicas da coletânea Legend . Essa fita resistiu bravamente. Tocava o dia inteiro, seja no rádio ou no walkman, e o ano de 1996 foi o mais autista de todos. Com 15 anos, batizei-me de Besouro Marley , e só ouvia Bob Marley & The Wailers o tempo inteiro, às vezes outro...

Destaque: Ellen Oléria

foto: Savia Gabi Quem me apresentou o som da Ellen Oléria foi o Mário Sartorello, meu chefe na Educadora FM . Pirei no som, vozeirão firme, groove redondinho, dançante, em boas canções. Produzi então um Especial das Seis com o álbum Peça , primeiro da cantora, compositora e instrumentista brasiliense, que irá ao ar pela rádio nesta quinta 24, 18h . Mas antes, você curte por aqui alguns vídeos dessa promissora artista da black music, grata revelação lá do Distrito Federal, desde já na minha lista dos melhores do ano. Confira aqui o Myspace dela. Ellen Oléria – Testando Ellen Oléria – Brado Ellen Oléria é de Brasília e começou profissionalmente em 2000, na banda N’Razões , focada na black music. Dois anos depois, deu início à carreira solo, somando à sonoridade Black, outros elementos da MPB, sempre com muito swing e um carisma contagiante. Dona de uma voz poderosa, que transita bem entre o canto melódico e o discurso do hiphop, Ellen Oléria lançou, em junho de 2009, ...

Recordações de andar exausto, de Mayrant Gallo

  Mayrant Gallo Foto: Ricardo Prado | Arte: Mirdad Mayrant Gallo é um dos escritores que mais admiro. Mais que isso, é um crânio soberbo, pensador e pesquisador das artes, um tera-HD repleto de cultura e memória. E a cada instante que a roda da vida permite um encontro, usufruo ao máximo, um confesso e declarado humilde discípulo. Sou grato à sorte por ter acesso a esses gênios de fato. E não são poucos. Queria poder uni-los, a pensar e gargalhar sobre essa existência tão escorregadia. Abaixo, seguem as pílulas do livro de poemas “ Recordações de andar exausto ” (Aboio Livre, 2005), de Mayrant Gallo . "O lado vazio da cama É a presença humana Que mais atemoriza" "queremos certeza e o que temos são estrelas por sobre a cabeça" "Todos meus poemas Não mais me pertencem. São de quem os sente" "A memória falta. E que falte. É uma sorte. Minha, sua, De todos. E que um dia Cheguemos a desconhecer Uns aos outros" "Q...

Perambulando #09 - Mou Brasil

Mou Brasil - Farol Perambulando é uma seção deste blog destinada a expôr os vídeos que irei registrar nas andarilhadas por aí. Nesta edição, destaco o show Farol , do genial guitarrista e compositor baiano Mou Brasil , que rolou ontem, 15.09.09, no Teatro SESI, Rio Vermelho, em Salvador-BA. Quero, de antemão, agradecer à Cláudia Cunha pela dica preciosa deste show, que pra mim foi uma surpresa, não estava sabendo. É claro que, como apreciador de boa música que sou, desmarquei tudo pra ir a essa reunião de gênios da música instrumental baiana. E por inacreditáveis $ 10 e $ 5!!! E ainda tem gente que reclama que aqui não acontece nada. Rebando de imbecis! Pois o dream team de músicos que eternizou cada nota daquele palco de ontem foi formado nada menos por: na cozinha, Ldson Galter (baixo), Orlandinho (percussão) e Vitor Brasil (bateria); na harmonia, Marcelo Galter (piano) e Rowney Scott (sax); convidados, Letieres Leite (sax), Jélber Oliveira (sanfona) e Manuela Rodrigues (voz...