Pular para o conteúdo principal

Leituras 2020

Os 10 livros lidos em 2020

Li 10 livros em 2020, com destaque para a poesia, e selecionei trechos das obras de Alex Simões, Lúcio Autran, Wesley Correia, Mariana Botelho, Nina Rizzi, Érica Azevedo, Ana Valéria Fink e Cyro de Mattos, e trechos dos romances de Franklin Carvalho e Victor Mascarenhas. Além dos livros, elaborei uma seleção de poemas de Zecalu [publicados nas redes sociais em 2019], outra seleta de trechos de crônicas de Santiago Fontoura [publicadas no Facebook], e uma seleção de poemas de Martha Galrão. Por fim, reli a autobiografia de Rita Lee e divulguei trechos também. Boa leitura!

“Contrassonetos catados & via vândala”
(Mondrongo, 2015)
Alex Simões
Leia trechos aqui

“soda cáustica soda”
(Patuá, 2019)
Lúcio Autran
Leia trechos aqui

“laboratório de incertezas”
(Malê, 2020)
Wesley Correia
Leia trechos aqui

“o silêncio tange o sino”
(Ateliê Editorial, 2010)
Mariana Botelho
Leia trechos aqui 

“A ordem interior do mundo”
(7Letras, 2020)
Franklin Carvalho
Leia trechos aqui

“O som do tempo passando”
(Cafeína & P55, 2019)
Victor Mascarenhas
Leia trechos aqui

“A duração do deserto”
(Patuá, 2014)
Nina Rizzi
Leia trechos aqui

“Cata-vento de sonhos”
(Mondrongo, 2019)
Érica Azevedo
Leia trechos aqui

“Mosaico”
(Marianas Edições, 2018)
Ana Valéria Fink
Leia trechos aqui

“Poemas de terreiro e orixás”
(Mazza Edições, 2019)
Cyro de Mattos
Leia trechos aqui

-----

Reli 01 livro em 2020

“Rita Lee: Uma autobiografia”
(Globo Livros, 2016)
Leia trechos aqui

-----

Trinta poemas
Zecalu
Leia trechos aqui

“A vida é quase sempre quarentena”
[Crônicas no Facebook]
Santiago Fontoura
Leia trechos aqui

Dez poemas
Martha Galrão
Leia trechos aqui

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector no livro Laços de família

Clarice Lispector (foto daqui ) “A mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que uma cozinheira lhe contara do tempo do orfanato. Não tendo boneca com que brincar, e a maternidade já pulsando terrível no coração das órfãs, as meninas sabidas haviam escondido da freira a morte de uma das garotas. Guardaram o cadáver no armário até a freira sair, e brincaram com a menina morta, deram-lhe banhos e comidinhas, puseram-na de castigo somente para depois poder beijá-la, consolando-a. Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou mãos pensas, cheias de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em que mataremos por amor. Então olhou para o filho esperto como se olhasse para um perigoso estranho. E teve horror da própria alma que, mais que seu corpo, havia engendrado aquele ser apto à vida e à felici...