Pular para o conteúdo principal

Melhores da revista piauí em 2006


Os 13 melhores textos/HQs que foram publicados na revista piauí em 2006 você confere nos links abaixo, selecionados por mim, assinante (primeiro das bancas e depois na forma padrão) desde a piauí_5, num levantamento que fiz em 2015.

A melhor piauí de 2006 foi a de número 03, de dezembro, com destaque para o melhor texto publicado na revista no ano, as memórias de Millôr Fernandes, com uma bela introdução de Mario Sergio Conti, além das reflexões de Fernanda Torres sobre o pânico de ser atriz e a decepção dos pesquisadores de Guimarães Rosa por seus herdeiros impedirem a publicação de cartas e anotações do autor de Sagarana, entre outros.

No ano de estreia, destaca-se também a #02 (novembro), com João Moreira Salles detonando o limbo e a crônica de Antonio Prata sobre os riscos de ir de São Paulo ao Rio de carro; e a #01 (outubro), com o conto de Rubem Fonseca, o diário da escritora Cecília Giannetti batalhando em NY e a reportagem de Sílvio Ferraz sobre o sequestro do engenheiro brasileiro no Iraque.

PS: Os links foram retirados do post porque a revista trocou de servidor duas vezes, e não há como definir se o conteúdo continuará disponível na internet. Recomenda-se procurar o site da revista no Google, e pesquisar pelo título da matéria para verificar se está disponível para leitura ou não.

Melhores 2006 - Parte I

Millôr, um nome a zelar
Millôr se impõe uma forma fixa, a identidade nominal, e, dentro da prisão de si mesmo, expõe a liberdade
Millôr Fernandes, Mario Sergio Conti
piauí #03

O limbo não passa de um teologúmeno
O que a libertinagem, a fraqueza, as salas de espera e, talvez, a irmãzinha do Papa têm a ver com o destino das crianças inocentes
João Moreira Salles
piauí #02

No dorso instável de um tigre
O pânico de ser atriz vem da autoconsciência, do julgamento de si mesmo, da expectativa e de qualquer ruído que lembre o quão inútil é a profissão
Fernanda Torres
piauí #03

Diário arquivado
Para decepção dos pesquisadores de Guimarães Rosa, seus herdeiros impedem a publicação de cartas e anotações do autor de Sagarana
Cassiano Elek Machado
piauí #03

How do you do, Dutra?
É mais arriscado [e divertido] ir de São Paulo ao Rio de carro do que remar da África a Salvador
Antonio Prata
piauí #02

Miriam
Miriam, a mulher com um problema na garganta
Rubem Fonseca
piauí #01

Melhores 2006 - Parte II

Hoje o bicho pega na boate
O primeiro emprego em Nova York ninguém esquece
Cecília Giannetti
piauí #01

Desaparecido no deserto
Mistérios do sequestro do engenheiro brasileiro no Iraque
Sílvio Ferraz
piauí #01

A primeira menina do mundo
Nasceu na África há 3,3 milhões de anos
Marcos Sá Corrêa
piauí #01

Aí é luta, patuléia!
Uma desavença fonética opõe a jovem guarda aos palindromistas tradicionais - seria "Acena, Vanessa!" aceitável?
Vanessa Barbara
piauí #02

Enlarge your penis!
Mitos e realidades sobre os métodos de aumento do órgão masculino mais importante depois (depois?) do cérebro
Antonio Prata
piauí #03

O terceiro homem
Peter Norman, o branco solidário com o protesto negro
Dorrit Harazim
piauí #02

Melhores 2006 - HQ

Jean-Paul Sartre
Edward Sorel traça o perfil de Jean-Paul Sartre, o filósofo que, além do existencialismo, defendia a poligamia
Edward Sorel
piauí #03

Comentários

Possuo as primeiras 40 edições, em ótimo estado de conservação, mas por total falta de espaço penso em me desfazer delas.
Mirdad disse…
É importante se desfazer. Eu mesmo desfiz-me de todas ao longo dos anos, doando para biblioteca ou amigos.

Você pode vendê-la prum sebo e tirar algum.

Abraço!

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...