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Quinze passagens de Mayrant Gallo no blog NÃO LEIA! em 2011 e 2012



“De fato, minha mãe já havia morrido,
E eu já fora seu filho, em todo o sempre
Que só agora a física explica
E a poesia sempre susteve.

O futuro é, o passado será e o presente foi.
Tudo já aconteceu e ainda acontece e acontecerá.

Minha mãe, portanto, está nascendo, neste momento,
E também está sonhando, seu rosto lindo e adolescente,
Com seu amado, de quem nascerei em breve.

E é inevitável que eu pense, como Wislawa Szymborska,
Que, tão logo começa a ser pronunciada,
A palavra futuro torna-se passado.

Tão logo se morre, começa-se a nascer, por analogia.

E, assim, em algum lugar minha mãe está à minha espera.
E, assim, em algum momento eu saio de suas entranhas.
Noutro, meu pai me faz,
E seus olhos e os dela são os mais felizes.
Noutro ― ainda mais puro ―, ela me acaricia,
Me põe para dormir,
Me faz tomar o remédio, o banho, e comer e rir
E pronunciar as primeiras sílabas.

(...)

Costuma-se chamar tempo ao correr dos dias.
Mas tempo é palavra imprecisa.
Chamemos a tudo vida ― o antes, o depois e o agora.
E fiquemos à espera, no entrepalavras,
Do que nos reserva a sintaxe da História.”


“Depois de um incêndio florestal no Parque Nacional de Yellowstone, Wyoming, EUA, guardas florestais começaram a sua caminhada até a montanha, para avaliar os danos causados à fauna e à flora. Um deles encontrou um pássaro literalmente petrificado pelas cinzas, no chão, ao pé de uma árvore. Abalado com a cena trágica, o guarda tocou delicadamente o pássaro com uma vara, e três filhotes minúsculos correram de sob as asas de sua mãe morta. A mãe, amorosa e protetora, convicta do desastre iminente, tinha levado seus filhos para a base da árvore, reunindo-os sob suas asas. Por instinto, sabia que a fumaça tóxica subiria. Ela poderia ter voado para a sua própria segurança, mas se recusou a abandonar seus bebês. Em seguida, quando o incêndio chegou, o calor queimou seu corpo, mas ela permaneceu firme, permitindo-se morrer por aqueles que, sob a proteção de suas asas, viveriam.”


“Antes, os brasileiros tinham dois motivos para não ler: 1) ‘o livro no Brasil é caro demais’; 2) ‘não tenho tempo’. Agora, têm um terceiro: ‘o livro vai acabar’.”


Leituras, 17: Martha Galrão
(18/02/2012)
leia aqui

“(...) a literatura, mesmo ambientada no futuro ou no passado, volta-se para o presente, com o propósito de expressá-lo, julgá-lo ou simplesmente ironizá-lo. Se o leitor vai sair transformado da leitura e, com isso, tentar transformar o meio em que vive e o mundo, é consequência de quem é o leitor, de sua formação e de suas expectativas. No tempo em que vivemos, e com a educação que temos (a todo momento questionada por novos e inesperados valores, nem sempre valiosos, com o perdão do paradoxo), a recepção de qualquer texto literário é sempre um enigma, e a tendência de quem lê é, não satisfeito com o que leu, julgar o autor incompetente e seu texto ruim. Há ainda o fato, desalentador, de que muitos leitores não julgam o texto pelo que ele é e apresenta, mas simplesmente pelo que esperam dele. Se este é o tipo de leitura, é melhor não ler.”


          “(...) Anton Tchékhov (...) foi um dia chamado de gênio por outro gigante da literatura russa, Tolstói. ‘Todos nós somos grandes escritores’, disse Tolstói a Górki, ‘mas ele’, e apontou Tchékhov, que passeava sozinho, ao largo, na fazenda de Tolstói, ‘ele é o maior, é um gênio’.
          Nestes contos [Um negócio fracassado], que em geral não vão além de quatro ou cinco páginas, Tchékhov exercita seu olhar impiedoso e sua pena crítica, fixando-se nos tipos humanos da vida russa, como as governantas, os preceptores, os funcionários públicos do alto e do baixo escalão, os militares, os estudantes, os maridos, as esposas infelizes, as adolescentes sonhadoras. Seu humor, vazado de melancolia, é mais irônico que engraçado, e nas entrelinhas das histórias, completamente banais, vai muito de não-dito, de sugerido, de disfarçado e terrível. Dramas, decepções, loucura, traições, dores, amores frustrados, desprezo pela vida humana, desdém pelos subalternos, autoritarismo e exercício de poder, ambição desmedida e a corrupção do funcionalismo público, covardia e canalhice, tudo através de uma lente opaca e que não aumenta nada, pelo contrário: deixa diminuto mesmo, porque assim é a vida.”


          “A leitura ideal é aquela que fornece ‘a paisagem nova de uma mesma janela’. (...) Se temos expectativas, conforme nosso gosto ou nossos interesses, ‘mesmificamos’ o que pretendemos ler, e, assim, se por acaso o desenho não coincidir, a leitura não converge. Os ‘dois desenhos’ (texto e leitura) não se encaixam. É como se pela mesma janela de sempre entrasse uma nova paisagem, que nossas expectativas, no entanto, previamente já recusavam. Deste descompasso advêm os julgamentos inexatos e perversos, oriundos da evidência (inconsciente) de que o texto está em desacordo com o que somos. É muito mais fácil, diante da falta de parâmetros, julgar um texto ruim do que julgá-lo pelo que ele é, por ser esta ‘paisagem nova de uma mesma janela’.
          Durante a leitura, ao ‘acordarmos’ diante desta nova paisagem, não podemos virar para o outro lado e continuar a ‘dormir’ na expectativa do mesmo amanhã, daquela paisagem de sempre. Naturalmente, alguns dos melhores textos de literatura são os que por sua estranheza nos abrem uma paisagem nova. Mas precisamos estar à janela e com o olhar puro.”


In memoriam de minha mãe
(21/11/2011)
leia aqui

          “O filme narra a história de Phil Connors, que apresenta diariamente as previsões metereológicas na tevê. Um sujeito amargo, cínico, desrespeitoso e intolerante com todas as pessoas que conhece e desconhece. Um niilista. É escalado para cobrir com sua produtora e um fotógrafo o Dia da Marmota, da cidade Punxsutawney, Pensilvânia, evento que ele despreza e que para ele não passa de um desvario caipira. Mas o inesperado acontece: uma nevasca retém a equipe na cidade, e a segunda noite que ele passa no hotel não avança no tempo; por vários dias, ou talvez semanas, ele acorda sempre no mesmo dia: o Dia da Marmota. Inicialmente, Phil Connors encara isso como uma condenação; posteriormente, como uma grande chance para aprender mais sobre si mesmo e as pessoas, conquistar sua produtora, que ele ama em silêncio, e para, enfim, construir uma vida melhor, evidentemente com valores mais humanos, e orientada por um espírito mais sensível e justo.
          Alegoria da condição humana, e por que não dizer do aprisionamento à vida, Feitiço do tempo é original, gracioso e profundo, e consegue nos conquistar a cada minuto (como ao personagem a cada dia), com uma sucessão de repetições. Ao fim, afirma que, se a vida é enfadonha, é porque quem a vive o é.”


“Cinco obras tornaram o franco-argelino Albert Camus (1913-1960) um autor mundialmente célebre, nesta ordem: O estrangeiro, O mito de Sísifo, A peste, Calígula e O homem revoltado. Dois romances, uma peça teatral e dois ensaios. Todavia, Camus foi também um grande contista, o que pode ser comprovado pelo volume O exílio e o reino (...) Nos seis contos deste livro, que Camus dedica à sua esposa Francine, o reino é a consciência, e o exílio, o indivíduo, preso ao seu destino e ao meio de sua escalada na vida. Com o propósito de conferir mais universalidade geográfica aos seus relatos, Camus os localiza na Europa, na África e até no Brasil, em meio a situações de conflito político ou existencial. A diversificação de cenários se transfere para a forma das narrativas e o registro de linguagem, que jamais se repetem, demonstrando o quanto Camus era um autor consciente de seu ofício, imaginativo e variado. (...) O exílio e o reino é profundo em seus temas, exímio no desenvolvimento artístico de sua proposta e poético em sua linguagem, uma preocupação constante na obra de Camus. Embora narrador extraordinário, e A peste e O estrangeiro comprovam isso, Camus sabe que ambientes, atmosferas, paisagens e estados íntimos só podem ser fixados com precisão e verdade através da poesia. E ele é, sem embargo, um dos mais poéticos prosadores da literatura francesa, um mestre insuperável, num idioma que legou ao mundo escritores do porte de Victor Hugo, Honoré de Balzac, Guy de Maupassant, Gustave Flaubert, André Gide, Jean-Paul Sartre e Georges Simenon, não menos extraordinários e não menos poéticos.”


          “Como qualquer gênero literário que subverte a tradição, o miniconto também já possui seus inimigos. Recentemente, em conversa com um escritor numa livraria, o miniconto veio à baila, e o autor, sem meias palavras, me disse: ‘Miniconto é bobagem, porcaria, coisa de quem não tem assunto nem sabe escrever; não é literatura’. Com efeito, também não tinham assunto nem sabiam escrever Julio Cortázar, Jules Rénard, Jean Cocteau, Yasunari Kawabata e tantos outros. E eles não foram literatos, não fizeram literatura.
          Ora, simplesmente o miniconto está incomodando, por estes motivos: 1) é um gênero jovial, que atrai os jovens e conquista leitores; 2) vai aos poucos se tornando popular, pois agrupa elementos de outros gêneros, narrativos ou não, como a poesia, o cinema, a piada, o acontecimento cotidiano, a propaganda etc.; 3) é um gênero que se desenvolve com o que está ao alcance das mãos, em assunto (a realidade, a vida) e forma (todas as formas narrativas, todos os tons, todas as expressões de arte e cultura); 4) ‘condensado ao mínimo’, faz do riso, do sarcasmo e da ironia o seu ganha pão; 5) quando não é direto, é metafórico, e nas duas maneiras impacta o leitor.”


Leitura de bolso, 2: Um negócio fracassado
(14/01/2011)
leia aqui

          “De vez em quando lemos um livro que não conhecíamos, de um autor que não conhecíamos, e saímos da leitura renovados para a vida. Obviamente que, para que isso aconteça, é preciso que o livro desperte a nossa sensibilidade tanto pelo assunto abordado quanto pela forma, compreendida esta como a soma de quatro aspectos básicos: estrutura, tom, ritmo e linguagem.
          A história de Meu tipo de garota, romance do escritor indiano, mais precisamente bengali, Buddhadeva Bose, é simples e universal. Um trem é obrigado a parar por causa de um acidente na linha. Quatro homens respeitáveis e desconhecidos entre si são obrigados a dividir a sala de espera da estação, por seis horas de uma noite fria, enquanto a ferrovia é desobstruída para o comboio seguir viagem.
          Estão ali, no frio, bebendo café e obrigados a entabular algum tipo de conversa para que o silêncio não os oprima, e o tempo não demore ainda mais a se escoar, quando, de repente, a porta se abre, e um jovem casal surge à soleira. Os dois examinam a sala vagamente e decidem não entrar.
          A visão do casal desperta nos homens um sentimento novo, de compreensão e derrota perante a vida. Eles também foram jovens e conheceram aquele momento de recém-casados e apaixonados. Um momento tão sublime que dispensa o conforto de uma sala mais ou menos aconchegante em favor da solidão a dois, mesmo num buraco, num canto qualquer da estação.
          É então que decidem narrar, cada um a seu modo, a sua própria história de amor. Uma maneira de passar o tempo e igualmente resgatá-lo, como um sorvo de vida, um solvente para a dor de viver. (...)
          Publicado em 1951, quando Buddhadeva Bose (1908-1974) encontrava-se no auge de seu fulgor criativo, este romance enquadrado (com prólogo, quatro histórias distanciadas no tempo e no espaço, e epílogo) é um dos mais importantes trabalhos do autor e da literatura bengali. (...) é quase um poema, corroborando as palavras de Octavio Paz, segundo as quais todo romance possui, em sua linguagem — e por sua própria natureza —, algo de inesperadamente poético.”


“As histórias de amor existem desde o princípio do mundo. Representá-las na literatura ou no cinema ― quaisquer que sejam ― implica que se invista na forma. O segredo, portanto, para se alcançar êxito artístico, é trabalhar a linguagem, a estrutura, o tom, ritmo, textura, cor. É com estes atributos que a cineasta Mia Hansen-Love dirigiu um dos melhores filmes franceses deste começo de século, Adeus, primeiro amor (...) Demonstrando profundo conhecimento do cinema francês desde a Nouvelle Vague, especialmente de Rohmer, Truffaut, Chabrol e Blier, e exercitando de forma natural as influências e seu próprio estilo, a diretora transforma o périplo amoroso de Camille num tour de force, ao qual se acrescenta todo um repertório de recursos estéticos que fazem de seu sofrimento ― e do filme! ― um deleite para os olhos e o espírito. As estações meteorológicas tornam-se as estações da juventude e da vida, as cores de seu estado de ânimo migram para a paisagem e desta para a sua alma, campo e cidade se alternam com suas cores e seus respiros, o choro e a melancolia dão lugar ao mutismo e à impertinência de mudar, superar-se a qualquer custo, e da contenção existencial de início chega-se à expansão. Com o retorno de Sullivan, uma nova fase começa, até o desfecho, metafórico, simbólico, oriental: a vida é como um rio. O amor, sobretudo o amor de juventude, é rito de passagem, uma espécie de organizador da vida. Infelizes os que não passam por ele; bem-aventurados os que o superam.”


          “Le bonheur (1965), que recebeu no Brasil o péssimo título As duas faces da felicidade, é um dos mais bonitos, sedutores e cifrados filmes franceses da década de 1960. Dirigido por Agnès Varda, que também assina o roteiro, Le Bonheur constitui uma narrativa completamente aberta a interpretações e significados, além de um exame despretensioso sobre o que é a família, o amor, o sexo, o homem e a mulher.
          Uma das reflexões mais visíveis que o filme apresenta, e que mesmo o espectador mais distraído não está longe de alcançar, propõe uma espécie de revisão, em versão moderna, fundada talvez no espírito da contracultura daquela década, do paraíso cristão; como ele poderia ter sido se Adão e Eva, por sua ‘falta’, não tivessem sido expulsos. Um paraíso onde haveria amor, crianças, trabalho, amigos, fins de semana, passeios no campo, sonecas nas tardes de domingo, amantes e especialmente sexo. Com isso, Varda nos diz, indiretamente, que o paraíso é a própria vida e que, ao nos expulsar daquele lugar aprazível dos primeiros tempos, e que Adão e Eva supostamente teriam maculado, Deus, na verdade, nos devolveu ao verdadeiro Éden: a vida humana. A cobra e a maçã eram, portanto, uma charada.”


Fahrenheit e a leitura ideal
(08/01/2011)
leia aqui

“Recebo tantos livros pelos Correios (ontem chegou mais um, de contos), que, se eu fosse parar imediatamente para lê-los, não faria mais nada. Tenho em casa uma pilha de livros que recebi desde 2006, e mais outra, um pouco menor e mais recente, no trabalho. A maioria ainda espera leitura, e é assim mesmo, pois todo escritor, como todo leitor, tem suas escolhas de leitura, os autores e as literaturas de sua preferência, sem os quais ele ficaria meio solitário, se não órfão. Portanto, os livros que chegam precisam se encaixar no gosto e no ritmo do leitor. Um dos últimos livros que recebi (e curiosamente a poetisa me enviou dois exemplares, talvez por esquecimento ou porque não lhe dei uma resposta imediata) foi A chuva de Maria (Simões Filho: Kalango, 2011), de Martha Galrão. Este abri a esmo num dia qualquer e fui lendo, lendo e me deliciando. Ao fim, me convenci de que estava diante de mais uma pupila de Safo. Há poemas muito bonitos, como os que se seguem: sonoros, líricos, toantes, confessionais; e cujos assuntos são aqueles mesmos, que cabem nos dedos de uma só mão e fazem a fama de qualquer grande poeta: a morte, a perda da infância, o amor, o tempo, Deus. Só me resta agradecer a Martha Galrão, duplamente, o presente e a oportunidade de desfrutar de sua poesia.”


“Há centenas e, talvez, milhares de definições do que seja o romance: gênero informe, massa de histórias com um tênue fio condutor, distensão no tempo e no espaço, multidão de personagens sem nada o que fazer e que o autor manipula ao seu bel-prazer, ‘o todo possível de uma narrativa’ (esta é minha), o mundo de um deus, o autor (Faulkner). Todavia, uma das mais espirituosas e precisas com que já me deparei é a que se segue, arrancada de um romance de Stephen King e atribuída àquele que muitos consideram o fundador do romance norte-americano, Mark Twain, um humorista nato. Mais ou menos lá no primeiro terço de 'Salem's Lot, um calhamaço de quase seiscentas páginas, lê-se: ‘Mark Twain disse que um romance era uma confissão de todos os crimes por um homem que nunca cometeu nenhum.’”


“Se o leitor jamais leu Guy de Maupassant, considerado ao lado de Edgar Allan Poe, Anton Tchekhov e Machado de Assis um dos criadores do conto moderno, e quiser de uma assentada ter acesso a um panorama perfeito do que ele escreveu de melhor no âmbito da ficção breve, o livro indicado é Bola de Sebo e outros contos e novelas (Civilização Brasileira, 1970). Com tradução de Lygia Junqueira Fernandes, constam do volume os relatos Bola de Sebo, Pensão Tellier, Miss Harriet, Mademoiselle Fifi, O horla e A herança, todos indiscutivelmente obras-primas da ficção universal. (...) Maupassant não quis agradar a ninguém, nem muito menos passar, forçosamente, à história da literatura. Escreveu o que viu, viveu ou imaginou a partir do que viu e viveu, em estilo direto, claro e irônico. Mais de cem contos e novelas e alguns romances formam o seu legado, escrito num período muito curto, de mais ou menos dez anos, até que a loucura o devastasse. Sua obra permanecerá viva e legível, enquanto existir o sol.”


Mayrant Gallo (foto: Lima Trindade)

Presentes no blog NÃO LEIA!, de Mayrant Gallo, postagens In memoriam de minha mãe (21/11/2011), Minicontos reais, 1: Mãe-pássaro (09/12/2011), “Não leio!” (01/10/2011), Fahrenheit e a leitura ideal (08/01/2011), Leitura de bolso, 2: Um negócio fracassado (14/01/2011), Fahrenheit e a leitura ideal (08/01/2011), Vá e veja, 17: Feitiço do tempo (02/02/2011), Leituras, 12: Albert Camus (16/02/2011), Leituras, 15: Contos à queima-roupa (17/05/2011), Leituras, 13: Meu tipo de garota (20/03/2011), Vá e veja, 19: Primeiro amor (25/12/2012), Vá e veja, 13: Le Bonheur (01/01/2011), Leituras, 17: Martha Galrão (18/02/2012), O romance (16/08/2012) e Leituras, 11: Guy de Maupassant (24/01/2011), respectivamente.

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