Pular para o conteúdo principal

Flica 2013 - Autores confirmados - Parte I

Autores confirmados na Flica 2013
Em cima: Eduardo Bueno, Karina Rabinovitz e Sérgio Rodrigues
Embaixo: Elieser Cesar, Gláucia Lemos e Ana Tereza Baptista


A 3ª edição da Flica, a Festa Literária Internacional de Cachoeira, vai acontecer de 23 a 27 de outubro na cidade histórica e heroica do Recôncavo Baiano. A partir deste post, você vai conhecer os vinte e quatro autores confirmados na programação principal da Flica.



EDUARDO BUENO
http://www.flica.com.br/eduardo-bueno/

Natural de Porto Alegre, é escritor, jornalista, editor e tradutor, autor de mais de 20 livros. Entre os inúmeros prêmios e menções honrosas recebidas, estão um Prêmio Jabuti e a Ordem do Mérito Cultural. Autor da coleção “Terra Brasilis”, sobre a história colonial do Brasil, publicada a partir de 1998, tornou-se um dos maiores fenômenos editoriais do país, com quase um milhão de exemplares vendidos, sendo o primeiro autor brasileiro a possuir quatro títulos entre os cinco primeiros nas listas de mais vendidos dos principais jornais e revistas brasileiros. Em 2007, Eduardo Bueno foi o idealizador, roteirista e apresentador da série “É muita história”, levada ao ar pelo programa “Fantástico” da TV Globo. Seu trabalho mais recente é a edição atualizada de “Brasil – Uma História” (Leya/2013).

Na Flica 2013
Mesa 04 – “1889 – Clientes, Coronéis e a República”
Quinta-feira, 24 de outubro, às 19h



KARINA RABINOVITZ
http://www.flica.com.br/karina-rabinovitz/

Natural de Salvador (1977), jornalista formada pela UFBA, é poeta e roteirista. Desde 2005 trabalha em parceria com a artista visual Silvana Rezende, experimentando e realizando interações entre poesia e artes visuais. Juntas, criam intervenções urbanas e lançaram este ano “O livro de água”, um livro-objeto de poemas que se expande numa exposição de artes visuais, produto híbrido, composto de palavras, imagens, sons e instalações. Além deste, possui mais três livros de poesia: “Poesinha pra caixinha [de fósforo]” (2012), “Livro do quase invisível” (2010) e “De tardinha meio azul” (2005). Vencedora de editais da Secult-BA e de prêmios, Karina já participou de diversos encontros literários pelo país.

Na FLICA
Mesa 02 - ”Qualquer Um Poeta”
Quinta-feira, 24 de outubro, às 10h



SÉRGIO RODRIGUES
http://www.flica.com.br/sergio-rodrigues/

Mineiro de Muriaé (1962), vive no Rio de Janeiro desde 1980. É jornalista, escritor, tradutor e crítico literário, colunista do portal Veja.com, onde mantém os blogs “Todoprosa” e “Sobre Palavras”. Pelo conjunto da obra, recebeu o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro 2011 na categoria Literatura. Trabalhou como repórter, editor e colunista em veículos como Jornal do Brasil, O Globo, Folha de S. Paulo, Veja Rio e TV Globo. Estreou como escritor em 2000 com “O homem que matou o escritor” (contos/Objetiva). Lançou mais dois romances, “As sementes de Flowerville” (2006) e “Elza, a garota” (2009), e livros de humor, crônicas, artigos e contos. Na Flica, lança seu novo romance, “O drible” (Cia das Letras).

Na FLICA
Mesa 05 – “O Não Legado da Literatura”
Sexta-feira, 25 de outubro, às 10h



ELIESER CESAR
http://www.flica.com.br/elieser-cesar/

Jornalista baiano e Mestre em Letras pela UFBA, é contista e poeta, vencedor do 1º Prêmio Damário Dacruz de Poesia, instituído pela Fundação Pedro Calmon (FPC), uma importante ação criada pelo saudoso Prof. Ubiratan Castro, morto em 2013, inspirada pela Flica. Elieser Cesar é autor de “O azar do goleiro” (novela), “O escolhido das sombras e outras histórias” (contos), “Os cadernos de Fernando Infante” (poesia), “O romance dos excluídos – Terra e política em Euclides Neto” (ensaio) e “A garota do outdoor” (contos). Integra a antologia “A Poesia Baiana no Século XX”, organizada por Assis Brasil, e as coletâneas de contos “As baianas” e “82 – Uma copa | Quinze histórias”.

Na FLICA
Mesa 02 – “Qualquer Um Poeta”
Quinta-feira, 24 de outubro, às 10h



GLÁUCIA LEMOS
http://www.flica.com.br/glaucia-lemos/

Natural de Salvador, é membro da Academia de Letras da Bahia, graduada em direito na UCSal e pós-graduada em Crítica de Arte na UFBA, um dos principais nomes da literatura da Bahia. Estreou em 1979 com um livro de contos, ilustrado por ela mesma, e já lançou mais de 35 livros, dos quais 21 infanto-juvenis. Além dos livros de contos, Gláucia Lemos escreveu antologias, ensaios, novelas, poemas e publicou quatro romances, todos eles premiados em concursos nacionais, com destaque para “Bichos de Conchas”, melhor livro de 2007 pela UBE. Na Flica, lança o romance “Marce” (Solisluna).

Na FLICA
Mesa 06 - ”Lirismo, Sonhos e Imaginários”
Sexta-feira, 25 de outubro, às 15h



ANA TEREZA BAPTISTA
http://www.flica.com.br/ana-tereza-baptista/

Jornalista baiana, trabalhou no jornal A Tarde e no Ibama, com passagens pelas TVs Aratu e Bandeirantes. Em 2009, apresentou para a Assembleia Legislativa da Bahia um projeto de biografias com nomes de ilustres baianos. Pela Alba, lançou em 2012 a biografia de Chico Pinto, político de Feira de Santana, um dos baluartes da resistência ao governo militar. No final de 2012 lançou, em edição do autor, a biografia “Elsimar Coutinho: o cientista que o mundo aplaude”, em que retratou a carreira e a vida de um dos mais conceituados cientistas da Bahia, com quase sessenta anos dedicados à pesquisa e à reprodução humana.

Na FLICA
Mesa 03 – “Vidas Comuns, Vidas Notáveis”
Quinta-feira, 24 de outubro, 15h

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...