Pular para o conteúdo principal

Possíveis títulos retirados da obra de Mayrant Gallo

Mayrant Gallo na Flica 2011 - Foto: Vinicius Xavier


"O emblema turvo do fim"
 O inédito de Kafka - pg. 59

"O abismo cor de chumbo"
 Brancos reflexos ao longe - pg. 28

"O apagamento irremediável das cicatrizes"
 Pés quentes nas noites frias - pg. 40

"A nudez esclarece as pessoas"
 Pés quentes nas noites frias - pg. 31

"Uma sensação de inútil suficiência"
 O inédito de Kafka - pg. 50

"Uma escada rumo ao cinismo"
 Pés quentes nas noites frias - pg. 116

"O arredondamento vazio do grito"
 Cidade singular - pg. 18

"Gestos passivos diante da dor e do infortúnio"
  O inédito de Kafka - pg. 91

"Uma passagem firme e sem incidentes aos corredores do insondável"
  Cidade singular - pg. 47

"O impulsivo desejo de ridicularizar tanto o indivíduo quanto a espécie"
 Brancos reflexos ao longe - pg. 80

"Os dias existem para uma irremediável perda"
 Brancos reflexos ao longe - pg. 95

"Uma quase instantânea compreensão do acaso"
  O inédito de Kafka - pg. 178

"A evidência do desconhecido e do improvável"
  Brancos reflexos ao longe - pg. 48

"O súbito roçar da morte"
  Brancos reflexos ao longe - pg. 75

"Ontem nada, amanhã silêncio"
  Pés quentes nas noites frias - pg. 18

"Apenas mais um entre muitos"
  O inédito de Kafka - pg. 95

"Toda poça de sangue é irrecusável"
  O inédito de Kafka - pg. 48

"Um indisfarçável olhar de repreensão"
  Dizer adeus - pg. 54

"Olhos abertos no escuro"
  O inédito de Kafka - pg. 23

"A surpresa miúda dos minutos"
  O inédito de Kafka - pg. 21

"Morre-se, e é tudo"
  Recordações de andar exausto - pg. 60

"Agora nem o espelho me devolve"
  Recordações de andar exausto - pg. 39

"As pedras incendiadas de sol e água"
  Brancos reflexos ao longe - pg. 27

"O repentino desaparecimento da luz"
  Dizer adeus - pg. 37

"Um azul ainda mais sólido"
  Brancos reflexos ao longe - pg. 23

"No céu de um azul irreal"
  Brancos reflexos ao longe - pg. 51

"O eco dos passos sobre caminhos novos"
  Três infâncias - pg. 27

"Não há sentido no espaço, nem no tempo, pois não há pessoas à vista"
  As aventuras de Nicolau & Ricardo: detetives - pg. 64

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dez passagens de Jorge Amado no romance Capitães da Areia

Jorge Amado “[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida. As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A...

Dez passagens de Clarice Lispector nas cartas dos anos 1950 (parte 1)

Clarice Lispector (foto daqui ) “O outono aqui está muito bonito e o frio já está chegando. Parei uns tempos de trabalhar no livro [‘A maçã no escuro’] mas um dia desses recomeçarei. Tenho a impressão penosa de que me repito em cada livro com a obstinação de quem bate na mesma porta que não quer se abrir. Aliás minha impressão é mais geral ainda: tenho a impressão de que falo muito e que digo sempre as mesmas coisas, com o que eu devo chatear muito os ouvintes que por gentileza e carinho aguentam...” “Alô Fernando [Sabino], estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? (...) E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.”  “(...) O dinhei...

Oito poemas de Ana Martins Marques no livro Risque esta palavra

Ana Martins Marques (foto daqui ) História Ana Martins Marques Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca de 7 anos a menos. Meus seios têm cerca de 12 anos a menos. Bem mais recentes são meus cabelos e minhas unhas. Pela manhã como um pão. Ele tem uma história de 2 dias. Ao sair do meu apartamento, que tem cerca de 40 anos, vestindo uma calça jeans de 4 anos e uma camiseta de não mais do que 3, troco com meu vizinho palavras de cerca de 800 anos e piso sem querer numa poça com 2 horas de história desfazendo uma imagem que viveu alguns segundos. Belo Horizonte, 7 de novembro de 2016. -------- Parte alguma Ana Martins Marques Não te enganes: viajar é aborrecido. Num ponto, ao menos, todos os lugares  se parecem: neles já se passou  algo terrível.  As viagens cansam e são tristes.  Viajando apenas constatamos  a repetição tediosa do que existe. Pois para onde quer que compremos passagem levamos a nós mesmos na bagagem. Viajar é conduzir o corpo — esse comboio imundo — a...